
Principais atrações do complexo foram fechadas para a visita da presidenta, que visitou o local na companhia de sua comitiva
Janaina Silveira, especial para o iG, em Pequim
Compartilhar: A presidenta Dilma Rousseff visitou a Cidade Proibida na manhã desta quarta-feira, horário local, acompanhada de membros de sua comitiva, como o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e da filha, a advogada Paula Rousseff Araújo. As principais atrações do complexo, que tem 900 metros de extensão por 750 metros de largura, foram fechadas para a visita. Além da comitiva e dos anfitriãos, apenas os jornalistas puderam acompanhar a visita.
Os milhares de turistas que visitam a Cidade Proibida diariamente se mostravam curiosos, tentando adivinhar pelo cordão de isolamento quem seriam os visitantes ilustres.
A visita teve um caráter descontraído. Dilma, bem humorada, se mostrou interessada pela história do local, que classificou como “muito bonito”. No trajeto, tentou decifrar alguns caracteres chineses das inscrições e perguntou qual deles significaria paz, heping em mandarim.
A construção da Cidade Proibida, que foi apresentada ao mundo pela primeira vez no filme "O Último Imperador" (1987), de Bernardo Bertoluci, envolveu 1 milhão de trabalhadores, entre 1406 e 1420, quando a capital da Dinastia Ming (1368-1644) foi transferida de Nanjing para Pequim. Inaugurada em 1421, abrigou 24 imperadores.
A presidenta teve acesso ao Pavilhão da Harmonia Suprema, onde está o trono do imperador, área restrita à visitação.
Na tarde desta quarta-feira, a presidenta tem encontros fechados com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e com o líder do parlamento, Wu Bangguo. Depois, segue para Sanya, onde na quinta-feira participa da cúpula dos BRICS, o bloco que reúne além de Brasil e China, Rússia, Índia e a África do Sul, o mais recente integrante. Na sexta-feira, ela continuará na região, para participar do Fórum de Boao.

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