sexta-feira, 12 de julho de 2019

"VIAGEM AO AEROPORTO" DE R. SAMUEL EM "JORNAL DO COMERCIO" MANAUS 1960

LEIA "VIAGEM AO AEROPORTO" DE R. SAMUEL EM "JORNAL DO COMERCIO" MANAUS 1960
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"Uma rua molhada" de R. Samuel no JC Manaus 1960

"Uma rua molhada" de R. Samuel no JC Manaus 1960
MEMORIA.BN.BR
AO LADO DE TRISTÃO DE ATAÍDE...

"O ENIGMA" DE SAMUEL JC MANAUS 1960

"O ENIGMA" DE SAMUEL JC MANAUS 1960 
http://memoria.bn.br/pdf/170054/per170054_1960_17220.pdf
ESTOU AO LADO DE LUIZ DA CÂMARA CASCUDO E DE AMÉRICO ANTONY ...
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"HISTÓRIA DO ASSASSINO DIFERENTE" DE SAMUEL NO JC MANAUS 1960

"HISTÓRIA DO ASSASSINO DIFERENTE" DE SAMUEL NO JC MANAUS 1960
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MEUS TEXTOS NO JC DE MANAUS EM 1960


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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Traducción MARTA CORTESÃO

Traducción MARTA CORTESÃO: 
Nos regresos a la elaboración de nuestro imponente pasado, llegamos en aquella brusca tarde de oro sin sen and sin brave en el Palacio ocupaba en el singularidad todos los detalles de un aspect de deslumbrante luz. El Palacio (como era a sociedade aquícola construiu que después entrou na decadência, ruína e morte, depois que o comércio do caucho fue à bancarrota), o límpido e o palácio nos esperaba no tranquilid A diferença entre os desejos e os prazeres sobre os prazeres e a vida na vida do mundo: na orla do riacho do Infierno a partir das riquezas das cabeceiras do mundo, de la Frontera, del Inevitável, del Inexacto, de los Árboles del Principio. Perdidas, desocupadas, sin sai… Sim, porque toda a codificación de aquario tem que ver com a experiência de retorno, da construção, que era uma edificación (despiu abandonada) dos pisos mais sótão inspirada no estilo art-nouveau Cérebro de finas rejas de hieróglia torneado, em convulsões e violentas volutas de zelos de elegante e afeminado contorno, travestiços, descomedidos, decorando a escalera de mármol torcido e enfático, oscura y en pleno goce de réplicas villas europeas. Que as majestuosidades são algo que de pronto a distancia, pugilistas de lejos e de daba para sentir-se a diferença, diferenciam-se de repopiarse das repostas e de balcones que avanzaban no aire ...

terça-feira, 2 de julho de 2019

A rua Barroso

A rua Barroso



NEUZA MACHADO






“Um dia, como se tudo tivesse bem pensado, lhe disse a Caxinauá: - Agora você vai para Manaus.” 


Repenso agora o Ribamar: “Ribamar desceu a Rua Barroso”. Ficcionalmente, poderia ter subido a Rua assinalada e permanecido por lá (a residência de João das Neves era vizinha a de D. Maria de Abreu), se o poder monetário de João das Neves estivesse firmemente se estabelecido no alto. O poder seja de que ordem for se estabelecerá sempre nas alturas, e no Centro, mesmo que o ambiente revele degradação social. Mas, a subida exige esforço físico, trabalho árduo, e um personagem, descendo, já não visualiza trabalho pesado, apenas mental. Descer a ladeira da rua comodamente, e ao longo da descida adquirir uma sólida riqueza (e o tesouro de Maria Caxinauá era sólido, não era roubado, era realmente dela e de Ribamar - ou seja, dos índios dominados e dos retirantes nordestinos escravizado - e não de Ifigênia Vellarde) e um papel de destaque no mundo político seria mais prazeroso. A estadia no Seringal Manixi, como atencioso secretário de Ifigênia Vellarde, abriu-lhe as comportas do conhecimento monetário (e político). Não é por ventura uma função do secretário assessorar e resguardar a fortuna de seu patrão? E, por osmose, não é a partir de tal emprego que se aprende a arte de ganhar dinheiro e socializar-se, ao intermediar as transações pecuniárias do patrão? No entanto, graças ao segundo narrador, antes da aprazível “descida”, o Ribamar de Sousa teria de conhecer e demarcar seu novo ambiente social, o qual já sofria a “estagnação da crise econômica” pós-borracha. Ribamar “se admirava da bela rua, porque Manaus era bela. Calma, profunda, na estagnação da crise econômica”. “Manaus era uma espécie de cidade-fantasma, minimetrópole esquecida, batida pela claridade de um sol esplendidamente brilhante”. Reflito as informações sócio-ficcionais, mas necessito investigar a descida do personagem Ribamar pela rua de Manaus (ou seja, ao profundo mundo do segundo narrador), auxiliada pela filosofia bachelardiana. Ribamar (depois da ascensão e queda do Seringal Manixi, buscando uma casa onírica que difunda uma luz incomum em seu diferenciado crepúsculo existencial) se sente “feliz”, a caminho de “sua vitória” sócio-político-ficcional, porque o segundo narrador iluminou-lhe o atual itinerário narrativo, uma vez que este segundo se sentia seguro, abrigado nos sonhos de sua própria intimidade, como profundo conhecedor daquelas imediações citadinas. Refletindo esta Casa/Cidade “esplendidamente brilhante”, ainda posso recuperar uma outra assertiva bachelardiana. A Casa/Cidade iluminou-se, quando da entrada de Ribamar, porque, naquele preciso instante (instante metafísico), ela era “uma ilhota de luz no mar das trevas” do narrador pós-moderno (trevas representativas do abandono da terra primordial), e em sua “memória, uma lembrança isolada em anos de esquecimento”[lv]. Em verdade, quem está descendo comodamente e criativamente a Rua Barroso (um dos labirintos em declive, para o fundo, da inesquecível Casa/Cidade) é o dono do relato ficcional. Quem gostaria de reerguer a Cidade, “esquecida, abandonada, mas solene”, é o segundo narrador. Quem está, em um presente histórico resgatado da própria casa onírica, a se sentir feliz, “como se estivesse no início do caminho de sua vitória”, avaliando a beleza da Cidade, é o narrador dos sonhos profundos aninhados nos íntimos segredos de sua “meia-noite psíquica onde germinam virtudes de origem”[lvi]. O sonhador está a vaguear suas lembranças pelas ruas da cidade. É ele quem está a descer, devagar, a Rua Barroso, “passa pela portada da capela de Santa Rita”. É ele quem percebe solitariamente que a rua está deserta e é também o que enxerga todas as casas com as portas e janelas fechadas (fechadas para quem?).