terça-feira, 31 de julho de 2012

Bienal do Livro anuncia programação

Bienal do Livro anuncia programação

A 22.ª edição do evento começa dia 9 e vai até 19 de agosto na cidade de São Paulo



Pelé participará de mesa na Bienal do Livro - Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE
Pelé participará de mesa na Bienal do Livro
Desde a semana passada, São Paulo está sendo preparada para sua 22.ª Bienal Internacional do Livro, que começa dia 9 e vai até 19 de agosto. Uma máquina instalada na Praça da República convidou o público a trocar livros encostados em casa por novos exemplares. Saldo: 8.885 obras trocadas em uma semana. A partir de amanhã e durante todo o mês, oito restaurantes da cidade que já publicaram livros ou cujos chefs são autores vão oferecer cardápio feito especialmente para o evento. Quem escolher o tal prato ganha um par de ingressos para a feira.


São esperadas 800 mil pessoas nos dez dias - segundo a organização, em 2010 a Bienal recebeu 743 mil visitantes. Cerca de 120 mil crianças serão vistas correndo pelos corredores e terão, em alguns casos, seu primeiro contato com uma quantidade grande de livros. Numa área de 60 mil m², 480 expositores vão mostrar a produção de cerca de 1.100 selos editorias.


O investimento total é de R$ 32 milhões - R$ 2 milhões são para a programação cultural. Os ingressos custam R$ 12. Para facilitar a chegada ao Anhembi, haverá transporte gratuito das estações Tietê e, como novidade, a Barra Funda.


Essas e outras informações, bem como os autores convidados, foram apresentadas hoje em São Paulo pela Câmara Brasileira do Livro. “A Bienal é o maior encontro da América Latina dos negócios com a cultura”, disse Karine Pansa, presidente da entidade. Por isso, haverá espaço para debater desde a formação de leitores e de professores leitores, passando pela produção de um e-book, pela internacionalização do mercado editorial brasileiro até chegar às conversas entre leitores e autores, ilustradores, músicos, cineastas, dramaturgos, chefs de cozinha, pesquisadores, editores, livreiros, jornalistas.


“Por dentro de cada livro existe uma ideia e um pensamento diferente. A Bienal é um caldeirão de diversidades e isso é essencial para a preservação do ser humano e do mundo”, comentou o curador Antonio Carlos Sartini. Pensando nisso, haverá conversa para todos os gostos e idades e sobre os mais variados temas.


O momento de maior histeria deve ser promovido, dia 11, pelas musas teen Cecily Von Ziegezar, americana e autora das séries Gossip Girl e It Girl, a carioca Thalita Rebouças, que já vendeu mais de 1,3 milhão de exemplares, e a mineira Paula Pimenta, que vem trilhando o mesmo caminho. Elas são convidadas do espaço jovem # Você + Quem = ? e o agito deve continuar no estande de suas editoras, com centenas de meninas atrás de um autógrafo.


Vampiros e lobisomens estarão em pauta dia 12. André Vianco, Sarah Bakley-Catwright, Martha Argel e Giulia Moon debatem esse tipo de literatura.


Pelé e Mauricio de Sousa estarão no Salão de Ideias dia 18 para falar sobre o tema Um Personagem em Quadrinhos.


Zé Celso Martinez Corrêa e Renato Borghi participam da mesa A Garçonnière de Oswald de Andrade dia 15. Oswald e outros modernistas serão lembrados em vários momentos da feira, já que ela presta homenagem aos 90 anos da Semana de 22. Jorge Amado e Nelson Rodrigues também serão lembrados em seus centenários de nascimento.


Lygia Fagundes Telles não está entre os homenageados oficiais, mas ganhará a sua festa. A data ainda não foi fechada, mas a ideia é que atores e sua neta Lúcia leiam trechos de sua obra.


Para falar sobre literatura negra, dia 12, foram convidados Luis da Silva (Cuti) e José Nabor. Sobre cultura árabe, dia 14, Mamede Mustafá Jarouche e Michel Sleiman E sobre periferia, Ferréz, Sérgio Vaz e Paulo Lins.


Relações familiares também estarão em debate. Frank Calabrese Jr., filho de mafioso que terá seu Operação Segredos de Família lançado na Bienal pela Zahar, conversa com Toni Venturi no dia 17.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Barack Obama pode ser descendente do 1° escravo africano na América

Barack Obama pode ser descendente do 1° escravo africano na América

Um estudo do histórico da família do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mostra que ele pode ser descendente do primeiro africano escravizado na América. Segundo o site de genealogia Ancestry.com, a mãe de Obama, Stanley Ann Dunham, descende de de John Punch, um servo que foi escravizado na Virginia, em 1640, como punição por ter tentado fugir.
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Foto: Saul Loeb/AFP

O caso de Punch é o primeiro registro de alguém escravizado nas colônias da época. “Duas das mais significantes histórias de americanos africanos do nosso país estão, incrivelmente, relacionadas”, afirmou o genealogista do site, Joseph Shumway.
O site de genealogia decidiu aprofundar as pesquisas após descobrir a herança africana da mãe de Obama. Foram analisados documentos e traços do DNA.
Em entrevista ao jornal The New York Times, a genealogista Elizabeth Shown Mills afirmou que “pesquisas genealógicas de indivíduos que viveram há centenas de anos atrás nunca podem ser uma prova definitiva de que um homem foi pai de outro, mas essa pesquisa (do site) atende os mais altos padrões e pode ser considerada de confiança.”

LULA FALA PARA ELEGER LULINHA

Cientistas descobrem 'cupins-bomba camicases' na Guiana Frances




  • Robert Hanus/ Université Libre de Bruxelles
    Cientistas descobrem 'cupins-bomba camicases' na Guiana Francesa
Especialistas belgas encontraram uma nova espécie de cupim na Guiana Francesa com uma característica curiosa e que, até hoje, nunca havia sido documentada. À medida que envelhecem e se tornam menos capazes de cumprir as tarefas do dia a dia, os insetos desse grupo começam a armazenar cristais sólidos que produzem uma reação química quando misturados com outras secreções do animal. Como resultado, seu poder defensivo aumenta, o que lhes confere grande utilidade para a colônia.
Já se sabia antes que alguns tipos de cupins, para defender sua comunidade, podem literalmente "se explodir", liberando uma enxurrada de produtos químicos sobre seus inimigos. Assim, quando confrontados com uma ameaça à integridade da colônia, estes cupins cometiam suicídio para defender seu grupo.
No caso dos cupins da Guiana Francesa, explicam os especialistas, a diferença é que cabe aos insetos mais velhos a responsabilidade do "suicídio coletivo" frente a uma ameaça. Ou seja, tornam-se camicases, ou "cupins-bomba", da colônia.

Corrosão letal

"Um estudante de graduação em meu laboratório, Thomas Bourguignon, estava pesquisando a ecologia comunitária dos cupins e coletando amostras, quando, de repente, se deparou com algo realmente especial", disse à BBC o professor Yves Roisin, da Universidade Livre de Bruxelas.
Roisin explica que ao romper partes de seu corpo, os cupins da espécie Neocapritermes taracua liberam substâncias tóxicas que são jogadas sobre os invasores, corroendo seus corpos.
"As secreções tóxicas para a defesa são normalmente armazenados nas glândulas salivares, mas esta espécie transporta uma 'mochila' com dois tipos de cristais sólidos do lado de fora do corpo. Quando o cupim 'explode', os dois são misturados para produzir uma substância tóxica mais potente", afirmou Roisin.
Ainda não se sabe como esses cupins conseguem sintetizar os cristais. Também é desconhecido se outras espécies deste gênero desenvolveram um mecanismo semelhante.
"Há cerca de cinco ou seis espécies deste gênero, mas até agora encontramos a presença de cristais do lado de fora do corpo apenas da Neocapritermes taracua", disse Roisin.
O estudo foi publicado na revista americana Science.

domingo, 29 de julho de 2012

Os últimos anos de Stefan Zweig


Os últimos anos de Stefan Zweig, autor de 'Brasil, o País do Futuro'

Os últimos anos de Stefan Zweig, autor de 'Brasil, o País do Futuro' Foto: Divulgação

Livro "Stefan e Lotte Zweig - Cartas da América - Rio, Buenos Aires e Nova York 1940-42", organizado pelos historiadores Darién J. Davis e Oliver Marshall chega ao Brasil com tradução de Maria das Graças de Santana Salgado e Eduardo Silva


Agência Brasil – No desenrolar da 2ª Guerra Mundial e do período da ditadura do presidente Getúlio Vargas, conhecido como Estado Novo (1937-1945), o escritor Stefan Zweig e sua mulher Lotte, refugiados na cidade na cidade de Petrópolis, na região serrana fluminense, escrevem cartas para a família na Europa.
Escritas em inglês, a correspondência íntima revela um contexto histórico de opressão, fuga e perda de identidade, inclusive linguística, nos últimos dois anos de vida do casal, em meio à perseguição nazista aos judeus. Ele, natural de Viena, de família austrojudaica rica, nascido em 1881. Ela, de Kattowitz, na Prússia, filha de prósperos comerciantes, nascida em 1908.
Esse é o contexto do livro Stefan e Lotte Zweig - Cartas da América - Rio, Buenos Aires e Nova York 1940-42, organizado pelos historiadores Darién J. Davis e Oliver Marshall. A publicação foi lançada no Brasil, com tradução de Maria das Graças de Santana Salgado e Eduardo Silva.
De acordo com a tradutora, as cartas mostram o destacado papel de Lotte na vida de Stefan, quase sempre retratada como uma mulher inexpressiva, submissa e silenciosa pelos biógrafos de Zweig.
"Nenhum deles considerou o papel que a mulher dele exerceu nos últimos anos de vida dele e a contribuição dela como companheira, como secretária, como tradutora dos trabalhos [do marido]. Então, eu acho que a grande contribuição do livro é exatamente resgatar o papel da Lotte Zweig, que o acompanhou nos últimos anos e de certa maneira o ajudou a produzir obras importantíssimas, como O Mundo de Ontem [livro de memórias de Zweig], Brasil, País do Futuro e História do Xadrez. Pelo menos esses três livros ele escreveu na companhia dela e os biógrafos a ignoraram completamente", disse.
Graça Salgado define o livro como feminista, que regata uma voz invisível, além de trazer grandes esclarecimentos sobre o drama que o casal viveu no Brasil e a paixão pelo país que o acolheu.
"É uma contribuição enorme para o leitor de Stefan Zweig aqui no Brasil, porque são cartas inéditas e absolutamente honestas, escritas pra família dela, para o irmão e a cunhada. Além disso, o livro esclarece muito a discussão sobre o papel do Stefan Zweig no governo de Getúlio Vargas. Desmente completamente essa coisa de que ele [Brasil, o País do Futuro] foi um livro comissionado, o que não faz sentido de jeito nenhum isso".
No Ano Novo de 1941, o casal enviou um postal para amigos e parentes com a estrofe 106 de Os Lusíadas, em português e em alemão, que fala sobre guerra e fuga. No dia 22 de fevereiro de 1942, Stefan e Lotte cometem duplo suicídio na casa onde moravam, na Rua Gonçalves Dias, em Petrópolis.
O local abre as portas ao público hoje (28), com um memorial em homenagem aos refugiados do nazismo na Europa nas décadas de 1930 e 1940.

sábado, 28 de julho de 2012

CACHORRO INVADE OLIMPÍADA


Com toda a segurança que os britânicos têm despendido para a manutenção das Olimpíadas sem nenhum percalço, não era de se esperar que a prova de ciclismo, logo no primeiro dia, fosse invadida. Mas foi. E por um cachorro.
A cena, que ficou até engraçada, aconteceu durante os primeiros momentos da prova e foi flagrada pelas câmeras de TV. Um cachorro preto escapuliu de seu dono e atravessou as ruas pelas quais os ciclistas passavam. Para a sorte dele — e dos competidores — não se chocou com nenhuma bicicleta.
Ficou, então, o primeiro momento cômico dos Jogos. E protagonizado por um cachorro. Quem diria, não é?

MIRZE ALBUQUERQUE COMENTA "FIOS DE LUZ"

Não posso deixar de comentar minha emoção ao término da leitura do poema e de sua análise, Rogel!

O poema deve ter sido escrito com alguma artéria do coração que se fez pena para que ele convertesse um soneto tão próximo ao amor que se diz ser sentido pelo coração. Chorei muito, e nunca li nada tão emocionante que fluía a cada verso como se fosse música. A recordação da viagem, no XII , lembranças que em minha mente se misturaram a uma viagem que fazia sua mãe, para depois (?) talvez ter um novo encontro. O Líbano e toda refeição descrita com tanto carinho que hortelãzinhas podiam ser sentidas no olfato e na alegria dos encontros às refeições.

FIQUEI EXTASIADA!

Complemento com a maravilhosa análise feita por você, com tanta sabedoria, revelando um professor, um mestre na literatura..

Parabéns, amigo. Você é GRANDE!

Beijos


A judoca piauiense Sarah Menezes ganha nosso primeiro ouro


Sarah Menezes ganha o 1º ouro olímpico da história do judô feminino do Brasil

Gustavo Franceschini
Do UOL, em Londres

  • AFP PHOTO / FRANCK FIFE
    Sarah Menezes exibe a medalha de ouro conquistada na categoria até 48 kg Sarah Menezes exibe a medalha de ouro conquistada na categoria até 48 kg
A primeira medalha de ouro do Brasil em Londres veio com um feito histórico. A judoca piauiense Sarah Menezes venceu a romena Alina Dumitru na final da categoria até 48 kg e assegurou uma conquista inédita para o judô feminino do Brasil em Jogos Olímpicos.


Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres tem Dilma, Marina Silva, James Bond e rainha Elizabeth II





 

Com muita referência à música, abretura valorizou artistas e personalidades do país e do mundo

AFP PHOTO / FRANCK FIFE

sexta-feira, 27 de julho de 2012

No México, incêndio interrompe sessão de 'Batman'



No México, incêndio interrompe sessão de 'Batman'

CIDADE DO MÉXICO - Espectadores do filme "Batman: o cavaleiro das trevas ressurge" tiveram que deixar às pressas as salas de um cinema no leste do México nesta sexta-feira, depois que um contêiner de lixo pegou fogo do lado de fora do local.
Julio Quinones, porta-voz do Departamento de Defesa Civil da cidade de Zapopan, disse que cerca de 800 pessoas, incluindo funcionários, foram retiradas como medida de segurança contra intoxicação por fumaça. Segundo autoridades, não houve registro de feridos e não há indícios de que alguém tenha iniciado o fogo.
Após o massacre de 12 pessoas em um cinema no Colorado, EUA, o clima tem sido de tensão nas sessões de no filme. No incidente, que ocorreu na semana passada, o estudante de neurociência James Holmes, de 24 anos, abriu fogo contra espectadores da pré-estreia. Outras 58 ficaram feridas, muitas em estado grave.
O atirador foi preso no estacionamento do local, portando duas pistolas, um rifle e bombas de gás lacrimogêneo. Buscas da polícia no apartamento do acusado apreenderam uma série de materiais explosivos e uma rede de armadilhas. Holmes aguarda julgamento em uma solitária e pode ser condenado à pena de morte, caso a promotoria peça a punição.
A Warner Bros. prometeu dar apoio financeiro às famílias das vítimas, enquanto atores do filme prestaram condolências pela tragédia. O presidente Barack Obama também se solidarizou com as vítimas e visitou o Colorado.
Tensão nas salas de cinema
Desde o incidente, diversos casos de caos em cinemas dos EUA foram registrados. A maioria causada por um mal-entendido ou discussões. Em Nova Jersey, uma sessão de cinema chegou a ser cancelada depois que um expectador abriu a porta de emergência do local e retornou a sua cadeira.

FILHO DE M. JACSON DESABAFA

 

 

'Meu pai me alertou sobre essas pessoas', diz Prince Jackson

por E+

Reuters
Reuters

Prince Jackson (15), filho de Michael Jackson (1958-2009), usou o Twitter para falar sobre os parentes que tentaram impedir o contato dele e dos irmãos, Paris (14) e Blanket (10) com a avó Katherine Jackson (82), durante o período em que ela esteve ausente da casa onde vivem na Califórnia (Estados Unidos) e foi visitar parentes no Arizona.
O rapaz publicou na rede social a foto de uma mensagem de texto enviada por ele às tias Rebbie (62) e Janet Jackson (46) na qual ele pedia para falar com a avó e Janet respondeu: 'Por favor, não permita'.
A conversa entre Prince e as tias teria acontecido na tarde de segunda-feira (23), dois dias antes de um juiz de Los Angeles retirar de Katherine a guarda dos filhos de Michael por ter sido impedida de cuidar dos netos sob a alegação de "atos intencionais de terceiros".
"Até onde me lembro, meu pai me alertou repetidamente sobre certas pessoas e suas posturas. Apesar de estar feliz com a volta de minha avó, depois de ter falado com ela percebi o quanto ela foi enganada. Estou muito zangado e magoado", escreveu Prince em uma mensagem que mais tarde foi apagada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

GELEIRA DERRETE REPENTINAMENTE

Cientistas informaram que neste mês a calota de gelo que cobre a Groenlândia derreteu repentinamente. A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, informou que três satélites observaram o derretimento do gelo, que foi sem precedentes e ocorreu a partir de 8 de julho. Segundo a Nasa, ao invés do derretimento atingir 40% da plataforma de gelo da Groenlândia, o que costuma acontecer no verão a cada ano, dessa vez atingiu 97% da cobertura. Até agora, o máximo que os satélites haviam detectado em 30 anos foi um derretimento de 55% da cobertura de gelo no verão. Os cientistas disseram que não é possível dizer se o derretimento decorre do aquecimento global ou de outras causas.
As informações são da Associated Press.

Servidores de universidades prometem continuar a greve, mesmo sem docentes


Servidores de universidades prometem continuar a greve, mesmo sem docentes


Isto, pelo menos foi o que prometeu o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ(Sintufrj), na manhã desta quarta-feira (25), em ato realizado no prédio da reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). Eles prometem que "não haverá segundo semestre para os estudantes caso a proposta do governo contemple apenas os professores".
Segundo a coordenadora do Sintufrj, Noemi Andrade, mesmo no caso dos professores aceitarem a proposta do governo, melhorada na terça-feira, existe um consenso entre os sindicatos de que se os técnicos não forem atendidos, não haverá aulas. Para ela, "falta boa vontade para se pensar em educação". Ela cita a incoerência do governo Dilma Rousseff que, no início deste mês, afirmou que educação vale mais do que PIB, para se avaliar o desenvolvimento:

Servidora discursa durante ato de funcionários na UFRJ
Servidora discursa durante ato de funcionários na UFRJ
“A presidente diz que desenvolvimento se mede pela educação, no entanto destina menos 0,5% do PIB para o ensino”, critica.
Noemi informou que a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) conseguiu se reunir com o MEC, no entanto cobra audiência com o ministério do Planejamento, que ainda não os recebeu.
O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro(ADUFRJ), Mauro Iasi, informou que os sindicatos nacionais de servidores e docentes (Sinasefe e Andes) estão discutindo a nova proposta, no entanto, o entendimento inicial é de a rejeitarem.
Segundo ele, apesar de oferecer reajuste salarial, a proposta não atende a reivindicação dos professores de um melhor plano de carreira:
“Apenas melhoraram o salário, mas a longo prazo essa proposta não vai trazer benefícios. O posicionamento do Sinasefe é de seguir com as negociações”
Para Mauro, a medida aparenta ser uma proposta de emergência para acalmar os grevistas já que não leva em consideração o documento apresentado pelo MEC ao governo.
“O governo parece não entender que é uma greve por melhores condições de trabalho, por uma reestruturação da carreira. A correção dos vencimentos é fundamental, mas só isso não resolve”, explica.
Ele diz que servidores, técnicos e professores negociam pautas diferentes, no entanto concorda  que a provavelmente a greve não será interrompida se somente os docentes forem atendidos pelo governo.
“A greve é o momento. Independe de algum grupo ser atendido anteriormente. Temos uma série de demandas que continuarão a ser perseguidas e exigimos um profundo debate”, conclui.

SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

Os representantes das instituições federais de ensino continuam insatisfeitos com a oferta do governo, depois de mais uma rodada de negociação. A nova proposta de reajustes foi apresentada na última terça-feira e inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras.
Segundo a presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, a oferta governamental não teve avanço. "É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira", reclamou.
A nova proposta será levada às assembleias nos estados. O parecer da categoria deve ser apresentado até a próxima semana. "Vamos levar a proposta às nossas bases, realizar assembleias para que retornemos ao governo com um posicionamento", disse. Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) também não concordaram com a nova oferta.
Já para o presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, Eduardo Rolim, a proposta do governo atendeu aos 15 itens solicitados pela entidade. "O governo atendeu integralmente à nossa pauta. É um avanço. Agora, vamos fazer análise e consultar os professores do país inteiro".
Os professores universitários estão em greve há 69 dias. Dados da Andes e do Sinasefe apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

Planejamento eleva a oferta de reajuste para os professores, em greve



Planejamento eleva a oferta de reajuste para os professores, em greve

Paula Filizola
Bárbara Nascimento



Docentes em greve há mais de dois meses fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios para pressionar por aumento. Fatura passou de R$ 3,9 bi para R$ 4,2 bi por ano (Janine Moraes/CB/DA Press)
Docentes em greve há mais de dois meses fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios para pressionar por aumento. Fatura passou de R$ 3,9 bi para R$ 4,2 bi por ano


Após 70 dias de greve nas universidades federais, o governo cedeu às reivindicações dos professores na expectativa de encerrar o quanto antes a paralisação que atinge 57 das 59 instituições, além de 34 dos 38 institutos tecnológicos federais. Pela nova proposta, apresentada pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a representantes dos docentes, o Palácio do Planalto aumentou, de 12% para 25%, o reajuste mínimo de salário. A correção máxima foi mantida em 45% e valerá para profissionais com doutorado e dedicação exclusiva. E mais: em vez de serem pagos nos meses de julho de 2013, 2014 e 2015, os aumentos foram antecipados para março dos respectivos anos. A fatura para a União saltará de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões.


Segundo o ministro do Educação, Aloizio Mercadante, a expectativa, com a nova proposta do governo, que atendeu os 15 pontos reivindicados pelos professores, é de que a greve seja encerrada rapidamente. Mais de 1 milhão de alunos estão sem aulas e podem ter comprometido o ano letivo. Além disso, há o risco de 12 mil perderem as chances de bolsas de estudo no exterior. Se a categoria aceitar o reajuste, os salários dos professores titulares com doutorado e dedicação exclusiva passarão de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. Já o ganho inicial dos docentes principiantes com mestrado e dedicação de 40 horas subirá de R$ 3.137,18 para R$ 3.799,70.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Uma aula com Samuel Pinheiro Guimarães

Uma aula com Samuel Pinheiro Guimarães
Para analisar a conjuntura da América Latina, um dos principais ideólogos da política internacional do governo Lula resgata a história da política estadunidense para a região antes de situar o golpe no Paraguai, a entrada da Venezuela no Mercosul e os desafios do Brasil em suas relações internacionais. Samuel Pinheiro Guimarães afirmou que renunciou à a alta representação do Mercosul por uma limitação institucional do posto. "Eu fiz um relatório com um diagnóstico do Mercosul e propostas, mas não houve maior atenção", afirma.

Brasília - Convidado pela Comissão Brasileira Justiça e Paz, CBJP, organismo da CNBB, para falar sobre a conjuntura política da América Latina, especialmente da América do Sul pós-golpe no Paraguai, o embaixador e alto representante geral do Mercosul até junho deste ano, Samuel Pinheiro Guimarães, expandiu o recorte territorial e histórico para introduzir sua análise. “Para compreender essa situação é preciso compreender a política dos EUA para região e para o mundo”.

Segundo o embaixador, o objetivo estratégico permanente dos EUA é integrar todos os países da região numa única área econômica e uma de suas primeiras manifestações neste sentido aconteceu em 1889 na I Conferência Internacional Americana, em Washington, quando propuseram um acordo de livre comércio nas Américas e a adoção do dólar por todos os países. “Um projeto perfeito: de um lado a maior potência industrial do mundo, do outro um grupo de países agrícolas, mineradores, muito pobres, com grandes concentrações de renda”, ironizou.

Durante a conferência houve a proclamação da República no Brasil e a nova delegação brasileira aceitou a proposta estadunidense. “Isto porque uma das características da República era a idéia do panamericanismo e o Brasil queria afastar o estigma do Império, muito ligado à Europa, aos ingleses, uma ameaça aos países vizinhos independentes”, explicou, acrescentando que a área de livre comércio não foi criada por oposição da Argentina. “O antagonismo que existe nos EUA contra a Argentina já vem de longa data”, salientou.

É no pós-Segunda Guerra Mundial, entretanto, que as ações estadunidenses se intensificam rumo aos vizinhos do sul, ainda que antes disto os EUA já tivessem se apropriado de dois terços do território do México, se imiscuído na Nicarágua, República Dominicana, Haiti e Cuba e criado um país, ao separar o Panamá da Colômbia. “A América do Sul era mais distante”, brincou o diplomata, mas “aproximou-se” com as condições criadas após o triunfo em 1945: a Europa e os impérios coloniais destruídos abriram campo para a expansão de seu poderio e a União Soviética, o seu mais novo inimigo número 1, era o sinal de que a tarefa deveria ser cumprida rapidamente. Com a Revolução Cubana, em 1959, os EUA intensificaram a atuação em seu “quintal”.

De um lado, programas de cooperação com a Aliança para o Progresso, de outro, o apoio às violentas ditaduras civis-militares . “Enfatizo o termo civil. Hoje diz-se só militares, mas elas foram apoiadas em grande medida por elites de diferentes setores e meios de comunicação”, destacou. Ao passo em que estes regimes perdiam força – e Guimarães aponta o fato da repressão ter chegado aos setores médios e altos da sociedade como determinantes nesse processo – os EUA passaram a defender a sua substituição, emplacando uma nova plataforma política em prol dos direitos humanos, da democracia e do apoio a partidos políticos no contexto de início do neoliberalismo e de queda da União Soviética.
Dominação pelo mercado
Com a redemocratização da América do Sul a partir da década de 1970 e 1980 e com a ascensão da China no mercado mundial, o objetivo histórico dos EUA aponta cada vez mais para a celebração de acordos econômicos bilaterais, estratégia desenvolvida também em nível multilateral na Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 1994, os planos dos EUA dão um salto com a incorporação do México, por iniciativa de seu então presidente Salinas de Gortari, no Tratado Norte Americano de Livre Comércio (Nafta), que contava também com o Canadá. “Causou certa perplexidade porque o México era um tradicional defensor das teses dos países em desenvolvimento, do tratamento preferencial. Aquilo teria um impacto muito grande sobre toda a política dos EUA de relacionamento com os países em desenvolvimento, porque o México era um grande líder com uma mudança de posição tão radical. No mesmo ano os EUA topou a negociação da Alca [Área de Livre Comércio das Américas]”, resgata Guimarães.

O projeto da Alca foi definitivamente arquivado em 2005, na Cúpula de Mar del Plata, Argentina, por atitude coordenada dos presidentes argentino, Nestor Kirchner, e brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, segundo Guimarães. Mas os EUA lograram acordos bilaterais com Chile, Peru e Colômbia depois disto. As negociações com o Equador avançaram bastante, mas foram interrompidas com a vitória de Rafael Correia, assim como Hugo Chávez havia feito em 1999 na Venezuela.

O problema desses acordos, aponta o embaixador, é “estabelecer as mesmas normas econômicas sob uma pretensão de reciprocidade, como se houvessem grandes investimentos de um país menor em outro maior”, impedindo assim o desenvolvimento autônomo das economias mais fracas e levando, quase que automaticamente, a um alinhamento político com os EUA nas grandes questões internacionais. “O Uruguai, que celebrou um acordo desses com os EUA, está sendo processado por uma empresa de cigarros que alega que legislação de controle do fumo do país prejudica seus lucros”, exemplificou.

O problema trágico para os estadunidenses, destaca Guimarães, é que com
regimes democrático na América do Sul, com liberdade de expressão e eleições razoáveis, os presidentes eleitos tendem a ter programas progressistas, ainda que alguns não pretendam executá-los, ressalta. Porém, as elites tradicionais seguem com muita força para eleger seus representantes aos poderes legislativos, formando uma forte barreira de contenção, ao lado de veículos de comunicação, às políticas sociais e de desenvolvimento alternativo. “No Paraguai o presidente progressista sem nenhum apoio no Congresso não conseguiu fazer a sua política, perdendo prestígio junto à população por não executar as promessas de campanha e o próprio Congresso montou um golpe”, elucidou. Quando há maioria legislativa pró-governo progressistas, como na Argentina, onde mesmo os partidos de oposição aprovaram a suspensão do Paraguai e a entrada da Venezuela no Mercosul, por exemplo, o discurso é de que “não há democracia, eles controlam o Congresso”.
O golpe no Paraguai

Samuel Pinheiro Guimarães não hesita em qualificar a destituição de Fernando Lugo como golpe grosseiro. “Se fosse mais longo [o processo de impeachment] seria mais difícil contestá-lo e acabariam condenando do mesmo jeito. Eles foram receosos da reação dos vizinhos”.

O diplomata considerou a postura brasileira no episódio firme e prudente, discordando daqueles que qualificaram a posição do Brasil como “branda” em comparação com o ocorrido durante o golpe no presidente Manoel Zelaya em Honduras. “Lá em Honduras foi um golpe praticamente militar, tiraram o presidente do poder, colocaram em um avião e mandaram embora, morreram muitos jornalistas, a repressão foi muito forte. Por outro lado, a admissão da Venezuela era tudo que os paraguaios não queriam. Foi de certa forma uma punição. De outro lado, nossos interesses no Paraguai são muito reais. Há um número muito grande de descendentes brasileiros que moram no Paraguai, há a represa de Itaipu”, disse.

Porém, Guimarães salienta que os interesses do Paraguai nos países do Mercosul é de tamanha magnitude que dificilmente serão compensados com qualquer outro acordo internacional, nem mesmo pelos EUA. E caso o regime paraguaio recrudesça, o diplomata sinaliza que uma série de medidas podem ser tomadas de maneira gradativa, como a não aprovações de projetos do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) que estão em análise e, numa etapa seguinte, a suspensão de projetos que já estão em curso. “O Brasil é o principal contribuinte deste fundo com 70%, Argentina com 27%, Paraguai com 1% e Uruguai com 2%. E há importantes projetos para o sistema de transporte deles”, afirmou.
Venezuela

Mais do que o Paraguai perdeu os EUA com a entrada da Venezuela no Mercosul. Por definição, um país membro do bloco está impedido de celebrar um acordo de livre comércio pretendidos por Washington. “Isso é grave pros EUA. Apesar de estarem mudando suas fontes de abastecimento, explorando suas reservas internas, continuam muito dependentes do petróleo importado, em grande parte, do Oriente, uma área delicada. E eles tem a Venezuela, a maior reserva do mundo, aqui pertinho deles”, detalha.

A entrada da Venezuela no bloco consolida um determinado tipo de visão econômica, também é importante por dificultar um golpe de Estado que não raro é sondado no país.

Em um país relativamente rico, de grande mercado, com 20 milhões de habitantes, com recursos naturais preciosos, que está procurando construir sua infraestrutura e se industrializar e cujo comércio com o Mercosul cresceu volumosamente na última década. “Além de ser um país altamente consumidor de produtos agrícolas, o que é uma oportunidade para outros países do bloco”, acrescenta o embaixador.
Imperialismo à brasileira?
Questionado sobre um crescente sentimento contra o Brasil devido à atuação do capital nacional em países vizinhos, levando até mesmo a formação de uma articulação dos Atingidos pelo BNDES, Guimarães ratificou que é este o grande desafio da diplomacia e do governo de um país tão assimétrico como o Brasil é em relação aos seus vizinhos. “O Brasil é mais da metade do PIB da América do Sul, é quatro ou cinco vezes o PIB da Argentina, que é o segundo maior.

Um PIB muito grande significa empresas muito grandes. Imagina se as empresas estrangeiras aqui fossem brasileiras, o que já teria acontecido?”, indaga para, em seguida, recordar que o problema da desnacionalização também afeta o Brasil, citando como emblemática a recente transferência do controle da maior rede varejista do país, o grupo Pão de Açúcar, ao capital estrangeiro.

Para o diplomata, o Brasil deveria ter uma política que em hipótese alguma financiasse a aquisição de empreendimentos estrangeiros por brasileiros e que estimulasse a associação dos capitais locais. Porém, ressaltou que há uma diferença entre a atuação independente das empresas e o financiamento do Estado. “O governo não pode impedir que as empresas façam investimento no exterior, a legislação não permite. Mas, a legislação daquele país pode, reservando setores para empresas nacionais”, esclareceu, acrescentando que o Brasil, em geral, financiou empreiteiras para participarem de licitações internacionais de obras de infraestrutura. “E essas empresas não ficam no país”.

Um caso qualificado por ele como grave está na Argentina, onde empresas brasileiras compraram um grande número de frigoríficos, atividade tradicional e importante daquele país. “Isso ainda não leva a grandes dificuldades, mas levará. As empresas estrangeiras, em geral tendem a recorrer aos seus países para fazer pressão ao governo local, o que cria grandes atritos”, alertou.
Exército no Haiti

No que tange a atuação militar brasileira no Haiti, Guimarães descarta que o Brasil tenha uma ação imperialista. “Se houvesse caso de morte, de agressão de brasileiros a haitianos sairia todo dia aqui no jornal”, retruca e completa: “Na questão dos refugiados haitianos a posição tem sido correta, apesar de não divulgada.”

O diplomata recorda que foi o Conselho de Segurança da ONU quem criou da força de paz para o Haiti, sem a participação do Brasil, que posteriormente foi convidado a integrá-la, tal como já fez em países como Congo, Timor Leste e Angola. “Antes de aceitar, foram mandadas duas missões aos países do Caribe próximos para saber o que eles achavam e eles aprovaram. O Brasil comandou as forças nos dois primeiros anos e deveria ter rodízio, mas a própria ONU pediu que o Brasil continuasse e tem pedido até hoje. Se não fosse o Brasil seria outro país”, defendeu.
Política externa alternativa
Se por um lado o papel crescente do Brasil no cenário internacional o leva a questionamentos quanto a reprodução de relações de tipo imperialista, Guimarães salienta que há iniciativas concretas visando um modelo de integração de novo tipo, para além dos posicionamentos políticos progressistas. Ele destaca os bancos de leite materno e os programas contra a febre aftosa impulsionados em vários países, o aumento da presença de entidades brasileiras no mundo visando a cooperação sul-sul, tais como a Embrapa - com unidades de pesquisa em Gana e na Venezuela, a Fiocruz – com uma unidade de produção de medicamentos retrovirais em Moçambique, a Caixa Econômica Federal – com projetos de habitação na Venezuela e o Ipea, que deverá abrir um escritório em cada país do Mercosul.

Também entram na lista a criação da Universidade Federal Latino Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com dois câmpus no Ceará e a cooperação na área da educação com o Timor Leste. “É preciso de mais recursos para a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), mas houve corte de dotação orçamentária”, cobrou o diplomata.
Saída do Mercosul
Por fim, Samuel Pinheiro Guimarães afirmou que renunciou à a alta representação do Mercosul por uma limitação institucional do posto. O cargo foi criado no final do governo Lula com a ideia de iniciar uma gestão do Mercosul acima dos governos, uma vez que o bloco não possui uma estrutura supranacional, como a União Europeia, que dinamize seu funcionamento. Mas, Guimarães não se sentiu respaldado, talvez por ser brasileiro, sugeriu: “O Brasil é um país tão assimétrico que gera sempre uma idéia de que o cargo não podia fazer propostas. Eu fiz um relatório com um diagnóstico do Mercosul e propostas. Mas não houve maior atenção, se não tem atenção não tem apoio, se não tem apoio não vale a pena”.

MAIS UMA PROPOSTA DO GOVERNO

BRASÍLIA - O governo apresentou nesta terça-feira nova proposta de reajustes para os professores das universidades federais, que estão em greve há mais de dois meses, mas ainda não há uma definição dos sindicatos sobre o fim da paralisação. Pela nova proposta apresentada em reunião hoje no Ministério do Planejamento, os reajustes vão variar de 25% a 40%, em vez de 12% a 40% como era na proposta anterior. Os negociadores do governo já avisaram que chegaram no limite, não podem ceder mais que isso.
Com a nova proposta, o impacto financeiro que seria de R$ 3,9 bilhões passou para R$ 4,2 bilhões. E a concessão do reajuste poderá ser antecipada para o primeiro semestre de 2013, em vez de valer só a partir de agosto, como estava na primeira proposta do governo.
Os dois sindicatos que representam os professores das universidades federais estão divididos em relação à nova proposta: um aceita, outro não. Os novos termos serão submetidos aos professores em assembleia.

Professores federais e governo voltam a negociar fim da greve

Professores federais e governo voltam a negociar fim da greve

Representantes de professores das universidades federais, que estão em greve há mais de dois meses, devem se reunir nesta segunda-feira (23) com o Ministério do Planejamento e o MEC (Ministério da Educação) para definir os rumos da paralisação.

No primeiro encontro, os docentes não aceitaram a proposta de reajuste salarial proposto pelo governo e, durante assembleias feitas na última semana, mantiveram a decisão.


A paralisação já atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. Os professores pedem reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor em casa nível. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.


Segundo Giorgio Romano, comandante local da greve da UFABC, o principal motivo da negativa é que o aumento de até 45% indicado na proposta do Ministério do Planejamento não configura ganho real para os docentes.


Dados apresentados pela UFABC na sexta-feira (20) mostram que um professor associado 1, por exemplo, que atualmente recebe R$ 10.703,55, teria perda salarial de -1,69% ao ano. Segundo Virgínia Junqueira, presidente da Adunifesp (Associação de Docentes da Unifesp), a proposta feita pelo governo considera apenas a inflação a partir de fevereiro de 2012.


Já o Ministério do Planejamento afirma que o reajuste dos docentes chegaria a 77,27% acima da inflação em 2015 para aqueles que atuam nas universidades; e 75,48% acima para professores dos institutos tecnológicos.


A discrepância dos valores apresentados pelos sindicatos e pelo governo pode ser causada pela diferença no índice de inflação usado pelos dois para calcular o reajuste: a proposta feita pelo governo usa o índice do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o que inviabiliza a comparação, já a tabela do sindicato considera o índice de inflação do Dieese


O objetivo da reunião de hoje é que novas propostas sejam apresentadas e que seja definido um prazo para o retorno das atividades nas universidades e institutos tecnológicos federais.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Morre Aloísio Teixeira, aos 67 anos

Morre Aloísio Teixeira, ex-reitor da UFRJ

Professor do Instituto de Economia dirigiu a instituição entre 2003 e 2011



Professor Aloísio Teixeira foi reitor da UFRJ entre 2003 e 2011
Foto: William Moura / Agência O Globo

Professor Aloísio Teixeira foi reitor da UFRJ entre 2003 e 2011 William Moura / Agência O Globo
RIO - Faleceu na manhã desta segunda-feira, vítima de um ataque cardíaco, o ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Aloísio Teixeira, aos 67 anos. Ele passou mal em casa e chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu. Teixeira era professor titular do Instituto de Economia da instituição, onde ingressou em 1981, e exerceu o cargo de dirigente máximo da instituição entre 2003 e 2011. O corpo será velado até as 18h no átrio do Fórum de Ciência e Cultura, no Palácio Universitário da Praia Vermelha. A cremação será realizada nesta terça-feira, às 10h30, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.
Políticos e acadêmicos manifestaram pesar pela morte do ex-reitor. A presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota lamentando a perda de um importante pensador e colaborador da educação no país:
"Um brasileiro que abraçou a educação como grande instrumento de transformação da sociedade e fez do exercício de educar um compromisso de vida, como mostrou seu trabalho à frente da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lamento profundamente sua morte e associo o meu pesar ao dos seus familiares, colegas e alunos" disse Dilma.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também comentou o falecimento. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do MEC, ele disse que "o mundo acadêmico brasileiro ficou mais pobre. Aloisio Teixeira fará falta para a UFRJ e para a pesquisa brasileira".
Em outra nota de pesar, o atual reitor Carlos Levi disse que “o professor Aloísio imprimiu à UFRJ a marca do diálogo, da preocupação com o acesso universal ao Ensino Superior e, sobretudo, da reflexão, características de sua longa trajetória na administração pública e no ensino. Para ele, as Ciências Humanas e Sociais deveriam ter a centralidade no processo de reestruturação da Universidade, instituição indispensável para a construção de um projeto nacional sólido para a nação”. Levi foi pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da universidade durante a gestão de Teixeira.
Filho do Brigadeiro Francisco Teixeira, subchefe do Estado Maior das Forças Armadas durante do governo João Goulart e um dos principais opositores militares ao Golpe de 1964, o professor se formou na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro em 1978. Cinco anos depois, obteve o título de mestre pela UFRJ. Ele concluiu o doutorado em 1993, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob orientação da professora Maria da Conceição Tavares.
Em sua trajetória como economista e administrador público, antes de ocupar o posto de reitor, Aloísio Teixeira foi diretor de planejamento da FINEP, superintendente da SUNAB e esteve à frente do Conselho Interministerial de Preços e da Secretaria Especial de Abastecimento e Preços, no Ministério da Fazenda, na época do congelamento de preços. Teixeira foi ainda secretário-geral do Ministério da Previdência e Assistência Social e diretor de administração da Embratel.
Na vida acadêmica, Teixeira foi protagonista de um dos episódios mais polêmicos da história da UFRJ. Em 1998, foi o mais votado na eleição para reitor da instituição, mas o então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, decidiu nomear o terceiro colocado no pleito para o cargo, José Henrique Vilhena. A indicação iniciou um grande conflito interno na instituição, com a ocupação do prédio da reitoria e conflitos constantes entre Vilhena e os estudantes.
Em 2003, um ano após tomar posse, Carlos Lessa renunciou ao cargo de reitor para assumir a presidência do BNDES, no início do primeiro mandato do presidente Lula. Uma nova eleição foi realizada e Aloísio Teixeira saiu vitorioso. Desta vez, o ministro da Educação na época, Cristovam Buarque, optou por seguir a indicação da instituição.
Pelo trabalho na reitoria da universidade, o economista conquistou o Prêmio Faz Diferença 2003, oferecido pelo jornal O GLOBO, na categoria Megazine. Na ocasião, Carlos Lessa elogiou o sucessor: "Tudo o que o Aloísio ganhar é merecido. É um belo economista, um belo professor, um bom dirigente universitário e um bom brasileiro".
A sua gestão à frente da UFRJ foi marcada pelo alinhamento junto ao Ministério da Educação (MEC) dos anos Lula. Nos seus mandatos, a universidade aderiu ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e aprovou substituição do vestibular próprio pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do MEC. Entre suas principais conquistas, estão a recuperação da posse do terreno onde funcionava o Canecão e um bingo, em Botafogo, e a criação de um Plano Diretor com metas até 2020.
Teixeira deixa a esposa, a economista Beatriz Azeredo, cinco filhos e quatro netos.

BEETHOVEN - QUARTETO OPUS 59

domingo, 22 de julho de 2012

Documentos mostram como os passos de Niemeyer eram seguidos pela Ditadura



Helena Mader
  
O artista das formas ousadas e dos monumentos repletos de curvas nunca escondeu suas posições políticas. Oscar Niemeyer dedicou a vida a duas de suas grandes paixões: a arquitetura e o comunismo. De suas mãos, saíram os traçados de projetos inovadores, como os prédios monumentais de Brasília, mas também manifestos em defesa da democracia, cartas a amigos do antigo partidão e inúmeros artigos em que ele não hesitava declarar: “Eu sou mesmo um comunista”. A sua ideologia sem disfarces era um incômodo e um motivo de constrangimento para os militares durante a ditadura. Mas o enorme prestígio internacional de Niemeyer livrou-o de prisões e de interrogatórios mais duros.


 (Juscelino Somentino/CB/D.A Press - 19/3/86)
Documentos sigilosos do governo militar guardados no Arquivo Nacional comprovam que todas as atividades do arquiteto eram monitoradas e que as declarações, os projetos e as entrevistas de Oscar causavam enorme desconforto entre os integrantes da alta cúpula. O Correio teve acesso a arquivos liberados graças à Lei de Acesso à Informação que revelam a visão dos militares a respeito do arquiteto: Niemeyer era considerado um inimigo, com contato próximo aos “escalões avançados da subversão estudantil” e dono de um perigoso discurso antiamericanista. Além das posições políticas, nem mesmo o trabalho de Oscar escapou de questionamentos e acusações. Os documentos revelam uma grave acusação que teve repercussão entre os militares da época: um coronel se empenhou em divulgar o boato de que trabalhos de Niemeyer seriam um plágio dos projetos do arquiteto suíço Le Corbusier.
Um documento do Serviço Nacional de Informações (SNI) de 1973, cujo assunto era “Oscar Niemeyer”, esmiuça em quatro páginas os passos do arquiteto. O ofício detalha principalmente entrevistas, encontros e suas atividades. “O presente documento de informações trata dos aspectos ideológicos das atividades de Oscar Niemeyer, não tendo sido focalizados os casos de natureza técnico-administrativa ligados a Brasília, como o plágio de Le Corbusier”, diz o documento localizado pela reportagem no Arquivo Nacional.

Pranab Mukherjee é eleito novo presidente da Índia

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O ex-ministro de Finanças e candidato do governista Partido do Congresso, Pranab Mukherjee, foi eleito o novo presidente da Índia, informaram autoridades locais neste domingo.
O chefe de Estado foi escolhido pela maioria dos membros do Colégio Eleitoral indiano e terá mandato até 2017. A votação que determinou sua eleição ocorreu na última quinta (19), mas o resultado só foi divulgado hoje.

Rajanish Kakade/Associated Press
Ex-ministro de Finanças, Pranab Mukherjee é escolhido por Colégio Eleitoral como novo presidente da Índia
Ex-ministro de Finanças, Pranab Mukherjee é escolhido por Colégio Eleitoral como novo presidente da Índia
Mukherjee, 76, era considerado favorito para o posto ante o ex-presidente do Parlamento, Purno A. Sangma, 64, que tinha o apoio do principal partido da oposição, o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP).
A votação foi definida pelos votos do Colégio Eleitoral indiano, formado por 4.896 deputados do Parlamento Federal e das assembleias locais em cada estado da Índia. O sistema é parecido com a Comissão Federal da Alemanha, que elege o chefe de Estado do país europeu.
A atual presidente, Pratibha Patil, discreta e pouco conhecida no exterior, foi a primeira mulher no cargo quando foi eleita em 25 de julho de 2007.
Assim como em diversos países europeus, o presidente tem apenas papel representativo e também é o chefe das Forças Armadas. O poder Executivo está nas mãos do partido que tem a maioria do Parlamento e é atualmente controlado pelo primeiro-ministro Manmohan Singh, 79.

Romance Amazônico

  

http://estudoliteraturas.blogspot.com.br/

ANTONIO CARLOS ROCHA 


Literatura e História

“Teatro Amazonas” é o mais novo livro de Rogel Samuel, consagrado ensaísta no âmbito da Teoria Literária, professor doutor aposentado da UFRJ, poeta e jornalista.
Desta feita ele enveredou pela área do romance histórico e saiu-se muito bem.
São 174 páginas com inúmeras informações, datas e uma riqueza impressionante de detalhes. Cada nome, cada personagem real nos remete a um manancial de vidas com os seus caminhos e descaminhos, alegrias e tristezas, vitórias, derrotas e vivências de cada um.
É literatura regional amazonense, mas também é literatura nacional e universal.
Sugiro à Secretaria de Educação do Estado do Amazonas recomendar a leitura deste importante livro aos alunos do Ensino Médio e Superior. As múltiplas leituras que podem surgir possibilitam margens às interfaces: “Literatura e História”, “Literatura e Geografia”, “Literatura e Política”, “Literatura e Cidades”, “Literatura e Arquitetura”, “Literatura e Turismo”, “Literatura e Economia” etc.
Se o referido órgão do governo amazônida já pensou no assunto, parabenizo. Fica também a sugestão para as demais secretarias munícipes daquele belo Estado, incluindo – claro – a capital.
Assim teremos trabalhos e pesquisas no Ensino Médio, monografias nas Graduações, dissertações nos Mestrados e teses nos Doutorados.
Alguns nomes são importantes na História Amazônica, outros na História do Brasil. Cada nome, cada vida, cada existência interagindo com inúmeros outros.
A Editora da Universidade Federal do Amazonas e também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas acertaram em cheio com a publicação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

“FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade

 “FIOS DE LUZ: AROMAS VIVOS”: a voz da saudade
por Tânia Du Bois


            Fios de luz, aromas vivos: leitura de Retrato de Mãe, soneto de Jorge Tufic, por Rogel Samuel: “Venham os fios de luz para tecê-la, aromas vivos para senti-la, às palavras do filho descrevê-la, proferi-la” (Rogel Samuel).
            Não conheço Jorge Tufic pessoalmente, e sim através de suas obras literárias: adoro! Penso que o Poeta merece uma homenagem especial, e o escritor Rogel Samuel dá essa atenção através de reflexões literárias em 15 sonetos de Tufic.
             Samuel ressalta o caráter literário da obra com olhar sobre o poeta. Revela o poder de quem interpreta costurando palavras e dando o significado à estrutura maternal dos sonetos, e declara que “o mundo poético e o mundo da realidade colidem, possuindo cada qual a sua própria verdade”.
            Fios de luz, aromas vivos – são sonetos que Jorge Tufic, inspirado na realidade, reconhece como expressão das lembranças. Segundo Samuel, “... acaba por ser mais real do que a própria realidade.” A voz de Tufic reflete a sua própria imagem, onde faz um testemunho do Retrato de Mãe. Em jogo de palavras, proclama histórias que espelham a sua relação com a sua mãe, como se fosse ontem e vivesse o amanhã. Cria significado através do tempo e das lembranças que sinalizam a sua ausência, buscando dar sentido à sua vida. “Que restara de ti, dos teus pertences? //... Tudo posto num saco humilde e roto. / Eu quis, então, medir esse legado, / mas limites não vi para a tristeza. / Davas a sensação de que o tesouro / se enterrara contigo. //... Que eternidade / pode igualar-se à voz desta saudade?”
            Através da imagem poética, mostra o seu eu versus mãe, ao alcançar a infinitude do tempo: sua intimidade desvela os mistérios da dor da ausência. Nesse horizonte, o poeta compreende, interpreta e projeta o sentido da herança da Grande Mãe que se perde com a morte.
            Fios de luz, aromas vivos revela a parceria de mãe e filho, onde apenas o amor é o único segredo. E a memória do poeta reconstrói os bons momentos sem se perder no tempo. “Nossa infância era tudo iluminada / pelas fontes da tua juventude. //... Ainda te vejo, o porte esbelto indo / por aqueles baldios transparentes / onde a luz, de tão verde, pincelando / os ermos...”
            Mesmo com a saudade presente, Jorge Tufic, em seus sonetos, volta ao seio materno para registrar a importância e a resistência da lembrança (viva) em sua vida. Ao escrever Retrato de Mãe, não teve medo de mostrar a outra face, o lado filho.
            O encontro entre lembranças e saudades, filho e mãe, deu a oportunidade ao escritor Rogel Samuel de fazer a análise detalhada da obra, mostrando o Poeta Jorge Tufic com o dom do mistério menor e mais emoção, revelando, mais uma vez, o seu talento literário.

José Reinaldo: Encontro no Nepal denuncia militarização no mundo

José Reinaldo: Encontro no Nepal denuncia militarização no mundo


O congresso Mundial da Paz foi aberto nesta sexta Feira (20) com um massivo ato político na capital do Nepal, Katmandu, no qual cerca de mil pessoas compartilharam com os delegados de mais de 40 países, uma mensagem de defesa pela paz e pela luta contra as guerras e ocupações imperialistas, além de denunciar a militarização do mundo e a atuação das bases militares e uso de armas nucleares.

José Reinaldo, de Katmandu, especial para o Vermelho


Os principais partidos políticos do pais entre eles o Partido Comunista Maoista que se encontra no poder e o Partido Comunista Unificado (Marxista – Leninista), se pronunciaram durante o evento. Eles saudaram os delegados do Conselho Mundial da Paz que chegaram a Katmandu para a realização deste importante Congresso. 
A brasileira Socorro Gomes presidente do Conselho Mundial da Paz, foi uma das principais oradoras do evento. A dirigente saudou os esforços que estão sendo feitos no Nepal para consolidar o novo regime democrático popular, regime republicano que sucede ao regime Monárquico, depois da revolução democrática popular vitoriosa, no inicio do século 21.

A presidente do Conselho Mundial da Paz, desejou êxitos ao povo nepalês na luta por transformações políticas, pela democratização do país, no combate a pobreza, na promoção do bem estar das as massas populares e na construção de uma nova Sociedade. Ela ainda desejou que o Nepal seja um baluarte na luta pela Paz e em defesa da solidariedade com todos os povos que se esforçam para sua autodeterminação, soberania e liberdade.


Socorro Gomes destacou que o Conselho Mundial da Paz é uma organização que existe a mais de 60 anos, e surgiu na luta contra as armas nucleares e em defesa da paz mundial. Ela diz que o conselho mundial da paz está reunido neste velo e acolhedor pais, segundo as suas palavras, para analisar o cenário mundial, fazer um balanço das lutas, dos povos e das organizações sociais, assim como para preparar o Conselho Mundial da Paz a fim de enfrentar os enormes desafios que tem pela frente na luta pelo fortalecimento dos valores da democracia, da independência nacional, dos Direitos Humanos e da Paz.


A dirigente brasileira  denunciou que a cada dia surgem novas tecnologias guerreiras, armas de destruição em massa, novas bases militares e que as forças como os pactos agressivos da Otan, assim como ocorrem novas guerras de agressão promovidas pelo imperialismo. Ela finalizou seu discurso destacando que realizar esta assembleia no Nepal é um fato inspirador para os lutadores da Paz de todo mundo.


O Congresso Mundial da Paz prosseguirá até a próxima segunda-feira (23), com uma ampla agenda de trabalho. Pretende a aprovar uma declaração final e construir uma mensagem aos povos de todo o mundo em defesa da paz e da solidariedade com os povos e nações que sofrem agressões por parte do imperialismo norte-americano e os seus aliados.


O Brasil trouxe uma numerosa delegação integrada por companheiros de vários estados. Destacamos a presença alem da Socorro Gomes, que é a presidente do Conselho Mundial da Paz, a presença também do companheiro Thomas de Toledo, Secretário Geral do Cebrapaz, a Eloisa Vieira do Rio de Janeiro, coordenadora do CMAIS daquele estado, Antonio Barreto coordenador do Cebrapaz na Bahia, Jaelson Durate, presidente do Sindicato dos Comerciários da Bahia e Marcos Tenório coordenador do Cebrapaz no Distrito Federal em Brasília .

BOMBEIROS ESPANHÓIS


Selected Poems by Natasha Trethewey

Selected Poems by Natasha Trethewey
Published: June 6, 2012


Poems by Natasha Trethewey, the newly named poet laureate.

ELEGY

For my father

I think by now the river must be thick
with salmon. Late August, I imagine it

as it was that morning: drizzle needling
the surface, mist at the banks like a net

settling around us — everything damp
and shining. That morning, awkward

and heavy in our hip waders, we stalked
into the current and found our places —

you upstream a few yards and out
far deeper. You must remember how

the river seeped in over your boots
and you grew heavier with that defeat.

All day I kept turning to watch you, how
first you mimed our guide’s casting

then cast your invisible line, slicing the sky
between us; and later, rod in hand, how

you tried — again and again — to find
that perfect arc, flight of an insect

skimming the river’s surface. Perhaps
you recall I cast my line and reeled in

two small trout we could not keep.
Because I had to release them, I confess,

I thought about the past — working
the hooks loose, the fish writhing

in my hands, each one slipping away
before I could let go. I can tell you now

that I tried to take it all in, record it
for an elegy I’d write — one day —

when the time came. Your daughter,
I was that ruthless. What does it matter

if I tell you I learned to be? You kept casting
your line, and when it did not come back

empty, it was tangled with mine. Some nights,
dreaming, I step again into the small boat

that carried us out and watch the bank receding —
my back to where I know we are headed.



PILGRIMAGE

Vicksburg, Mississippi

Here, the Mississippi carved
its mud-dark path, a graveyard

for skeletons of sunken riverboats.
Here, the river changed its course,

turning away from the city
as one turns, forgetting, from the past —

the abandoned bluffs, land sloping up
above the river’s bend — where now

the Yazoo fills the Mississippi’s empty bed.
Here, the dead stand up in stone, white

marble, on Confederate Avenue. I stand
on ground once hollowed by a web of caves;

they must have seemed like catacombs,
in 1863, to the woman sitting in her parlor,

candlelit, underground. I can see her
listening to shells explode, writing herself

into history, asking what is to become
of all the living things in this place?

This whole city is a grave. Every spring —
Pilgrimage — the living come to mingle

with the dead, brush against their cold shoulders
in the long hallways, listen all night

to their silence and indifference, relive
their dying on the green battlefield.

At the museum, we marvel at their clothes —
preserved under glass — so much smaller

than our own, as if those who wore them
were only children. We sleep in their beds,

the old mansions hunkered on the bluffs, draped
in flowers — funereal — a blur

of petals against the river’s gray.
The brochure in my room calls this

living history. The brass plate on the door reads
Prissy’s Room. A window frames

the river’s crawl toward the Gulf. In my dream,
the ghost of history lies down beside me,

rolls over, pins me beneath a heavy arm.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DILMA REITERA O CONVITE A CHAVEZ

Reuters
A presidente Dilma Rousseff conversou por telefone no fim da tarde desta quinta-feira com o colega da Venezuela, Hugo Chávez, e reiterou o convite para que ele participe da reunião da Cúpula do Mercosul no dia 31 de julho, afirmaram à Reuters fontes do Planalto.
A conversa, de cerca de cinco minutos, foi confirmada pelo Planalto e pelo presidente venezuelano, que publicou em sua conta no Twitter que teve uma conversa "muito agradável" com Dilma. "(Ela) me confirma e convida para a Cúpula Mercosul".
A reunião de cúpula, que aconteceria no Rio de Janeiro, foi transferida para Brasília, confirmaram fontes do governo à Reuters.
Apesar de a cerimônia de entrada da Venezuela no bloco estar marcada para a manhã do dia 31, o ingresso poderá ser apenas simbólico, já que há, segundo fontes do governo brasileiro, obstáculos práticos para a entrada imediata, como a definição da adesão do novo país-membro à Tarifa Externa Comum do bloco.
A adesão da Venezuela no Mercosul, bloco integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, foi aprovada no final de junho na cúpula do bloco em Mendoza, quando também foi ratificada a suspensão do Paraguai no bloco até 2013.
A decisão de suspender o Paraguai foi tomada em represália à decisão do Congresso paraguaio de destituir o presidente Fernando Lugo, um ato considerado pelos outros membros do Mercosul como uma ruptura da democracia.
O Paraguai era o único dos quatro países que ainda não havia aprovado no Congresso a entrada da Venezuela no bloco. A adesão dos venezuelanos só foi possível devido à suspensão temporária dos direitos políticos dos paraguaios no Mercosul.
A decisão da entrada da Venezuela é contestada pelo governo paraguaio.
(Reportagem de Ana Flor)

Duas pesquisas trazem Chávez muito à frente de Capriles

Duas pesquisas trazem Chávez muito à frente de Capriles
Publicado em 17-Jul-2012

Image
Hugo Chávez
Levantamento divulgado pela empresa de pesquisas Hinterlaces revela que 60% dos venezuelanos acreditam que o presidente Hugo Chávez ganhará as eleições presidenciais de 7 de outubro. A pesquisa aponta que somente 24% dos venezuelanos apostam que o vencedor do pleito a se realizar daqui a 84 dias será o candidato da direita, Henrique Capriles Radonski.

O levantamento mostra, ainda, o alto grau de mobilização do eleitorado para participar do pleito, uma verdadeira demonstração de politização no país: 86% dos entrevistados manifestaram sua disposição de votar este ano. Apenas 8% informaram que não pretendem votar. O dado é importante quando se considera que, ao contrário do Brasil onde o voto é obrigatório, na Venezuela ele é facultativo.

A sondagem, fechada há pouco mais de uma semana, indica que 55% consideram que o presidente Chávez fará um governo melhor do que os seus dois mandatos anteriores, caso os números se confirmem e ele seja reeleito.

Em outro item, a pesquisa mostra que 51% dos venezuelanos se identificam mais com os ideais de Chávez, enquanto 28% se veem com mais afinidade com os do candidato da oposição e da direita Henrique Capriles Radonski. Nada menos que 71% aprovam o trabalho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE, a justiça eleitoral venezuelana) contra 24% que têm uma visão negativa sobre o colegiado.

Resultados da pesquisa do VOP
Outra pesquisa, esta da Consultores Venezolanos de Opinión Pública (VOP), também feita este mês, revela que 72,9% dos entrevistados consideram boa a gestão do presidente Hugo Chávez. Por este levantamento, 61,9% dos pesquisados votarão nele nas eleições de 7 de outubro e 28,1% disseram que não.

Nesse estudo, 81% dos venezuelanos apontam a insegurança como o principal problema do país, seguidos por 45% que apontam o desemprego; 27% o transporte; 26% os serviços públicos; 20,8% a saúde; 10,2% a habitação; e 4% a educação.

Descendo a um maior detalhamento da opinião dos eleitores venezuelanos, a pesquisa constatou que 53% da população acreditam que todos são responsáveis pelos problemas do país; 23% apontaram que a responsabilidade é dos governantes; e 14,5%, dos prefeitos.
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)