sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A TRAGÉDIA DA ESQUERDA

A TRAGÉDIA DA ESQUERDA

ROGEL SAMUEL


(CRÔNICA ANTIGA)
A destruição do PT  seria a pior tragédia em toda a história da esquerda.

Mas poucos intelectuais de esquerda conhecidos percebiam que estavam colaborando com isso, pois já tinham migrado para outros partidos.


Alguns agora sentem-se vingados, riem.


A incompreensão é monumental.


Se ocorrer a ruína do projeto PT desaparece o que sobrou do governo Lula. E com ele a esquerda.


No discurso de posse argumentou o Presidente que se não acertasse se iria levar 50 anos para a esquerda voltar ao poder.


O governo foi golpeado de fora, pela direita e pela esquerda, e apunhalado por dentro, na luta interna do seu próprio  governo e dentro de seu próprio partido, e acusado pela totalidade da grande media.


Diz essa esquerda que o governo é «neo-liberal», serve ao FMI, sustenta-se na oposição etc.


Mas os grandes amigos de Lula são Chaves e Fidel.


Entretanto, o linchamento político do governo Lula demonstra que a direita está apavorada.


Porque se Lula desse certo se inauguraria um novo Brasil no cenário internacional.


O que não se compreende é a choradeira infantil da «esquerda» (?) do PT em plenário, pois todos eles assinaram a CPI.


Não podiam estar reclamando.


Cometeram o que chamei de «suicídio político». Eles foram os responsáveis pela CPI. Depois que assinaram, toda a «base» assinou.


A maior prova de que Lula não pagava «mensalão» são estas CPI.


Elas existem porque a esquerda do próprio PT assinou a criação da CPI, com raiva de Dirceu. Para destruir Dirceu destruíram o partido e o governo.


Nenhum governo resiste a uma CPI.


Collor caiu por causa do depoimento do chofer de PC Farias à CPI. Foi absolvido depois no Supremo.


Numa CPI, a palavra de um publicitário, de um deputado questionável, de uma secretária vale mais do que os 52 milhões dos nossos votos.


Uma CPI não busca a verdade.


Ela busca a condenação política. A qualquer custo.


Agora, o que a CPI descobriu é grave, pior do que se pensa.


Envolve o Presidente e seu vice.


O próximo a governar pode ser o presidente Severino.


Rogel Samuel (*)

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