sexta-feira, 18 de julho de 2014

O FIM DAS MIL E UMA NOITES?

O fim das mil e uma noites?
 
ROGEL SAMUEL
 
 
Estamos ainda longe de compreender o que se está passando no Oriente Médio. Nem se pode dizer que é a busca democrática, pois a democracia em muitos casos nunca foi experimentada lá. Países há que não conhecem o conceito, a ação de um Partido Político. No Brasil a nossa inteligente grande imprensa conseguiu passar para a consciência nacional que partido político e político são sinônimos de corrupção. Para muita gente, por aqui, todo político é corrupto. “Eles só querem enriquecer”, dizem. Muitos até sonham com a volta da ditadura. Como se dizia antigamente: é grave, é muito grave. Pois a Democracia é uma instituição frágil e “sagrada” que custou muito caro a várias gerações de ativistas políticos que só pensavam no bem comum. Muitos pagaram com a própria vida. Outros foram “barbaramente torturados”, como disse de si a Presidenta Dilma. A Democracia não é um estado de coisa pronto, algo que um dia estará pronto. Ela se dá sempre em movimento, põe-se sempre em se fazendo e refazendo. Ela é uma revolução em si própria, um trabalho de construir-se e refazer-se constante e ininterrupto. O que aconteceria se os países do Oriente Médio se constituíssem em democracias? Qual a conseqüência disso para o resto do mundo? Mas não, estamos longe disso. A Democracia é o mais instável dos meios de governo, o mais inseguro, e o mais fluido. Tudo se move no mundo democrático, nada é eterno. Reis viram escravos, escravos viram reis. O mundo se move. É dinâmico. Não significa que todos podem fazer o que bem quiserem, mas que todos são responsáveis pelos seus atos. A passagem bruta da ditadura para a democracia é traumática. Um povo que nunca soube o que é viver em Democracia vai demorar a aprender. Pode atravessar o caos.
O que nesse início é o Caos, a Anarquia, o estado de formação das sementes ainda como massa rude e indigesta, mal dispostas, sem nexo.
Será assim que virá a ser o Oriente Médio "democrático".
Que será?
 

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