terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Governo vai anunciar retirada de 22 milhões de pessoas da miséria

Governo vai anunciar retirada de 22 milhões de pessoas da miséria

Presidente apresentará números para mostrar que está cumprindo a promessa de erradicar a pobreza extrema

 
Rafael Moraes Moura e Vera Rosa - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O governo vai anunciar nesta terça-feira, 19, em cerimônia no Palácio do Planalto, a retirada de 22 milhões de brasileiros da miséria. A presidente Dilma Rousseff também deverá assinar Medida Provisória garantindo um complemento em dinheiro para 2,5 milhões de pessoas com renda per capita inferior a R$ 70 - patamar estabelecido para o enquadramento na faixa de extrema pobreza.
 
Na solenidade com o slogan "O fim da miséria é só um começo", de autoria do marqueteiro João Santana, Dilma apresentará números para mostrar que está cumprindo a promessa de erradicar a pobreza extrema. O tema vai embalar sua campanha à reeleição, em 2014.
O benefício é para pessoas que recebem o Bolsa Família, mas possuem renda per capita inferior a R$ 70 e, além disso, não se encaixam nas regras do programa Brasil Carinhoso, que só contempla quem tem filhos de até 15 anos. O governo avalia que a complementação de renda, a ser paga a partir de março, representará um custo adicional de R$ 773 milhões só neste ano.
Dilma anunciou o Brasil Carinhoso em maio, em rede nacional de rádio e TV, garantindo renda mínima de R$ 70 a famílias extremamente pobres que tenham pelo menos uma criança de zero a 6 anos. A iniciativa acabou estendida a famílias com jovens de até 15 anos.
Por meio do Brasil Carinhoso, saíram da situação de extrema pobreza 16,4 milhões de pessoas. Outras 3,1 milhões ultrapassaram essa condição com o reajuste no valor do Bolsa Família, levando em consideração o número de filhos e a ampliação dos benefícios concedidos a famílias incluídas no programa. Agora, com os 2,5 milhões beneficiados pelo complemento de renda - variável até alcançar o patamar de R$ 70 per capita --, o governo baterá o bumbo na marca de 22 milhões.
"Não podemos ficar satisfeitos em zerar o Cadastro porque sabemos que há famílias que ainda não foram cadastradas e muitas delas vivem em assentamentos", afirmou Dilma em visita ao Paraná, no início do mês, numa referência aos dados do Cadastro Único, que contabiliza os pobres e miseráveis do País. "Precisamos ir atrás dos que não estão cadastrados. Daqueles que, por motivo A, B ou C, o município não cadastrou. Isso é crucial, muda o patamar do nosso país", completou a presidente.
A estimativa do Planalto é que existam cerca de 700 mil famílias fora do Cadastro Único, a porta de entrada dos programas sociais. O governo pretende encontrá-las e cadastrá-las até 2014.

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