quarta-feira, 6 de abril de 2011

RAPAZ GAY MATA A FAMILIA (diferentes versões da imprensa local)





Músico conta por que matou mãe, irmão e feriu pai

O músico Alciney Pereira Gomes, 19, que matou ontem à noite própria mãe, a comerciante Maria Lita Gomes, e seu irmão Alan Luiz Gomes, de 13 anos, a golpes de faca, disse em depoimento ao delegado Mariolino Brito que discutiu com as vítimas antes de matá-las.


De acordo com Mariolino Brito o acusado declarou que depois que assumiu a homossexualidade em uma reunião que teve com seus pais o clima na casa onde morava ficou tenso.


O pai dele,Alcidenor Ferreira da Silveira, também ferido a golpes de faca e com um golpe na cabeça causado por um pé de cabra, revelou que ao chegar em casa ontem à noite encontrou o filho na sala ouvindo música, mas com um som muito alto.


“Perguntei se ele queria falar comigo e ele sorriu”, relatou o pai ao delegado, afirmando que assim que virou de costas foi agredido pelo filho com um pé de cabra.


De acordo com o delegado, o pai e o filho travaram uma luta corporal e depois de conseguir desarmá-lo ele disse: “agora pode me matar que já matei a todos”, informou Mariolino, acrescentando que mesmo ferido a golpes de faca nas costas a vítima encontrou o corpo da esposa caído no quarto e de seu filho também já sem vida escondido em baixo da cama.


Prisão preventiva


O delegado Mariolino Brito disse que como o autor do crime se apresentou na Delegacia de Homicídio, depois do duplo assassinato, terá de pedir a prisão preventiva para mantê-lo preso.


“Ele se apresentou espontaneamente e teria de liberá-lo depois de ouvi-lo, mas como foi um caso atípico representarei pela prisão preventiva”, acrescentou o delegado, informando que o acusado se manteve tranqüilo durante o depoimento.


Velório


O velório das vítimas do crime que chocou os moradores da rua J, São José, Zona Leste, foi realizado na mesma residência onde Alciney, matou sua mãe e seu irmão e ainda tentou matar seu pai.


Os familiares não permitiram que a imprensa fizesse imagens. Mas o primo do acusado, Flávio de Souza Neto, disse que Alciney era uma pessoa calma. “A ficha ainda não caiu. Ainda nem acredito que minha tia e meu primo tenha sido morto pelo Ney”, relatou, informando que o primo tocava em várias casas noturnas.

Um crime bárbaro, na rua J, no bairro São José, zona leste de Manaus, abalou a vizinhança na noite desta terça-feira (5). Alcinei Gomes da Silveira, 19 anos, matou a mãe e o irmão a facadas e deixou o pai ferido gravemente. Informações preliminares dão conta de que o rapaz foi levado pela polícia momentos após o crime. Na Delegacia de Homicídios, os policiais não souberam informar o paradeiro do acusado.

Ainda não se sabe o motivo do crime e a polícia evitou dar declarações, mas vizinhos contam que antes de ser morto, Alan, irmão caçula de Alcinei, teria descoberto que ele é homossexual e teria contado para o pai e a mãe, que não gostaram e confrontaram o rapaz.

A mãe Maria Lita Pereira Gomes, 41 anos, morreu com 6 facadas, sendo 5 nas costas e uma na cabeça. Alan Luiz Gomes da Silveira, 13 anos, levou três terçadas nas costas, e o pai, Sidonor Pereira da Silveira, 35 anos, foi atingido por três facadas nas costas e uma na cabeça e levado para o Hospital João Lúcio. No local, a reportagem apurou que Sidonor foi atendido e teve alta na mesma noite.

Foi o pai que, mesmo ferido, pediu ajuda ao vizinho Mizael Nascimento, 45 anos, que estava passando na rua. Foi Mizael quem acionou o SAMU e a Policia Militar. Segundo ele, que é funcionário público, conhecia a família há mais de 10 anos e nunca tinha visto nenhuma briga deles. Mizael falou ainda do comportamento bom de Alcinei: “Ele era um menino calmo, gente boa. Conhecia ele desde pequeno”.

De acordo com o motorista Pedro Silva, 50 anos, também vizinho das vítimas, o acusado era tranquilo, trabalhava junto com o pai e mãe na loja de Materiais de Contrução 2 Irmãos, situada na mesma rua do crime e também cantava numa banda de forró, cujo nome não foi divulgado.

Uma multidão de curiosos, entre eles crianças, com máquinas fotográficas e celulares tentava ver e acompanhar o caso. O trânsito ficou paralisado até a retirado do corpo das vitimas pelo IML.

FONTE: A CRÍTICA

Na manhã desta quarta-feira (6), o delegado Mariolino Brito tomou o depoimento de Alcinei Silveira, que assumiu ter matado a mãe, o irmão, além de tentar contra a vida do pai

Victor Affonso e Síntia Maciel

Polícia não descarta a possibilidade de Alcinei ter premeditado os crimes (Foto: Luiz Vasconcelso)

Apesar de ter se apresentado horas após ter assassinado a mãe, a comerciante Maria Lita Pereira Gomes, 41, o irmão Alan Luiz Gomes da Silveira, 14, e ter tentado contra o próprio pai, o também comerciante Sidonor Pereira da Silveira, 35, o músico Alcinei Gomes da Silveira, 19, poderá não ser liberado após prestar depoimento sobre os crimes, praticado nesta terça-feira (5) à noite, na rua J, do bairro São José 2, Zona Leste de Manaus.

A informação é do delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Mariolino Brito, que ouviu o depoimento de Alcinei na manhã de hoje (6).

“Mesmo ele tendo se apresentado espontaneamente após os crimes, isso não impede que ele não seja liberado e também seja pedida a prisão preventiva contra ele”, salienta Brito, que considerou o caso como atípico.

Segundo o delegado, a forma como Alcinei agiu demonstra que ele apresenta traços de psicopatia. Ele também não descarta a possibilidade de Alcinei ter premeditado os crimes.

Em depoimento prestado na manhã de hoje ao titular da DEHS, o pai do acusado disse ter escapado da fúria de Alcinei, por ter se fingido de morto, após receber o primeiro golpe.

Ataques
Os assassinatos ocorreram a partir das 18h45 de ontem, na casa da família.

O primeiro homicídio foi a do adolescente Alan Luiz, morto com três facadas no tórax e uma na cabeça. O corpo da vítima foi escondido debaixo de uma cama.

Minutos depois, a comerciante Maria Lita foi morta com sete facadas nas costas, uma na nuca e outra na cabeça, dentro do banheiro da casa.

Comoção
"Há três anos a mãe dele já sabie que ele era homossexual. Para mim essa não é uma justificativa lógica para ele ter feito o que fez", desabafa o tio materno do acusado, Geraldo Gomes, a respeito da hipótese de que o sbrinho teria matado a mãe e o irmão, devido a não aceitação de sua orientação sexual.

Os velórios de Maria Lita e Alan Luiz foram realizados na própria residência, onde familiares, amigos e vizinhos se aglomeraram para prestar as últimas homenages às vítimas.

Alguns dos vizinhos se mostraram indignados com o caso e chamaram a atenção para o fato de que a família parecia ser bastante unida.


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