sábado, 28 de agosto de 2010

No Amazonas, Dilma pede voto para Vanessa Grazziotin


Dilma pede voto para Vanessa na propaganda eleitoral na televisão

A deputada federal Vanessa Grazziotin, candidata ao Senado pela coligação “Avança Amazonas”, ganhou um reforço de peso na sua propaganda de televisão. A presidenciável Dilma Rousseff, líder nas pesquisas eleitorais no Amazonas, pede voto para Vanessa num vídeo que já está disponível no site da candidata na internet (senadoravanessa656.com.br) e vai ao ar durante este final de semana na propaganda da televisão em inserções comerciais de 30 segundos.

“O governo do presidente Lula começou a construir um novo Brasil, um país com estabilidade, crescimento econômico, inclusão e ascensão social. Nesse processo, alguns companheiros e companheiras sempre estiveram do nosso lado. Vanessa é um exemplo disso lutando com garra e competência pela Zona Franca de Manaus, pelo direito dos trabalhadores, pelo desenvolvimento do Amazonas. Por isso peço, para senadora, vote em Vanessa”, diz Dilma.

Vanessa afirmou que tem muita afinidade com Dilma desde o início do governo Lula. Lembrou que a ex-ministra foi uma das principais incentivadoras para que ela fosse candidata ao Senado.

“Estou muito contente. Isso deixa claro que nossa candidatura faz parte de um projeto político para o país. Com Dilma presidente, o Amazonas vai precisar de senadores equilibrados e comprometidos em dar continuidade a esse projeto de transformação”, afirmou Vanessa.

Para o comando de campanha, o pedido de voto feito por Dilma equilibra a propaganda eleitoral na televisão. Isso porque, alguns candidatos entraram no ar levando para a população a mensagem de que o presidente Lula e Dilma já haviam escolhidos seus candidatos no Estado.

A gravação também reafirma o compromisso de Dilma com os candidatos da base aliada. Segundo o comando, em termos eleitorais a hora é de avaliar que tem mais chances de vitória e mais história de luta.

Senadores experientes que ganharam os holofotes nos últimos oito anos estão ameaçados de sair de cena no início de 2011. Apesar de terem ocupado as páginas dos jornais e frequentado de maneira assídua a tribuna do Senado por quase uma década, eles, agora, têm a eleição ameaçada. Alguns mantiveram o discurso ultrapassado e utilizam a campanha não para apresentar novas ideias, mas para denegrir a imagem dos oponentes. Outros, além de envolvidos com esquemas de corrupção, fazem campanha semelhante à de coronéis que dividiam os Estados em currais eleitorais. De acordo com especialistas, o eleitor, cada vez mais bem-informado, vem mostrando que quer sangue novo e exige competência. “Há dois terços do Senado em disputa e haverá uma grande renovação”, diz o diretor do Diap, Antônio Augusto Queiroz. “Dos 30 que tentam a reeleição, quase a metade não deve se reeleger.”


A degola ameaça principalmente os senadores de oposição do Nordeste, que apostaram num discurso surrado e de crítica sistemática ao governo Lula no Congresso. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que utilizou a CPI dos Bingos para minar o governo, corre sério risco de ficar sem mandato. Ele está em terceiro lugar nas pesquisas, com 24% dos votos, atrás do ex-governador Wellington Dias (PT-PI), que tem 55%, e de Mão Santa (PSC-PI), com 30%. “Estou recebendo um bombardeio direto do Palácio”, reclama Heráclito. “Eles não têm o direito de usar a máquina do governo, de distribuir verbas e convênios para favorecer seus aliados. As candidaturas mais caras são as do governo”, justificou. Outro que usou a CPI para atingir o governo foi o senador Efraim Morais (DEM-PB). Com uma diferença: Efraim é acusado de envolvimento em esquemas de corrupção. As denúncias vão desde a distribuição de cargos a servidores fantasmas no Senado até a cobrança de propinas em contratos de serviços públicos. Na Paraíba, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) lidera as pesquisas ao Senado, com 52% dos votos. Em segundo lugar está o prefeito de Campina Grande, Vital do Rego Filho (PMDB), com 25%. Efraim tem 22%.


Outra figura carimbada da política brasileira que corre o risco de ficar sem mandato é o senador Arthur Virgílio (PSDB). Dono de um discurso ácido e de críticas pesadas, ele aproveita sua campanha para desferir duros golpes nos concorrentes. Mas essa estratégia não tem garantido votos para Virgílio. O ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) tem 82% e a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB) está em segundo lugar, com 39,3%. Virgílio aparece com 39%. No Rio Grande do Norte, o senador José Agripino Maia (DEM), que chegou a bater boca com a ministra Dilma Rousseff em audiência no Senado, está em segundo lugar nas pesquisas, com 39%, mas vê o avanço de sua oponente, a ex-governadora Wilma Maia (PSB), que já tem 32%. Em primeiro lugar está o ex-presidente do Senado Garibaldi Alves Filho (PMDB), com 41%.




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