quinta-feira, 21 de junho de 2012

O teatro de ouro puro em livro

O teatro de ouro puro em livro

O teatro de ouro puro em livro De saída, cabe dizer que o livro é um encantamento só. Imagino os leitores em visita à antiga casa de espetáculos, envolvidos pelo verde fusco da capa, sentindo-se personagem da obra, folheando-a, lendo trechos, encontrando-se com o diálogo vida-arte:
“A vida em Manaus era elegante, rica, alegre, no início do apogeu de uma sociedade que enriquecia rapidamente, com a extração da borracha”.
O autor de Teatro Amazonas é um escritor veterano: Rogel Samuel. Colunista de Blocos online e Entretextos. Professor aposentado da pós-gradução da UFRJ. Cronista, romancista e crítico literário. O romance, cujo projeto gráfico vale tanto quanto o conteúdo laborioso e expressivo, disseca os mistérios e nuances da construção de um dos mais famosos teatros do País, encravado no coração da selva amazônica. Eduardo Ribeiro e os piauienses Fileto Pires Ferreira, Thaumaturgo de Azevedo e José Paranaguá, figuras públicas de relevo na época têm seu lugar social revisitado. Saem da história para a ficção e reforçam o imaginário coletivo, ou dele se afastam.
A edição é da Editora da Universidade Federal do Amazonas. Em breve, disponível aos leitores, em livraria de Manaus, Teresina e Rio de Janeiro. Para leitores de outros estados,  Entretextos informará, assim que findar a greve das universidades federais, como adquirir a obra pela internet.
DO PORTAL ENTRE-TEXTOS 
 

Navio com 200 supostos imigrantes ilegais afunda ao sul da Indonésia

Navio com 200 supostos imigrantes ilegais afunda ao sul da Indonésia

Informações prévias extraoficiais sugerem que 75 pessoas podem ter se afogado; embarcação aparentemente tentava chegar à Austrália para buscar asilo

iG São Paulo |
Navios da Indonésia e da Austrália lançaram uma operação de resgate por cerca de 200 pessoas a bordo de uma embarcação que naufragou ao sul da ilha indonésia de Java enquanto aparentemente tentava alcançar a Austrália em busca de asilo, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais australianas. Teme-se que haja vários afogados.
Leia também:  Naufrágio na Indonésia deixa ao menos 58 desaparecidos
O barco naufragou a cerca de 200 km ao norte do território australiano da ilha de Christmas - e a cerca da mesma distância do sul da Indonésia - com "até 200" a bordo, disse o Serviço Alfandegário da Austrália em uma declaração. Ainda não está claro de onde eram os passageiros.
"Há cerca de 40 no casco e o resto está na água", disse o comissário de polícia do Estado da Austrália Ocidental, Karl O'Callaghan. "Algumas informações prévias sugerem que até 75 pessoas se afogaram, mas não confirmo essa informação por enquanto", afirmou.
A Austrália enviou duas embarcações e um avião à zona do naufrágio, e três barcos mercantes se uniram às operações de resgate, enquanto a Indonésia encaminhou dois navios de guerra para a área. O avião de vigilância australiano informou à agência do país que avistou na água sobreviventes usando coletes salva-vidas.
"Há sobreviventes, mas não podemos confirmar o número neste momento", disse a porta-voz da Autoridade Marítima Australiana de Busca e Resgate, Jo Meehan, à emissora de rádio ABC.
Meehan indicou que os trabalhos de resgate são coordenados pelas autoridades indonésias, uma vez que o naufrágio aconteceu em seu território, e antecipou que as operações serão mantidas durante a noite.
Infográfico: Cem anos depois, Titanic mantém fascínio e perguntas sem resposta
Gagah Prakoso, porta-voz da Agência de Busca e Resgate da Indonésia, por sua vez disse que o navio estaria com 206 a bordo, mas não soube informar o país de origem dos passageiros ou de onde a embarcação tinha partido. "Enviamos dois navios de guerra, mas considerando-se as altas ondas e o mau tempo, não tenho certeza de que chegarão ao local hoje", afirmou.
O número de imigrantes ilegais interceptados pela Marinha australiana na ilha de Christmas, ao sul da ilha de Java, cresceu em maio e junho até superar 1 mil pessoas por mês, total que não era alcançado desde 2001, segundo dados oficiais da Austrália. Muitos do que buscam asilo vêm do Irã, Afeganistão e Sri Lanka.
*Com AP e EFE

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O ocaso do maior escritor do século 20



O ocaso do maior escritor do século 20

Extraído de Dom Total, 11/06/2012.

O escritor Gabriel García Márquez perdeu definitivamente a memória. Pelo menos esta é a conclusão a que chegaram os meios de comunicação colombianos depois de uma entrevista do autor, terça-feira passada, ao jornalista Plinio Apuleyo, seu amigo íntimo. Depois de duas horas com Gabo, o jornalista revelou que a demência senil já não permite ao escritor escrever e sequer reconhecer familiares e amigos próximos.

“Nas últimas vezes que conversamos pessoalmente, na Cidade do México, ele repetiu várias vezes: ‘Como anda você? O que tem feito? Quando volta de Paris’? Muitos amigos comuns com quem falei sobre o assunto disseram que com eles aconteceu a mesma coisa. Gabo fez as mesmas perguntas. Existe a suspeita de ele tenha algumas fórmulas. Se não reconhece alguém, não pergunta ‘quem é você’?. Prefere fazer perguntas genéricas. Dói muito vê-lo assim. Gabo sempre foi um grande amigo”, disse Plinio Apuleyo.

Há pelo menos cinco anos a deterioração da saúde de García Márquez tornou-se pública. Os primeiros sinais foram dados quando ele renunciou a continuar escrevendo suas memórias (“Viver para contá-la”, primeiro volume de uma trilogia frustrada) e enfrentou a morte de um irmão. Pouco antes o escritor tinha sido vítima de um linfoma do qual saiu intacto.

Em 2007, quando o Congresso do Idioma celebrou em Cartagena de Índias, na Colômbia, os 40 anos da publicação de “Cem anos de solidão”, García Márquez, pai do cineasta Rodrigo García, se deixou ver sorridente e feliz, vestindo um terno de linho branco. Em nenhum momento, porém, falou em público nem concedeu entrevistas. Nesta época surgiram os primeiros rumores sobre os lapsos de memória do Prêmio Nobel de Literatura de 1982.

No mesmo ano, o escritor britânico Gerald Martin escreveu a biografia oficial de Gabo, “Uma vida”, na qual se pode ler, nas entrelinhas, a notícia velada da enfermidade do autor: “Ele era capaz de recordar a maioria das coisas do passado distante, embora tivesse dificuldade em recordar os títulos de seus livros. Mas mantivemos uma conversa normal, até divertida”, diz Martin.

Há um ano, alguns meios de comunicação chegaram a anunciar que Márquez estaria em vias de morrer em Paris. Sua mulher, Mercedes, e sua agente literária, Carmen Balcells, desmentiram a notícia. Gabo não estava em apuros nem estava em Paris. Permanecia em sua casa no México. Há poucos meses a família divulgou uma foto tirada na festa dos 85 anos do autor.

Nos tempos de sua pródiga produção literária Gabriel García Márquez brindou o mundo com uma coleção de obras primas, que o tornaram, na opinião de muitos o maior escritor do século 20. Entre elas se incluem “Ninguém escreve ao coronel”, “Crônica de uma morte anunciada”, “O outono do patriarca”, “O amor nos tempos do cólera”, “Cheiro de goiaba”, “O general em seu labirinto”, “Do amor e outros demônios”, além de uma vasta obra como jornalista e cronista.

(Marco Lacerda)



WOOD ALLEN

TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução de Wu Jyn Cherng


O Grande Caminho é vasto
Pode ser encontrado na esquerda e na direita
Os dez mil seres dele dependem para viver
E ele não os rechaça
Conclui a obra sem mostrar a sua existência
É o manto que cobre os dez mil seres, sem agir como senhor
Podendo ser chamado de pequeno
Os dez mil seres voltam para ele, sem que aja como senhor
Podendo ser chamado de grande
Assim o Homem Sagrado nunca age como grande
Por isso pode atingir sua grandeza

terça-feira, 19 de junho de 2012

TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução de Wu Jyn Cherng



Quem conhece os homens é inteligente
Quem conhece a si mesmo é iluminado
Vencer os homens é ter força
Quem vence a si mesmo é forte
Quem sabe contentar-se é rico
Agir fortemente é ter vontade
Quem não perde a sua residência, perdura
Quem morre mas não perece, eterniza-se


segunda-feira, 18 de junho de 2012

MINISTRO ENTRA EM FILA

Ministro “plebeu”, Patriota entra na fila por yakisoba de R$18 em tigela de papel na Rio+20


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Diplomata de modos aristocráticos, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, está demonstrando não se incomodar em viver dias de “plebeu”, na Rio+20.
Na sexta, ele entrou na fila para comprar por R$ 18 um yakisoba (foto ao lado) e precisou até se acotovelar um pouco na fila de um dos estandes mais cheios do evento.
Depois, tranquilamente, pegou a cumbuca de papel cheia de yakisoba e comeu em uma das acanhadas mesas da praça de alimentação, acompanhado de uma jovem assessora.
No outro dia, não resistiu e almoçou no Victoria (prato a R$75).

MORADORES VOLTAM PARA AS ÁREAS ALAGADAS

FOTO

TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução de Wu Jyn Cherng

O Caminho é eterno e não tem nome
É genuíno e, embora pequeno,
O mundo não tem coragem de dominá-lo
Se reis e príncipes pudessem preservá-lo
Os dez mil seres iriam por si próprios obedecer
Quando o céu e a terra unem-se
Para escorrer o doce orvalho
O povo não pode interferir nisso, que por si é uniforme
O princípio domina a existência e o nome
Então o nome passa a existir
E irá também saber cessar
Sabendo cessar não perecerá
A relação do mundo com o Caminho
É como a dos riachos e vales
Com os rios e mares

domingo, 17 de junho de 2012

CARTAS PARA JULIETA

Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais, 31/10/1902- Rio de Janeiro, 17/ 08/ 1987) poeta consagrado no Brasil, tinha um lado doce, carinhoso, era um paizão com a sua única filha Julieta, que faleceu de câncer generalizado 12 dias antes da morte do poeta. Ele tinha um relacionamento super estreito com a filha e não suportou a sua partida.
Os dois trocavam apelidos carinhosos: Enquanto Drummond chamava Maria Julieta de “julica”, “filha amada” e “filhareca”, Julieta retribuia com “Cacá”, “papai querido” e “poeta amado”.

Cartas de Julieta para Drummond

Escrito por . Postado em Curiosidades
15 de Junho de 2012
Carlos Drummond de Andrade teve apenas uma filha: Maria Julieta. Como pai, Drummond era só amores com a menina. A única coisa que sempre atrapalhou os dois foi a distância geográfica. Para matar um pouco da saudade, os dois trocaram cartas durante toda a vida. Resgatadas pela atriz Sura Berditchevsky, essas cartas foram inspiração para o monólogo Cartas de Julieta e Carlos Drummond de Andrade, que estreia neste sábado, dia 16.
A distância entre os dois começou a surgir quando Julieta ainda era pequena e passava as férias com a família em Minas, enquanto Drummond trabalhava no Rio de Janeiro. Um pouco mais velha, a menina entrou para o Movimento Bandeirante e as viagens pelo Brasil viraram rotina. A distância entre os dois aumentou ainda mais quando Julieta se casou, em 1949, e foi morar em Buenos Aires. Para matar a saudade entre o pai e a filha, as cartas. Veja abaixo uma delas, escrita quando a menina tinha apenas oito anos.

“Cacá”, aliás, era apenas um dos muitos apelidos carinhosos que Drummond e Julieta se davam. Enquanto a menina chamava o pai de “Cacá”, “papai querido” e “poeta amado”, o escritor correspondia com “Julica”, “filha amada” e “filhareca”.
A próximidade dos dois foi mantida até durante a morte. Julieta faleceu no dia 5 de agosto de 1987 e, apenas 12 dias depois, Drummond teve uma série de problemas cardíacos e também veio a falecer. Os dois foram enterrados no mesmo túmulo.
As relíquias foram guardadas por Pedro Augusto, neto do autor e filho de Julieta, e estudadas por Sura Berditchevsky para a realização da peça. Em entrevista à Folha de São Paulo, a atriz comenta que “as cartas trocadas na época em que Julieta era criança demonstram uma relação de afeto, de respeito desse pai com essa filha e mostram a maneira como ele vai dando possibilidades para ela ir para o mundo, para virar gente”.
A peça estará em cartaz entre os dias 16 de junho e 29 de julho no Teatro Eva Herz, em São Paulo, sempre aos sábados (17h) e domingos (15h). O monólogo também será apresentado na Feira Literária de Paraty (Flip), que esse ano irá homenagear Carlos Drummond de Andrade.

Índios reclamam de comida estragada na Rio+20

Índios reclamam de comida estragada na Rio+20
DO RIO
"Nem porco come isso aqui. Se comer, morre", gritava Uaratã pataxó, mostrando uma marmita de péssima aparência (arroz, feijão preto, macarrão e um pedaço de gordura) que, segundo ele, estava estragada e sendo servida aos índios que participam da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, no Aterro do Flamengo.
Leia mais no Especial Rio+20
Folha lança aplicativo sobre a Rio+20 para smartphone
Conte à Folha como sua vida é 'sustentável'
"Pedirei para os dirigentes agirem rápido", diz garota que falará à ONU
"Quem dá isso aqui não tem amor à vida. O índio é vida", dizia o pataxó, do alto de um palco. A seu lado, um colega de outra tribo filmava tudo com um smartphone. Na plateia, cerca de uma centena de pessoas, atraídas pelo discurso. Os índios se revezavam ao microfone, afirmando ter passado mal por causa da comida estraga e reclamando por não terem tido atendimento médico.
"Esse é o Brasil sem fome: comemos comida estragada", disse uma índia.
Os próprios representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), responsável pelos índios presentes na Cúpula dos Povos (e por sua alimentação), reconheceram que cerca de 400 quentinhas estavam estragadas.
"Já estamos resolvendo a situação da comida. Não conhecemos as empresas aqui no Rio. A que contratamos não tinha condições de atender a demanda. Já mudamos de fornecedor, hoje à noite já vai ser servido por outra empresa", disse Kretã, um índio kaingang, membro da Apib.
Segundo ele, além da falta de estrutura da empresa contratada para servir a comida (que ele não soube nomear), o excesso de índios também prejudicou a organização.
"Houve um acordo entre as organizações indígenas, cada uma traria um certo número de participantes. Seriam 1.100 indígenas, que ficariam no Sambódromo, mas chegaram 1.700. Não tínhamos estrutura", disse Kretã.
Por fim, o representante da Apib disse que nesse tipo de evento os índios costumam montar um restaurante local, com cozinha coletiva, mas que a Prefeitura do Rio não permitiu tal estrutura no Aterro (cujos jardins são tombados pelo Iphan).
"Amanhã (18) bem cedo vamos à prefeitura para pedir a liberação da cozinha comunitária, para fazermos um restaurante aqui. Não tem como servir direito 1.700 quentinhas por refeição."

Brasil é 4º em novo índice de riqueza da ONU

Brasil é 4º em novo índice de riqueza da ONU

Em ranking baseado num novo cálculo que associa riqueza dos países com uso dos recursos naturais, divulgado neste domingo pelo programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma), braço da ONU, o Brasil ficou em quarto lugar, empatado com Índia, Japão e Reino Unido e na frente dos Estados Unidos. A China foi a primeira colocada, seguida da Alemanha.
O resultado, porém, não indica um cenário otimista - China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem com tendo esgotado parte significativa de seu capital natural - a soma de um conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.

A proposta, batizada de Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), busca integrar aspectos sociais e ambientais ao desempenho econômico das nações, se apresentando como um indicador mais completo do que o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medidas usadas para mostrar riqueza e desenvolvimento dos países. O indicador foi apresentado neste domingo na Rio+20.

O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial, de 1990 a 2008. Durante o período avaliado, os recursos naturais per capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil, 20% nos Estados Unidos e 17% na China. Das 20 nações pesquisadas, somente o Japão não sofreu diminuição do capital natural, devido a um aumento da cobertura florestal.

"A Rio+20 é uma oportunidade para abandonar o Produto Interno Bruto como medida de prosperidade no século 21 e como barômetro de uma transição para uma Economia Verde inclusiva, não serve para medir o bem-estar humano, ou seja, as muitas questões sociais e a situação dos recursos naturais de uma nação", disse o subsecretário geral e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

"O novo índice faz parte de uma gama de substitutos potenciais que líderes mundiais podem levar em conta como forma de dar mais precisão à avaliação da geração de riqueza para concretizar o desenvolvimento sustentável e erradicar a pobreza", acrescentou Steiner.

sábado, 16 de junho de 2012

CRUZOU EM CIMA DE UM ARAME

Nick Wallenda cruzou as cataratas do Niágara em cima de um arame
                           
     
Nem a humidade nem as fortes rajadas de vento impediram Wallenda de cumprir a sua missãoNem a humidade nem as fortes rajadas de vento impediram Wallenda de cumprir a sua missão (Reuters)
É o primeiro homem a consegui-lo em mais de 100 anos: Nick Wallenda, de 33 anos, conseguiu ontem à noite cruzar as cataratas do Niágara em cima de um arame. Apesar de se ter recusado até ao último momento a usar um cabo de segurança, o aventureiro acabou por ceder às exigências do patrocinador: a Disney.
A última vez que um homem tinha cruzado as duas margens das cataratas do Niágara - que traça uma fronteira natural entre os EUA e o Canadá - corria o ano de 1896. Quem conseguiu levar a cabo esse feito foi James Hardy, pouco antes de as autoridades terem proibido esse tipo de aventuras.

Ontem, a história repetiu-se. Por volta das 22h00 (hora local), Nick Wallenda deu início à sua caminhada histórica. Cerca de uma hora e meia depois estava do outro lado. “Estou a preparar-me para este momento desde que tenho dois anos”, disse Wallenda antes de dar início à sua marcha que teve como objectivo honrar os seus antepassados.

Caminhar sobre um arame é algo que está inscrito no ADN de Nick Wallenda: descende de uma linhagem de equilibristas que remonta aos finais do século XVIII. O tetravô de Nick, Karl Wallenda, tinha um lema: “A vida está no arame, o resto é tempo de espera”. Infelizmente foi a morte, e não a vida, que esperava Karl em 1978 depois de este cair do arame quando tentava unir a distância entre dois arranha-céus de Porto Rico.

A assistir à aventura de ontem - transmitida pela estação de televisão ABC - estiveram milhares de pessoas dispostas entre ambas as margens das cataratas que ficam separadas por cerca de meio quilómetro.

Nem a humidade nem as fortes rajadas de vento impediram Wallenda de cumprir a sua missão, apesar das dificuldades. “O arame mexe-se tanto que é complicado fixar a vista e ver por onde é que ando”, foi explicando o equilibrista em directo.

A Disney, que patrocinou esta travessia histórica, insistiu para que Wallenda usasse um cabo de segurança, uma proposta que o equilibrista recusou até ao último minuto. “Nunca trabalhei com medidas de protecção e este cabo é muito pesado, mas acato a decisão dos patrocinadores”, explicou, antes de subir ao arame de cinco centímetros de grossura.

Ao chegar à outra margem das cataratas, Wallenda foi recebido pela mulher e pelos três filhos mas também por elementos da polícia do Canadá, que lhe pediram o passaporte e lhe perguntaram o propósito da sua viagem. “Servir de exemplo às pessoas”, respondeu o equilibrista.

OS ÍNDIOS SOLTAM A VOZ

THE VANISHING NORTH

O QUE É SER CARIOCA?


“O que é ser carioca? É ter nascido no Rio de Janeiro. Sim, é claro, e também não. Não porque ser carioca é antes de tudo um estado de espírito. Ser carioca é uma definição de personalidade. Charles Chaplin é carioca. A princesa Margaret é carioca, e já o Townsend não é, Marilyn Monroe é dos seres mais cariocas que há na face da terra. Como cariocas são Orson Wells, dois Pablos: Picasso e Neruda, Louis Armstrong, Ilia Ehrenburg, o príncipe Ali Khan e Marlene Dietrich. Porque ser carioca, mais ainda que ser parisiense, é sentir-se perfeitamente integrado com a sua cidade e o seu meio; é portar roupas como um carioca; é saber das coisas antes que elas sejam ditas; é detestar trabalhar (mas trabalhar); é adorar flanar e bater papo no meio de milhões de compromissos; é acreditar que tudo se arranja (e arranja mesmo); é ser portador não de acidez, mas de certa adstringência como a dos cajus; é gostar de estar sempre chegando e não querer nunca ir embora; é ter ritmo em tudo para tudo; é ter em alta dose o senso do ridículo e da oportunidade; é gostar de gente mesmo falando mal; é gostar de banho de chuveiro; é amar todas as coisas que maldiz; é saber conhecer outro carioca no estrangeiro, só pelo modo de andar e de vestir-se. Isso é ser carioca. E a maior felicidade é que ao carioca foi dado para amar, desamar, exaltar, trair e ser escravo um outro ser cuja graça é indefinível: a mulher carioca."
VINICIUS DE MORAES

Patriota: Brasil quer erradicação da pobreza como tema central da Rio+20

Patriota: Brasil quer erradicação da pobreza como tema central da Rio+20

Ministro diz que, na presidência da convenção, País vai pôr fim da miséria no "centro das atenções"

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | - Atualizada às
Foto: EFEPatriota também participou nesta sexta-feira (15) da abertura da Cúpula dos Povos
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou ao iG que o Brasil, na presidência da Rio+20, pretende colocar a erradicação da pobreza como o tema central da conferência.
Leia também:Brasil assume presidência da Rio+20 e busca solução para impasse até dia 19
É a primeira vez que o Brasil revela qual será o eixo principal de sua atuação na Rio+20, cuja liderança formal assume nesta sexta (15), ainda sem um documento final acordado. Patriota visitou o Riocentro, sede do evento, nesta sexta-feira, assim como seu antecessor e atual ministro da Justiça, Celso Amorim.
"Pretendemos ter a erradicação da pobreza como tema central. O Brasil é a sexta economia do mundo, mas a renda per capita ainda é mais baixa que a dos países desenvolvidos e tem 16 milhões na miséria; a China tem 200 milhões. Não podemos retroceder nisso: colocar a erradicação da pobreza no centro das atenções", afirmou o ministro.
De acordo com Patriota, ter a erradicação da pobreza como foco central da Rio+20 tem relação com dois dos princípios estabelecidos na Rio 92. O princípio número 1 é que "os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável" e outro - muito polêmico - o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, para cada país.
"O resultado da Rio+20 tem de apelar para a responsabilidade coletiva, com todos assumindo sua parcela de responsabilidade. O Brasil pretende inspirar filosoficamente esse debate, e já o faz,naturalmente, com a liderança pelo exemplo e com o relacionamento com todos os países-membros da ONU. É isso o que vamos fazer nos próximos dias", disse Patriota.

LAÇOS SUTIS

Estamos unidos ao mundo e aos mistérios do universo por laços sutis. O teu encontro com os outros tem por objetivo a tua própria harmonia.
DUGPA RINPOCHÊ

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CIMEIRA DOS ÍNDIOS

Os índios reunidos no Rio de Janeiro por causa da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 começaram nesta quinta-feira, 14, uma “olimpíada verde” de jogos esportivos para chamar a atenção sobre a necessidade de cuidar da natureza.
Os jogos indígenas iniciaram com um ritual no qual desfilaram os principais povos nativos do Brasil, semelhante às cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos.
Os integrantes de cada aldeia, vestidos com roupas típicas, coroas de plumas e pinturas corporais dançaram e cantaram para outras tribos indígenas presentes no Rio.
A cerimônia foi realizada ao anoitecer, em uma pista de terra instalada na aldeia Kari-oca, encontro que reuniu índios no Rio de Janeiro por causa da Rio+20.
No momento da realização, um membro da tribo Terenas agradou o público ao ser içado por seus companheiros enquanto levantava uma bandeira do Brasil. Enquanto isso, os índios guaranis, da região de fronteira com o Paraguai, animaram a noitr com um coro formado por meninas e jovens.
Já os xavantes, índios procedentes da Amazônia brasileira, apresentaram um dos esportes da “olimpíada verde”, uma corrida realizada com troncos de 150 kg no ombro.
Nos próximos dias também serão realizadas provas de outros esportes tradicionais dos índios brasileiros como tiro com arco, jogo da corda ou lançamento de lança. O futebol é o único esporte dentro do programa dos chamados “esportes verdes” que não tem origem indígena.
Até o momento 440 índios chegaram à aldeia Kari-oca, em sua maioria brasileiros. No entanto, também há representantes de povos nativos do Canadá, México, Guatemala, Filipinas, Japão ou Bangladesh.
A previsão dos organizadores era receber 1,2 índios de outros países, mas alguns enfrentaram problemas de transporte. Os índios bolivianos não chegaram ao Brasil porque estão concentrados nos protestos contra a construção de uma estrada na reserva natural de Tipnis, segundo fontes da organização.
A aldeia Kari-oca também foi centro dos debates e assembléias dos índios para definir um documento com reivindicações que será levado à ONU e aos governantes na Rio+20.
A conferência reunirá entre os dias 20 e 22 mais de 100 chefes de Estado e de Governo e cerca de 50 mil delegados oficiais de todo o mundo para discutir sobre desenvolvimento sustentável e economia verde.

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