sexta-feira, 27 de julho de 2012

FILHO DE M. JACSON DESABAFA

 

 

'Meu pai me alertou sobre essas pessoas', diz Prince Jackson

por E+

Reuters
Reuters

Prince Jackson (15), filho de Michael Jackson (1958-2009), usou o Twitter para falar sobre os parentes que tentaram impedir o contato dele e dos irmãos, Paris (14) e Blanket (10) com a avó Katherine Jackson (82), durante o período em que ela esteve ausente da casa onde vivem na Califórnia (Estados Unidos) e foi visitar parentes no Arizona.
O rapaz publicou na rede social a foto de uma mensagem de texto enviada por ele às tias Rebbie (62) e Janet Jackson (46) na qual ele pedia para falar com a avó e Janet respondeu: 'Por favor, não permita'.
A conversa entre Prince e as tias teria acontecido na tarde de segunda-feira (23), dois dias antes de um juiz de Los Angeles retirar de Katherine a guarda dos filhos de Michael por ter sido impedida de cuidar dos netos sob a alegação de "atos intencionais de terceiros".
"Até onde me lembro, meu pai me alertou repetidamente sobre certas pessoas e suas posturas. Apesar de estar feliz com a volta de minha avó, depois de ter falado com ela percebi o quanto ela foi enganada. Estou muito zangado e magoado", escreveu Prince em uma mensagem que mais tarde foi apagada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

GELEIRA DERRETE REPENTINAMENTE

Cientistas informaram que neste mês a calota de gelo que cobre a Groenlândia derreteu repentinamente. A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, informou que três satélites observaram o derretimento do gelo, que foi sem precedentes e ocorreu a partir de 8 de julho. Segundo a Nasa, ao invés do derretimento atingir 40% da plataforma de gelo da Groenlândia, o que costuma acontecer no verão a cada ano, dessa vez atingiu 97% da cobertura. Até agora, o máximo que os satélites haviam detectado em 30 anos foi um derretimento de 55% da cobertura de gelo no verão. Os cientistas disseram que não é possível dizer se o derretimento decorre do aquecimento global ou de outras causas.
As informações são da Associated Press.

Planejamento eleva a oferta de reajuste para os professores, em greve



Planejamento eleva a oferta de reajuste para os professores, em greve

Paula Filizola
Bárbara Nascimento



Docentes em greve há mais de dois meses fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios para pressionar por aumento. Fatura passou de R$ 3,9 bi para R$ 4,2 bi por ano (Janine Moraes/CB/DA Press)
Docentes em greve há mais de dois meses fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios para pressionar por aumento. Fatura passou de R$ 3,9 bi para R$ 4,2 bi por ano


Após 70 dias de greve nas universidades federais, o governo cedeu às reivindicações dos professores na expectativa de encerrar o quanto antes a paralisação que atinge 57 das 59 instituições, além de 34 dos 38 institutos tecnológicos federais. Pela nova proposta, apresentada pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a representantes dos docentes, o Palácio do Planalto aumentou, de 12% para 25%, o reajuste mínimo de salário. A correção máxima foi mantida em 45% e valerá para profissionais com doutorado e dedicação exclusiva. E mais: em vez de serem pagos nos meses de julho de 2013, 2014 e 2015, os aumentos foram antecipados para março dos respectivos anos. A fatura para a União saltará de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões.


Segundo o ministro do Educação, Aloizio Mercadante, a expectativa, com a nova proposta do governo, que atendeu os 15 pontos reivindicados pelos professores, é de que a greve seja encerrada rapidamente. Mais de 1 milhão de alunos estão sem aulas e podem ter comprometido o ano letivo. Além disso, há o risco de 12 mil perderem as chances de bolsas de estudo no exterior. Se a categoria aceitar o reajuste, os salários dos professores titulares com doutorado e dedicação exclusiva passarão de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. Já o ganho inicial dos docentes principiantes com mestrado e dedicação de 40 horas subirá de R$ 3.137,18 para R$ 3.799,70.

terça-feira, 24 de julho de 2012

MAIS UMA PROPOSTA DO GOVERNO

BRASÍLIA - O governo apresentou nesta terça-feira nova proposta de reajustes para os professores das universidades federais, que estão em greve há mais de dois meses, mas ainda não há uma definição dos sindicatos sobre o fim da paralisação. Pela nova proposta apresentada em reunião hoje no Ministério do Planejamento, os reajustes vão variar de 25% a 40%, em vez de 12% a 40% como era na proposta anterior. Os negociadores do governo já avisaram que chegaram no limite, não podem ceder mais que isso.
Com a nova proposta, o impacto financeiro que seria de R$ 3,9 bilhões passou para R$ 4,2 bilhões. E a concessão do reajuste poderá ser antecipada para o primeiro semestre de 2013, em vez de valer só a partir de agosto, como estava na primeira proposta do governo.
Os dois sindicatos que representam os professores das universidades federais estão divididos em relação à nova proposta: um aceita, outro não. Os novos termos serão submetidos aos professores em assembleia.

Professores federais e governo voltam a negociar fim da greve

Professores federais e governo voltam a negociar fim da greve

Representantes de professores das universidades federais, que estão em greve há mais de dois meses, devem se reunir nesta segunda-feira (23) com o Ministério do Planejamento e o MEC (Ministério da Educação) para definir os rumos da paralisação.

No primeiro encontro, os docentes não aceitaram a proposta de reajuste salarial proposto pelo governo e, durante assembleias feitas na última semana, mantiveram a decisão.


A paralisação já atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. Os professores pedem reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor em casa nível. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.


Segundo Giorgio Romano, comandante local da greve da UFABC, o principal motivo da negativa é que o aumento de até 45% indicado na proposta do Ministério do Planejamento não configura ganho real para os docentes.


Dados apresentados pela UFABC na sexta-feira (20) mostram que um professor associado 1, por exemplo, que atualmente recebe R$ 10.703,55, teria perda salarial de -1,69% ao ano. Segundo Virgínia Junqueira, presidente da Adunifesp (Associação de Docentes da Unifesp), a proposta feita pelo governo considera apenas a inflação a partir de fevereiro de 2012.


Já o Ministério do Planejamento afirma que o reajuste dos docentes chegaria a 77,27% acima da inflação em 2015 para aqueles que atuam nas universidades; e 75,48% acima para professores dos institutos tecnológicos.


A discrepância dos valores apresentados pelos sindicatos e pelo governo pode ser causada pela diferença no índice de inflação usado pelos dois para calcular o reajuste: a proposta feita pelo governo usa o índice do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o que inviabiliza a comparação, já a tabela do sindicato considera o índice de inflação do Dieese


O objetivo da reunião de hoje é que novas propostas sejam apresentadas e que seja definido um prazo para o retorno das atividades nas universidades e institutos tecnológicos federais.


domingo, 22 de julho de 2012

Pranab Mukherjee é eleito novo presidente da Índia

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O ex-ministro de Finanças e candidato do governista Partido do Congresso, Pranab Mukherjee, foi eleito o novo presidente da Índia, informaram autoridades locais neste domingo.
O chefe de Estado foi escolhido pela maioria dos membros do Colégio Eleitoral indiano e terá mandato até 2017. A votação que determinou sua eleição ocorreu na última quinta (19), mas o resultado só foi divulgado hoje.

Rajanish Kakade/Associated Press
Ex-ministro de Finanças, Pranab Mukherjee é escolhido por Colégio Eleitoral como novo presidente da Índia
Ex-ministro de Finanças, Pranab Mukherjee é escolhido por Colégio Eleitoral como novo presidente da Índia
Mukherjee, 76, era considerado favorito para o posto ante o ex-presidente do Parlamento, Purno A. Sangma, 64, que tinha o apoio do principal partido da oposição, o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP).
A votação foi definida pelos votos do Colégio Eleitoral indiano, formado por 4.896 deputados do Parlamento Federal e das assembleias locais em cada estado da Índia. O sistema é parecido com a Comissão Federal da Alemanha, que elege o chefe de Estado do país europeu.
A atual presidente, Pratibha Patil, discreta e pouco conhecida no exterior, foi a primeira mulher no cargo quando foi eleita em 25 de julho de 2007.
Assim como em diversos países europeus, o presidente tem apenas papel representativo e também é o chefe das Forças Armadas. O poder Executivo está nas mãos do partido que tem a maioria do Parlamento e é atualmente controlado pelo primeiro-ministro Manmohan Singh, 79.

Romance Amazônico

  

http://estudoliteraturas.blogspot.com.br/

ANTONIO CARLOS ROCHA 


Literatura e História

“Teatro Amazonas” é o mais novo livro de Rogel Samuel, consagrado ensaísta no âmbito da Teoria Literária, professor doutor aposentado da UFRJ, poeta e jornalista.
Desta feita ele enveredou pela área do romance histórico e saiu-se muito bem.
São 174 páginas com inúmeras informações, datas e uma riqueza impressionante de detalhes. Cada nome, cada personagem real nos remete a um manancial de vidas com os seus caminhos e descaminhos, alegrias e tristezas, vitórias, derrotas e vivências de cada um.
É literatura regional amazonense, mas também é literatura nacional e universal.
Sugiro à Secretaria de Educação do Estado do Amazonas recomendar a leitura deste importante livro aos alunos do Ensino Médio e Superior. As múltiplas leituras que podem surgir possibilitam margens às interfaces: “Literatura e História”, “Literatura e Geografia”, “Literatura e Política”, “Literatura e Cidades”, “Literatura e Arquitetura”, “Literatura e Turismo”, “Literatura e Economia” etc.
Se o referido órgão do governo amazônida já pensou no assunto, parabenizo. Fica também a sugestão para as demais secretarias munícipes daquele belo Estado, incluindo – claro – a capital.
Assim teremos trabalhos e pesquisas no Ensino Médio, monografias nas Graduações, dissertações nos Mestrados e teses nos Doutorados.
Alguns nomes são importantes na História Amazônica, outros na História do Brasil. Cada nome, cada vida, cada existência interagindo com inúmeros outros.
A Editora da Universidade Federal do Amazonas e também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas acertaram em cheio com a publicação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

“FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade

 “FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade
por Tânia Du Bois


            Fios de luz, aromas vivos: leitura de Retrato de Mãe, soneto de Jorge Tufic, por Rogel Samuel: “Venham os fios de luz para tecê-la, aromas vivos para senti-la, às palavras do filho descrevê-la, proferi-la” (Rogel Samuel).
            Não conheço Jorge Tufic pessoalmente, e sim através de suas obras literárias: adoro! Penso que o Poeta merece uma homenagem especial, e o escritor Rogel Samuel dá essa atenção através de reflexões literárias em 15 sonetos de Tufic.
             Samuel ressalta o caráter literário da obra com olhar sobre o poeta. Revela o poder de quem interpreta costurando palavras e dando o significado à estrutura maternal dos sonetos, e declara que “o mundo poético e o mundo da realidade colidem, possuindo cada qual a sua própria verdade”.
            Fios de luz, aromas vivos – são sonetos que Jorge Tufic, inspirado na realidade, reconhece como expressão das lembranças. Segundo Samuel, “... acaba por ser mais real do que a própria realidade.” A voz de Tufic reflete a sua própria imagem, onde faz um testemunho do Retrato de Mãe. Em jogo de palavras, proclama histórias que espelham a sua relação com a sua mãe, como se fosse ontem e vivesse o amanhã. Cria significado através do tempo e das lembranças que sinalizam a sua ausência, buscando dar sentido à sua vida. “Que restara de ti, dos teus pertences? //... Tudo posto num saco humilde e roto. / Eu quis, então, medir esse legado, / mas limites não vi para a tristeza. / Davas a sensação de que o tesouro / se enterrara contigo. //... Que eternidade / pode igualar-se à voz desta saudade?”
            Através da imagem poética, mostra o seu eu versus mãe, ao alcançar a infinitude do tempo: sua intimidade desvela os mistérios da dor da ausência. Nesse horizonte, o poeta compreende, interpreta e projeta o sentido da herança da Grande Mãe que se perde com a morte.
            Fios de luz, aromas vivos revela a parceria de mãe e filho, onde apenas o amor é o único segredo. E a memória do poeta reconstrói os bons momentos sem se perder no tempo. “Nossa infância era tudo iluminada / pelas fontes da tua juventude. //... Ainda te vejo, o porte esbelto indo / por aqueles baldios transparentes / onde a luz, de tão verde, pincelando / os ermos...”
            Mesmo com a saudade presente, Jorge Tufic, em seus sonetos, volta ao seio materno para registrar a importância e a resistência da lembrança (viva) em sua vida. Ao escrever Retrato de Mãe, não teve medo de mostrar a outra face, o lado filho.
            O encontro entre lembranças e saudades, filho e mãe, deu a oportunidade ao escritor Rogel Samuel de fazer a análise detalhada da obra, mostrando o Poeta Jorge Tufic com o dom do mistério menor e mais emoção, revelando, mais uma vez, o seu talento literário.

BOMBEIROS ESPANHÓIS


Selected Poems by Natasha Trethewey

Selected Poems by Natasha Trethewey
Published: June 6, 2012


Poems by Natasha Trethewey, the newly named poet laureate.

ELEGY

For my father

I think by now the river must be thick
with salmon. Late August, I imagine it

as it was that morning: drizzle needling
the surface, mist at the banks like a net

settling around us — everything damp
and shining. That morning, awkward

and heavy in our hip waders, we stalked
into the current and found our places —

you upstream a few yards and out
far deeper. You must remember how

the river seeped in over your boots
and you grew heavier with that defeat.

All day I kept turning to watch you, how
first you mimed our guide’s casting

then cast your invisible line, slicing the sky
between us; and later, rod in hand, how

you tried — again and again — to find
that perfect arc, flight of an insect

skimming the river’s surface. Perhaps
you recall I cast my line and reeled in

two small trout we could not keep.
Because I had to release them, I confess,

I thought about the past — working
the hooks loose, the fish writhing

in my hands, each one slipping away
before I could let go. I can tell you now

that I tried to take it all in, record it
for an elegy I’d write — one day —

when the time came. Your daughter,
I was that ruthless. What does it matter

if I tell you I learned to be? You kept casting
your line, and when it did not come back

empty, it was tangled with mine. Some nights,
dreaming, I step again into the small boat

that carried us out and watch the bank receding —
my back to where I know we are headed.



PILGRIMAGE

Vicksburg, Mississippi

Here, the Mississippi carved
its mud-dark path, a graveyard

for skeletons of sunken riverboats.
Here, the river changed its course,

turning away from the city
as one turns, forgetting, from the past —

the abandoned bluffs, land sloping up
above the river’s bend — where now

the Yazoo fills the Mississippi’s empty bed.
Here, the dead stand up in stone, white

marble, on Confederate Avenue. I stand
on ground once hollowed by a web of caves;

they must have seemed like catacombs,
in 1863, to the woman sitting in her parlor,

candlelit, underground. I can see her
listening to shells explode, writing herself

into history, asking what is to become
of all the living things in this place?

This whole city is a grave. Every spring —
Pilgrimage — the living come to mingle

with the dead, brush against their cold shoulders
in the long hallways, listen all night

to their silence and indifference, relive
their dying on the green battlefield.

At the museum, we marvel at their clothes —
preserved under glass — so much smaller

than our own, as if those who wore them
were only children. We sleep in their beds,

the old mansions hunkered on the bluffs, draped
in flowers — funereal — a blur

of petals against the river’s gray.
The brochure in my room calls this

living history. The brass plate on the door reads
Prissy’s Room. A window frames

the river’s crawl toward the Gulf. In my dream,
the ghost of history lies down beside me,

rolls over, pins me beneath a heavy arm.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FOTO


Mi opinión: Porqué el Dalai Lama no puede condenar las autoinmolaciones tibetanas

Mi opinión: Porqué el Dalai Lama no puede condenar las autoinmolaciones tibetanas *
 
Por Tenzin Dorjee, especial para CNN
 
Nota del Editor: Tenzin Dorjee es director ejecutivo de Students for a Free Tibet, una red mundial de estudiantes y activistas que trabajan por la independencia tibetana. Escritor y activista, es un portavoz del movimiento mundial de la juventud tibetana
 
En una grosera demostración de moral ciega, el artículo del blog de Stephen Prothero sobre las autoinmolaciones tibetanas culpa a la víctima en lugar de al acosador.

Los tibetanos están atrapados en una de las últimas ocupaciones coloniales más brutales del mundo. Es a través de estas lente, más que cualquier otra cosa, que debemos entender las autoinmolaciones.
                      
Desde 2009, al menos 44 tibetanos –monjes, monjas y laicos- se han prendido fuego para protestar contra el dominio chino; 39 de esas autoinmolaciones han ocurrido solo en este año. Cada uno de estos actos es un resultado directo del  sistemático asalto de China contra el modo de vida tibetano, sus movimientos, su forma de hablar, su religión y su identidad.
 
En lugar de responder a la opresión china con venganza –un camino mucho más tentador para el instinto humano básico- los tibetanos han elegido un medio mucho más pacífico. Sin causar daño a un solo chino, ellos prenden fuego a sus propios cuerpos para encender una luz sobre la atrocidad que tiene lugar en su patria. Ellos sacrifican sus propias vidas, no en el nombre de “Dios” o de “Buda”, como Prothero sugiere con desdén, sino con una intención altruista de alertar al mundo sobre el sufrimiento de su pueblo.
 
Al demandar que el Dalai Lama condene a estos individuos que han mostrado compasión más allá de nuestra imaginación, Prothero ha revelado una colosal indiferencia al coraje y las circunstancias de aquellos que luchan por las mismas libertades democráticas y derechos humanos que él mismo disfruta.
 
¿Cómo puede el Dalai Lama condenar las autoinmolaciones cuando su motivación fue evidentemente no egoísta y su táctica no violenta? ¿Le pediríamos a Gandi condenar a los activistas en la lucha por la libertad de India,  que fueron asesinados mientras yacían en el camino para bloquear a los camiones de policía británicos? ¿O a los huelguistas de hambre que estaban muriendo por protestar contra las injusticias del gobierno de Gran Bretaña en la India?
 
En todo sentido, son los líderes de China y no el Dalai Lama los responsables por las autoinmolaciones en el Tíbet. Ellos tienen el poder de calmar las tensiones, revocar las restricciones, y detener las autoinmolaciones de la noche a la mañana. Pero en lugar de buscar una solución duradera a la cuestión tibetana, ellos continúan agravando la situación al intensificar la represión.
 
Nadie está más atormentado por las autoinmolaciones que el Dalai Lama, cuyos lazos con el pueblo tibetano van más profundo que lo que el lenguaje puede expresar. De hecho, es la singular  influencia tranquilizante del Dalai Lama la que ha mantenido el movimiento no violento hasta la fecha.
 
Un acto de fe, desesperación o protesta: Las autoinmolaciones a través del tiempo
 
Como un ícono universal de la paz, la influencia espiritual del Dalai Lama va más allá del mundo budista. Sin embargo, su autoridad moral no es un recurso infinito. Hay una cuerda moral invisible con la que el Dalai Lama ha unido a los tibetanos a la no violencia por cuatro décadas. Pero esta cuerda se está volviendo cada vez más fina en tanto que la tiránica escalada de China está arrinconando a los tibetanos.
 
La autoinmolación, la que emerge como una táctica por haber sido arrinconados por mucho tiempo, representa el último puesto en el espectro de resistencia no violenta. Si este último espacio de expresión, sin importar cuan drástico sea, es quitado, la cuerda podría romperse. El caos sería la resultante, aumentando en gran medida las chances de un conflicto étnico descomunal, ante el cual incluso el Dalai Lama tendría agotado su capital moral para detenerlo.
 
De todas las acusaciones de Prothero, la más ofensiva es su comparación de las autoinmolaciones con el sati, un sistema social de la antigua India en el que las viudas eran presionadas a arrojarse a la pira funeraria de sus difuntos maridos. La autoinmolación –un acto de índole política- es el polo opuesto al sati, un acto ciego de superstición.
 
No hay un solo caso de autoinmolación tibetana que fuera cometido por presión social u obligación religiosa. Cada incidente de estos, inesperado como es, conmueve a la nación, la comunidad, sin mencionar a la familia, hasta sus cimientos. Cada tibetano ruega en su corazón que el último haya sido, en efecto, el último.
 
La imagen de una persona envuelta en llamas es conmovedora, a menudo perturbadora, para la gente que vive en el mundo libre. A pesar de toda nuestra obsesión con películas y video games violentos y coberturas de guerras en vivo, todavía rompe nuestro corazón en pedazos ver a un ser humano en llamas.
 
En lugar de caer en investigaciones filosóficas sobre la moralidad de las autoinmolaciones, debemos ver porqué son  estas acciones: ruegos de ayuda urgente para un pueblo empujado al abismo durante décadas de represión despiadada.
Uno espera que la mayoría de la gente se centre en la cuestión real: ¿Cómo responderemos  a este llamado?
 
*El presente artículo de Tenzin Dorjee fue redactado en respuesta al escrito por el periodista Stephen Prothero y publicado el pasado 12 de julio. El artículo de Prothero se puede leer siguiendo el vínculo: My Take: Dalai Lama should condemn Tibetan self-immolations
 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mesmo em época de seca, chuva atinge o Distrito Federal

 Mesmo em época de seca, chuva atinge o Distrito Federal

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
A temperatura mínima para esta quarta-feira (18) é de 15 graus
A temperatura mínima para esta quarta-feira (18) é de 15 graus
Mesmo em época de seca, a chuva atingiu o Distrito Federal. Na última terça-feira (17), a chuva apareceu em diversos pontos da capital do país. A última registrada no mês de julho foi em 2006, há seis anos.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a mudança do tempo se deve a uma frente fria que passa pelo sudeste de Goiás.

A previsão para a tarde desta quarta-feira (18) é de sol alternando com chuva em forma de pancada rápida e isolada. A temperatura mínima será de 15 graus e a máxima de 25 graus. A umidade varia entre 53% e 89%. O sol vai se por às 17h53. A velocidade do vento pode chegar a 6 km/h.


 

Nova relação de poder em escala mundial

Nova relação de poder em escala mundial

 EMIR SADER

Entre as coisas que mais incomodam a direita latino-americana estão os processos de integração regional. Um argumento forte que a direita sempre usava e que tende, cada vez mais, a perder força, é o que consideravam caráter inevitável da hegemonia economica norteamericana, o que nos levaria, segundo a direita, a termos que nos submeter a políticas de subordinacao aos EUA, sob o risco de ficarmos para trás nos processos de modernização e desenvolvimento econômico.

A atual crise econômica representa, entre tantas outras coisas, a culminação de um processo de enfraquecimento das economias do centro do capitalismo, depois de décadas de aplicação de políticas de livre comércio e de neoliberalismo. A crise profunda e prolongada em que estão imersas, tem consequências recessivas para o conjunto do sistema econômico mundial, mas não o suficiente para levá-lo, por inteiro à recessão. Seus efeitos políticos têm sido o oposto do que costumavam ser: ao invés de reafirmar o peso e o lugar incontornáveis dos países do centro, tem levado ao seu enfraquecimento. Os países que mais dependem deles são os mais afetados pela crise e pela recessão. Os modelos que eles afirmavam como inevitáveis, os levam à recessão prolongada, enquanto as economias que aplicam modelos distintos, conseguem se defender das ondas recessiva vindas do centro, mantendo níveis de expansão, associados a políticas sociais redistributivas.

A prioridade dos projetos de integração regional ao invés dos Tratados de Livre Comércio com os EUA revelam-se não apenas uma opção política coerente, como produzem efeitos econômicos favoráveis. A opção do México – o primeiro a assinar TLC na America Latina – se revelou frustrada: ao invés de impulsionar seu crescimento e renovação econômica, o condenou a atrelar seu destino ao da economia norteamericana – um dos epicentros da crise econômica internacional -, com mais de 90% do seu comércio exterior com os EUA e praticamente nenhuma comércio com a China e muito pequeno com a América do Sul, duas das principais fontes de crescimento econômico no mundo hoje.

Assim a opção preferencial pelos processos de integração Sul-Sul revelam não apenas uma postura de luta por um mundo multipolar, como mostram sua eficácia econômica, tirando da direita o argumento que não privilegiar relações econômicas com os EUA e a Europa levaria os países ao atraso, ao isolamento e à recessão.

Há uma nova correlação de forças econômicas em nível mundial e ela favorece o Sul do mundo em detrimento dos países do centro do sistema. Não se trata de uma reversão nas relações de poder, promovendo a hegemonia do Sul sobre o Norte, mas sim de uma situação que permite relações distintas às que predominaram desde o surgimento do sistema capitalista, como o colonialismo e o imperialismo que ele promoveu. Além de que o dinamismo econômico já não é monopólio dos países do centro, que podem seguir detendo vantagens do ponto de vista tecnológico, mas não podem aplicar esses elementos sem dinamismo econômico, com que não podem contar.

Do que se trata agora é de construir espaços de integração em nível mundial, conforme a visão e os interesses do Sul do mundo, que permitam superar o sistema institucional internacional que foi criado para consolidar e perpetuar o poder dos países centrais, hoje declinantes em escala mundial.

A MORTE NO CEMITÉRIO


Ó VIRGENS QUE PASSAI AO SOL POENTE


Ó VIRGENS QUE PASSAI AO SOL POENTE

ROGEL SAMUEL

É assim que diz o famoso soneto de Antonio Nobre:

Ó virgens que passai, ao Sol-poente,
Pelas estradas ermas, a cantar!
Eu quero ouvir uma canção ardente,
Que me transporte ao meu perdido Lar.

Cantai-me, nessa voz onipotente,
O Sol que tomba, aureolando o Mar,
A fartura da seara reluzente,
O vinho, a Graça, a formosura, o luar!

Cantai! cantai as límpidas cantigas!
Das ruína do meu lar desaterrai
Todas aquelas ilusões antigas

Que eu vi morrer num sonho, como um ai...
Ó suaves e frescas raparigas,
Adormecei-me nessa voz... Cantai!


Antônio Nobre é poeta simbolista, portanto no seu famoso soneto, o «sol-poente» nos deve remeter a «algo», deve escamotear o sentido, para alguma outra natureza, esconde o que diz.
Não seria a velhice, pois o poeta morreu jovem, com 33 anos, em 1900.
Talvez as virgens, úberes, fartas de potencialidades, a ser fecundadas na «fartura da seara reluzente», gozosas, obreiras dessa tarde, desejantes, grávidas de prazeres, vitalidades...
Mas, por que «o sol poente»?
Por que não o despertar, o meio-dia, o pleno sol da tarde?
E, sendo «poente», por que «ardente»?
E sendo «ardente», por que tomba, por que cadente, no meio dessa seara reluzente?
E se «virgens», por que «o vinho, a Graça, a formosura, o luar!»
Sim, que de mistérios vive a poesia.
Engana o/a leitora, engana-se o/a leitora, que pensa estar, apenas, o sujeito do poema lastimando o seu «perdido lar», as suas «ilusões antigas», as ruínas do seu lar.
Sim, é certo.
Certo, certo de que tudo isso é assim, também.
E o que o poeta Nobre não se deve confundir com a pessoa Nobre.
O «personagem» do poema pode ser um velho.
Mas velho possante («O Sol que tomba, aureolando o Mar»), rico de vida, de vitalidade («A fartura da seara reluzente»).
A força, a beleza do poema reside no contraste: «suaves e frescas raparigas» X «ruína do meu lar».
E sua canção é o hino que desperta «todas aquelas ilusões antigas».
A oposição e o sentido está nas belas rimas poente-ardente, cantar-lar, onipotente-reluzente, mar-luar, cantigas-raparigas, desaterrai-cantai.
São rimas significativas, verdadeiras pontes de significação, irradiam sentidos.
Sim.
Sim, tudo isso «eu vi morrer», de súbito, sim, o lar despedaçado.
E o poeta precisa morrer, dormir, esquecer, fugir daquelas lembranças do passado familiar, feliz, longe daquelas «estradas ermas», lar que era «sol», «mar»,

A fartura da seara reluzente,
O vinho, a Graça, a formosura, o luar!

O poema se encontra consigo mesmo. No fim.
Toda a fantasia da dança feminina, ao cair da tarde, seus cantos, suas suavidades reluzentes no conjunto desses evocativos versos.
Afinal são fantásticos dias de infância recuperados ao sol poente. Na voz daquelas raparigas virgens, que passam, como passaram as vozes familiares das mulheres da infância, das irmãs, mães tias avós que passaram todas pela estrada.
O lar é isso. Conjunto de pessoas.
Não lar-casa. Mas grupo familiar.
Ó Primas e Irmãs, ó virgens, cantai! Esta é a canção. O poema envolve sonoridade corredia: é poema para ler lido alto, em voz alta.
Poesia alta, graça, frescura, leveza. Aureolando o Mar, límpidas cantigas.
Fartura do canto daquelas ilusões antigas de um passado, das lembranças da infância do seu perdido lar.

Mercadante diz que não há margem para melhorar proposta aos professores

Mercadante diz que não há margem para melhorar proposta aos professores

De acordo com ministro, crise internacional impede governo de gastar mais com servidores

Agência Brasil
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (17) que não há margem orçamentária para melhorar a proposta de reestruturação da carreira dos professores, apresentada na última semana, depois de reunião com reitores das universidades federais. A categoria está parada há dois meses e o comando de greve avaliou a proposta do governo como insatisfatória.
De acordo com o ministro, no cenário de crise financeira internacional, a prioridade do governo é manter o crescimento da economia para evitar o desemprego. “A proposta apresentada pelo governo é quase R$ 4 bilhões [de recursos para custear o plano até 2014]. No momento, em função da crise internacional, a prioridade do governo é usar essa capacidade fiscal para o Brasil crescer e manter o emprego de quem não tem estabilidade”.
O ministro disse também que existem outras categorias que precisam ser atendidas e argumentou que os professores das universidades foram os primeiros servidores federais que receberam do governo proposta de novo plano de carreira.
Os reitores fizeram um apelo ao ministro para que fosse encaminhada a negociação com os técnicos-administrativos das universidades federais, que também estão em greve. Mercadante disse que espera que a situação com os professores seja resolvida logo para que o ministério possa “se dedicar intensamente em buscar uma solução para os técnicos”.
O conceito da nova proposta de carreira para os professores, segundo Mercadante, é a valorização dos docentes que têm regime de dedicação exclusiva e doutorado. Segundo ele, 87% dos docentes já trabalham com dedicação exclusiva e dois terços têm título de doutor.
“O plano valoriza os professores com doutorado e a dedicação exclusiva que são aqueles que realmente têm compromisso com a universidade. É isso que vai fazer a universidade brasileira ser de excelência. A proposta fortalece essa concepção e disso nós não vamos abrir mão”.
Um dos pontos da proposta apresentada aos professores que foi criticada pelo sindicato da categoria é o fato de que a projeção de reajuste apresentada pelo governo não teria levado em conta a projeção da inflação para os próximos anos. Com isso, o ganho real seria muito reduzido. Mercadante disse que haverá ganho real de salário e que a projeção de inflação do sindicato está muito acima das metas projetadas para os próximos anos.
Durante toda essa semana, os professores das instituições em greve se reunirão em assembleias para avaliar a proposta apresentada pelo governo. Na próxima segunda-feira (23) está marcada uma nova reunião de representantes sindicais com o Ministério do Planejamento para apresentar os resultados dessas assembleias e reivindicações de mudanças no plano.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ator Morgan Paull, de "Blade Runner", morre aos 67 anos

Ator Morgan Paull, de "Blade Runner", morre aos 67 anos

Do UOL
  • O ator Morgan Paull morreu aos 67 anos (17/7/12) O ator Morgan Paull morreu aos 67 anos (17/7/12)
O ator norte-americano Morgan Paull morreu nesta terça-feira (17), aos 67 anos, de câncer no estômago na cidade de Ashland, Oregon. Ele ficou conhecido por ser morto por um replicante na primeira cena de "Blade Runner - O Caçador de Androides" (1982), de Ridley Scott. As informações são do site Hollywood Reporter.
A fala "You know what turtle is?" ("Você sabe o que é tartaruga?", em tradução livre), é famosa entre fãs do thriller. Paull também aparece em "Patton - Rebelde ou Herói?" (1970) e em "Norma Rae" (1979).
Inicialmente, Ridley Scott havia contratado Paull apenas para fazer testes com as atrizes durante a escolha do elenco de "Blade Runner". O ator teria recomendado Daryl Hannah ao diretor, e não teria falado muito bem de Sean Young a ele. Ao final, as duas participaram do longa.
O ator contava como entrou para "Blade Runner": "No meio dos testes, Ridley se apaixonou por mim. Ele me queria por perto o tempo todo. Sempre que ele tinha uma ideia, perguntava para mim, 'Hey, Morgan, o que você acha disso?'.
Na metade dos anos 1980, Paull tornou-se um agente de atores. Dentre seus clientes estão Jack Elam, Theresa Saldana, Rory Calhoun e Don Galloway.

Seleção brasileira de futebol chega em silêncio a Londres

Seleção brasileira de futebol chega em silêncio a Londres

Jogadores não dão entrevista e decepcionam torcedores em busca de autógrafos

Neymar foi o mais assediado entre os jogadores da seleção Foto: AFP
Neymar foi o mais assediado entre os jogadores da seleção AFP

LONDRES - Depois da confusa chegada do nadador Cesar Cielo na véspera, o desembarque da seleção masculina de futebol em Londres também foi marcado pela desorganização. Embora o aeroporto de Heathrow tivesse organizado a chegada com crachá para os jornalistas e zona mista, o time de Mano Menezes passou direto pelo local sem dar entrevistas e frustrando os torcedores brasileiros que marcaram presença em busca de autógrafos e fotos com os ídolos.
- É uma decepção para mim que fiquei três horas esperando. É um misto de alegria e decepção. Alegria por vê-los passarem e decepção porque eles passaram direto - disse o estudante Luís, Saad, de 22 anos, torcedor do São Paulo e que queria um autógrafo de Lucas e Bruno Uvini.
Antes, o lateral Rafael, do Manchester United, esclareceu que o time não falaria por ordem de Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O meia Ganso, do Santos, disse a mesma coisa. Alguns jogadores, porém, driblaram a ordem e disseram algumas poucas palavras a caminho do ônibus que levou a equipe para Saint Albans, a 50km do aeroporto.
- Estou contente por ter chegado em Londres, mas é importante ter os pés no chão. Nós somos uma geração muito promissora, mas não podemos nos deixar levar pela euforia - disse o meia Lucas, do São Paulo.
Neymar foi o jogador mais assediado pelos jotnalistas. Andando para o ônibus da seleção de cabeça baixa e com um fone no ouvido, o jogador do Santos apenas disse:
- Estou muito feliz por representar o Brasil.
Questionado sobre o motivo pelo qual os jogadores não podiam falar, o administrador da seleção, Guilherme Ribeiro, disse que “não tinha a menor condição de falar aqui” (no aeroporto). Mas o aeroporto estava organizado para a chegada do time. O técnico Mano Menezes também não falou com a imprensa. Ele entrou direto no ônibus e entrou direto no ônibus que seguiu para a concentração.
Judocas e Fabiana Beltrame também chegam
Ao contrário da seleção, os judocas que chegaram em Londres pararam para falar com a imprensa. Campeão mundial em 2007, Luciano Corrêa está na sua segunda Olimpíada e espera ter um resultado melhor do que em Pequim, quando não foi bem e saiu sem ganhar nenhuma medalha.
- Aquilo foi um aprendizado. Agora estou confiante. Fiz uma boa preparação - disse Correa, que foi com os outros atletas para Sheffield.
Perguntado se queria encontrar com algum atleta na Vila Olímpica, o judoca disse:
- Quero encontrar a minha namorada (a nadadora Joanna Maranhão). Não poderei ver a prova dela (400m medley), no dia 28, pois estarei em Sheffield, mas quando eu lutar ela estará livre para me ver.
Os judocas ficarão concentrados em Sheffield e só saem para a Vila Olímpica dois dias antes de lutarem em suas categorias. Vice-campeã mundial, Mayra Aguiar estava tranquila. A judoca de 20 anos está em sua segunda Olimpíada e disse que espera não ser a primeira medalhista de ouro da história do judô feminino.
- Tomara que eu não seja a primeira medalhista. Estou torcendo para que as outras meninas ganhem antes de mim - disse Mayra, que brincou com a situação dos jogadores de futebol em relação aos atletas do judô. Enquanto o time de Mano foi de classe executiva, os judocas viajaram de classe econômica.
- Vim lá atrás no fundão. Os patos e gansos vieram tudo na executiva - brincou. - Mas eu fiz uma boa viagem. Vi um filme, dormi bem e descansei.
Já a remadora Fabiana Beltrame está confiante para os Jogos. Ela foi campeã mundial no single skiff peso leve, mas esta prova não está no programa olímpico. Em Londres, ela vai remar no double skiff com Luana Bartholo, e diz que o primeiro objetivo é uma vaga na final B.
- Nosso primeiro objeteivo é nos classificarmos entre as 12 para a final B. Depois disso, tudo o que vier é lucro - disse Fabiana, que está em sua terceiro olímpiada enquanto será uma estreia para Luana.
- É uma experiência diferente. Estou bastante calma e sabendo o que tenho que fazer. O que pesa um pouco para a gente é a experiência do barco. Será uma boa experiência para a Luana, que é jovem e tem muito a crescer.

Professores analisam proposta do governo, mas greve deve continuar

Professores analisam proposta do governo, mas greve deve continuar

Foto: Elza Fiúza/ABr
Professores analisam proposta do governo, mas greve deve continuar
Professores das universiddes federais mantêm paralisação enquanto avaliam proposta
Até a próxima sexta-feira, 21, os professores em greve das universidades federais vão se reunir em assembleia para analisar o novo plano de carreira proposto pelo governo na sexta-feira, 13. A avaliação do comando de greve, entretanto, é que a proposta do governo não atende às demandas da categoria e a orientação é que a paralisação seja mantida e “intensificada”.

Para a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), a proposta apresentada em vez de reestruturar a carreira piorou essa organização. De acordo com o vice-presidente do sindicato, Luiz Henrique Schuch, cálculos feitos pela entidade apontam que no caso de algumas classes o reajuste apresentado pelo governo não representará ganho real. “O governo fez uma maquiagem. Ele comparou números e valores normais em um intervalo de cinco anos. Pegou, por exemplo, um salário de julho de 2012 e projetou o aumento para 2015 como se em cinco anos não houvesse correção inflacionária no meio”, criticou.

Além dos docentes das universidades federais, também estão em greve os professores dos institutos federais de educação profissional. Em nota, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) avaliou que a proposta apresentada pelo governo é uma “farsa” e criticou o fato de que o reajuste proposto não atinge toda a categoria e será pago de forma parcelada até 2015.

A Andes avalia que o movimento de negociação foi “recém-iniciado” com a apresentação da proposta e a paralisação deve continuar. Uma nova reunião entre o comando de greve e o governo está marcada para a próxima segunda-feira, 23, quando serão apresentados ao Ministério do Planejamento o resultado das assembleias.

“A orientação do comando nacional de greve é que os comandos locais discutam a proposta, formulem os seus entendimentos e nos mandem o mais tardar até sexta-feira, 20. O comando nacional trabalha os resultados das assembleias locais para que apresentemos uma posição da nossa base no dia 23”, explicou Neli Edith dos Santos, integrante da Andes.

 
Por Ag. Brasil

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sindicato não concorda com proposta do governo e quer radicalizar o movimento grevista

Sindicato não concorda com proposta do governo e quer radicalizar o movimento grevista



Mariana Niederauer

Em comunicado oficial, o comando nacional de greve dos professores de instituições federais informou que o movimento deve ser intensificado esta semana e que o próximo passo é manter e radicalizar a paralisação. Na última sexta-feira (13/7), o governo apresentou proposta de plano de carreira para a categoria, mas, para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), apenas 10% dos docentes teriam ganho real até 2015 com o reajuste oferecido. Durante a semana - de 16 a 20 de julho - a proposta será analisada em assembleias locais e na próxima segunda-feira (23) o Andes-SN vai apresentar uma resposta ao governo.

Após reunião com representantes da categoria, os ministros da Educação, Aloizio Mercadante e do Planejamento, Miriam Belchior, anunciaram a proposta, que inclui reajuste de até 45% aos professores do ensino superior federal até 2015. Para o sindicato, esse reajuste não será suficiente nem para recompor as perdas inflacionárias no período, por isso, o número de docentes beneficiados seria muito baixo.

A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), contrária à greve nacional decretada pelo Andes-SN, também identificou problemas na proposta. Eles querem que o prazo para o início do reajuste, marcado para julho de 2013, seja adiantado e ocorra em janeiro. O Proifes, concorda, ainda, que o salário de alguns docentes perderá poder de compra até 2015.



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