sábado, 21 de novembro de 2009
Help prevent the cruel killing of thousands of animals in Nepal
Help prevent the cruel killing of thousands of animals in Nepal
Dear Friend,
I just took action online to try to stop the needless suffering of hundreds of thousands of animals during a religious festival in Nepal next week. Please help!
Every five years, hundreds of men are licensed to kill buffalo, pigs, chickens, rats, goats, and pigeons, receiving a fee for each animal they take. It is a bloodbath, as the animals are chased and hacked to death with knives in a competition to kill as many as possible within two days.
Please join me in writing Nepalese government officials to stop this cruelty before it starts. It will only take a minute:
To take action on this issue, click on the link below:
https://secure.humanesociety.org/site/Advocacy?s_oo=JKCtJFMeQs7C1HIVbYpFeg..&id=4287
If the text above does not appear as a link or it wraps across multiple lines, then copy and paste it into the address area of your browser.
"Madonna é dona do palco"
LEIA HOJE:
"Madonna é dona do palco"
EM
http://www.blocosonline.com.br/home/index.php
Madona andou por aqui. Com seu Jesus. Jesus Luz. Com um nome desse, o garoto tinha de dar certo na vida, e encontrar a sua Madona. Não porque ele é rica, famosa, coisas sem grande valor... (risos). Mas porque ela é bonita, genial, grande figura. Porque ela é incomparável.
Madona é única.
Vamos ter Madona no ano Novo, em Copacabana. Talvez até eu consiga ver, pela TV. Ela me encanta, como se eu bem jovem fosse. Assisto a seu último DVD com frequencia.
Creio que ela me rejuvenesse.
E me alegra.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Alda Merini: a infame aurora

Alda Merini: a infame aurora
Rogel Samuel
Quando Alda Merini faleceu, neste 2 de novembro passado, Amelia Pais enviou no seu "A companhia dos poetas", que é diário, o poema abaixo, poema profético, anuncia a morte, revela a paz que há na morte de quem sofre, a morte que sobe pelos tornozelos até o trovão da cabeça dessa poetisa forte, o corpo todo vencido e a unidade em repouso nos declives do destino, paz na hora da morte, paz que antecede a "infame aurora" de quem não quer mais viver, paz suave mas suicida, do fim do inferno em vida.
Cessou finalmente este inferno,
já de há muito tempo, agora a primavera:
a índole justa
do sono sobe-me pelos tornozelos
atinge-me a cabeça como um trovão.
Finalmente a paz,
as minhas ancas e a minha mente vencida,
e eu repouso justa nos declives
do meu destino pelos menos nesta hora
que me separa da infame aurora.
Alda Merini, italiana, falecida 2 de novembro.
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A notícia:
Morreu poetisa italiana Alda Merini
Hoje às 11:48
A poetisa Alda Merini, de 78 anos, considerada a última grande expoente deste género em Itália, faleceu no domingo no hospital São Paulo de Milão após prolongada doença, informaram os "media" italianos.
Merini dedica a sua obra aos excluídos, aos que sofrem e, sobretudo, à loucura. Ela própria esteve internada algum tempo num centro para doentes mentais.
Segundo a própria, existem «dois tempos» na sua poesia. «Um, o primeiro - precisa -, o tempo da minha adolescência, que surpreendeu alguns leitores pelos voos do verso, pelas assonâncias, pelo relevo dos mitos, e o segundo tempo, que se seguiu ao internamento».
Merini era considerada a maior poetisa italiana viva e uma das grandes escritoras do século XX em Itália.
Nascida em Milão em 1931, começou a publicar poesia aos 15 anos e o seu primeiro livro, "La presenza di Orfeo" (1953), obteve o aplauso da crítica, que a acolheu como "uma menina prodígio".
Ao livro de estreia seguiram-se "Paura di Dio" (1955), "Nozze romane" (1955) e "Tu sei Pietro. Anno 1961" (1962).
Depois, e durante cerca de 20 anos, a poetisa não publicou, só voltando ao contacto com os leitores em 1980 com "Destinati a morire. Poesie vecchie e nuove".
A sua vida e a sua obra estão marcadas pela alternância entre a loucura e a lucidez, como ficou patente na que é considerada a sua obra mais importante, "A Terra Santa" (1984), já traduzida em Portugal (Livros Cotovia), com a qual ganhou vários prémios.
"Delirio amoroso" (1989), "Il tormento delle figure", "Vuoto d'amore" (1991), "Ipotenusa d'amore" (1992), "La pazza della porta accanto" (1995), "Folle, folle, folle d'amore per te" (2002) são outras das suas obras.
Entretanto, em finais dos anos 80, Merini encetara a escrita de livros em prosa centrados na sua experiência pessoal, com destaque para "L'altra verità. Diario di una diversa" (1986), "Il tormento delle figure" (1990), "Le parole di Alda Merini" (1991), "La vita facile. Sillabario"(1996) e "Lettere a un racconto. Prose lunghe e brevi" (1998).
Em 1996, Alda Merini tinha sido indigitada para o Prémio Nobel da Literatura, uma candidatura apoiada, sobretudo, pelo escritor italiano Dario Fo (Nobel em 1997).
"Era uma extraordinária figura poética, entre as maiores de Itália. Por isso participei activamente na sua candidatura ao Nobel", declarou Fo.
in http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1408000
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
500.000 animais a serem sacrificados

500.000 animais a serem sacrificados
Chegou hoje um email com um pedido de Lama Zopa falando do festival que irá ocorrer no Nepal durante dois dias a partir de 24 de novembro quando 500.000 animais serão sacrificados.
Com o intuito de evitar a matança, Rimpoche fez observações e a recomendação é recitar O Sutra da Luz Dourada 100 vezes (a seu pedido os monges de Kopan irão até a stupa com fortes preces para que o sacrifício não ocorra e também pela paz mundial).
Rimpoche pede que os centros e os alunos participem lendo o Sutra da Luz Dourada e recitando a Prece a Guru Rimpoche para Eliminar Obstáculos no Caminho, ambos anexos, para um rápido sucesso em evitar a matança. Rimpoche lembra que é preciso agir com rapidez pois o sacrifício está programado para o dia 24 de novembro.
Por favor, recitem qualquer número de vezes o Sutra da Luz Dourada e a Prece a Padmasambhava. O texto completo do email original segue abaixo.
Muito grata,
Marly
terça-feira, 17 de novembro de 2009
BANDEIRAS DE FERRO

Foto de R. Samuel: Katmandhu.
Bandeiras de ferro
Rogel Samuel
Estranhas bandeiras são aquelas, que vi em Katmandhu, bandeiras de ferro. Acenam ao vento do alto da montanha, mas são, pesadamente, bandeiras do mais fero ferro. Parecem oscilar aos ventos frios que por ali passaram, adejando e ondulantes no ar limpo da tarde, mas são solidamente, asperamente, de ferro bruto.
Elas estão no alto da estupa de Soyambhu, têm um mantra de Kalachakra marcado como um carimbo ao centro, ao ventre, talvez para proteger o meio-ambiente, os arredores. Estou pasmo como naquele tempo eu pude tanto circular, tanto fotografar, tanto circumambular aquela extraordinária estupa.
Somos todos devedores dos ares que vêm de lá trazendo as graças, as bênçãos daquela estupa, com seus templos, com suas trompas, com suas bandeiras de ferro, imóveis, imobilizadas pelos anos perenes.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quietude de Ungaretti

Quietude de Ungaretti
Rogel Samuel
Ungaretti está em quietude, fala em quietude, no lar, no poema traduzido por Menottti Del Picchia. Já comentei esta sua vidade mas sempre recorro ao poema quando em paz. É um poema rural, sossegado, campestre. Uva madura, campo arado, na paisagem há um monte, nos poentos espelho de cristal do verão. A luz do verão.
“A uva está madura e o campo arado, o monte se destaca das nuvens.
Nos poentos espelhos do verão caiu a sombra
Entre os dedos incertos sua luz é clara e longínqua
Foge com as andorinhas o último desespero”.
Várias maneiras há de ler esta pequena obra-prima.
Vamos dedicar-nos hoje ao tema da velhice.
Calma, paz, serenidade, silêncio interior se encontram nessa “quietude” do título.
Um equilíbrio tranqüilo consolida essa entrada, nesta cena, na horizontalidade do campo.
Nada pode perturbar, as andorinhas do verão estão partindo.
Só, ao longe, o monte.
“A uva está madura e o campo arado” significa que tudo está feito, tudo, para ser colhido, para ser plantado. É como se ele dissesse: enfim fiz, enfim produzi e realizei o que tinha para ser plantado e colhido, minha vida está aí, vem agora o Outono, vem agora a Noite, mas estou eu preparado para ela, antes do Inverno eu já terei colhido, antes do Inverno eu já terei plantado.
E tudo nesses UU de “uva”, de “madura”. E nesses AA de “campo, de “arado”.
“A uva está madura e o campo arado” é, pois, em si, um poema-síntese, um poema-preço, uma ponte-poema, um cartão-postal, janela em que eu me contemplo, me vejo, me sei, me testo, pois “a uva está madura e o campo arado” e fui eu quem assim o quis, assim o fiz, tudo está pronto, a mesa posta, o verso escrito, o rumo tido, a estrada andada.
Ungaretti sintetiza neste verso o que diz: cumpri o meu dever, cumpri o meu destino, tive o meu dia, produtivo, e agora posso estar em paz. Deixo ao tempo a conclusão, a solução, o desfecho.
“A uva está madura” e vou colher.“O campo arado” e vou plantar.
Ungaratti colhe para plantar, em vez de planta para colher. A colheita significa que agora tenho o que plantar, e na relação da uva com o campo se costura a união do maduro com o arado. Nas uvas o campo está arado, no campo as uvas estão prontas para serem colhidas. E sobre a terra desta maneira há serenidade, há paz, o sol se põe, os dedos espelham luz, as andorinhas, o ar, o sagrado monte entre as nuvens, muito longe, muito alto, muito sereno, para onde vai o olhar. E a luz declina, talvez também as forças, o esforço, o trabalho concluído.
A luz declina, no brilho dos espelhos do verão, na sua luz metálica.
Ungaretti está em quietude.
No lar.
Eu me repito nesta releitura. Mas a paisagem é amazônica..
sábado, 14 de novembro de 2009
explicação dos espelhos de Maria Azenha

explicação dos espelhos de Maria Azenha
Rogel Samuel
Para ela, os espelhos cantam, encantam, se multiplicam, se escondem no coração nos seus reflexos, na chuva e no corpo escondidos, ninguém os vê, e sobe aos céus uma escada imaginária de relâmpagos, de reflexos, uma escada rural, feita e emoldurada de folhas, de cântaros, de cantares, Maria Azenha mata a sede mata a pomba de dentro do poema, de dentro dos espelhos em que os reflexos se vêem e se negam, para que alguém possa morrer, para que alguém possa viver, cantar seu rumo no rumor do fogo, no rumor do jogo, no rumor dos espelhados, dos despedaçados.
explicação dos espelhos
e multipliquem os espelhos que cantam
tenho o coração escondido para que ninguém o veja
conheço a chuva dos olhos e encosto o ouvido
aos joelhos
dou-te uma escada construída por relâmpagos
uma escada feita de folhas e de cântaros para
matar a sede
e uma pomba dentro do poema
para que possas morrer
cantar num rumor
do
fogo
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