quarta-feira, 4 de junho de 2014

O QUE ESCREVI NA ÉPOCA DO MENSALÃO

A TRAGÉDIA DA ESQUERDA 

ROGEL SAMUEL


 A destruição do PT  seria a pior tragédia em toda a história da esquerda.

Mas poucos intelectuais de esquerda conhecidos percebiam que estavam colaborando com isso, pois já tinham migrado para outros partidos.

Alguns agora sentem-se vingados, riem.

A incompreensão é monumental.

Se ocorrer a ruína do projeto PT desaparece o que sobrou do governo Lula. E com ele a esquerda.

No discurso de posse argumentou o Presidente que se não acertasse se iria levar 50 anos para a esquerda voltar ao poder.

O governo foi golpeado de fora, pela direita e pela esquerda, e apunhalado por dentro, na luta interna do seu próprio  governo e dentro de seu próprio partido, e acusado pela totalidade da grande media.

Diz essa esquerda que o governo é «neo-liberal», serve ao FMI, sustenta-se na oposição etc.

Mas os grandes amigos de Lula são Chaves e Fidel.

Entretanto, o linchamento político do governo Lula demonstra que a direita está apavorada.

Porque se Lula desse certo se inauguraria um novo Brasil no cenário internacional.

O que não se compreende é a choradeira infantil da «esquerda» (?) do PT em plenário, pois todos eles assinaram a CPI.

Não podiam estar reclamando.

Cometeram o que chamei de «suicídio político». Eles foram os responsáveis pela CPI. Depois que assinaram, toda a «base» assinou.

A maior prova de que Lula não pagava «mensalão» são estas CPI.

Elas existem porque a esquerda do próprio PT assinou a criação da CPI, com raiva de Dirceu. Para destruir Dirceu destruíram o partido e o governo.

Nenhum governo resiste a uma CPI.

Collor caiu por causa do depoimento do chofer de PC Farias à CPI. Foi absolvido depois no Supremo.

Numa CPI, a palavra de um publicitário, de um deputado questionável, de uma secretária vale mais do que os 52 milhões dos nossos votos.

Uma CPI não busca a verdade.

Ela busca a condenação política. A qualquer custo.

Agora, o que a CPI descobriu é grave, pior do que se pensa.

Envolve o Presidente e seu vice.

O próximo a governar pode ser o presidente Severino.

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