quinta-feira, 10 de junho de 2010

Programa do PMDB tenta puxar Dilma para o centro


Programa do PMDB tenta puxar Dilma para o centro


Dois dias depois do Acordo de Minas, que atendeu à principal demanda do PMDB, sacramentando a candidatura única de Hélio Costa ao governo, o maior partido do Brasil apresentou suas propostas programáticas à presidenciável petista Dilma Rousseff. O programa de Dilma nascerá da pacienta costura das colaborações das muitas siglas – podem chegar a 11 – e incontáveis segmentos que a apoiam. O PMDB, naturalmente, puxa a plataforma para o centro.

Por Bernardo Joffily


Dilma recebe o "pré-programa" de Moreira e Temer
Em um “presidencialismo de coalizão” – como chamou o presidente do PMDB, e provável vice de Dilma, deputado Michel Temer –, com perfil de centro-esquerda, uma língua ferina poderia dizer que quem puxa para o centro puxa para a direita. Logo o veremos. Mas o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que recebeu, como Dilma, seu exemplar da proposta, opinou com diplomacia e cautela.

"Não vejo nenhuma proposta antagônica, talvez nuances", afirmou Dutra. Ele previu que, ao final, a plataforma de Dilma "será um programa de governo convergente com as forças políticas (que a apoiam)".

Um colossal esforço

Não será pouca coisa costurar o programa de uma frente multipartidária, multiclassista, plural e imensa como será a da candidata de Lula. Ele não poderá ser uma colcha de retalhos, nem a simples média ponderada das opiniões existentes, para não perder o gume. Tampouco poderá ser uma imposição que crie arestas e debilite a Grande Aliança. E terá de possuir o DNA da candidata.

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