terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiradentes - acervo histórico

    Por Wagner Ribeiro


Protegida pela Serra de São José, a cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, mantém preservada umas das maiores riquezas arquitetônicas do barroco colonial. A cidade foi a maior produtora de ouro de superfície do país, cerca de 400 quilos do metal precioso ainda deslumbra os visitantes da Igreja de Santo Antônio, a matriz, com ornamentos brilhantes e muito bem zelados. Olhando Tiradentes hoje, é difícil acreditar que a cidade ficou completamente abandonada por mais de 100 anos, até ser redescoberta por um grupo de artistas do modernismo, logo após a Semana da Arte Moderna de 1922.
A história de Tiradentes é marcada pela cobiça, pela busca incessante por ouro, ao ponto de ser quase impossível falar sobre ela sem esbarrar no metal. O início da cidade está relacionado à ocupação da região de Rio das Mortes pelos paulistas, que exploravam-na com objetivo de capturar índios para o trabalho escravo em São Paulo. Em 1702, João de Siqueira Afonso, tido como fundador do arraial, no lugar de índios, descobriu a existência de ouro nas encostas da Serra de São José. "Estabeleceram, então, um arraial batizado com o nome Santo Antônio do Rio das Mortes", relata o historiador Luiz Cruz.
Dois anos depois, em 1704, também foi encontrado ouro do outro lado do Rio das Mortes, o local foi batizado de Arraial Novo, onde hoje está localizada a cidade de São João Del Rei. Já que passou a existir o Arraial Novo, o antigo Santo Antônio do Rio das Mortes passou a se chamar Arraial Velho de Santo Antônio. Em 1718, ele foi elevado à Vila de São José Del Rei, em homenagem ao, até então, príncipe dom José. Nesse período, a cidade mantinha uma forte mineração de ouro e, com isso, foi expandindo o território e dando início às belas construções. A vila continuou se desenvolvendo e crescendo até que o ouro começou a ficar escasso.

Cláudio Lopes

Antiga Cadeia
Cláudio Lopes
Matriz de Santo Antônio

Eugênio Sávio

Chafariz de São José
Na década de 1760, a mineração de ouro já era precária. Mas a Coroa portuguesa não deixou de cobrar os impostos. O sentimento de revolta começou a se instalar. Um dos grandes agitadores da insurreição contra a exploração portuguesa foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que daria início ao movimento que ficaria conhecido como Inconfidência Mineira. Um dos grandes apoiadores da causa liderada por Tiradentes foi o padre Carlos Correa de Toledo Melo, que assumiu a Vila de São João Del Rei em 1777.
No sobrado de padre Toledo, onde hoje se encontra o Museu Padre Toledo, foram realizadas muitas das reuniões da Inconfidência, tendo passado por ali, além do alferes Tiradentes, os inconfidentes Capitão José Resende Costa, José Aires Gomes e também os delatores da causa Joaquim Silvério dos Reis e Inácio Correa Pamplona. Em 1779, o visconde de Barbacena ordenou a prisão dos inconfidentes. "Padre Toledo chegou a fugir, mas foi deportado para Portugal, onde morreu em clausura", conta Cruz.
Fracassada a inconfidência Mineira, com o início do século 19, a vila começou a entrar em decadência. Os nobres que fizeram fortuna com o ouro começam a deixar a região, descem para o Vale do Paraíba, levando os escravos, para investir na plantação de café. A Vila de São José Del começa a ficar vazia, os grandes casarões da arquitetura barroca setecentista são abandonados, restando apenas poucos moradores de baixo poder aquisitivo. Em 1889, já no período republicano, é decretada a mudança do nome de Vila de São José para Tiradentes, em homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira.
Os poucos moradores que restaram na região foram contra a mudança de nome, devido à devoção ao santo que dera nome à vila, mas o nome foi mudado assim mesmo, e seria um importante elemento para a recuperação da cidade do futuro, como destino turístico. "Já com o nome Tiradentes, a cidade mergulhou em completo esquecimento por mais de 100 anos", comenta o historiador Cruz. O redescobrimento da cidade de Tiradentes para o Brasil aconteceu em 1924, devido à divulgação de um grupo de artistas que lideraram a Semana da Arte Moderna de 1922, entre eles Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e o poeta franco-suiço Blaise Cendrars.
"A cidade de Tiradentes estava tão deserta que Oswald de Andrade escreveu, mais tarde, que em Ouro Preto havia vida, mas Tiradentes estava morta", lembra Cruz. "De fato, Tiradentes havia se tornado uma espécie de cidade fantasma."
Cláudio Lopes
Fim de tarde na Mariz de Santo Antônio

Eugênio Sávio

Maria Fumaça, uma volta ao passado
Cláudio Lopes
Rua do Chafariz

Cláudio Lopes
Rua Direita
A redescoberta de Tiradentes
Em 1924, um grupo de intelectuais paulistanos ligados à Semana da Arte Moderna de 1922, organizou uma viagem às cidades coloniais brasileiras. O intuito era redescobrir o Brasil com os olhos do modernismo. Os artistas do modernismo vestiram roupa de redescobridores do Brasil colonial. As cidades coloniais mineiras ofereceram grande e farta matéria-prima de reflexão para a arte moderna.

Em Tiradentes, eles encontraram a beleza natural e bucólica da Serra de São José e uma vasta produção arquitetônica e artística da cultura mineira do século 18. Essta viagem constituiu um marco importante, principalmente, na pintura de Tarsila do Amaral e na poesia de Oswald de Andrade. Por meio dessa redescoberta, das belezas do período colonial mineiro em Tiradentes e São João Del Rei, deu-se início ao movimento artístico pau-brasil, cujo objetivo era redesconstruir os séculos 18 e 19 para atribuir à arte produzida no país um novo sentido e uma dimensão genuinamente brasileira.
Em linhas gerais, o grupo de artistas do modernismo foram os primeiros a redescobrir Tiradentes e apresentar a riqueza histórica do local para o restante do Brasil. Em 1937, 13 anos após a ida dos modernistas, foi fundado o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No ano seguinte, em 20 de abril de 1938, o instituto tombou todo o conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade de Tiradentes.
Mas, como explica o historiador Luiz Cruz, a sede do Iphan ficava no Rio de Janeiro, isso dificultava as ações de preservação do patrimônio, tanto que algumas obras acabaram se perdendo. "Só foi instalado um escritório do Iphan em Tiradentes no começo de 1980, mas, uma década antes, alguns empresários de turismo já haviam se estabelecido na região", diz Cruz. "Começou aí o trabalho de divulgação dos atrativos da cidade para atrair turistas interessados na riqueza histórica de Tiradentes."
Cláudio Lopes
Rua Direita, história preservada nos mínimos detalhes
Eugênio Sávio
Prédio do Iphan
Tiradentes renasce com o Turismo
Mesmo depois de Tiradentes ter sido redescoberta pelos intelectuais modernistas e completamente tombada pelo Iphan, a cidade esbarrava em outro problema: o desenvolvimento econômico. A solução acabou sendo encontrada por um grupo de empresários no início da década de 70, principalmente pelo inglês John Parsons, casado com a brasileira Anna Maria Parsons, fundadores da pousada Solar da Ponte, uma das primeiras de Tiradentes.

A natureza que cerca a cidade era deslumbrante e a riqueza histórica era fundamental para compreender a história do próprio Brasil. "Diante disso, era natural que o turismo histórico e ecológico se tornasse a potência econômica da cidade", analisa Ted Dirickson, filho do casal Anna Maria a John Parsons, e organizador do Tiradentes Mais, um grupo de empresários que, com recursos próprios, uniram-se para continuar divulgando Tiradentes ao Brasil.
A sedimentação de Tiradentes como destino de viagem para os interessados em belezas naturais e em turismo histórico foi um elemento fundamental para fechar, até agora, as cinco fases principais da história da cidade. Primeira, a ascensão com a descoberta do ouro; segunda, a decadência devido à escassez do metal; terceira, o abandono e a transformação de Tiradentes em cidade fantasma; quarto, a redescoberta pelos modernistas e, quinta, o renascimento econômico da cidade.
Com 800 imóveis e 10 monumentos tombados isoladamente pelo Iphan, cerca 80% da economia de Tiradentes é baseada no turismo. Pessoas de todas as partes do mundo visitam a cidade para conhecer a história preservada na arquitetura, cujas principais atrações são a Igreja de Santo Antônio, construída entre 1710 e 1750, em estilo barroco, e que ainda hoje possui mais de 400 quilos de ouro em sua decoração. A Igreja de São João Evangelista, obra do século 18 em estilo rococó. A Igreja Nossa Senhora das Mercês, do fim do século 18 e que possui preciosas pinturas rococó do artista Manoel Victor de Jesus. O Museu Padre Toledo, o mais importante prédio civil de Tiradentes, e o Chafariz de São José, datado de 1749. Mas essas são só as atrações principais. Visitar Tiradentes é como mergulhar na história viva do Brasil colonial. Essa é uma viagem que os brasileiros deveriam se dar o presente de realizar!
Eugênio Sávio
A Maria Fumaça e sua Estação preservada atraem milhares de turistas: história viva
 Fonte: Leituras da História, número 53

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Heitor Villa-Lobos - New York Skyline Melody

Stuttgart Radio Symphony Orchestra of the SWR Conducted by Carl St.Clair Recorded April, 2000

 

O SOL

O Sol tem a forma mais redonda entre os elementos naturais já medidos pelo homem. Como a atmosfera da Terra distorce nosso ponto de vista do Sol, não era possível conseguir medidas precisas do astro. Mas, agora, usando instrumentos do observatório Solar Dynamics, da Nasa (agência espacial americana), os cientistas descobriram que o Sol tem cerca de 1,4 milhão de quilômetro de diâmetro, com distorção no seu equador de apenas 10 quilômetros.


PRAIA DO FIM DO MUNDO, Cecília Meireles



PRAIA DO FIM DO MUNDO, Cecília Meireles


Neste lugar só de areia, 
já não terra, ainda não mar,
poderíamos cantar.

Ó noite, solidão, bruma,
país de estrêlas sem voz,
que cantaremos nos?

As sombras nossas na praia
podem ser nolte e ser mar
pelo ar e pela água andar


Mas o canto, mas o sonho,
de que modo encontrarão
o que não é vão?

Cantemos, porém, amigos,
neste impossível lugar
que nao e terra nem mar:

na praia do fim do mundo
que nao guardará de nós
sombra nem voz.

(Poemas Escritos na Índia)

domingo, 19 de agosto de 2012

Funarte lança vídeo que resgata a história do Projeto Pixinguinha

Funarte lança vídeo que resgata a história do Projeto Pixinguinha

Funarte lança vídeo que resgata a história do Projeto Pixinguinha Foto: Divulgação

Documentário conta a história da criação e dos primeiros anos do projeto criado em 1977 para levar espetáculos da música brasileira, a preços acessíveis, às camadas populares; lançamento será terça-feira, no Rio

Paulo Virgilio, da Agência Brasil- A história da criação e dos primeiros anos do Projeto Pixinguinha está contada em um videodocumento que a Fundação Nacional de Artes (Funarte) lança terça-feira (21), às 18h30, na Sala Sidney Miller, no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio. Com 56 minutos de duração, o vídeo ficará disponível, a partir de seu lançamento, no Portal das Artes – 
http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/
 , para ser assistido em streaming, sem a possibilidade de download.
São imagens, áudios e documentos digitalizados que permitirão aos internautas conhecer ou reviver momentos marcantes do projeto criado em 1977 para levar espetáculos de qualidade da música brasileira, a preços acessíveis, às camadas populares. O videodocumento é uma realização do Brasil Memória das Artes, projeto de preservação e difusão do acervo da Funarte que conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
"Nós reunimos essas imagens e áudios e incluímos quatro depoimentos exclusivos de pessoas fundamentais para a história do projeto, uma delas o Herminio Bello de Carvalho, poeta, produtor e um dos idealizadores do Projeto Pixinguinha, no final dos anos 70. Os outros três entrevistados são Alceu Valença, João Bosco e Dóris Monteiro, artistas de primeira linha que participaram do projeto em mais de uma edição", disse Pedro Paulo Malta, coordenador do Portal das Artes da Funarte.
O documentário também contém trechos do programa Pixinguinha 10 Anos, que a Funarte produziu em 1987 em parceria com a então TVE, hoje TV Brasil, e que conta a história dos primeiros anos do projeto. "O João do Vale aparece em um momento ótimo, cantando Coroné Antonio Bento, disse Malta. Foram selecionadas ainda imagens que mostram o primeiro show do projeto, em 1977, com a cantora Nana Caymmi anunciando para o público o início do Projeto Pixinguinha, e trechos de shows marcantes, como o de Marlene, uma das grandes cantoras do rádio.
O videodocumento do Projeto Pixinguinha é mais uma das realizações do Brasil Memória das Artes, que também está executando a digitalização das partituras das peças de Walter Pinto (1913-1994), produtor e autor teatral que durante décadas foi o grande nome do teatro de revista, gênero bastante popular nas artes cênicas brasileiras. Está sendo digitalizado ainda o acervo do ator e empresário João Angelo Labanca (1913-1988), grande nome do teatro brasileiro do século 20.
De acordo com Pedro Paulo Malta, a tarefa mais árdua é a que envolve a preservação do acervo de Walter Pinto. "É um trabalho praticamente de arqueologia, pegar todo esse material de partituras, identificar a que peça pertence cada uma, é um verdadeiro quebra-cabeça", declarou. "Para isto, contamos com uma equipe especializada, muito dedicada, que está juntando as peças desse quebra-cabeça e digitalizando esse material maravilhoso", ressaltou.
O trabalho, depois de pronto, ficará à disposição não só de companhias teatrais interessadas em recriar ou remontar espetáculos do gênero, mas também de pesquisadores e historiadores da música brasileira. "O teatro de revista teve uma importância fundamental para a difusão da nossa música popular nas primeiras décadas do século 20, quando ainda não existiam os meios de comunicação de massa para fazer esse papel", destaca o coordenador do Portal das Artes da Funarte. "Pixinguinha, Lamartine Babo e Mario Lago, por exemplo, foram alguns dos compositores que criaram músicas especialmente para o teatro de revista", lembrou Pedro Paulo Malta.


Obra de Picasso é redescoberta após ficar 50 anos em depósito

Obra de Picasso é redescoberta após ficar 50 anos em depósito

Pintura foi confundida com a tela de um artista falso devido a um erro de catalogação

iG São Paulo |
Reprodução
"Mulher Sentada com Chapéu Vermelho"
A pintura "Mulher Sentada com Chapéu Vermelho", do artista Pablo Picasso, foi redescoberta nos Estados Unidos após 50 anos longe dos holofotes.
A obra, que integra o acervo do Evansville Museum, em Indiana, foi confundida com uma tela do artista falso Gemmaux - a palavra, plural de gemmail, é utilizada para designar uma mistura líquida utilizada para unir pedaços de vidro.
De acordo com o "The Guardian", a confusão ocorreu após um erro de catalogação. Entregue ao museu em 1963 pelo designer industrial Raymond Loewy, "Mulher Sentada com Chapéu Vermelho" permaneceu no depósito até que a casa de leilão Guernsey´s procurou o museu em busca de trabalhos da fase gemmaux de Picasso.
Acredita-se que Picasso foi apresentado à técnica na década de 1950 pelo artista francês Jean Cocteau.
Nas palavras do diretor do museu, John Streetman, a pintura "brilha como uma joia". Apesar de ainda não ter sue preço avaliado, a tela será leiloada em Nova York.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

HOJE - VENUS ATRÁS DA LUA


Fogo consome décadas de arte

   

Cobertura incendiada em Copacabana pertence a Jean Boghici, um dos maiores marchands do país. Acervo que estava no apartamento da Barata Ribeiro tinha obras de grandes artistas do século XX 'Samba', de Di Cavalcanti, é destruída pelo fogo GaleriaVeja imagens do incêndio em prédio em Copacabana

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

A Urca em aquarela

A Urca em aquarela

Livro propõe passeio pelos recantos e pela arquitetura do bairro carioca




Aquarela de Ivonesyo Ramos mostra o castelinho normando que fica na Avenida São Sebastião
Foto: Marco Antonio Rezende


Aquarela de Ivonesyo Ramos mostra o castelinho normando que fica na Avenida São Sebastião Marco Antonio Rezende
De carro, bicicleta ou a pé, não importa. Basta virar na Avenida Pasteur que o clima parece mudar. Ali, naquele pedacinho de Rio onde começa um dos mais charmosos bairros da cidade, a imponência dos prédios da UFRJ, do Instituto Benjamin Constant e do Museu da Ciência da Terra, em sequência, parece preparar o visitante (mesmo o carioca) para uma volta à tranquilidade passada. E ela começa logo adiante, assim que se vira à esquerda, na Rua Ramon Franco. É esse passeio pelas ruelas internas e avenidas à beira-mar da Urca que o arquiteto, artista plástico e morador do bairro Ivonesyo Ramos propõe no livro “Urca — água e cor por todos os lados”, que ele prepara com suas aquarelas de recantos bucólicos, prédios históricos e casinhas coloridas de estilos diversos.
Do castelinho normando da década de 1930, na Avenida São Sebastião, ao prédio do rei Roberto Carlos, na Avenida Portugal, passando pelas casas com inspiração no estilo português e os edifícios art déco, nada deve ficar de fora desse levantamento informal e colorido feito por Ramos. Ora detalhadas, ora abstratas, também estarão lá as paisagens famosas, com vistas diversas para o Pão de Açúcar e o mar, o Forte São João, a mureta e seus pescadores e bebedores do Bar Urca.
— Mas não pretendo ser didático. Quero passar as informações, nas imagens e no texto, com a mesma poesia que a Urca tem — conta Ivonesyo.
Para isso, o livro vai lembrar algumas das histórias que dão à Urca sua aura de encantamento à primeira vista. Uma delas, a construção do prédio do Cassino, em 1922, à beira-mar nos moldes europeus para abrigar o Hotel Balneário e mais tarde seus anos de glamour, decadência e polêmicas.
— Como morador, sei que o bairro tem problemas. Mas é impossível entrar aqui e não se encantar. Acho que isso acontece não só pela beleza natural do bairro, mas também por suas características urbanas como os muros baixinhos que parecem aumentar a rua e tiram da gente aquela sensação de enclausuramento comum em outros bairros da cidade — analisa o artista.
Privilégio só conquistado graças a uma briga comprada por seus moradores, que, em 1978, conseguiram que a cidade fizesse o seu primeiro projeto de estruturação urbana, o PEU 01. Em vigor até hoje, ele estabelece gabarito de cinco pavimentos nas áreas afastadas das divisas e de dois pavimentos nos terrenos com até 360 metros quadrados (maioria no bairro).
— Isso permitiu que a Urca se mantivesse bucólica — explica o arquiteto e professor da UFRJ Luiz Fernando Janot.
O predomínio do art déco nas antigas construções
Mas não impediu que as construções fossem sendo descaracterizadas ao longo dos anos, por reformas que não obedeciam às características de seus estilos originais. Com isso, o que se vê hoje, quase sempre, são casas com inspiração em determinados estilos. Os principais são o normando, com seus telhados pontudos e madeira aparente nas fachadas brancas; o chalé, com tijolos aparentes e telhados inclinados; e o português, com seu pé-direito baixo.
— Acho que só os edifícios art déco da década de 1930 resistiram. As outras construções foram sendo modificadas por seus proprietários, como os militares naquela parte mais próxima ao Forte, e pelos empresários, que, a partir da década de 1930, começaram a procurar o bairro, fugindo do crescimento de Copacabana — conclui Janot.
Foi naquela época, aliás, que o bairro — que nasceu no início da década de 1920 com o aterramento de parte da Baía de Guanabara, feito com parte da terra do desmonte do Morro do Castelo — começou a atrair os olhares da elite carioca de então. A expansão seguiu forte até 1950. Dez anos mais tarde, começaram a surgir os primeiros prédios, principalmente na região da Pasteur e do Quadrado da Urca, onde há até um exemplar modernista (hoje em reforma). Exatamente onde Ivonesyo vai terminar seu passeio via aquarela.

SONETO PARA UM VELHO TELHADO


SONETO PARA UM VELHO TELHADO

JORGE TUFIC

De calha em calha ondula o gato; a janta
Vai chegando ao final sob este espaço
Onde não chega o ácido mormaço
Quando a tarde é mais forte e a lua tanta.

Diante do gato um pássaro levanta
Seu vôo meticuloso, ao gesto e ao passo
Do romântico chano: agora é de aço
O brilho visceral que a noite espanta.

Enquanto ossadas limpam-se da mesa,
Secam lá fora os grilos da incerteza,
Telhados ardem na paisagem suja.

Não sei mais desse gato. O passarinho,
Mandei que fosse em busca de outro ninho.
Naquela casa, pia uma coruja.

sábado, 11 de agosto de 2012

Hermann Hesse é homenageado nos 50 anos de sua morte

 

Hermann Hesse é homenageado nos 50 anos de sua morte

Mostra de pinturas na Suíça e romances do escritor ícone da contracultura foram relançados

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S. Paulo
As homenagens ao 50.º aniversário da morte do escritor alemão Hermann Hesse começaram na quinta-feira, 9, dia de sua passagem para a eternidade. Os bancos de sua pequena cidade natal Calw, em Baden-Württemberg, Sul da Alemanha, amanheceram ocupados pela frase "Liebe ist stärker als Gewalt" ("o amor é mais forte que a violência"). É por esse credo pacifista que o nome de Hesse, premiado com o Nobel de Literatura de 1946, gostaria de ser lembrado numa época como a nossa, marcada pela barbárie, ele que dedicou sua vida à busca da sabedoria - e, por que não dizer, da iluminação, a exemplo do seu cultuado herói em Sidarta, bíblia laica da contracultura e guia dos jovens mochileiros que partiram para a Índia nos anos 1960, movidos pelo desejo de uma vida menos ordinária. Visionário, Hesse fez essa mesma jornada em 1911, escrevendo em Sidarta (1922) sobre a mística experiência de um jovem brâmane. Ele não imaginava, contudo, que sua obra seria apropriada, em diferentes épocas, por hippies ou oportunistas que tentaram imitar seu estilo (atrás de repetir o êxito do autor, que vendeu 140 milhões de exemplares).
Visionário, ele pregou o autoconhecimento  - Gettyimages
Gettyimages
Visionário, ele pregou o autoconhecimento
Hesse é homenageado também como pintor pelo Museu de Arte de Berna, na Suíça. Foi o país que adotou como moradia permanente e do qual se tornou cidadão. Nas paisagens expostas no museu suíço não há sombra do orientalismo que o escritor explora em seus livros. Ele buscou na exuberância cromática de suas aquarelas uma correspondência visual para sua poética mística sobre o esplendor da natureza, fazendo desta sua religião. Hesse lutou boa parte de sua juventude, passada durante a 1.ª Guerra Mundial, contra o que julgava ser medíocre, tentando compensar as terríveis visões do conflito com representações de idílicas paisagens. A frase dos bancos de Calw antes citada foi cunhada justamente nesse período, num artigo para o jornal Neue Zürcher, em 1914, conclamando seus companheiros intelectuais a não se deixar seduzir por vozes nacionalistas que pregavam o ódio. Por causa dela, foi considerado traidor da pátria, atacado pela imprensa alemã - por abjurar o militarismo do Kaiser - e renegado pelos antigos companheiros.
O trauma seria reforçado com a morte do pai, em 1916, a descoberta da séria doença de seu filho Martin e da esquizofrenia de sua mulher. Hesse abandonou o Exército e resolveu fazer terapia. Datam dessa época suas primeiras aquarelas e também um de seus livros mais populares, Demian (escrito no breve período de três semanas, entre 1917 e 1919). Ele e mais três grandes títulos de Hesse - Sidarta (1922), O Lobo da Estepe (1927) e O Jogo das Contas de Vidro (1943), seu último romance - estão sendo relançados pelas Edições BestBolso. São edições econômicas dos livros publicados anteriormente pela Record, proprietária do selo, mas não iguais. Sidarta, por exemplo, apesar de ser a mesma tradução de Herbert Caro (1906-1991), não traz o prefácio que Luiz Carlos Maciel, um dos mentores da contracultura no Brasil, escreveu para a edição revisada de anos atrás.
Maciel foi seduzido na juventude por Hesse, como tantos escritores e intelectuais. " A empatia suscitada tanto pelo adolescente conturbado Demian quanto pelo homem maduro e obstinado de O Lobo da Estepe era irresistível", escreve Maciel, justificando o fascínio por Hesse: "Nosso próprio instinto rebelde se reconhecia nele" . Com o escritor Ferréz, morador de Capão Redondo, aconteceu o mesmo. O autor de Deus Foi Almoçar (Planeta) diz que começou a ler por ter encontrado um exemplar de Demian num barraco do Jardim Jangadeiro, deixado pela antiga moradora. "Foi com Hesse que aprendi o valor da vida, a olhar com atenção os rios, a apreciar boa música, coisas que na periferia parecem tão distantes pela dureza do concreto."
Hesse, de fato, desperta um sentimento de rebeldia contra os valores da sociedade burguesa. Nesse sentido, é enorme o débito do escritor com a tradição romântica alemã - especialmente Goethe e Hölderlin -, mas seria injusto não reconhecer a modernidade de sua literatura, a despeito de Hesse rejeitar o experimentalismo como força motora. Contudo, sua sintaxe simples e sua sensibilidade estética, alinhada com Novalis, não deve ser confundida com a fórmula new age de escritores medíocres que trataram dos mesmos temas - a busca espiritual no Oriente, a crise de valores do homem ocidental, o drama ético dos jovens diante do hedonismo de uma sociedade consumista. Hesse diferencia-se não só por ser o pioneiro a tratar desses temas como pela crença sincera na espiritualidade como alternativa do desespero - e ele mesmo pensou em suicídio antes de pregar o autoconhecimento e se retirar para uma vida tranquila no campo.
Hesse intuía que, diante da mecanização do mundo moderno, a sobrevivência de valores do romantismo alemão era não só necessária como essencial. Max Demian é um rebelde que incita o atormentado Emil Sinclair, em Demian, a se voltar contra as convenções sociais e os pais piedosos, fazendo-o descobrir sua potência destruidora e, ao mesmo tempo, instalando-o no olho do furacão espiritual, ao revelar que existem no mundo pessoas marcadas por uma natureza caimita. Já nesse livro, que muitos consideram o pilar de sua obra, está clara a natureza metafórica dos papéis intercambiáveis entre o bem e o mal, o masculino e o feminino.
Os personagens de Hesse andam aos pares: em Narciso e Goldmund, dois noviços de um mosteiro medieval vão se reencontrar na velhice após anos de separação. Um ficou confinado a vida toda. Outro, foi experimentar a vida mundana. Em Sidarta, o jovem e talentoso brâmane é um simulacro do Gotama verdadeiro, que, a exemplo de Buda, conclui que o importante é mesmo a vivência. A mesma aspiração pela luz da sabedoria move os dois. É a experiência existencial, e não a doutrina, o caminho para a iluminação.
Em O Lobo da Estepe, o misticismo cede lugar à psicanálise. A luta agora é contra a natureza predatória da fera que dorme no interior de cada homem. Antibélico, Hesse faz do protagonista Harry Haller seu alter ego (como o escritor, que tinha 50 anos quando escreveu o livro, Haller tem a mesma idade e tenta resistir à tentação do abismo, o suicídio). Dele, Thomas Mann disse que era um livro tão genial quanto o Ulisses, de Joyce, mas o melhor ainda estava por vir: O Jogo das Contas de Vidro, biografia fictícia de um magister ludi, o mestre de um jogo que leva o leitor a concluir que o saber acadêmico, erudito, é vazio sem o autoconhecimento.
DEMIAN
Autor: Hermann Hesse
Tradução: Ivo Barroso
Editora: BestBolso
(160 págs., R$ 14,90)

SIDARTA
Autor: Hermann Hesse
Tradutor: Herbert Caro
Editora: BestBolso
(144 págs., R$ 14,90)

NÃO PERCA: KALU RINPOCHÊ NO RIO E BRASÍLIA

Kalu Rinpoche no Rio de Janeiro

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Como já deve ser do conhecimento de muitos, o Brasil receberá a visita do Kyabje Kalu Rinpoche no mês de agosto. Ele vem de Buenos Aires no dia 15, fica no Rio de Janeiro até o dia 22 e parte para Brasília, onde permanece até o dia 5 de setembro - veja nos links a programação em cada cidade.
Quem é Kyabje Kalu Rinpoche?
kalu-rinpoche-3A Linhagem Kagyu possui 8 subdivisões. Uma delas é a Shangpa-Kagyu, cujo líder é o jovem Kalu, desde bebê reconhecido como a reencarnação do Kalu anterior, profundamente reverenciado e um dos responsáveis pela expansão do budismo tibetano no mundo, nas décadas de 70 e 80.
Antigo Kalu foi visto como um bodisattva - uma pessoa que atingiu um nível de realização semelhante ao do Buda histórico - e deixou esta existência em 1989 depois de estabelecer uma reputação formidável e mais de 70 centros em quatro continentes.
O atual Kalu Rinpoche nasceu em setembro de 1990, portanto, fará 22 anos em breve. Criado em contato com as facilidades do ocidente, ele faz parte de uma geração que transmite Dharma de forma autêntica, amorosa e acessível - como os grandes eruditos do passado - ao mesmo tempo em que interage com as mídias sociais e outras ferramentas digitais, trazendo os ensinamentos com mais de 2500 anos para o contexto e com uma linguagem dos nossos dias.
Sua vinda ao Rio de Janeiro é uma grande oportunidade para os budistas engajados e aqueles que têm algum interesse pelo tema, mas ainda não buscaram um prática regular por qualquer motivo. Uma das características da fala da Kalu Rinpoche é o incentivo às atitudes simples e amorosas como parte do caminho de desenvolvimento humano, independente de credos.
Programação no Rio de Janeiro
Informações gerais
Temos 4 atividades programadas. As inscrições podem ser feitas através do PagSeguro, clicando nos botões abaixo, ou depósito bancário.
Para depósito bancário, o comprovante deve ser enviado para pagamento@kttbrasil.org com nome e telefone (relacione todos os nomes, no caso de mais de uma inscrição). Associação de Budismo Karma Tachagtchen Druling - CNPJ: 08,247,093/0001-65 - Banco Itaú (341) - Agência 0311 - Conta-corrente 16837-1.
As pessoas que participam do programa Mantenedores do Dharma têm 20% de desconto e devem clicar nos botões laranja. Para quem participar de todos os eventos, preparamos um desconto.
Os valores mudam a partir do dia 10 de agosto. Na deixe para se inscrever na última semana.
Mantenedores do Dharma têm seus valores mantidos mesmo depois do dia 10.




Dia 16 de agosto, quinta, 20h, na KTT
Iniciação de Longa Vida de Sukhasiddhi
    - Inscrição regular - R$ 60,00 (R$ 75,00 depois do dia 10 de agosto)
    - Inscrição Mantenedores do Dharma - R$ 48,00 .................................

Dia 17 de agosto, sexta, 20h, na KTT
Transmissão do Voto de Bodisattva
    - Inscrição regular - R$ 50,00 (R$ 60,00 depois do dia 10)
    - Inscrição Mantenedores do Dharma - R$ 40,00 ...................

Dia 18 de agosto, sábado, 15h, na ACM Lapa
Palestra 'Libere seu coração, libere sua mente: o Budismo no século 21'
    - Inscrição regular - R$ 30,00  (valor fixo até o evento)
    - Inscrição Mantenedores do Dharma - R$ 24,00 .........................

Dia 19 de agosto, domingo, 15h, na ACM Lapa
Palestra 'Amor e Compaixão em tempos de angústia'
    - Inscrição regular - R$ 30,00  (valor fixo até o evento)
    - Inscrição Mantenedores do Dharma - R$ 24,00 ..................

Para quem for participar dos 4 eventos, oferecemos os pacotes abaixo:
    - Pacote 4 eventos - de R$ 170,00 por R$ 150,00  (R$ 200,00 depois do dia 10)
    - Pacote 4 eventos - Mantenedores do Dharma - R$130,00 ............................................

Endereço da KTT: Rua Visconde de Caravelas 115, Humaita - mapa
Endereço da ACM Lapa: Rua da Lapa 86, Lapa - mapa
Aqueles que por qualquer motivo não desejarem fazer suas inscrições através do PagSeguro poderão procurar a Adriana na KTT, aos domingos, antes do início da prática de Tchenrezi, às 18h - chegue alguns minutos mais cedo e aproveite para participar conosco, se desejar.

Até o dia 10/08 valem os valores promocionais. A partir do dia 11 será cobrado o valor cheio.
Todos os ensinamentos serão transmitidos em inglês pelo Kalu Rinpoche com tradução de um profissional para o português.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OS BILIONÁRIOS DO BRASIL

1. Eike Batista: R$ 30,26 bilhões (petróleo e mineração)
2. Jorge Paulo Lemann: R$ 29,3 bilhões (cervejaria, investimentos)
3. Joseph Safra: R$ 25,97 bilhões (setor bancário)
4. Antonio Ermírio de Moraes e família: R$ 21 bilhões (vários)
5. Marcel Hermann Telles: R$ 13,43 bilhões (cervejaria, investimentos)
6. Roberto Irineu Marinho e família: R$ 12,86 bilhões (comunicação)
7. Carlos Alberto Sicupira: R$ 11,87 bilhões (cervejaria, investimentos)
8. Norberto Odebrecht e família: R$ 9,10 bilhões (construção e petroquímica)
9. Francisco Ivens de Sá Dias Branco: R$ 7,32 bilhões (indústria de alimentos)
10. Abílio Diniz: R$ 6,8 bilhões (varejo)
11. André Esteves: R$ 6,24 bilhões  (setor bancário)
12. Aloysio de Andrade Faria: R$ 6,10 bilhões (setor bancário)
13. Antonio Luiz Seabra: R$ 3 bilhões 5,52 bilhões (cosméticos)
14. Roberto Civita e família: R$ 5,48 bilhões (comunicação)
15.  Dorothea Steinbruch e família: R$ 5,8 bilhões (herança, têxtil, siderurgia)
16 - Roberto Egydio Setubal e irmão: R$ 5,20 bihões (herança/setor bancário)
17 - Rubens Ometto Silveira Mello: R$ 4,80 bilhões (açúcar/etanol)
18 - Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela: R$ 4,79 bilhões (herança/setor bancário)
19 - Alfredo Egydio Arruda Villela Filho:  R$ 4,79 bilhões (herança/setor bancário)
20 - Eduardo Saverin: R$ 4,66 bilhões (internet) 
Veja ainda:  Bilionários solteiros
FONTE SITE DA IG 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Casa em Miami é vendida por US$ 47 milhões



 Efe, em Miami
Uma casa de Miami Beach (EUA) com dez quartos e 14 banheiros foi vendida por US$ 47 milhões, um novo recorde no mercado de residências de luxo da cidade, segundo informou nesta quarta-feira (8) uma empresa imobiliária.
Foto 1 de 6 - Uma mansão de Miami (EUA) com dez quartos e 14 banheiros foi vendida por US$ 47 milhões, um novo recorde no mercado de residências de luxo da cidade Coldwell Banker Reaty/Efe
"Esta venda estabelece um novo padrão para o mercado de luxo (de bens imobiliários) de Miami Beach. É uma das mais espetaculares propriedades no mundo (...) um resort privado que é uma verdadeira obra de arte", disse a agente da Coldwell Banker Residential Real Estate, Jill Eber, em comunicado.
A casa, que foi vendida ontem, fica em Indian Creek Village, na baía de Biscayne, uma ilha que conta com 32 propriedades de luxo, um campo de golfe e um clube privado.
Localizada de frente ao mar, a casa é um palacete de 2.790 metros quadrados construído com grandes janelas que permitem observar o oceano de cada quarto. Tem uma série de pavilhões conectados por caminhos de pedra e jardins, seis bares, uma sala de cinema 3D, uma piscina e um ginásio.
"Quando chegou ao mercado, imediatamente ganhou a medalha de ouro pelo design", afirmou Jill Hertzberg, também corretora de bens imobiliários da empresa.
A propriedade pertencia a Schlomy Alexander e Felix Cohen, que a construíram no estilo de um hotel.
Apesar do novo recorde de venda estabelecido, a propriedade mais cara à espera de um comprador é a mansão "Casa Casuarina" em South Beach, antiga residência do estilista italiano Gianni Versace, assassinado nos arredores da mansão em 1997.
A casa foi posta à venda pelo preço de US$ 125 milhões. Eber e Hertzberg, reconhecidas agentes do mercado imobiliário de luxo do sul da Flórida, foram escolhidas para representar a venda.

Tufão Haikui atinge a China e provoca apagão

Tufão Haikui atinge a China e provoca apagão

Tempestade derrubou edifícios e provocou blecaute que afetou 400.000 residências

AFP
O tufão Haikui atingiu a costa leste da China nesta quarta-feira, derrubou edifícios e provocou um apagão que afetou 400.000 residências, informou a imprensa local.O Haikui tocou a terra na província de Zhejiang, ao sul de Xangai.
AP
Tufão provocou destruição e abriu cratera em estrada no Condado de Xiangshan

As autoridades ordenaram a saída de mais de 1,5 milhão de moradores, segundo a agência oficial Xinhua.Até o momento, o governo Zhejiang não informou vítimas provocadas pela passagem do furacão.
Na cidade de Ningbo, dois prédios desabaram, incluindo um edifício residencial. Os bombeiros conseguiram resgatar todos os moradores, segundo as autoridades locais.

sábado, 4 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

GAROTO DO NEPAL

Garoto vestido de Lorde Krishna, uma divindade hindu, toca uma flauta durante o Festival Gaijatra, também conhecido como festival das vacas, em Catmandu, no Nepal. Durante o evento os fiéis pedem por salvação e paz para seus entes queridos que já morreram. Vacas são tidas como animais sagrados no Nepal, que ajudam o trajeto das almas para chegar ao paraíso.

KALU RINPOCHÊ NO RIO DE JANEIRO


A batalha

A batalha

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JORNAL DO NEPAL


Edir Macedo conquista medalha de ouro da mídia

Edir Macedo conquista medalha de ouro da mídia

Edir Macedo conquista medalha de ouro da mídia Foto: Edição/247

Rede Record, que transmite a Olimpíada com exclusividade, conclui compra do jornal carioca 'O Dia' e, de lambuja, leva os diários 'Marca', 'Meia Hora' e 'Brasil Econômico', todos da Ejesa, pertencente ao grupo português Ongoing; presidente da Eseja expediu nota para negar a notícia



247 com Comunique-seApós um mês de especulações sobre a compra, a TV Record concluiu a negociação do jornal carioca 'O Dia'. A emissora leva também os diários 'Marca', 'Meia Hora' e 'Brasil Econômico', todos da Empresa Jornalística Econômico S/A (Ejesa), pentencente ao grupo português Ongoing, no que, em tempos de Olimpíada transmitida com exclusividade na tevê aberta pela Record, pode ser considerado um ouro para o dono da emissora, o bispo Edir Macedo.
Parte do grupo português, o portal iG pode ter ficado fora do acordo, uma vez que a Record tem o R7.com. Não foram revelados valores, mas estima-se que seja superior aos US$ 75 milhões pagos em 2010 pela Ongoing. Segundo a coluna de Anna Ramalho no Jornal do Brasil, o anúncio oficial será feito na próxima semana e a alta cúpula da publicação já foi avisada sobre a troca de comando. A Record já possui jornais em capitais do país como Vitória, Belo Horizonte e Porto Alegre e pretendia ter um periódico no mercado carioca.
A presidente do Conselho de Administração da Ejesa, Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, tem desmentido a notícia, contudo. Por meio de nota encaminhada ao jornal Correio do Brasil, ela disse que o grupo “não está em negociação com a Rede Record ou com qualquer outro grupo de comunicação para a venda do jornal O Dia ou dos outros veículos controlados pela empresa”. Comunicado semelhante foi distribuído aos funcionários dos jornais controlados pelo grupo:
“Gostaríamos de tranquilizar a todos e esclarecer que, diferentemente do que está sendo divulgado pela imprensa, a Ejesa não vendeu o jornal O Dia e nenhum de seus títulos para a Rede Record. Conforme comunicado enviado há algumas semanas gostaríamos de reforçar aqui, que a compra dos jornais da Editora O Dia em 2010 foi parte da estratégia de expansão da Ejesa, a qual consideramos acertada e de grande sucesso. Não há fundamentação, razão e nenhum caminho traçado num sentido contrário aos investimentos tomados nos últimos anos para crescimento e modernização de nossos próprios veículos”, diz a mensagem, assinada pela direção da empresa.

Apartamento mais caro dos EUA está à venda em NY por US$ 100 milhões

Apartamento mais caro dos EUA está à venda em NY por US$ 100 milhões

Apartamento ocupa três pisos de arranha-céu ao lado do Central Park.
Encarregado de encontrar comprador é o filho do ator Robert de Niro.

Da EFE
Seis quartos e nove banheiros divididos pelos três últimos andares de um arranha-céu de Manhattan, com uma vista impressionante do Central Park, são alguns dos atrativos do apartamento mais caro dos Estados Unidos, que acaba de entrar no mercado nova-iorquino por US$ 100 milhões.
"Este troféu é a joia da coroa no topo do famoso edifício de apartamentos City Spire, desenhado pelo reconhecido Juan Pablo Molyneux", começa a descrição do apartamento, como pode ser visto no site da agência imobiliária Prudential Douglas Elliman.
Foto divulgada pela imobiliária Prudential Douglas Elliman mostra o interior do luxuoso apartamento em formato octogonal (Foto: AP)Foto divulgada pela imobiliária Prudential Douglas Elliman mostra o interior do luxuoso apartamento em formato octogonal (Foto: AP)
O encarregado de encontrar um comprador para o apartamento mais caro dos Estados Unidos é o filho do ator Robert De Niro, Michael De Niro, que descreve o imóvel como uma "jóia única em seu gênero localizado entre as casas mais ricas" do país.
O topo do prédio em Manhattan cujos três últimos andares são ocupados pelo apartamento de US$ 100 milhões (Foto: AP)O topo do prédio em Manhattan cujos três últimos
andares são ocupados pelo apartamento de US$
100 milhões (Foto: AP)
De forma octogonal e ocupando os andares 73, 74 e 75 de um arranha-céu de luxo no número 150 da rua 56, em pleno coração de Manhattan, o apartamento tem mais de mil metros quadrados e um amplo terraço.
O preço de US$ 100 milhões pedido pelo atual proprietário, o investidor imobiliário Steven Klar, contrasta com os US$ 4,5 milhões que ele pagou ao se mudar, em 1993, para esse enorme apartamento. Klar gastou mais de US$ 5 milhões para que Molyneaux deixasse o imóvel no "estilo clássico" que buscava.
O apartamento conta com sua própria adega, com "ampla capacidade para garrafas", e um apartamento totalmente separado, o apartamento 72, dedicado aos empregados ou às visitas. Os três andares estão conectados por uma grande escada de mogno e um elevador privativo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Apartamento do cantor Frank Sinatra está à venda em Nova Iorque

Apartamento do cantor Frank Sinatra está à venda em Nova Iorque

No bairro de Upper East Side de Manhattan, o apartamento conta com algumas excentricidades como uma academia particular, uma escada de cristal e um campo de treinamento de golf
Nova Iorque - O antigo apartamento de luxo em Nova Iorque que pertenceu à Frank Sinatra, onde o cantor conhecido como "A Voz" recebeu a nata das celebridades americanas na década dos 50 e 60, foi colocado à venda nesta quarta-feira (1º) por 7,7 milhões de dólares.
"Ocupe dia e noite o apartamento onde Sinastra fazia suas festas", promove a agência imobiliária responsável pela venda, Rubicon Property, em uma mensagem na rede social Twitter.
Além de seus quatro quartos com banheiro, o apartamento, situado no bairro de Upper East Side de Manhattan, que o artista Andy Warhol descreveu como uma "brilhante gruta em direção ao céu", tem vistas panorâmicas do Rio Leste de NovaIorque e uma imensa varanda em toda a volta.
Como se poderia esperar do antigo proprietário, cantor melódico, ator e conhecido mulherengo, o apartamento conta com algumas excentricidades como uma academia particular, uma escada de cristal e um campo de treinamento de golf.
Em seus tempos de esplendor, Frank Sinatra organizava festas grandiosas com convidados de prestígio como Marilyn Monroe ou o presidente John F. Kennedy. O cantor comprou o apartamento no começo dos anos 60 e o vendeu em 1972.

FOTO


Uma antologia do Amazonas

Uma antologia do Amazonas

Rogel Samuel

Tenho em mãos, seis anos depois de sua publicação, a “Poesia e poetas do Amazonas”, dos senhores Tenorio Telles e Marcos Frederico (Valer, Manaus, 2006).
Comprei, através da “Estante Virtual”, de um sebo de Cuiabá (Bazar do Livro), mas o livro veio quase novo.
De saída, fui atraído pela beleza do projeto gráfico. A bela capa sobre um quadro de Afranio de Castro é magnífica.
Deve ser a melhor antologia do tema publicada até hoje.
Como o assunto é de minha predileção, ouso dar aqui algum depoimento sobre poucas omissões e escolhas de alguns poetas e textos, que em nada diminui a obra.
Afinal, criticar é fácil; fazer é difícil.
Logo deu pela ausência de um poeta importante: Djalma Passos, que, apesar de acreano, viveu em Manaus e publicou livros importantes como As Vozes amargas - 1952; Bazar de angústia Miscelânea 1972; Poemas do tempo perdido - 1947; Tempo e distância  1955.
Quem quiser conferir leia-o em

http://historiadosamantes.blogspot.com.br/search/label/DJALMA%20PASSOS

 De Hemetério Cabrinha eu publicaria dois clássicos: “Falando a meu coveiro” e “O Cristo do Corcovado” (o melhor poema já escrito sobre o símbolo da cidade do Rio de Janeiro):

Falando a meu coveiro


É aqui neste lugar, ao pé deste cipreste,

junto a este mausoléu. Pega uma enxada, cava
sete palmas de chão! Anda depressa, grava
no teu semblante mudo o riso que escondeste!
Abre o meu leito eterno... O meu lugar é este!
Quero nele abafar minha paixão escrava!
Quero enterrar-me logo... a vida já me agrava...
Depressa! A minha dor de dores se reveste!

Alarga-a mais um pouco, afasta mais a areia!
Ela, assim como está, torna-se muito feia, profunda-a mais... trabalha! Este dinheiro é teu!

Que é isso? Um crânio aí? Dá-mo, quero beijá-lo.
Limpa-lhe bem o pó! Dá cá, quero estudá-lo
Como alguém algum dia há de estudar o meu!

(Vereda iluminada! 1932 )



O Cristo do Corcovado (alguns versos)




No escalavrado píncaro da serra,

Que o luar alveja e a luz do sol estanha;

E onde a cidade, abençoando a terra,

Se espreguiça na falda da montanha;

Ergue-se o Cristo-Redentor, coitado!

Braços ao ar, o triste olhar cravado

Na base de granito que o suporta

De alma apagada e a consciência morta.


O Cristo cujo busto alvinitente,

Granítico, imponente

E lavado de sol;

Aureolando de alvura o Corcovado,

Qual Prometeu, virado

Para o horizonte, a medir o arrebol;


E, de distância imensurável, visto

Qual uma forma etérea

É apenas um Cristo

Feito à custa de angústias e miséria.
..................................

De Ernesto Penafort faltou o soberbo soneto:

noutros tempos, olinda, eras futuro.
sob sol e silêncio se descia
ao vale, e o vale fértil pressentia
a intenção dos abraços, além-muro.
vieram ventos. choveu do intento puro
o desejo de ser, no qual se cria:
pronta a rosa entendida falecia
sob sol e silêncio no chão duro.
várias chuvas passaram, hoje banho
noutras águas a vida, pois, de antanho,
só a luz do teu rosto é que me ocorre,
entre silêncio e sol, mas como tudo,
se incorpora, no tempo, a um fruto mudo:
sob sol e silêncio nasce e morre.

De Farias de Carvalho é imperdoável não se ler os famosos:

Desses mortos ocasos esquecidos
chega-me agora o pássaro de cinza;
de ontem são suas asas, de silêncio
o seu bico pousado sobre a ponte

entre o vencido vale e o bosque a entrar,
bica-me o peito onde marés antigas
jogam restos de mastros e fantasmas
desses velhos piratas que ficaram

tatuados na penumbra de olhos idos.
E sem saber talvez do inútil intento
ninha o vazio do momento, à espera

da comida do sonho que ontem davam
essas mãos que se foram, consumidas
nesses mortos ocasos esquecidos...


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Meus mortos hão de vir no fim da tarde
molhados da ferrugem liquida do rio
que banha as margens deste meu silencio,
deste silencio lúcido e sonoro
que embala na praia ao fim das tardes
os olhos de éter dos defuntos tortos
que lambem com o olhar a praia longe.

Meus mortos hão de vir no fim da tarde
mordendo a pele aquática do vento;
(vento, vento de tíbias descarnadas
arrepiando o pelo das vidraças).

Meus mortos hão de vir no fim da tarde.
Aguçai vossos dentes, cães do tempo,
vamos comer a morte no crepúsculo.

Mas são algumas omissões que não depreciam a obra, que se pode ler gratuitamente em: