quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mídia erra, mas não passa recibo


Mídia erra, mas não passa recibo



Como era previsível, toda a exploração da mídia hoje é que o presidente Lula deu os 7,72% de aumento para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo por pressão eleitoral. Para ela não conta, nem tem a menor importância, o fato de que é um benefício que contempla 8,5 milhões de brasileiros e suas famílias e que a sanção presidencial é coerente com a história de vida e política do chefe do governo.


Se fosse o contrário - ele tivesse rejeitado o reajuste - a imprensa estaria hoje explorando a incoerência e duplicidade do líder sindical e do Partido dos Trabalhadores que não sancionará o aumento para aposentados aprovado pelo Congresso Nacional.

Era assim que nos tratavam quando nós do PT estávamos na oposição a FHC e no Congresso Nacional defendíamos ou aprovávamos qualquer medida nessa linha. Jornalões e mídia em geral sempre foram contra até aumento real do salário mínimo que defendíamos. Continuam contra agora que o presidente Lula os concedeu a cada ano dos seus oito de governo.

Por interesse, mídia interpretava ao contrário

Seria esperar muito, também, que a mídia aceitasse hoje passar recibo de que se enganou vendo em todas as manifestações do chefe do governo desde que o Congreso aprovou a medida uma "sinalização" de que ele vetaria o aumento.

As notícias e análises da mídia pró-veto eram muito mais uma torcida dela e da oposição, já que o presidente sempre frisava que nem decidira ainda e que continuava a estudar a questão até a data limite de 15 de junho. Quanto ao veto presidencial ao projeto que punha fim ao fator previdenciário, não teve choro nem vela, ninguém lamentou...

O aumento de 7,72% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo é retroativo a janeiro deste ano e começa a ser pago em agosto. A diferença entre o que os beneficiários já receberam (6,14% desde janeiro) e o percentual aprovado por Lula também tende a ser paga "na mesma folha (agosto), dependendo da disponibilidade de recursos", adiantou em nota o Ministério da Previdência.


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