
Depois de seus 3,5 anos como governador de São Paulo, José Serra deixou uma certeza entre os prefeitos do PT e da oposição no Estado: no poder, ele governa com um mapa na mesa consultando criteriosamente os municípios governados pela oposição para não liberar-lhes verbas.
Por isso, pode-se tranquilamente lançar um desafio ao PSDB: que o partido publique, se tiver coragem, um balanço dos recursos - sejam orçamentários, sejam de convênios, obras e serviços - enviados aos municípios de São Paulo governados pelo PT e discriminados pelos sucessivos governos tucanos, em especial pelo de Serra.
Aliás, o ex-governador paulista, agora candidato da oposição (coligação PSDB-DEM-PPS) a presidente da República, justa ou injustamente - mais provável que de forma justa... - tem há muito tempo essa fama de governar com um mapa partidário nas mãos (leia nota acima).
Há 25 anos, quando era o todo poderoso secretário do Planejamento do governador Franco Montoro (1983-1986), Serra elegeu-se para seu primeiro cargo público, o de deputado federal (constituinte nos dois primeiros anos), em meio a histórias de que naqueles quatro anos só liberava recursos para prefeitos que assumissem o compromisso de apoiar sua candidatura e ajudá-lo na campanha.
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