quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mel Maia caracterizada com trajes budistas

       

O PIANO, A TARDE

O PIANO, A TARDE Minha tia Maria José dispunha os frascos de perfume sobre um aparador de cor escura e tampo de mármore rosa. Os nomes insinuantes, sensuais, Tabu, Coty, Maja, poemas de amor. Ela nos recebia à tarde para servir café com brevidades. No fim de seus dias estava sempre sentada na poltrona. Não se levantava, dormia ali mesmo, o rádio ainda ligado no programa nenhum, só ruído neutro de seus sonhos de mulher solteira. Lembro-me do seu programa preferido: ' um piano ao cair da tarde' . O som não chegava em acordes completos porque o rádio era apenas um radinho RCA Victor de poucos recursos, mas ela sonhava com seus invisíveis amantes. Ao cair da tarde seu leque se misturava com o leque das cores do sol que recebia o piano, cujas valsas se alçavam no ar fino, cobriam casas e vilas. E se subíssemos pelas janelas da rua Barroso poderíamos ver os gradis da Igreja de Sta Rita e o vão escuro do que tinha sido o igarapé que anos atrás passava por ali, com suas ar aras e serpentes venenosas. Olhando-se um pouco mais acima estavam os pássaros tardios que partiam para o anoitecer de tudo, para noite do mundo, para o outro mundo, do outro lado do universo, no oceanos dos rios de nossos medos, signos e ansiedades. Os pássaros eram de um rendilhado fino e tinham nos seus bicos gotas de rubis reluzentes, mergulhavam no ouro do por do sol finalmente afastado. E um piano, ao cair da tarde.
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neste carnaval a batucada alada
do teu coração vem em segredo
pulsando implode com soluço e gozo
da tua dentina o brilho serpentina
se envolve na tua boca pequenina
onde o desejo acende teus incensos
sândalo salgado perfumada rima
no carnaval de tão perdida rosa
que desce tua cintura e goza


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

MIRIAN DE CARVALHO LANÇA LIVRO NOVO






Mirian de Carvalho e a Oficina do Livro Editora convidam para o lançamento do livro:



"Roteiro de Mitavaí"
 
Sábado, 9 de novembro de 2013

Das 15 às 19 horas

Hotel Novo Mundo, Salão Bronze

Praia do Flamengo, 20.

Rio de Janeiro, RJ.
 
O lançamento será precedido da mesa redonda "Mitavaí: ficção e poesia", a ser realizada às 15 horas, com a participação dos Professores Ivan Cavalcanti Proença e Dráuzio Gonzaga.

A palavra árvore




Rogel Samuel: A palavra árvore

Leio o poema de Maria Azenha e sonho. Leio o poema de Maria Azenha e também ouço aquela música dos ramos, dos ventos entre as folhagens. E até sinto o perfume dos eucaliptos no mais alto das serras. Rios azuis escorrem da montanha. Sons de cristalino e puro violino, sons de água, de vento, sons.
Meu pensamento coroado de ventos elevados voa nessas nuvens. Do poema:

às vezes basta uma palavra : árvore
e ouço a música dos ramos
correndo transparente
como um rio azul


a sua voz é água
um violino puro


coroado de vento
e
nuvens


maria azenha
http://ardeoazul3.blogspot.com/

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O marxismo da adversidade: Hannah Arendt e Walter Benjamin



O marxismo da adversidade: Hannah Arendt e Walter Benjamin

O painel Transformações da teoria marxista, no II Congresso Marx, reuniu investigadores interessados em dois filósofos: Hannah Arendt e Walter Benjamin.



     
       
Cristina Portella

Cristina Portella
Lisboa - O sugestivo painel “Transformações da teoria marxista”, no II Congresso Karl Marx, reuniu investigadores interessados em dois grandes filósofos que, apesar de não poderem ser definidos como marxistas, a este pensamento não foram indiferentes. Trata-se de Hannah Arendt e Walter Benjamin.

Sofia Roque, doutoranda em Filosofia pela Universidade de Lisboa, considera que “no legado de Hannah Arendt encontramos uma original tentativa de pensar o presente sem se estar condicionado pelas condições do presente”. Para a filósofa alemã, só seríamos contemporâneos daquilo que a nossa compreensão alcançar.

“Afirmando a capacidade criadora da ação humana, ligada a uma faculdade capaz de formulação de juízos originais sobre o mundo, Hannah Arendt não anuncia nas suas obras a possibilidade da humanidade salvar-se de si mesma, antes defende que é o próprio mundo, enquanto artifício humano, que tem de ser transformado – essa é a resposta política, em todos os seus sentidos”, escreveu Sofia.

No trabalho apresentado, Sofia procurou refletir sobre a condição humana a partir do estudo de Arendt e “o seu estreito diálogo crítico com o pensamento de Karl Marx”. “Considerar a definição da política como a experiência performativa e positiva da liberdade, criticar a relação entre necessidade e liberdade, bem como uma visão determinista da História, e questionar a problemática distinção entre o social e o político, são alguns passos da investigação sobre a qual se baseia esta comunicação.”

Um dos livros sobre os quais a estudiosa de Arendt se debruçou foi A Condição Humana. Nele, encontraríamos a “elaboração de um novo conceito de poder que recupera e implica novas noções, como a do espaço público como espaço de poder; a da legitimidade da organização comunitária assente num contracto social original; a do ser humano como animal político; a da esfera da ação humana como a esfera política e a relação desta com as outras atividades humanas, a saber, o labor e o trabalho”.

O marxismo pela lente de Benjamin

Fabio Mascaro Querido, doutorando em Sociologia pela Universidade de Campinas, dedicou-se à obra de Walter Benjamin, mas pelo olhar de dois conhecidos intelectuais e militantes trotskistas, Michael Löwy e Daniel Bensaïd. Além do interesse pelo filósofo alemão, tinham muitos outros pontos de contato em sua história de vida.

Herdeiros do marxismo de Lênin, Rosa Luxemburgo e Trotsky, acabam por encontrar nas reflexões de Benjamin uma espécie de “bússola”, por meio da qual se orientar em meio às mudanças históricas do capitalismo global e ao refluxo das lutas sociais no pós-1968 em França. Militantes da Liga Comunista Revolucionária (LCR), seção francesa da IV Internacional, e vivendo desde os anos 60 em Paris, ambos inscrevem-se, segundo Fabio, numa mesma “geração intelectual” cuja marca fundamental foi a “passagem” de um mundo no qual a revolução social parecia iminente para outro no qual os horizontes pareciam cada vez mais estreitos.

Para enfrentar esta “passagem” de crise do pensamento marxista, o marxismo “herético” e “infiel” de Walter Benjamin parecia uma saída. Bensaïd afirmou: “A fim de nos aventurarmos neste labirinto, nós escolhemos Walter Benjamin, não como guia, mas como modesto passador. Quem, melhor que este outsider errante e rebelde, poderia religar as pistas da linguagem, da história e da política na encruzilhada das grandes tradições culturais europeias?” “Em Löwy, do mesmo modo, o 'marxismo da adversidade' de Benjamin atuava como meio de passagem, de abertura a novos horizontes, em uma palavra, como resposta ao enfraquecimento da esquerda política radical”, explicou Fabio. 

“Para Michael Löwy, a originalidade do pensamento de Walter Benjamin decorre de sua capacidade incomum de articular o marxismo (do qual ele se aproximou em meados da década de 1920), às raízes românticas e utópico-teológicos de suas reflexões de juventude. Segundo ele, marxismo libertário, romantismo e messianismo judaico combinam-se, no pensamento benjaminiano, no contexto de uma crítica radical às ideologias do progresso e ao paradigma civilizatório moderno.”


SWAYAMBUNATH STUPA EM KATMANDHU


Dilma rebate FMI, defende Libra e chama investidores


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dutra ao 247: "Brasil será superpotência como China"


TRAVEL CHAOS FOR MILLIONS AS SUPERSTORM SWEEPS IN

Pior tempestade em cinco anos deve afetar aeroportos e trem de Londres


 
 

LEANDRO COLON
DE LONDRES
Quem tem viagem de avião programada para Londres ou outro aeroporto da Inglaterra e País de Gales nesta segunda-feira (28) deve se preparar para possíveis mudanças.

As autoridades estão mobilizadas para o que consideram a pior tempestade em cinco anos, com ventos de até 130 km/h, a partir da noite de hoje, até a noite de amanhã.

Dois aeroportos internacionais de Londres, Heathrow e Gatwick, por exemplo, já avisaram que voos podem ser cancelados. Quem for viajar para Londres ou deixar a cidade deve procurar antes a companhia aérea.

Leon Neal/AFP
Ondas atingem barreira no sul do Reino Unido, que se prepara para receber tempestade
Ondas atingem barreira no sul do Reino Unido, que se prepara para receber tempestade

Além dos principais aeroportos, as empresas de trem já pediram para os passageiros evitarem viagens pela manhã e anunciaram que alguns trechos devem ser cancelados. Foram acionados todos os serviços de emergência das regiões que podem ser afetadas, informou o primeiro-ministro David Cameron.

As chuvas devem durar pelo menos nove horas, segundo o serviço de meteorologia. A tempestade está sendo chamada de "St. Jude", em homenagem a São Judas Tadeu, o santo das causas perdidas, cujo dia é celebrado exatamente em 28 de outubro.

6ª EDIÇÃO REIMPRESSA


domingo, 27 de outubro de 2013

POLANSKI E A MENINA

Polanski e a menina: uma dura denúncia da mídia e da máquina do judiciário

Samantha Geimer, estuprada por Roman Polanski, conta em seu livro que seu sofrimento foi ampliado pelo aproveitamento do caso pela mídia e pelo judiciário.


  Ladislau Dowbor
Arquivo
Somos todos fãs de Roman Polanski (O bebê de Rosemary, Chinatown, O pianista), nos deu muita felicidade com os seus filmes. Como conciliar esta simpatia com a visão de um quarentão que estuprou uma garota de 13 anos? Claro, porque todos também se lembram de Polanski por este lado mais escuro, em particular porque tivemos algumas décadas de noticiário internacional e nacional, em todas as mídias, sobre o “caso”. Com que gosto a mídia internacional e o sistema judiciário americano ficaram se lambuzando, décadas a fio, neste assunto predileto de uma boa parte da humanidade, que é de saber quem faz o que com os buraquinhos de quem. Quando se junta fama, então, ninguém resiste. Penetrar na intimidade dos famosos vende bem.

Quase quarenta anos depois dos fatos, Samantha Geimer, a garotinha, decidiu escrever um livro (nota) não para pegar carona na fama que lhe granjeou o caso, mas para denunciar a imensa indústria da notícia, a perversa articulação da pompa do judiciário com a mídia indignada, num quadro ideal e lucrativo: poder falar de detalhes sexuais com o peito estufado de ética ofendida.

Comentários sobre o livro são numerosos, tenta-se extrair ainda algumas gotas do assunto. Alguns ainda declaram de forma espalhafatosa que ela “perdoa” o estupro, buscando gerar notícia. Mas o que temos aqui é diferente. Samantha se calou durante quarenta anos, tentando se esconder da mórbida curiosidade mundial sobre como foi sentir a penetração anal de um pênis tão famoso. Hoje, casada, com filhos, cinquentona, relata o drama de uma pessoa marcada aos 13 anos para sempre por este fato.

Ao constatar o teatro jurídico em que se transformou o seu processo, por “sexo não-consensual”, já que não houve violência, e frente a um juiz que não hesitava em consultar amigos jornalistas para saber como achavam que a opinião pública receberia uma pena mais pesada ou mais leve que ele impusesse ao réu, Polanski fugiu dos Estados Unidos e se refugiou na França. Com isso, o processo continuou à revelia, com pedidos de extradição, uma detenção para averiguações na Suíça, e a cada pequeno fato jurídico manchetes mundiais indignadas sobre o cineasta famoso, contra ou a favor, mas sempre manchetes.

E, a cada manchete, voltavam os jornalistas a vigiar a casa da Samantha, telefonar centenas de vezes inclusive para o seu emprego, colocando-o em cheque.  Nem os filhos escaparam, emboscados em saídas da escola ou da própria casa. Na rua frente à residência, vans estacionadas com vidros pintados, com filmadoras em permanência focadas nas janelas, na porta de entrada. Na ausência de noticias, inventaram-se entrevistas, declarações, tudo para alimentar a novela. Nunca a deixaram ter uma vida familiar e profissional tranquila. Samantha não poupa críticas. Ela era vítima, criança, tinha de ter a sua identidade protegida, ter direito a uma vida que lhe permitisse se reequilibrar, voltar à normalidade, sem tanta perseguição.

 Do lado do judiciário, o comportamento não foi melhor. Na noite do estupro, Samantha contou para um ex-namorado, a irmã ouviu a conversa, contou para os pais, que chamaram um advogado, que chamou a polícia, originando-se uma denúncia formal, o que levaria a garota, que queria esquecer o assunto, a ser obrigada a repetir para dezenas de autoridades judiciais os detalhes do caso, se ele a forçou, como foi o diálogo, o que bebeu e assim por diante. E naturalmente as penetrações anais com instrumentos para coleta de material, para verificar a existência de esperma. E não tardaria, naturalmente, o vazamento à imprensa do que tinham sido deposições cobertas pelo sigilo judicial. Verdade que o juiz encarregado do caso, e que fez a sua fama nas costas dela e de Polanski, terminou completamente desqualificado. Hoje falecido, sobrou-lhe a fama e imagem de falso moralismo e de péssimo juiz.

No livro, em nenhum momento a autora perdoa o fato Polanski ter se aproveitado, e deixa isto bem claro em várias passagens. Foi estupro, ponto. Como escreve, “o perdão foi para a minha paz de espírito; tinha pouco a ver com ele” (p.228). Mas o eixo central que ela deixa claro em toda extensão do livro é que o aproveitamento do caso pela mídia e pelo judiciário gerou sofrimento para ela sem comum medida com o que tinha sofrido com o estupro. E mostra e afirma igualmente que o sofrimento, exílio, prisões e perseguições que Polanski sofreu também foram sem comum medida com o que ele fez. Samantha escreve com raiva sobre famosos comentaristas de TV, em programas de grande audiência, apelando para que o público se solidarize com a “pobre menina”. Mais lucro e pontos de audiência em nome da ética.

A máquina é infernal. Os advogados de defesa do Polanski foram naturalmente levados a destruir a imagem de menina abusada por um adulto, jogando aos quatro ventos uma relação sexual que tinha tido com o namorado, como prova de que não era inocente. E construíram uma imagem da mãe, como piranha que ofereceu a filha para ganhar espaço na indústria do cinema em Hollywood. Os advogados de acusação buscaram naturalmente fazer o semelhante com Polanski. A opinião pública se dividiu entre os que se solidarizaram com Polanski contra a garotinha perversa e a mãe piranha, ou os que navegaram na defesa da pobre menina inocente e da mãe enganada.

O interessante mesmo, é que ninguém deu a mínima para a preservação da intimidade e da vida da vítima, nem para uma justiça discreta e eficiente que punisse o que foi um crime. O casamento da grande mídia comercial com um sistema judiciário perverso, no caso, moeu a vida de duas pessoas que mereciam melhor. Nada melhor que a palavra da própria Samantha: “A razão de ser da justiça não é o entretenimento ou enriquecimento de funcionários públicos, comentaristas e corporações da mídia. Eu não acredito que a punição e o espetáculo possam substituir a justiça.”(P.242)

Nota
Samantha Geimer – The Girl: a life in the shadow of Roman Polanski – Atria Books, New York, 201; lançado no Brasil como A Menina – uma vida à sombra de Roman Polanski


 

ANIVERSÁRIO DE LULA


sábado, 26 de outubro de 2013

AS BAILARINAS DO MORRO DO ADEUS NO RIO DE JANEIRO


Com mais dois mil médicos, atendidos são 13 milhões

New images of deepening crackdown in Nagchu, Tibet

New images of deepening crackdown in Nagchu, Tibet


People's Armed Police and unarmed local Tibetans in Garchung Village in Dathang Township, Driru county, Nagchu.
People’s Armed Police and unarmed local Tibetans in Garchung Village in Dathang Township, Driru county, Nagchu. More images below.
New images show a broadening crackdown in Driru (Chinese: Biru), Nagchu prefecture, Tibet Autonomous Region (TAR), and protests by local Tibetans at the detentions of a monk and young writer. Further details about an incident in which police opened fire and killed four Tibetans, reported by Radio Free Asia, could not be fully confirmed due to the lockdown in the area and the Chinese authorities’ attempts to prevent news on the tense situation in Driru reaching the outside world. (RFA, Four Tibetans Shot Dead as Protests Spread in Driru County – October 11, 2013).
The unrest in Nagchu follows a drive to enforce loyalty to the CCP through compelling the display of the Chinese flag as part of the Party’s strategy to intensify control across the TAR as the answer to political ‘instability’. At the end of September, hundreds of officials were sent to Nagchu to enforce compliance by monasteries and families in the area.
The images show:
  • Chinese troops in riot gear with helmets and shields confronting elderly, unarmed Tibetans in the Driru area of Nagchu, TAR, after troops opened fire on October 6 on Tibetans calling for the release of a local Tibetan who had objected to orders from a ‘patriotic education’ work team prior to China’s National Day on October 1. The images, posted by exile Tibetans on social media, show that militarization has been dramatically stepped up in area after resistance to the intensified campaign in Nagchu to enforce loyalty to the Chinese Communist Party and presence of work teams.
  • Crowds of Tibetans gathered at a police station in Kardze (Chinese: Ganzi) in the Tibetan area of Kham, Sichuan, calling for the release of a monk from a local monastery who may have been detained because he was originally from Nagchu. A monk and nun were injured after Tibetan protestors were dispersed by police.
  • A young Tibetan writer and his friend, a former police officer, who were detained following the Driru unrest. Their whereabouts are unknown.
  • A notice issued by Chinese authorities in Lhasa City that directed various ‘convenience police posts’ in Lhasa and Nagchu to monitor the movement and activities of Nagchu Tibetans days after the violent crackdown in Nagchu (http://www.tchrd.org/wp-content/uploads/2013/10/police-stations.jpg). The Tibetan Center for Human Rights and Democracy (TCHRD), reported that the notification seeks to put Tibetans from Nagchu who are in Lhasa under 24-hour police surveillance, enabling immediate arrest of those under suspicion.
  • An elderly man, Dayang, 68, who was sentenced to two years and five months for shouting slogans for the return of His Holiness the Dalai Lama and Tibetan freedom at a cultural show in Tsachu township in Driru county on September 3. According to reports from exile Tibetan sources, Dayang was severely tortured and is now in a military hospital in Lhasa.
Tibetan laypeople and monks protested on October 12 outside a police station in Kardze after the detention of a monk called Kelsang Chodar earlier that day. Kelsang Chodar is a monk at the Palyul monastery in Palyul (Chinese: Baiyu) county in Kardze but is originally from Sog (Chinese: Suo) county in Nagchu (Chinese: Naqu). Tibetan sources believe his detention may indicate a broader targeting of people from Nagchu outside the area following the unrest. A source told Radio Free Asia that Chodar, was detained “on suspicion he had spread information on the protests in [Nagchu’s] Driru county.” (RFA, Tibetan Monks March on Police Station to Demand Friend’s Release – October 14, 2013). Tibetans remained at the police station for some hours until police broke up the protest, telling the crowd that Kelsang Chodar had been taken to Chengdu, the provincial capital of Sichuan. A monk and a nun were injured as police dispersed the crowd, and no further information is known from the area.
Local people also protested when 27-year old Tibetan writer Tsultrim Gyaltsen (pictured) was taken from his home by police in the middle of the night on October 11 in Driru. Tibetans in two villages and a local middle school staged a hunger strike following the detention, according to Tibetan exile sources in contact with Tibetans in the area. The next day, Tsultrim Gyaltsen’s friend Yugyal was detained, with local officials claiming that he had spread rumors that cause problems for ‘regional social stability’, according to the same sources.
Tsultrim Gyaltsen, a former monk, is a young Tibetan writer who was educated in local primary school, and then studied in various monasteries in Kham and Amdo, including Kirti in Ngaba (Chinese: Aba), Shechen and Dzogchen monasteries in Derge county, in Kardze Prefecture. He is known for his lively and perceptive essays and poetry, written in both Tibetan and Chinese. In 2007, he published two books, ‘Chimes of Melancholic Snow’ and the ‘Fate of Snow Mountain’. In 2009, Tsultrim Gyaltsen disrobed and joined the Northwest University for Nationalities in Lanzhou, Gansu province, where he studied Chinese language and writing. In 2012, together with fellow Tibetan students, he began editing an annual literary journal entitled ‘The New Generation’ and became the chief editor. He also started a blog (http://xiuzheng.tibetcul.com/131613.html#253254), which is currently blocked by the authorities.
According to the same Tibetan sources, just a few months from his graduation in May (2013), Tsultrim Gyaltsen was expelled from the university. TCHRD reported: “It appears that he was expelled for his opinions and writings […] Sources told TCHRD that Tsultrim Gyaltsen often used to hold debate sessions at the university with fellow students. Some of the subjects debated at this informal sessions were deemed ‘illegal’ by the authorities.” (TCHRD, Crackdown in Diru widens: Tibetan writer and a former policeman detained).
Yugyal, a close friend of Tsultrim Gyaltsen who has been detained too, was born in the same village and studied at the same primary school. He worked as a police officer for seven years before resigning some months ago. He started a business based in Driru county. The current whereabouts of Yugyal and Tsultrim Gyaltsen are unknown.

People's Armed Police and unarmed local Tibetans in Garchung Village in Dathang Township, Driru county, Nagchu.
People’s Armed Police and unarmed local Tibetans in Garchung Village in Dathang Township, Driru county, Nagchu.

A convoy of armed police vehicles
A convoy of armed police vehicles arrive in Garchung Village in Dathang Township, Driru county, Nagchu.

Palyul police station
Protestors gather outside Palyul police station calling for the release of monk Kelsang Chodar on October 12.

Distiny of Snow Mountain
Writer Tsultrim Gyaltsen’s book, Distiny of Snow Mountain.

Writer Tsultrim Gyaltsen's book, "Heart-call to the beloved".
Writer Tsultrim Gyaltsen’s book, “Heart-call to the beloved”.

Tsultrim Gyaltsen
Tsultrim Gyaltsen, Tibetan writer.

Yugyal
Yugyal, also detained in Driru.

Dayang
Dayang, an elderly Tibetan, who was detained and tortured.

Tsering Gyaltsen
Tsering Gyaltsen in hospital after he was injured following violent beatings by troops of villagers who protested against raising the Chinese flag in Driru.

PERON E EVITA

Juan e Eva, uma aula de Argentina

Enviado por on 26/10/2013 – 4:44 am 2 comentários
Estreou neste fim de semana um filme que ajuda a suprir uma vergonhosa lacuna na cultura brasileira, que é a falta de conhecimento sobre a história de nosso principal vizinho, a Argentina. Claro que a nossa mídia tem culpa importante nisso. Se Obama espirrar, a cena aparece no mesmo dia no Jornal Nacional. Sobre a Argentina, nada.
Ou antes, a Argentina aparece na mídia apenas em pautas negativas. Não se dá nenhum destaque ao fato da Argentina ser o nosso parceiro comercial mais importante, porque importa produtos brasileiros industrializados, e paga os melhores preços.
China, Europa, EUA, compram muita coisa do Brasil, mas quase só matérias-primas de baixo valor agregado. A Argentina importa autopeças, tratores, máquinas, equipamentos elétricos, tecidos, sapatos. Não fosse a Argentina, aí sim, o Brasil teria se desindustrializado de vez.

Essa é mais uma razão para nos esforçamos para conhecer melhor a Argentina, e aí volto ao filme do qual falava no início do post. O filme é Juan e Eva, uma história de amor. Apesar do título, não é uma história romântica melosa, e sim uma narrativa cheia de ação e suspense. O lado romântico do filme é essencial, contudo, para humanizar as intrigas políticas, e dar um toque genuinamente popular à narrativa. Não fosse o romantismo, talvez fosse um filme apenas para aficcionados em história. O escandaloso (para os padrões da época, pois eles não eram casados) romance entre Eva e Perón ajuda a dar um toque universal à narrativa, que pode ser vista também como uma bela história de amor.
Perón_y_Evita_celebran_el_año_nuevo_opt
O enredo conta como Juan e Eva se conheceram e mostra a rotina de Perón no governo.
Entretanto, aos poucos, o pano de fundo, o conturbado ambiente político da época, vai dominando a narrativa.
O clímax acontece quando Perón, então secretário do Trabalho, é demitido e, em seguida, preso, por alas conservadoras do Exército.
Perón era odiado pelas classes altas, por causa das leis trabalhistas e sociais que conseguiu aprovar, beneficiando milhões de trabalhadores.
Quando tudo parece perdido, e Eva está desesperada e desiludida com tudo e todos, acontece uma coisa surpreendente. Centenas de milhares de trabalhadores declaram greve geral e se dirigem a Buenos Aires, exigindo a libertação imediata de seu líder. O governo bloqueia algumas pontes estratégicas que ligam regiões operárias à capital: os operários atravessam o rio a nado ou em pequenas embarcações. Nunca havia acontecido nada semelhante no país.
O 17 de outubro ficou conhecido na Argentina como o Dia da Lealdade, e marca a triunfante consolidação do peronismo, que se tornou uma espécie de ideologia política muito particular daquele país. Aquela manifestação, cuja magnitude a torna um dos principais eventos da história social da América Latina, representou uma grande e emocionante vitória política dos trabalhadores argentinos. Cenas de documentário são misturadas às de ficção para recriar o ambiente de grande emoção que marcou a data.
Os militares são obrigados a libertar Perón, e, no ano seguinte, ele é eleito presidente da República da Argentina.
img-3775
O filme estreou nas seguintes salas:
PORTO ALEGRE
GNC Moinhos de Vento 3 –14:30/17:00/19:30/21:50
Espaço Itaú 8 – 13:00/16:00/22:00
BELO HORIZONTE
Usiminas Belas Artes 2 – 14:40/17:10/19:20/21:30
BRASÍLIA
Cine Cultura Liberty Mall 3 – 14:20/16:30/19:20/21:30
Espaço Itaú Brasilia 7 – 13:30/19:30/21:30
FORTALEZA
Arcoplex D. Luiz 1 –19:10/21:20
PALMAS
Lumiere Palmas 5 – 14:30/16:50/18:50/21:00
MACEIÓ
Lumiere Maceió 1 –16:40/19:00/21:00
LONDRINA
Lumiere Londrina 4 – 14:10/16:20/18:40/21:00
SANTA MARIA
Arcoplex Santa Maria 1 – 17:00/19:10/21:20
E ainda irá “passear” por muitas outras cidades do Brasil, incluindo, é claro, São Paulo e Rio de Janeiro.
Assista ao trailer:

- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/10/26/juan-e-eva-uma-aula-de-argentina/#sthash.VDP5Co4L.dpuf

Juan e Eva, uma aula de Argentina

Enviado por on 26/10/2013 – 4:44 am 2 comentários
Estreou neste fim de semana um filme que ajuda a suprir uma vergonhosa lacuna na cultura brasileira, que é a falta de conhecimento sobre a história de nosso principal vizinho, a Argentina. Claro que a nossa mídia tem culpa importante nisso. Se Obama espirrar, a cena aparece no mesmo dia no Jornal Nacional. Sobre a Argentina, nada.
Ou antes, a Argentina aparece na mídia apenas em pautas negativas. Não se dá nenhum destaque ao fato da Argentina ser o nosso parceiro comercial mais importante, porque importa produtos brasileiros industrializados, e paga os melhores preços.
China, Europa, EUA, compram muita coisa do Brasil, mas quase só matérias-primas de baixo valor agregado. A Argentina importa autopeças, tratores, máquinas, equipamentos elétricos, tecidos, sapatos. Não fosse a Argentina, aí sim, o Brasil teria se desindustrializado de vez.

Essa é mais uma razão para nos esforçamos para conhecer melhor a Argentina, e aí volto ao filme do qual falava no início do post. O filme é Juan e Eva, uma história de amor. Apesar do título, não é uma história romântica melosa, e sim uma narrativa cheia de ação e suspense. O lado romântico do filme é essencial, contudo, para humanizar as intrigas políticas, e dar um toque genuinamente popular à narrativa. Não fosse o romantismo, talvez fosse um filme apenas para aficcionados em história. O escandaloso (para os padrões da época, pois eles não eram casados) romance entre Eva e Perón ajuda a dar um toque universal à narrativa, que pode ser vista também como uma bela história de amor.
Perón_y_Evita_celebran_el_año_nuevo_opt
O enredo conta como Juan e Eva se conheceram e mostra a rotina de Perón no governo.
Entretanto, aos poucos, o pano de fundo, o conturbado ambiente político da época, vai dominando a narrativa.
O clímax acontece quando Perón, então secretário do Trabalho, é demitido e, em seguida, preso, por alas conservadoras do Exército.
Perón era odiado pelas classes altas, por causa das leis trabalhistas e sociais que conseguiu aprovar, beneficiando milhões de trabalhadores.
Quando tudo parece perdido, e Eva está desesperada e desiludida com tudo e todos, acontece uma coisa surpreendente. Centenas de milhares de trabalhadores declaram greve geral e se dirigem a Buenos Aires, exigindo a libertação imediata de seu líder. O governo bloqueia algumas pontes estratégicas que ligam regiões operárias à capital: os operários atravessam o rio a nado ou em pequenas embarcações. Nunca havia acontecido nada semelhante no país.
O 17 de outubro ficou conhecido na Argentina como o Dia da Lealdade, e marca a triunfante consolidação do peronismo, que se tornou uma espécie de ideologia política muito particular daquele país. Aquela manifestação, cuja magnitude a torna um dos principais eventos da história social da América Latina, representou uma grande e emocionante vitória política dos trabalhadores argentinos. Cenas de documentário são misturadas às de ficção para recriar o ambiente de grande emoção que marcou a data.
Os militares são obrigados a libertar Perón, e, no ano seguinte, ele é eleito presidente da República da Argentina.
img-3775
O filme estreou nas seguintes salas:
PORTO ALEGRE
GNC Moinhos de Vento 3 –14:30/17:00/19:30/21:50
Espaço Itaú 8 – 13:00/16:00/22:00
BELO HORIZONTE
Usiminas Belas Artes 2 – 14:40/17:10/19:20/21:30
BRASÍLIA
Cine Cultura Liberty Mall 3 – 14:20/16:30/19:20/21:30
Espaço Itaú Brasilia 7 – 13:30/19:30/21:30
FORTALEZA
Arcoplex D. Luiz 1 –19:10/21:20
PALMAS
Lumiere Palmas 5 – 14:30/16:50/18:50/21:00
MACEIÓ
Lumiere Maceió 1 –16:40/19:00/21:00
LONDRINA
Lumiere Londrina 4 – 14:10/16:20/18:40/21:00
SANTA MARIA
Arcoplex Santa Maria 1 – 17:00/19:10/21:20
E ainda irá “passear” por muitas outras cidades do Brasil, incluindo, é claro, São Paulo e Rio de Janeiro.
Assista ao trailer:

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Juan e Eva, uma aula de Argentina

Enviado por on 26/10/2013 – 4:44 am 2 comentários
Estreou neste fim de semana um filme que ajuda a suprir uma vergonhosa lacuna na cultura brasileira, que é a falta de conhecimento sobre a história de nosso principal vizinho, a Argentina. Claro que a nossa mídia tem culpa importante nisso. Se Obama espirrar, a cena aparece no mesmo dia no Jornal Nacional. Sobre a Argentina, nada.
Ou antes, a Argentina aparece na mídia apenas em pautas negativas. Não se dá nenhum destaque ao fato da Argentina ser o nosso parceiro comercial mais importante, porque importa produtos brasileiros industrializados, e paga os melhores preços.
China, Europa, EUA, compram muita coisa do Brasil, mas quase só matérias-primas de baixo valor agregado. A Argentina importa autopeças, tratores, máquinas, equipamentos elétricos, tecidos, sapatos. Não fosse a Argentina, aí sim, o Brasil teria se desindustrializado de vez.

Essa é mais uma razão para nos esforçamos para conhecer melhor a Argentina, e aí volto ao filme do qual falava no início do post. O filme é Juan e Eva, uma história de amor. Apesar do título, não é uma história romântica melosa, e sim uma narrativa cheia de ação e suspense. O lado romântico do filme é essencial, contudo, para humanizar as intrigas políticas, e dar um toque genuinamente popular à narrativa. Não fosse o romantismo, talvez fosse um filme apenas para aficcionados em história. O escandaloso (para os padrões da época, pois eles não eram casados) romance entre Eva e Perón ajuda a dar um toque universal à narrativa, que pode ser vista também como uma bela história de amor.
Perón_y_Evita_celebran_el_año_nuevo_opt
O enredo conta como Juan e Eva se conheceram e mostra a rotina de Perón no governo.
Entretanto, aos poucos, o pano de fundo, o conturbado ambiente político da época, vai dominando a narrativa.
O clímax acontece quando Perón, então secretário do Trabalho, é demitido e, em seguida, preso, por alas conservadoras do Exército.
Perón era odiado pelas classes altas, por causa das leis trabalhistas e sociais que conseguiu aprovar, beneficiando milhões de trabalhadores.
Quando tudo parece perdido, e Eva está desesperada e desiludida com tudo e todos, acontece uma coisa surpreendente. Centenas de milhares de trabalhadores declaram greve geral e se dirigem a Buenos Aires, exigindo a libertação imediata de seu líder. O governo bloqueia algumas pontes estratégicas que ligam regiões operárias à capital: os operários atravessam o rio a nado ou em pequenas embarcações. Nunca havia acontecido nada semelhante no país.
O 17 de outubro ficou conhecido na Argentina como o Dia da Lealdade, e marca a triunfante consolidação do peronismo, que se tornou uma espécie de ideologia política muito particular daquele país. Aquela manifestação, cuja magnitude a torna um dos principais eventos da história social da América Latina, representou uma grande e emocionante vitória política dos trabalhadores argentinos. Cenas de documentário são misturadas às de ficção para recriar o ambiente de grande emoção que marcou a data.
Os militares são obrigados a libertar Perón, e, no ano seguinte, ele é eleito presidente da República da Argentina.
img-3775
O filme estreou nas seguintes salas:
PORTO ALEGRE
GNC Moinhos de Vento 3 –14:30/17:00/19:30/21:50
Espaço Itaú 8 – 13:00/16:00/22:00
BELO HORIZONTE
Usiminas Belas Artes 2 – 14:40/17:10/19:20/21:30
BRASÍLIA
Cine Cultura Liberty Mall 3 – 14:20/16:30/19:20/21:30
Espaço Itaú Brasilia 7 – 13:30/19:30/21:30
FORTALEZA
Arcoplex D. Luiz 1 –19:10/21:20
PALMAS
Lumiere Palmas 5 – 14:30/16:50/18:50/21:00
MACEIÓ
Lumiere Maceió 1 –16:40/19:00/21:00
LONDRINA
Lumiere Londrina 4 – 14:10/16:20/18:40/21:00
SANTA MARIA
Arcoplex Santa Maria 1 – 17:00/19:10/21:20
E ainda irá “passear” por muitas outras cidades do Brasil, incluindo, é claro, São Paulo e Rio de Janeiro.
Assista ao trailer:

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Juan e Eva, uma aula de Argentina

Enviado por on 26/10/2013 – 4:44 am 2 comentários
Estreou neste fim de semana um filme que ajuda a suprir uma vergonhosa lacuna na cultura brasileira, que é a falta de conhecimento sobre a história de nosso principal vizinho, a Argentina. Claro que a nossa mídia tem culpa importante nisso. Se Obama espirrar, a cena aparece no mesmo dia no Jornal Nacional. Sobre a Argentina, nada.
Ou antes, a Argentina aparece na mídia apenas em pautas negativas. Não se dá nenhum destaque ao fato da Argentina ser o nosso parceiro comercial mais importante, porque importa produtos brasileiros industrializados, e paga os melhores preços.
China, Europa, EUA, compram muita coisa do Brasil, mas quase só matérias-primas de baixo valor agregado. A Argentina importa autopeças, tratores, máquinas, equipamentos elétricos, tecidos, sapatos. Não fosse a Argentina, aí sim, o Brasil teria se desindustrializado de vez.

Essa é mais uma razão para nos esforçamos para conhecer melhor a Argentina, e aí volto ao filme do qual falava no início do post. O filme é Juan e Eva, uma história de amor. Apesar do título, não é uma história romântica melosa, e sim uma narrativa cheia de ação e suspense. O lado romântico do filme é essencial, contudo, para humanizar as intrigas políticas, e dar um toque genuinamente popular à narrativa. Não fosse o romantismo, talvez fosse um filme apenas para aficcionados em história. O escandaloso (para os padrões da época, pois eles não eram casados) romance entre Eva e Perón ajuda a dar um toque universal à narrativa, que pode ser vista também como uma bela história de amor.
Perón_y_Evita_celebran_el_año_nuevo_opt
O enredo conta como Juan e Eva se conheceram e mostra a rotina de Perón no governo.
Entretanto, aos poucos, o pano de fundo, o conturbado ambiente político da época, vai dominando a narrativa.
O clímax acontece quando Perón, então secretário do Trabalho, é demitido e, em seguida, preso, por alas conservadoras do Exército.
Perón era odiado pelas classes altas, por causa das leis trabalhistas e sociais que conseguiu aprovar, beneficiando milhões de trabalhadores.
Quando tudo parece perdido, e Eva está desesperada e desiludida com tudo e todos, acontece uma coisa surpreendente. Centenas de milhares de trabalhadores declaram greve geral e se dirigem a Buenos Aires, exigindo a libertação imediata de seu líder. O governo bloqueia algumas pontes estratégicas que ligam regiões operárias à capital: os operários atravessam o rio a nado ou em pequenas embarcações. Nunca havia acontecido nada semelhante no país.
O 17 de outubro ficou conhecido na Argentina como o Dia da Lealdade, e marca a triunfante consolidação do peronismo, que se tornou uma espécie de ideologia política muito particular daquele país. Aquela manifestação, cuja magnitude a torna um dos principais eventos da história social da América Latina, representou uma grande e emocionante vitória política dos trabalhadores argentinos. Cenas de documentário são misturadas às de ficção para recriar o ambiente de grande emoção que marcou a data.
Os militares são obrigados a libertar Perón, e, no ano seguinte, ele é eleito presidente da República da Argentina.
img-3775
O filme estreou nas seguintes salas:
PORTO ALEGRE
GNC Moinhos de Vento 3 –14:30/17:00/19:30/21:50
Espaço Itaú 8 – 13:00/16:00/22:00
BELO HORIZONTE
Usiminas Belas Artes 2 – 14:40/17:10/19:20/21:30
BRASÍLIA
Cine Cultura Liberty Mall 3 – 14:20/16:30/19:20/21:30
Espaço Itaú Brasilia 7 – 13:30/19:30/21:30
FORTALEZA
Arcoplex D. Luiz 1 –19:10/21:20
PALMAS
Lumiere Palmas 5 – 14:30/16:50/18:50/21:00
MACEIÓ
Lumiere Maceió 1 –16:40/19:00/21:00
LONDRINA
Lumiere Londrina 4 – 14:10/16:20/18:40/21:00
SANTA MARIA
Arcoplex Santa Maria 1 – 17:00/19:10/21:20
E ainda irá “passear” por muitas outras cidades do Brasil, incluindo, é claro, São Paulo e Rio de Janeiro.
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Paulinho Tapajós morre aos 68 aanos

Paulinho Tapajós morre aos 68 aanos

O compositor Paulinho Tapajós Foto: André Coelho / Divulgação
O compositor Paulinho Tapajós André Coelho / Divulgação
RIO — O compositor Paulo Tapajós Gomes Filho, conhecido como Paulinho Tapajós, morreu nesta sexta-feira, no Rio, aos 68 anos. Autor de clássicos como "Andança", que conta com mais de 300 gravações, e "Sapato velho", o músico lutava contra um câncer havia anos. O velório será neste sábado no cemitério São João Batista, a partir das 9h.
— Estou profundamente triste com a perda do amigo, do parceiro de música, do meu colega de colégio, do meu compadre, padrinho da minha filha — disse Beth Carvalho, cuja gravação de "Andança" transformou a música em hit. — Acompanhei bastante toda a trajetória dele, da doença. Ele estava sofrendo muito, mas eu queria ele vivo. Talvez seja egoísmo da minha parte, mas a gente sempre quer mais um pouco, né?
Muito emocionada, a ex-mulher do compositor, Heloísa Tapajós, preferiu não se manifestar, mas elegeu a sobrinha Carolina como porta-voz da família:
— Além de deixar um legado para a cultura, ele deixa um legado familiar. Foi um pai afetuoso, um filho admirável. Nosso maior desejo agora é que a obra que ele deixou seja reconhecida — disse a moça.
O cantor Fagner, que tem parcerias com Tapajós, disse que a relação extrapolou a profissional e tornou-se uma amizade até nos campos de futebol.
— Ele representa o melhor caráter. Não porque morreu, mas porque era conhecido no meio por isso. Foi meu parceiro em várias músicas, como a do filme do Zico ("Galinho de briga, tema de "Uma aventura com Zico", de 1998). Foi também meu parceiro de pelada. Fico muito triste, mas ele estava muito mal. Temos que levar isso em consideração.
O maestro Arthur Verocai, também parceiro do compositor em várias músicas, como "Clara" e "A menina e a fonte", chamou o amigo de guerreiro e ressaltou o seu legado para a música brasileira.
— Conheci-o no colégio. Dei aulas de violão para ele — disse ao GLOBO. — Ainda mantínhamos contato. Ele lutou contra a doença como um guerreiro, tinha a cabeça muito boa, estava sempre consciente. Foi surpreendente. Eu teria enlouquecido. Só no final que ele estava um pouco desanimado. Ele deixa um legado como letrista e poeta muito importante.
Paulinho recebeu as primeiras noções de música do pai, o compositor, cantor e radialista Paulo Tapajós. Destacou-se em festivais no fim dos anos 1960, e foi em 1968 que compôs "Andança" (com Danilo Caymmi e Edmundo Souto), terceiro lugar no III Festival Internacional da Canção (FIC), no qual a canção foi defendida por Beth Carvalho e o grupo Golden Boys.
Junto com Nonato Buzar, assinou "Irmãos coragem", tema da novela da TV Globo, em 1970. No mesmo ano, ainda emplacou músicas nas trilhas de "Assim na terra como no céu" e "Verão vermelho". É autor também de "Sapato velho" (com Claudio Nucci e Mu Carvalho), sucesso interpretado, entre outros, pelo grupo Roupa Nova.
Tapajós participou do Música Nossa, projeto realizado no final da década de 1960 que promovia encontros entre compositores e cantores em espetáculos no Teatro Santa Rosa.
Ele era irmão da cantora Dorinha - com quem gravou o compacto "Paulinho e Dorinha", em 1972 - e do compositor Maurício Tapajós, ambos também já falecidos.
"Nesse momento, recebi com muito pesar a notícia de falecimento do meu primo e amigo Paulinho Tapajós" afirmou seu primo Tibério Gaspar via Facebook. "Começamos juntos a carreira musical. Paulinho era um poeta de infinita grandeza. Estou muito triste com essa notícia embora soubesse que era inevitável e o melhor pra ele. Paulinho lutou bravamente contra um câncer. Foram uns seis anos de sofrimento intenso. Meus pêsames, Heloísa (Tibério, ex-mulher do compositor). Querido amigo, descanse em paz e até algum dia".
Também via Facebook, o cantor, compositor e violonista Zé Renato fez sua homenagem ao amigo.
"Meu Querido Irmão Paulinho...você teve uma trajetória de vida extraordinária! Há poucos meses atrás tivemos uma conversa pelo telefone e naquele momento eu fiz muitas orações para sua recuperação. Mas, meu querido de tantas noitadas, descanse em Paz, que por aqui vamos continuar a embelezar a vida cantando suas lindas músicas".
Em 2008, Tapajós lançou seu último álbum, "Preparando a canção", resultado da parceria com artistas como Claudio Nucci e Marcello Lessa.
Paulinho Tapajós deixa dois filhos, Bruno e Marcelo.

COMANDANTE ESPANCADO NA RUA


VALÉRY - O CEMITÉRIO MARINHO

 
 
 
VALÉRY: O CEMITÉRIO MARINHO
 
Rogel Samuel
 
 
 
Esse teto tranqüilo, onde andam pombas,
Palpita entre pinheiros, entre túmulos.
O meio-dia justo nele incende
O mar, o mar recomeçando sempre.
Oh, recompensa, após um pensamento,
um longo olhar sobre a calma dos deuses!
 
 
Como é misterioso este início de poema - onde tudo é misterio - um teto tranquilo onde andam pombas, entre... túmulos, ao
meio dia - remete ao mar, o mar da vida,. da vida e da morte, um longo olhar sobre a calma dos deuses...
 
 
Que lavor puro de brilhos consome
Tanto diamante de indistinta espuma
E quanta paz parece conceber-se!
Quando repousa sobre o abismo um sol,
Límpidas obras de uma eterna causa
Fulge o Tempo e o Sonho é sabedoria.
 
No mar os brilhos e faíscas de seus diamante, diamantes entre espumas, a paz dos túmulos... E esse sol sobre o abismo do universo.
 
O que significa este poema – límpidas obras de uma eterna causa, onde tudo é sonho, ou seja, tudo é sabedoria porque é sonho, tudo é fulge no tempo, no tempo do sonho.
 
Tesouro estável,templo de Minerva,
Massa de calma e nítida reserva,
Água franzida, Olho que em ti escondes
Tanto de sono sob um véu de chama,
-Ó meu silêncio!... Um edifício na alma,
Cume dourado de mil, telhas, Teto!
 
O franzido da água, a costura, é um olho – por transposição – véu de chamas, sono infernal, cume das edificações, teto do mundo, que será? Que será?
 
Templo do Templo, que um suspiro exprime,
Subo a este ponto puro e me acostumo,
Todo envolto por meu olhar marinho.
 
É assim esse Cemitério Marinho, Templo das Significações, vamos
 
E como aos deuses dádiva suprema,
O resplendor solar sereno esparze
Na altitude um desprezo soberano.
 
 
Como em prazer o fruto se desfaz,
Como em delícia muda sua ausência
Na boca onde perece sua forma,
Aqui aspiro meu futuro fumo,
Quando o céu canta à alma consumida
A mudança das margens em rumor.
 
 
 
Belo céu, vero céu, vê como eu mudo!
Depois de tanto orgulho e tanta estranha
Ociosidade - cheia de poder -
Eu me abandono a esse brilhante espaço,
Por sobre as tumbas minha sombra passa
E a seu frágil mover-se me habitua.