Pesquisadores alemães criam carro dirigido pelo olhar
BERLIM (AFP) - Um veículo dirigido apenas com o olhar é possível, segundo um protótipo desenvolvido por uma universidade alemã, batizado de "Spirit of Berlin", que fez testes de direção nesta sexta-feira, na pista do aeroporto de Tempelhof, no sul da capital alemã.
Trata-se de um pequeno ônibus da marca Dodge adaptado pela Universidade Livre de Berlim (FU, da sigla em alemão) para ser dirigido unicamente com o olhar, sem que as mãos tenham de tocar o volante.
O protótipo deu voltas na pista do aeroporto alemão desativado. "Esse tipo de veículo está proibido nas vias de circulação normais", disse Raúl Rojas, de origem mexicana, especialista em informática e diretor do departamento de "inteligência artificial" que desenvolve essa tecnologia.
Seu colega, que ocupou o lugar do motorista, usou um capacete dotado de uma câmera que foca os olhos. O mínimo movimento é transmitido ao computador que o transforma em impulso enviado à direção do veículo.
Cheio de receptores, cabos e processadores, o veículo é inclusive capaz de perdoar uma eventual falta de atenção do motorista, já que se não houver nenhuma curva no lugar para o qual a vista foi desviada, o automóvel anula a ordem de girar.
Batizado de "Spirit of Berlin", essa pequena joia tecnológica, com custo em torno de 150.000 euros, é "um passo rumo ao carro sem motorista", explica Rojas, que chegou a Berlim há 27 anos.
O departamento de "inteligência artificial" da FU de Berlim está, assim como as universidades americanas de Stanford e de Carnegie Mellon, na liderança das pesquisas neste setor, explica.
Mas a produção em massa desse veículo ainda está longe de ocorrer. Para isso, serão necessários de 20 a 30 anos para que a tecnologia amadureça e para que os veículos sejam autorizados pela legislação, conclui Rojas.
2183 mortos foram confirmados absolutamente, 256 desaparecidos e 12.128 feridos, dos quais 1.424 feridos severamente, e mais de 10.000 são deixados desabrigados. Muitos acreditam que o número de mortos e os números de ferido deve ser muito mais elevados do que se sabe.
Nesta época do ano, a temperatura em Yushu baixa frequentemente para -25 graus Celsius; sob estas circunstâncias de congelação, muitos povos permanecem presos sob os entulhos, enquando milhares estão ainda sem necessidades básicas.
Monges tibetanos encontram-se fora de seu mosteiro
Monges tibetanos encontram-se fora de seu mosteiro destruído em Jiegu, Condado YushuNa província de Qinghai, Noroeste da China, em 20 de Abril. (AFP /Getty Imagens)
Em 20 de abril marcou o sétimo dia desde que um terremoto atingiu YushuNo oeste da China, matando milhares de pessoas. O chão está coberto de neve, e de acordo com a tradição tibetana, o sétimo dia após a morte é um momento importante para lembrar os mortos. Em Gesar Plaza, os tibetanos realizaram uma cerimônia em que monges e lamas recitam sutras. (Imagem e do artigo do Tibet House / Barcelona)
Nós nos despedimos na última luz de uma serena tarde do mês de maio de 1964 - vinte e um dias depois do golpe militar - e de lá partimos para Cabo Frio onde um barco alugado nos esperava no cais do canal - entretanto choveu persistentemente durante quase toda aquela nossa viagem de lua de mel ("onda de mel", contava Val; "luz de mel", corrigia eu) e Val relatava que naquelas vagas pelo resto de nossas vidas ouviríamos aquela música da ventania nos nossos ouvidos, a chuva, e nos afogaríamos naqueles golfões do sentimento mole e maciço do fundo do mar de nós mesmos, porque era aquela sensação de claridade no meio daquela chuva no espaço do mar, naquele espaço verde por onde o barco penetrava como num labirinto selvagem, e onde nos introduzíamos num horizonte desconhecido e invisível - Val nua no convés: e assim que ainda a vejo hoje cantar aquela canção de amor daqueles heróicos tempos de mar e de vendaVals roqueiros que eu ouvia - tentando avançar com cautela por esta pormenorizada narração - e para tornar o rumo de mais seguro porto devo dizer que naquela época a situação nos colocava no pátio do paraíso que eu não divisava bem, um furo, algo significante e que tem força decisiva: porque aquela minha temporada com Val me deixava radiante, me empurrando para a glória de mim mesmo, a brisa corrente que nos trazia de volta como se lancha fosse um veleiro e nos conduzisse pelo mar - ficamos no hotel, o colo cheio dos jornais sobre o golpe, a beber um coquetel de frutas sobre as notícias, as notícias cada vez mais terríveis, mas os olhos de Val recolhiam os reflexos daquele mar com sua superioridade lunar e esmeralda, ela mais parecia uma Marilyn Monroe morena naquele tempo, dourada, a vida toda simulava ali estar em sua homenagem - e no dia seguinte de lá partimos para Búzios, a camisa branca, larga feito uma bandeira de sol luminosa, meio ávida, adejava, o tórax à mostra sobre a curva da anca suave, os homens se surpreendiam de vê-la tão loura, tão artificialmente loura e límpida que nem parecia que comigo estivera ressonando levíssima no seu leitoso perfume depois de se debater no gozo selvagem dos seus sonhos nos meus ombros durante a noite anterior: o veículo saía soprado pela mágica do vento e nós íamos para a casa de Búzios emprestada de um amigo meu - passamos velozes pela ponte do canal (Val dirigia) e ao longo da estrada litorânea se ouvia a areia da estrada de terra batida na fuselagem enquanto minha mão se introduzia por entre as suas coxas.
À tarde entramos naquele mar, completamente despidos como se vestíssemos um verde vivo e com alegria dei uns tiros com o revólver de Val que estava no porta-luvas, herança do pai dela, estourando uma garrafa de cerveja - mas logo tivemos de nos vestir, pois vinha chegando um garoto, quase criança, com um cão solto que corria.
Foi somente quando me deitei na areia que os vi: largos, na espuma da rebentação branca, o sol se rebelando nas gaivotas de vôo rasante como aviões em combate de bandos ruidosos: eram três jovens, e estavam na crista das ondas do horizonte provável.
Na região autônoma de Qinghai fica o Monastério Thrangu, a cinco quilômetros da cidade de Jyekundo, província de Yushu. Da capital da província, Xining, até lá são 800 quilômetros em uma árdua jornada que não dura menos de 12 horas , mas que cruza algumas das paisagens mais belas do planeta, intocadas pela civilização moderna. As montanhas majestosas e os lagos de um azul turquesa profundo do planalto tibetano são também a origem de três grandes rios da Ásia: o Amarelo, o Yangtsé e o Mekong. Ali, no século VII, a princesa chinesa Wen Cheng se casou com o rei tibetano Tsongtsen Gampo, e mandou construir o monastério, que chegou a ter 10 mil monges residentes. Desde então, segundo a tradição budista tibetana, seus principais professores vêm reencarnando repetidas vezes para manter vivos os ensinamentos e as tradições. Ao longo de sua história de 1300 anos, o Monastério Thrangu já foi destruido duas vezes. A primeira foi há 245 anos, por um grande terremoto, e daquela vez como agora o templo principal não foi destruido. Na época pensou-se em reconstruí-lo em outro local, mas a decisão final foi de mantê-lo lá mesmo e ele ganhou o título de "vitorioso sobre os obstáculos dos quatro elementos". A segunda vez foi durante a Revolução Cultural, arrasado pela Guarda Vermelha – a permissão para reconstruir só veio em 1982. A partir daí, um enorme esforço para a reconstrução foi feito por monges e pela escassa população da região de Jyekundo. Até o terremoto, além do monastério, ali funcionava também uma universidade de filosofia e lógica, um centro de retiro e uma escola primária para jovens. Duzentos e cinquenta monges e 65 crianças moravam no local. O número de mortos no monastério passa de 40, mas há dezenas de monges desaparecidos.
Khenpo Karthar Rinpoche Speaks About the Earthquake
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Uma mensagem do Venerável Khenchen Thrangu Rinpoche
Há muitos desastres provocados pelos quatro elementos – terremotos, incêndios florestais, ventanias e turbulência marítima – e com eles vêm também males e doenças. Em tempos assim, devemos ser cuidadosos e praticar o Dharma o máximo que pudermos.
Jyekundo, no Tibete, é uma região pequena com população escassa, mas é um local onde vivem muitos tibetanos e há muitos monastérios. No Monastério Thrangu, em Jyekundo, muitos lamas e monges – tanto os que estão fora como os que estão lá – colocaram imensos esforços durante longos anos. Esses esforços não foram apenas externos; foram também em termos de prática espiritual. Em termos de estudo e contemplação, foi fundada uma universidade monástica. Ela cresceu gradualmente e formou um corpo de estudantes e estudiosos, que são a fundação dos ensinamentos. Também foi construida uma escola primária para jovens estudantes.
Para a meditação, foi feito um centro de retiros para a prática das Seis Iogas de Naropa, onde monges se dedicam à prática. Outro centro de retiros para a prática de deidades que purificam os reinos inferiores, Sarvavid Vairocana and o proteror Akshobia, foi reformado e monges em retiro fazem suas práticas. Um centro de retiros de Mahakala foi construido durante a época do Karmapa Thekchok Dorje (1798-1868) e abriga uma estátua de Mahakala. Ali, práticas diárias têm sido feitas há muitas gerações. Além disso, havia um grande templo novo, onde eram feitas práticas diárias.
Agora esse terrível terremoto atingiu Jyekundo, Qinghai, e essas estruturas ruiram. Além disso, muitos monges morreram. É uma grande tragédia e um grande obstáculo. Por favor, pensem nisso e façam orações por todos os que se foram. Se vocês acumularem mérito ajudando no resgate e na restauração, poderão beneficiar o mundo em geral e, em particular, prevenir contra o desaparecimento do Dharma. É importante que a linhagem de ensinamentos e práticas não decline: sem uma linhagem de ensinamentos e práticas, o Dharma perecerá.
Algumas pessoas podem pensar que templos e monastérios não são muito importantes.
Há, no entanto, os seres sencientes transitórios e o meio ambiente duradouro. Com relação aos seres sencientes, pode haver muitos durante um tempo, inclusive grandes estudiosos e meditadores. Grandes lamas podem surgir. Pode haver muitos membros na Sangha, mas, assim como a água corre rio abaixo, cinquenta, sessenta, setenta ou oitenta anos depois eles estarão mortos e surgirá uma nova geração. Quando isso acontecer, mesmo que haja uma forte linhagem de Dharma na geração anterior, não sabemos ao certo se ela continuará na geração seguinte.
A maneira pela qual uma linhagem pode continuar de geração a geração é ter um meio ambiente adequado e estável. Quando há o ambiente de um monastério com um templo, um centro de retiros e uma universidade monástica, então, por causa do local, a Sangha, grandes lamas e grandes meditadores podem morrer, mas sua atividade terá continuidade e estará sempre presente.
Por isso é fundamental a restauração de monastérios. Se monastérios se tornarem ruinas, o meio ambiente também se deteriora e os moradores gradualmente desaparecem. O Budismo não será capaz de se manter durante muito tempo nesse mundo. Mas se um monastério segue existindo, grandes lamas e seus professors podem exercer, durante todas as suas vidas, vasta atividade pelo Dharma. Um grupo de estudantes se reunirá; os lamas ensinarão os estudantes e todos praticarão. Aos poucos, os estudantes vão passar a primeira parte de suas vidas estudando e praticando o Dharma e a última parte mantendo, protegendo e difundindo o Budismo. Quando essa geração se for, uma nova geração pode continuar seu trabalho, mantendo, protegendo e difundindo os ensinamentos, que se manterão vivos. Por isso templos e Sangha são tão importantes.
Se patrocinadores puderem fazer contribuições e ajudar de maneira modesta ou grande, será maravilhoso. Nós passamos esta vida acumulando riquezas e bens e algumas vezes isso pode ser significativo, mas outras vezes pode haver o risco que isso se torne o palco de conflito e disputa. Por essa razão, eu peço a todos os leais benfeitores que ajudem da maneira que puderem.
A media continua a dizer, a chamar o Tibet de China. É um erro. É isso que a China quer: naturalizar a invasão a ocupação territorial de um pais de uma nação chamada Tibet, cujo rei é o Dalai Lama.
Cultura antiquíssima. O Tibet deu tudo para a Humanidade: o budismo em estado puro.
Agora trágico terremoto destrói completamente o mosteiro de um dos meus gurus: Thrangu Rinpochê, que já esteve duas vezes no Brasil.
Thrangu Rimpochê mantém um abrigo de menores pobres em Kathmandu, Nepal. É o professor de S. S. Karmapá.
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio Numa catedral em ruínas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.
Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa tola capacidade De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será e virá a ser E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante.
E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta essa obstinação em não fugir do labirinto Na busca desesperada de uma porta quem sabe inexistente E essa coragem indizível diante do grande medo E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio Pelo momento a vir, quando, emocionada Ela virá me abrir a porta como uma velha amante Sem saber que é a minha mais nova namorada.
Na sequência de um terremoto de Kham, leste do Tibete (Qinghai moderno) em Quarta-feira 14 de abril de 2010 o Mosteiro de budismo tibetano Tashi Thrangu Choling foi completamente destruído. O mosteiro era o lar de centenas de monges, leigos e crianças. Os primeiros relatórios indicam que pelo menos duzentas pessoas morreram como resultado do colapso dos edifícios. Thrangu Tashi Choling é o assento do Venerável Thrangu Rinpoche, um Lama tibetano de grande compaixão e de renome, que trabalhou sua vida inteira para restaurar o mosteiro e proporcionar um centro para o benefício das populações locais e a população em geral. A terrível notícia vem num momento em que esforços imensos estão sendo feitos para desenvolver o mosteiro, a proporcionar alojamento e criar um ambiente benéfico para todos os seres vivos. Muitos dos habitantes do mosteiro, as pessoas que trabalharam incansavelmente para o benefício dos outros, infelizmente perderam suas vidas. Os sobreviventes estão em necessidade urgente de todo o tipo de assistência. Representante de Thrangu Rinpoche no Reino Unido, Lama Wangyal, criou um fundo de emergência para ajudar no socorro. Doações podem ser feitas através do Rinpoche Thrangu Trust (organização de caridade registada 283921) por: 1) Cheque à ordem de: Thrangu Rinpoche Trust - O Fundo Mosteiro (de emergência). 2) Transferência bancária: Lloyds TSB, Thrangu Rinpoche Trust - O Fundo de Mosteiro para o Reino Unido - Ac Bank. N º 07536475, Código de classificação. 30-12-51 Para Internacionais - BIC: LOYDGB21317 - IBAN: GB59 LOYD 3.012 5.107 5.364 75 3) Pessoalmente em dinheiro: Tesoureiro: 07888700698
Por favor indicar claramente o seu nome e endereço de cada doação, e afirme que a doação é para ser usado para o esforço de emergência, no mosteiro.
Muito obrigado pelo vosso apoio espécie.
Para mais informações contacte o Thrangu House UK Office: Telephone: O Reino Unidoffice - 44 (0) 1865 241555
Vento vento solitário obscuro noturno infinito força obscura desta fruta de pedra do coração apaixonado que não dá a sua flor, empedernido... (RS)
Vento de Outono, vento solitário, Vento de noite, Força obscura que se desprende Do infinito e volta ao infinito, Rodopia dentro de mim, conjura Contra meu coração tua força, Arranca de uma vez a casca Do fruto que não madura.