Mostrando postagens com marcador POEMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POEMA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

POEMA


 NÃO TENDO CHEGADO AS FLORES

       De primavera, gozo o prazer
de dar-te a prévia rosa
queiramos ou não que desabroche
na mão da tua lâmina terna
e sem dizer o que devemos
ponho os olhos nos limites da estrada.
Quem assim te afague, ó meu amor
que ainda te amo como agora
folha da tua árvore querendo
ver-te como estrela
o mais de sobretodas as senhoras
olham de perto o incerto par.
Sejamos lógicos com estas grinaldas
de primavera que inventei sem peso
me apaixonei sem me aproximar.

ROGEL SAMUEL

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

POEMA


 havia uma igreja no alto

de lá se descortinava
o grande mar o asfalto
por onde a estrada passava
ficava o mundo em pedaços
a praça os recomeços
as cartas de teu regresso
ficavam nas pedras os passos
a esquiva glória de amar
os pedaços de si mesmo
o meio a linha os traços
o espetáculo no espaço
a glória curta no ar
havia uma igreja no alto
e o plano do grande mar

ROGEL SAMUEL

terça-feira, 22 de junho de 2021

POEMA


 OUÇO OS INSTANTES DE

FELICIDADE
como festas de passadas casas
e sou até feliz na distância
Meus sentimentos
na corespondência
tranquilidade atroz
resignadamente ausente
perdida sossegadamente
ROGEL SAMUEL.
Pode ser uma imagem de natureza, céu e crepúsculo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

poema


Rogel Samuel



meu amor

tua loura magreza não me toca
que afagarei teus pelos
com o beijo primordial

Seguro a mão que tu seguras
daquele que me encontro fonte
fantasma lavado e céu.
Ó meu amor
que se mistura
à carnadura do estro
às cores coxas do sensível

Ó meu portátil amor
que se oferece
na aparente umidescênciada paragem suburbana.


(120 poemas)



sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

poema



como apareces, planície
entre o linho e o azul deserto
a praia se abre em palácio
na glória de tuas sedas
no teu sorriso de ledas
e severidades deusas
nos olhos de mil portas
(mas apenas te vi: na verdade
eras efemeridade)

Rogel Samuel