quarta-feira, 2 de junho de 2010
LULA: FAREI CAMPANHA PELA DILMA
São Paulo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou hoje se licenciar do cargo durante o processo eleitoral e afirmou que fará campanha a favor da presidenciável petista, Dilma Rousseff. "Ainda este ano eu irei fazer campanha na porta da fábrica da Volkswagen", disse ele em São Paulo, durante visita a uma fábrica da marca.
"Não é proibido um presidente da República fazer campanha quando a campanha começar. O que eu não quero é fazer nada que possa infringir a legislação eleitoral e isso só me permite fazer campanha depois que forem feitas as convenções partidárias, que os candidatos estiverem oficializados", destacou.
Questionado sobre as multas que levou por supostamente ter feito propagada eleitoral antecipada em favor da ex-ministra, Lula disse que tinha uma visão sobre campanha até outro dia, e que agora mudou. "Obviamente, não cabe ao presidente criar nenhum constrangimento para a Justiça Eleitoral. Pelo contrário, tenho que dar exemplo para que a questão eleitoral transcorra no Brasil com a maior normalidade possível".
Ele também rebateu as críticas da oposição de que ele estaria brincando com as leis eleitorais. "Eu não posso levar a sério o que a oposição diz".
Multa
Os advogados do presidente Lula apresentaram ontem a defesa em relação a uma representação do PSDB que pede multa de R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada. Além de Lula, o PT e a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, são acusados de infringir a legislação eleitoral durante o programa petista veiculado no último dia 13.
A defesa de Lula argumentou que o presidente é seu filiado de maior destaque e que ele não infringiu a lei ao divulgar seus feitos no governo. Disse ainda que em nenhum momento as eleições deste ano foram citadas e que não houve pedido de votos.
Os advogados petistas disseram que a presença de Dilma Rousseff serviu para "incentivar a participação feminina em ações políticas´´.
Segundo a Lei dos Partidos Políticos, a propaganda partidária gratuita também é destinada a promover e difundir a participação das mulheres na política, dedicando a elas um tempo mínimo de 10% no programa.
MACONHA
Marina é contra legalização da droga
A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou ser contrária à legalização da maconha como forma de combater o tráfico de drogas no País e sugeriu um plebiscito nacional para discutir o assunto, assim como propõe para debater o aborto.
Em entrevista a internautas e jornalistas do portal Uol na internet, Marina afirmou que a legalização da maconha não é a melhor maneira de combater o tráfico de drogas. "Existem drogas muito mais pesadas do que a maconha, que é usada para fins medicinais. Defendo um plebiscito. A discussão hoje não é a descriminalização, é a liberação das drogas. Eu tenho posição contrária", afirmou.
A senadora alfinetou o pré-candidato tucano à Presidência José Serra, que recentemente disse que o governo da Bolívia é "cúmplice" do tráfico de drogas para o Brasil. "Eu tenho dúvida se o governo da Bolívia não fosse de um índio se isso seria dito com tanta radicalidade. Já taxam aquelas pessoas como se tivessem uma natureza contraventora e isso não é verdade. A maioria das pessoas são corretas e não podem ser chamadas de traficantes", afirmou.
Marina também falou sobre sexualidade e aborto, outros temas polêmicos. A senadora disse que não vai à Parada Gay em São Paulo, que acontece no próximo domingo e que não tem opinião formada sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.
Casamento gay
Ela voltou a afirmar que não é favorável ao casamento de homossexuais, mas disse que os direitos deles devem ser respeitados. "Eu não tenho competência técnica para falar, estou formando uma opinião (sobre adoção entre pessoas do mesmo sexo). Em relação ao casamento, o casamento é uma instituição de pessoas de sexos diferentes. Uma instituição pensada há milhares de anos. Não tenho uma posição favorável. Mas essas pessoas têm direitos e têm o direito de defender suas bandeiras", disse.
Sobre a legalização do aborto, a pré-candidata do PV disse que as opiniões de quem defendem a prática e de quem condena devem ser respeitadas. "Não tenho uma visão de ficar satanizando os que defendem (a legalização do aborto)", ressaltou a pré-candidata do PV.
"Não é proibido um presidente da República fazer campanha quando a campanha começar. O que eu não quero é fazer nada que possa infringir a legislação eleitoral e isso só me permite fazer campanha depois que forem feitas as convenções partidárias, que os candidatos estiverem oficializados", destacou.
Questionado sobre as multas que levou por supostamente ter feito propagada eleitoral antecipada em favor da ex-ministra, Lula disse que tinha uma visão sobre campanha até outro dia, e que agora mudou. "Obviamente, não cabe ao presidente criar nenhum constrangimento para a Justiça Eleitoral. Pelo contrário, tenho que dar exemplo para que a questão eleitoral transcorra no Brasil com a maior normalidade possível".
Ele também rebateu as críticas da oposição de que ele estaria brincando com as leis eleitorais. "Eu não posso levar a sério o que a oposição diz".
Multa
Os advogados do presidente Lula apresentaram ontem a defesa em relação a uma representação do PSDB que pede multa de R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada. Além de Lula, o PT e a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, são acusados de infringir a legislação eleitoral durante o programa petista veiculado no último dia 13.
A defesa de Lula argumentou que o presidente é seu filiado de maior destaque e que ele não infringiu a lei ao divulgar seus feitos no governo. Disse ainda que em nenhum momento as eleições deste ano foram citadas e que não houve pedido de votos.
Os advogados petistas disseram que a presença de Dilma Rousseff serviu para "incentivar a participação feminina em ações políticas´´.
Segundo a Lei dos Partidos Políticos, a propaganda partidária gratuita também é destinada a promover e difundir a participação das mulheres na política, dedicando a elas um tempo mínimo de 10% no programa.
MACONHA
Marina é contra legalização da droga
A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou ser contrária à legalização da maconha como forma de combater o tráfico de drogas no País e sugeriu um plebiscito nacional para discutir o assunto, assim como propõe para debater o aborto.
Em entrevista a internautas e jornalistas do portal Uol na internet, Marina afirmou que a legalização da maconha não é a melhor maneira de combater o tráfico de drogas. "Existem drogas muito mais pesadas do que a maconha, que é usada para fins medicinais. Defendo um plebiscito. A discussão hoje não é a descriminalização, é a liberação das drogas. Eu tenho posição contrária", afirmou.
A senadora alfinetou o pré-candidato tucano à Presidência José Serra, que recentemente disse que o governo da Bolívia é "cúmplice" do tráfico de drogas para o Brasil. "Eu tenho dúvida se o governo da Bolívia não fosse de um índio se isso seria dito com tanta radicalidade. Já taxam aquelas pessoas como se tivessem uma natureza contraventora e isso não é verdade. A maioria das pessoas são corretas e não podem ser chamadas de traficantes", afirmou.
Marina também falou sobre sexualidade e aborto, outros temas polêmicos. A senadora disse que não vai à Parada Gay em São Paulo, que acontece no próximo domingo e que não tem opinião formada sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.
Casamento gay
Ela voltou a afirmar que não é favorável ao casamento de homossexuais, mas disse que os direitos deles devem ser respeitados. "Eu não tenho competência técnica para falar, estou formando uma opinião (sobre adoção entre pessoas do mesmo sexo). Em relação ao casamento, o casamento é uma instituição de pessoas de sexos diferentes. Uma instituição pensada há milhares de anos. Não tenho uma posição favorável. Mas essas pessoas têm direitos e têm o direito de defender suas bandeiras", disse.
Sobre a legalização do aborto, a pré-candidata do PV disse que as opiniões de quem defendem a prática e de quem condena devem ser respeitadas. "Não tenho uma visão de ficar satanizando os que defendem (a legalização do aborto)", ressaltou a pré-candidata do PV.
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