
O governo Lula devolveu a “esperança ao povo brasileiro” disse a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, neste domingo (25) durante encontro estadual do partido no Rio de Janeiro. Durante o evento, foi apresentada também a pré-candidatura do prefeito petista de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ao Senado.
“O que ele [o governo Lula] deu foi essa imensa esperança que tenho orgulho de representar. Tinham relegado esse povo para uma situação de desesperança”, discursou Dilma para mais de 5 mil pessoas na quadra da Portela. Ela foi recebida com uma parodia da música "Deixa a vida me levar", de Zeca Pagodinho. O auditório cantava "deixa Dilma me levar, dilma leva eu".
Ela salientou a geração recorde de emprego no país durante a gestão petista, quando foram criados mais de 12 milhões de postos formais de trabalho. “Vamos ter um governo que mais gerou empregos no país. Vamos acabar com a era do bico, a época que as pessoas precisavam fazer um bico para alimentar a família. Já geramos 12 milhões de empregos e vamos gerar mais”, salientou.
Dilma voltou dizer que nessa próxima década o Brasil tem condições de dar fim à miséria e que, agora, há condições econômicas e sociais para os brasileiros subirem na vida. “Nós achamos que é possível que nessa década que começa em 2011 que o Brasil elimine a pobreza. Os primeiros passos o presidente Lula deu quando tirou milhões de brasileiros da miséria e outros foram para classe media. Subir na vida era uma coisa que estava proibida na sociedade brasileira”, discursou.
A pré-candidata reforçou novamente a importância das empresas estatais na época da crise. ”Mostramos que empresas estatais valorizadas são capazes de ajudar no desenvolvimento do país. Tem uma história ótima do Banco do Brasil. Quando veio a crise só o Banco do Brasil investiu. Quando investiu na crise foi o que mais lucrou. Estamos mostrando que a empresas estatais são armas poderosas em tempos de crise”, disse.
Mesmo contrariando a recomendação dos caciques petistas, a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) decidiu responder a parte dos ataques feitos pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O socialista disse, na semana passada, que considerava o tucano José Serra (PSDB) mais capaz e melhor preparado do que Dilma. A ex-ministra da Casa Civil fez contraponto ao fogo amigo e disse que tem credenciais suficientes para disputar o cargo. A fala foi proferida durante o lançamento da pré-campanha ao Senado do ex-prefeito de Nova Iguaçú Lindberg Farias, ontem, no Rio de Janeiro.
Logo na chegada à quadra da escola de samba Portela, na Zona Norte do Rio, Dilma procurou amenizar o tom, mas rebateu as declarações do ex-ministro da Integração Nacional. “Ciro Gomes está na razão dele para dar a opinião dele, mas tenho todas as credenciais para ser candidata. Tenho experiência nos três níveis da Federação e participei de todas as lutas políticas do país. Na Casa Civil, coordenei os principais projetos da Presidência”, afirmou, acrescentando que ainda mantém a admiração e a amizade pelo deputado federal cearense.
O encontro serviu também para os petistas confirmarem o apoio à reeleição do governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB). Além de Cabral e Lindberg, Dilma dividiu o palco com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB); os ministros do Trabalho, Carlos Lupi ; e das Cidades, Márcio Fortes; e o ex-ministro do meio ambiente Carlos Minc. O discurso da pré-candidata para a militância petista voltou a centrar ataques ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Dilma respondeu aos que “menosprezam” a capacidade administrativa da atual gestão e fez referências às privatizações durante o comando tucano. “Nós não fugimos da luta, não esmorecemos e não entregamos os pontos. Não pensem que nos atemorizam. Não somos daqueles que entregam o seu país, seu Estado, seus municípios”, disse Dilma Rousseff.
Promessas
No campo das promessas, a petista disse que é possível eliminar a pobreza na próxima década. “Nós descobrimos o modelo correto de desenvolvimento: crescimento com as pessoas podendo subir na vida.” Dilma também aproveitou para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “doutor em desenvolvimento econômico e social”. “Diziam que o presidente Lula não saberia governar porque não tinha diploma universitário. Eles nunca entenderam que o presidente Lula tem diploma de Brasil, pós-graduação em democracia e é doutor em desenvolvimento econômico e social.”
Depois de cumprimentar militantes e integrantes da Portela, a petista retornou a Brasília. Durante a semana, a única viagem prevista até o momento na agenda da pré-candidata é uma visita à feira de tecnologia agrícola Agri-show, em Ribeirão Preto (SP), provavelmente na quarta-feira.

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