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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Omar Khayyam (Século 11)









Omar Khayyam (Século 11)

Rogel Samuel

O tema é a morte, não a taverna. Não o prazer. Khayyam obcecado pela morte, quanto tempo ainda temos de vida, quanto temos ainda nos calendários da morte? Por isso de pé ainda, não tardemos, voltemos à taverna para cantar e beber talvez os últimos copos, para cantar as nossas últimas canções, pois após sairmos dali talvez nunca mais retornemos, nossas saídas poderão ser definitivas, e ali beberemos nossas últimas bebidas, e ali cantaremos nossas últimas canções...

E, quando o galo canta, os que estavam de pé
Na taverna gritam--"Abra a Porta!
"Você sabe quão pouco tempo ainda temos para estar,
"E, quando sairmos, talvez nunca mais voltemos."

Versão inglesa de Edward FitzGerald, Língua original Persian/Farsi, Trad. R. Samuel

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Omar Khayyam (Século 11)





Omar Khayyam (Século 11)

DESPERTE! durante a manhã na tigela da noite
Ele arremessou a pedra que põe as estrelas em vôo:
E oh! O Caçador do Leste pegou
A Torre do Sultão num Laço de Luz.

Versão inglesa de Edward FitzGerald

Língua original Persian/Farsi

Trad. R. Samuel

É o amanhecer, o despertar, a noite ainda está na tigela do desjejum, fundo de tigela escuro e ainda noturno, mas as asas da manhã se levantam em luz como quem atira uma pedra para assustar aqueles pássaros-estrelas, que se põem em vôo, a noite foge, se retira, com suas estrelas, e o sol, o grande Caçador do Leste, aparece, cresce, e laça a torre do sultão com seu laço-abraço de luz, a torre que é a mais alta parte da paisagem.

Vale!