segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Turistas brasileiros não encontram vagas em voos para deixar Egito



Data: 31/01/2011

Turistas brasileiros estão com dificuldades para deixar o Egito antes da data marcada para a sua saída. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, esses turistas não estão encontrando vagas nos voos. Aqueles que estão deixando o país em data previamente marcada não têm encontrado problemas.

Segundo o ministério, não há uma estimativa de quantos turistas brasileiros estão no Egito. A embaixada sabe que há cerca de 100 brasileiros vivendo no Cairo, capital do país, a maioria mulheres casadas com egípcios.

Sindicatos egípcios convocaram greve geral para esta segunda-feira (31) para pressionar pela renúncia do presidente Hosni Mubarak, em meio aos mais intensos protestos no país em três décadas. A greve foi convocada nas cidades do Cairo, de Alexandria, Suez e Port Said. O governo anunciou a ampliação do toque de recolher até as 8h (4h em Brasília) desta terça-feira (1º), de acordo com informações da BBC Brasil. Inicialmente, o toque de recolher deveria terminar no domingo (30).

Segundo a oposição, os protestos vão continuar até que haja uma ampla reforma política e econômica no Egito. Os manifestantes dizem aceitar um governo de transição e querem a convocação de eleições diretas e transparentes. Na área econômica, querem medidas para combater o desemprego e incentivar a economia.

Cerca de 50 mil manifestantes continuavam reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo, na manhã desta segunda-feira, cercados por tanques do Exército e desafiando o toque de recolher imposto pelo governo. Os militares estão evitando atacar os manifestantes.

Em alguns bairros do Cairo e de outras cidades, moradores montaram barricadas, armados com bastões e facões para proteger de saques e vandalismo.

Desde a última terça-feira (25), várias organizações populares estão a frente dos protestos no Egito. Eles querem a renúncia do presidente Hosni Mubarak, que está no poder há mais de 30 anos. Estimam-se que cerca de 100 pessoas morreram e 2 mil foram feridas durante confrontos entre os manifestantes, a polícia e o Exército.

Fonte:
Portal Brasil
Agência Brasil

Portal Brasil

DILMA

DILMA NA ARGENTINA



http://kiosko.net/ar/np/ar_eldia.html


La presidenta de Brasil Dilma Rousseff arribó este mediodía a la Casa Rosada y fue recibida por su par argentina Cristina Kirchner, en el primer encuentro entre ambas mandatarias.

Vestida completamente de negro, Cristina Kirchner recibió a Rousseff con un abrazo y luego saludó a los acompañantes de la jefa de Estado brasileña, en su mayoría integrantes de su Gabinete.

Rousseff, manifestó esta tarde su voluntad de que se llegue a una "cooperación completa" entre la Argentina y Brasil y destacó que los acuerdos firmados "fortalecen" a las dos naciones.

Al brindar una declaración conjunta para los periodistas en la Casa Rosada, Rousseff recordó además el rol que asumió Néstor Kirchner cuando desempeñó el cargo de secretario general de la UNASUR ya que "le ha dado importancia al resto de los países de la región". "Nuestra unión para que sea verdadera debe reflejarse en el bienestar de nuestros pueblos", sostuvo la mandataria brasileña.

Por otra parte, ponderó que ella y Cristina Kirchner fueron en sus respectivos países "las dos primeras presidentas electas por el voto popular" y destacó la importancia de la Argentina en la región.

Cristina advirtió que "no queremos crecimiento que no llegue a los más postegados", al tiempo que aprovechó para hacer hincapié en el papel que para eso deberá jugar "el sector privado" y empresarial.

El el Palacio San Martín se lleva a cabo el tradicional almuerzo de agasajo que Cristina Kirchner brinda a los mandatarios visitantes y del que participan integrantes del gabinete argentino, gobernadores, dirigentes sociales y empresarios.

DILMA NA ARGENTINA



dilma chega e dilma com cristina

CHARGE DO MÊS


“Lógico que você está se sentindo ótimo. Essas coisas estão entupidas de antidepressivos”

(Cartoon de Paul Noth, publicado na “New Yorker” de 20 de dezembro de 2010)

DILMA COM CRISTINA


A governante brasileira lidera uma delegação de vários ministros, entre eles o de Relações Exteriores, Antonio Patriota.


"O Governo brasileiro assume, mais uma vez, o compromisso com o governo argentino de uma política conjunta em uma estratégia de desenvolvimento da região. Para mim, a ideia central é manter uma relação estratégica com a Argentina, que deve manifestar-se em todas as áreas de interesse para os dois países", afirmou Dilma em declarações publicadas no domingo pelos principais jornais do país vizinho. EFE

DILMA SE DESPEDE DO VICE ANTES DE VIAJAR

DISCRETA








Sempre cautelosa nos debates sobre ditadura, a presidente Dilma Rousseff tem encontro marcado hoje com as líderes das organizações das Mães e Avós da Praça de Mayo. A expectativa é que ela ganhe um lenço, símbolo das representantes das duas entidades que cobram o julgamento dos responsáveis por sequestros, torturas e assassinatos de civis durante o regime militar argentino (1976-1983).


Dilma pediu aos organizadores da viagem que o encontro fosse discreto. A presidente, que foi vítima de torturas no regime militar, temia que seus atos na Argentina fossem encarados como um "acerto de contas", disseram diplomatas. Ela retirou da agenda uma visita à Escola de Mecânica da Armada (ESMA), atualmente um centro de memória da ditadura argentina, onde cerca de 5 mil civis foram torturados.


Discrição. Diferentemente da colega Cristina Kirchner, que fez dos julgamentos a torturadores uma bandeira de governo, Dilma procurou se afastar do tema ao longo de sua trajetória pública. Durante a ditadura no Brasil, ela entrou para a guerrilha, foi detida e torturada e ficou presa de 1970 a 1972.


Poucos anos depois, em 1976, militares deram golpe de Estado na Argentina. A então estudante de Direito de Buenos Aires Cristina Kirchner e seu marido, Néstor, não participaram da luta armada no país.


O encontro de Dilma com os grupos de direitos humanos estava programado para a Casa Rosada, sede do governo argentino.


Na entrevista para os jornais argentinos publicada neste fim de semana, Dilma reafirmou que não fará concessões na área de direitos humanos. Ela citou como problemas na área as prisões de Abu Ghraib, no Iraque, e Guantánamo, na ilha de Cuba, mantidas pelos Estados Unidos, e as sentenças de morte por apedrejamento no Irã.Estado

ÍNDIOS NO MEIO DA SELVA

domingo, 30 de janeiro de 2011

A Internet brasileira ultrapassou a marca do R$ 1 bilhão






A Internet brasileira ultrapassou a marca do R$ 1 bilhão de faturamento publicitário no ano passado. Fechados os números do Projeto Inter-Meios relativos aos meses de janeiro a novembro de 2010, o meio arrecadou R$ 1,06 bilhão com venda de publicidade, valor 28,1% maior que o registrado em igual período do ano anterior. Esse percentual é o maior entre as mídias auditadas pelo projeto, seguido pelo da TV por assinatura (24,6%), que faturou R$ 905 milhões.

No total, o faturamento dos veículos de comunicação com venda de espaço publicitário cresceu 19,2% entre janeiro e novembro do ano passado, em relação ao mesmo período de 2001. O valor chegou a R$ 23,6 bilhões. A maior fatia do bolo continua firme e forte nas mãos da TV aberta (63% de participação), que além de ter faturado expressivos R$ 14,9 bilhões, ainda por cima registrou o terceiro maior índice de crescimento (23,9%).

Jornais, revistas, rádio, mídia exterior e cinema tiveram crescimento abaixo da média do mercado. No caso dos meios impressos, o índice das revistas ficou em 14,9% (com faturamento de R$ 1,7 bilhão) e o dos jornais, em 4,1% (R$ 2,9 bilhões). As emissoras de rádio faturaram 12% a mais em 11 meses do ano passado (R$ 990,4 milhões) e os cinemas, 14% (R$ 81,6 milhões).

Já a mídia exterior como um todo viu seu faturamento se ampliar em 16,9%, chegando a R$ 688,3 milhões). O outdoor responde por mais de metade desse valor (R$ 381,9 milhões) e cresceu 16,1%, enquanto o digital out of home, apesar de ter faturado bem menos (R$ 131,8 milhões), teve crescimento expressivo de 63%. Entre as mídias pesquisadas, só no caso de guias e listas o desempenho foi negativo (em 10,3%), com arrecadação de R$ 298,6 milhões.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Uma cruzada contra o Brasil







ZÉ DIRCEU



Uma ampla e articulada campanha, que nada tem de espontânea, consolida-se na mídia e quer que o Brasil corte gastos sociais, reduza salários, controle seu crescimento econômico e o aumento do emprego, da renda, e da demanda agregada. Querem sangue. Parece não estarem vendo o que está acontecendo no mundo. Verdadeira cruzada, esta campanha agora ganha destaque internacional com as afirmações contidas em relatório com cheiro de mofo do FMI. Objetivo? Quando o clamor popular se transformar em oposição ao governo, derrotá-lo nas urnas, ou nas já conhecidas campanhas cívicas moralistas. A última eleição, a campanha eleitoral do ano passado, foi um pequeno trailer disso.
Uma ampla e articulada campanha - espontânea não é - que se consolida na mídia quer que o Brasil corte gastos sociais, reduza salários, controle seu crescimento econômico e o aumento do emprego, da renda, e da demanda agregada. Querem sangue. Parece não estarem vendo o que está acontecendo no mundo.

Verdadeira cruzada contra o país, esta campanha agora ganha destaque internacional com as afirmações contidas em um relatório com cheiro de mofo do FMI. Isso mesmo, relatório evidentemente cantado em prosa e verso pelo Jornal Nacional e por toda a mídia conservadora e de oposição.

O argumento é o de sempre: há um choque de demanda sem a correspondente oferta, o que produz inflação. Para eles, estamos perigosamente atingindo o pleno emprego, há escassez de trabalhadores qualificados e nossa economia não consegue atender a demanda que cresce. Por isso, ameaçam-nos com o fantasma da inflação e do estrangulamento externo.

Tudo culpa do governo...

Tudo culpa do governo e de seus gastos, de seu endividamento, do baixo superávit, dos aumentos (reais no governo Lula) do salário mínimo e dos benefícios da Previdência. Acusam o governo, inclusive, de maquiar o superávit com operações contábeis duvidosas, mas que são tão reais quanto o aumento da receita tributária.

Tem mais: querem o fim dos empréstimos para a agricultura, saneamento, habitação, indústria, das exportações subsidiadas e dos bancos públicos. Alegam que os juros são altos porque estes financiamentos, além de os distorcerem, também expandem a base monetária do país.

Como vemos uma receita e tanto que desconhece o mundo em que vivemos. Basta comparar nosso déficit nominal e nossa dívida pública, e mesmo nosso déficit em conta correntes, com os dos Estados Unidos e Europa para constatar que somos uma ilha de controle e rigor fiscal.

Fora o fato de que o endividamento das famílias e empresas nesses países já atinge 100%, 200%, 300% do PIB, quando aqui ainda nem chegou aos 50%.

Campanha ignora medidas adotadas




Banco CentralSequer levam em conta as medidas do Banco Central (BC) para conter o crescimento do crédito e a valorização do real. Nem mesmo o aumento da taxa Selic em 0,5% em meados deste mês (de 10,75% para 11,25% ao ano).

Não consideram, pelo contrário, ignoram o anúncio pelo governo do contingenciamento do orçamento de 2011. Tampouco a posição da administração Dilma Rousseff de cumprir fielmente o acordo sobre o salário mínimo é levada em conta.

Exigem mais, querem deter o crescimento, reduzí-lo a 3% ao ano. Tudo com um propósito: quando o clamor popular se transformar em oposição ao governo, derrotá-lo nas urnas, ou nas já conhecidas campanhas cívicas moralistas. A última eleição, a campanha eleitoral do ano passado, foi um pequeno trailer, um filme a que já assistimos e, espero, não ajudemos a reprisar.

Túnez: la rebelión de los jóvenes desocupados



Por Oscar Alba


http://www.socialismo-o-barbarie.org/


El 17 de diciembre pasado, Mohamed Bouazizi se suicidó prendiéndose fuego luego que la policía tunecina rompiera su carro de verduras con el que trataba de vender diariamente, para poder sobrevivir. Bouaziz era un universitario desempleado que, como tantos otros graduados, deben recurrir a trabajos precarios o marginales en Túnez. La muerte de Bouaziz se dio en un marco de creciente descontento y protesta en este país de 10 millones de habitantes y que forma parte de la región del Magreb, a la que pertenecían las colonias francesas hasta la década del 50. El suicidio del universitario vendedor de verduras desató la furia en la capital del país y otras ciudades importantes.



Miles de hombres y mujeres, y fundamentalmente los jóvenes salieron a pedir la renuncia de Zine el Abidine Ben Alí, el presidente de la nación tunecina que detentaba el poder desde hace 23 años. La represión policial comenzó a golpear y a disparar contra las multitudinarias manifestaciones. Más de 60 muertos en un mes de movilizaciones dan cuenta de la decisión de las masas tunecinas de terminar con la dictadura de Ben Alí. El viernes 14 de enero, Ben Alí, cuyo poder político estaba organizado en el RCD, partido oficialista que constituía una verdadera milicia que vigilaba cada rincón del país y promovía un sistema de delación, cárcel y tortura, dejó el gobierno y el país acompañado de su familia y algunos funcionarios. La huida del presidente de Túnez configura un hecho histórico: es el primer mandatario árabe que se ve obligado a renunciar como resultado de las protestas populares y abre un nuevo escenario político en la región.

Los regímenes de la región, como es el caso de Túnez, tienen su base social en las clases medias que se fueron conformando desde la década de los 80 del siglo pasado. En el 2000 comienza a haber un estancamiento social en estos sectores. Así, la generación nacida a principios de los 90 encontró cerradas las puertas hacia una perspectiva laboral y de condiciones de vida acorde con su nivel cultural como nueva fuerza de trabajo. “De manera más general, incluso las viejas clases medias de los años 80 han sufrido estos últimos años unos procesos de erosión y empobrecimiento muy importantes. Pero a diferencia de las nuevas generaciones, esas viejas clases ya se benefician de un puesto, aunque sea precario, dentro del sistema social, mientras que a unos jóvenes diplomados y preparados para entrar en el mercado laboral se les niega incluso la situación de precariedad”. [1]

La corrupción estructural en las altas esferas del gobierno junto a un débil orden administrativo legal por un lado, y un amplio espacio marginal donde las clases pobres y populares tratan de sobrevivir en empleos inestables, mal remunerados, por el otro, han sido un denominador común en los países del Magreb. En Túnez, esa división económica y social se ensanchó abruptamente en los últimos años y llevó a las masas al estallido.

El derrumbe de la economía tunecina

Francia es el principal inversor en el país con 1.250 empresas. Italia, Reino Unido, Alemania, Bélgica, Países Bajos y España también han depositado fondos en proyectos económicos tunecinos. Pero más tarde o más temprano la crisis económica global sacudió a uno de los países más ricos de África: “El turismo, la industria textil, la industria manufacturera, los fosfatos, prometían un futuro alentador. Hasta que explotó la crisis mundial de 2008, a partir de entonces se esfumó el próspero porvenir. Porque a la catástrofe financiera global se ha sumado un proceso de privatizaciones, que iniciado paulatinamente a mediados de la década de los 80, ha generado una concentración descomunal de poder económico en pocos bolsillos: los de los Trabelsi, y especialmente en el de Sajer El Materi, el yerno todavía no treintañero de Ben Alí”. [2]



Buzaina Fersiu, profesora de Ciencias Empresariales de la Universidad de Túnez. también opina en ese sentido: “La crisis mundial de 2008 ha impactado en el turismo y en el sector textil, y los demás sectores tienen poco valor añadido. Además, teníamos muchas industrias, pero el aumento de los precios de las materias primas y la competencia de productos más baratos de otros países han afectado a muchas industrias"

En 2009, según el Instituto Nacional de Estadísticas, las exportaciones tunecinas se redujeron en un 21,3%, durante los primeros siete meses del año. A su vez, las importaciones cayeron un 19%. “Las primeras empresas que sufrieron la crisis fueron las navieras ya que el 95% del comercio exterior se hace por vía marítima”. [3]

A los efectos de la crisis económica mundial hay que agregarle el alto grado de corrupción en las esferas gubernamentales, círculos de poder económico que pertenecen fundamentalmente a la familia del presidente y su esposa Leila Trabelsi. "Las grandes empresas han pasado a muy pocas manos, las de los Trabelsi y otros grupos cercanos a la familia del presidente y a la Asamblea Constitucional Democrática, el partido de Ben Alí. Se han expropiado empresas alegando el interés nacional para dárselas a la familia. Ahora están especulando. Compran empresas a bajos precios y las revenden con enormes ganancias después de despedir a empleados. Hay una enorme concentración de la riqueza, pero sin redistribución, como sucedía antes. Lo único que hay son asociaciones de solidaridad. ¿Y quién las controla? La familia del presidente y el partido oficial", explica Buzaina Fersiu,

“La importación de bebidas alcohólicas en el país, la compañía azucarera de Bizerte, la atunera tunecina o el monopolio de la explotación pesquera del lago que colinda con la capital, a cambio de limpiar las aguas de algas, son el chocolate del loro de los intereses de los Trabelsi, los Mabruk y tres o cuatro familias más afectas al tirano. Esta mafia inició su andadura hace dos décadas con la petición de créditos sin garantías a bancos nacionales, dinero con el que comenzaron a adueñarse de un sinfín de instituciones financieras. Alertaba el Fondo Monetario Internacional de su inquietud por la gran cantidad de bancos en relación con la población de Túnez –casi 11 millones de personas–, pero la impunidad anulaba esos llamamientos”.

En este marco, el desempleo y la falta de perspectivas de desarrollo social y económico de las nuevas generaciones han sido el detonante de la rebelión en la república tunecina. El desempleo llega al 13% pero en los jóvenes alcanza al 30% y entre los graduados en la Universidad trepa al 60%.

La crisis económica mundial, como ocurriera en EEUU y luego en Europa, está ahora mostrando sus fauces en el norte de África. La crisis en Túnez, con sus particularidades, no puede ser tomada como un fenómeno local o regional solamente.

“Si se concibe el sistema mundial como una totalidad con diversos componentes (economía, estados y lucha entre las clases) y el componente esencial –la economía, el determinante en última instancia de los acontecimientos– sufre semejante conmoción, no puede menos que trasladar esa situación al resto de las esferas de la totalidad económica, social y política. La cadena de acciones y reacciones que inevitablemente se sucederán no puede menos que afectar el equilibrio inestable y dinámico del capitalismo”. (4)

La revuelta popular abrió una nueva etapa política en la región

La renuncia y la huida del presidente Ben Alí, lejos de cerrar la crisis abrió una nueva etapa en el país norafricano y se proyecta como una sombra sobre los regímenes vecinos. La caída del régimen dictatorial de Ben Alí estuvo precedida por manifestaciones y luchas en distintos puntos del país a lo largo de los últimos tres años. Si bien las primeras reacciones frente a la crisis fueron la emigración a países limítrofes como Argelia y luego una sucesión de suicidios, como expresión de protesta y desesperación (en la ciudad de Bousalem, por ejemplo, en 2010 hubo once casos de suicidios de desocupados), se registraron huelgas y movilizaciones por el empleo y contra la desocupación de enero a julio de 2008 en la región minera de Gafsa-Redeyef y en el 2010 en la ciudad de Skhira y la región de Ben Guerdane. “En la provincia de Sidi Bouzid, una zona agrícola, los agricultores de Regueb han ocupado en junio pasado las tierras de las que estaban amenazados de expulsión por los bancos. Regueb es la ciudad de donde procede la familia del joven Bouazizi cuya inmolación el pasado 17 de diciembre, fue la chispa que prendió el fuego de la revuelta de Túnez.” (5)

La Unión General Tunecina de Trabajadores (UGTT) es la central obrera y si bien ha participado en las movilizaciones con sus federaciones ha sido cuidadosa con los sectores más radicalizados y no ha centralizado a nivel nacional la protesta. A poco de la renuncia de Ben Alí, asumió como presidente Mohamed Ghannouchi, quien fuera Primer Ministro de aquél. El mismo anunció la formación de un gobierno de unidad nacional integrando a sectores de la oposición. Este nuevo gobierno entró rápidamente en crisis, ya que miles de manifestantes volvieron a las calles para rechazarlo. Exigiendo que no quede un solo funcionario del gobierno anterior, incluyendo aún a Ghannouchi. Que se decrete una amnistía general para los presos políticos y mayores libertades.

El ejemplo de Túnez puede correr como reguero de pólvora por los países de la región y esto es lo que preocupa al imperialismo yanqui y a los gobiernos de Europa que comprenden que una desestabilización en el Magreb afectaría directamente sus intereses.

La rebelión tunecina reafirma una nueva secuencia de la crisis mundial. Las coordenadas de la crisis económica y la movilización de sectores de masas obreras y populares que irrumpieron en Grecia, Irlanda y España se están extendiendo hacia la periferia norafricana. La movilización tunecina ha superado a los aparatos del régimen, incluidas las corrientes islámicas que durante una etapa han capitalizado el descontento popular en otros países de la órbita árabe, como por ejemplo, en Argelia, con el Frente de Salvación Islámica. “En pocas palabras, desde principios de los años ochenta, hemos visto el islamismo constituirse como la caja de resonancia del rechazo a la dualización social y a la marginación política.

Al confesionalizar la conflictividad social, su estrategia consistía en organizar prestaciones sociales paralelas desarrollando formas de solidaridad y de apoyo con vocación caritativa: hospitales, escuelas de barrio, pequeños empleos, etcétera. El objetivo era volver a ocupar un espacio social abandonado por el Estado, creando a la vez una organización parapolítica y una contrasociedad, que supuestamente prefiguraba la sociedad religiosa prometida.

Pero esta estrategia ya no logra aparentemente captar las aspiraciones elementales de las jóvenes generaciones. Las reivindicaciones sostenidas por estos jóvenes encolerizados están totalmente laicizadas: quieren derechos sociales, civiles y políticos para asegurarse ellos mismos su vida aquí abajo”. (6) En Túnez esta irrupción de los sectores juveniles sin salida en el marco actual de la crisis que sacude al país debe ser la punta de lanza para una recomposición de las fuerzas políticas y sociales entre los trabajadores y los sectores más oprimidos en el país africano, que tenga como norte una clara independencia de clase.

O Egito a caminho da revolução. O que fazer?



Aqueles que temem o crescimento do “islamismo radical” como fator de instabilidade nessa região, deveriam estar mais atentos em relação às “ditaduras amistosas” que, na verdade, são as principais responsáveis pela insegurança no mundo. Desemprego em massa, preços dos alimentos e repressão política é uma combinação explosiva mais perigosa do que os homens bomba. No caso do Egito dois terços da população são jovens abaixo de 30 anos, dos quais 90% estão desempregados. O artigo é de Reginaldo Nasser.

Reginaldo Nasser (*)

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17333

As mobilizações populares na Tunísia, Egito, Iêmen e em outros lugares são um alerta para o chamado mundo desenvolvido e seria uma grande avanço para a democracia se esta região que permanece imersa na violência, em fraudes eleitorais e miséria crescente da população recebesse o devido apoio internacional nesse momento.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que os EUA poderão revisar a ajuda ao Egito. O presidente Obama solicitou às autoridades egípcias que evitem o uso de qualquer tipo de violência contra manifestantes pacíficos, alertando que " aqueles que protestam nas ruas têm uma responsabilidade de expressar-se pacificamente. Já a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a “estabilidade do país é muito importante, mas não a qualquer preço”. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que "os líderes do Egito escutem as preocupações legítimas e os desejos de seus cidadãos”. O primeiro ministro britânico David Cameron declarou: “Eu acho que precisamos de reformas. Quero dizer que nós apoiamos o progresso e o reforço da democracia”.

Como avaliar a atitude desses líderes mundiais? Patética, cínica, hipócrita, irresponsável? Talvez devêssemos recorrer a um grande pensador liberal do século XIX, Aléxis de Tocqueville, e ouví-lo a respeito dos períodos revolucionários na França. Tocqueville alertava para o fato de líderes, que adquiriram experiência em lidar com a política em ambiente de ausência de liberdade, quando se encontraram diante de uma revolução que chegou “inesperadamente”, se assemelhavam aos remadores de rio que, de repente, se vêem instados a navegar no meio do oceano. Os conhecimentos adquiridos em suas viagens por águas calmas vão proporcionar mais problemas do que ajuda nessa aventura, e na maioria das vezes exibem mais confusão e incerteza do que os próprios passageiros que supostamente deveriam conduzir.

Já havia sinais reveladores dessas turbulências, mas o Ocidente preferia se preocupar com burcas, minaretes e terrorismo. Um relatório do Banco Mundial, publicado em 2009, informava que os países árabes importavam cerca de 60% dos alimentos que consomem e já são os maiores importadores de cereais no mundo, dependendo de outros países para a sua segurança alimentar. A elevação dos preços nos mercados mundiais, desde 2008, já causou ondas de protestos em dezenas de países e milhões de desempregados e pobres nos países árabes, como foram os casos da Argélia , em 1988, e da Jordânia em 1989. Um exemplo mais recente, além da região árabe, é o Quirguistão onde um aumento da eletricidade e tarifas de celulares causaram manifestações com dezenas de mortos e milhares de feridos.

Aqueles que temem o crescimento do “islamismo radical” como fator de instabilidade nessa região, deveriam estar mais atentos em relação às “ditaduras amistosas” que, na verdade, são as principais responsáveis pela insegurança no mundo. Desemprego em massa, preços dos alimentos e repressão política é uma combinação explosiva mais perigosa do que os homens bomba.

A demografia no mundo árabe é também um grande problema. A população cresceu cinco vezes durante o século XX, e o crescimento continua a uma média anual de 2,3%. A população do Egito está em torno de 80 milhões. Em 2050 (de acordo com projeções da ONU) deverá ter 121 milhões. A população da Argélia irá crescer de 33 milhões em 2007 para 49 milhões em 2050; a do Iêmen de 22 a 58 milhões. Isso significa que mais empregos precisam ser criados - e mais alimentos importados, ou aumentar a capacidade para produzir mais. No caso do Egito dois terços da população são jovens abaixo de 30 anos, dos quais 90% estão desempregados.

Baseada no turismo, na agricultura e na exportação de petróleo e algodão, a economia é incapaz de sustentar a taxa de crescimento demográfico. 40% da população vive com menos de US$ 2 (R$ 3,30) por dia, o país está na 101ª posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)

De certa forma a auto-imolação do jovem tunisiano, Mohamad Bouazizi, que deflagrou a onda de protestos na Tunisia revela, no nível individual, aquilo que está acontecendo nas sociedades daquela região como um todo. Ele não se rebelou, apenas porque não encontrou trabalho que refletisse suas ambições profissionais, mas sim quando um oficial da polícia confiscou as frutas e legumes que estava vendendo sem autorização. Quando foi fazer uma reclamação para buscar justiça, sua demanda foi rejeitada.

Provavelmente foi este sentimento de injustiça que levou Mohamed Bouazizi e milhares de pessoas às ruas, empenhados em quebrar o ciclo da miséria e opressão.

Talvez seja mais confortável para a chamada comunidade internacional lidar com um mundo árabe dividido entre nacionalistas, relativamente seculares, de um lado e islamismo radical, de outro, do que um mundo mais complexo, com problemas econômicos, sociais e políticos que conta com sua cumplicidade.

(*) Professor de Relações Internacionais da PUC-SP

José Dirceu dará depoimento na novela "Amor e Revolução"


Vermelho
www.vermelho.org.br

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29/01/2011




A novela "Amor e Revolução", do SBT, irá ter depoimentos de pessoas que participaram na luta contra a ditadura ao fim de cada capítulo. Um dos convidados será o político José Dirceu. Além de já ter um encontro marcado com Dirceu, o diretor Reynaldo Boury já entrevistou o ex-governador da Bahia Waldir Pires e o vereador Ítalo Cardoso, de São Paulo, de acordo com a coluna Canal 1.
A nova novela do autor Tiago Santiago contará a história de amor entre uma guerrilheira (Graziella Schmitt) e um militar (Claudio Lins) durante a ditadura. A trama também irá focar no drama das pessoas que sofreram durante esta época, além do confronto entre militares e guerrilheiros.

O SBT ainda espera contar com um depoimento da presidente Dilma Rousseff, que ainda não confirmou sua participação.

"Amor e Revolução" tem estreia prevista para abril, na faixa das 22h.

Segundo a coluna Zapping, a próxima novela de Tiago Santiago custará R$ 35 milhões, consolidando-se como um dos maiores investimentos no segmento da história da emissora. Caso a produção chegue a ter 200 capítulos, cada um sairá, em média, por R$ 175 mil.

Apesar do sinal verde do SBT e do alto investimento, "Amor e Revolução" segue com sua produção atrasada. Workshops foram feitos, o elenco está fechado e já existem 24 capítulos entregues, porém sequer o teste de figurino foi feito.

Como o folhetim faz uma leitura dos anos de chumbo da ditadura militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas e atirar com Sérgio Farjalla Jr., preparador do elenco do filme "Tropa de Elite".

Fonte: Na Telinha

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lula é homenageado em universidade e critica ação de antecessores na educação



No primeiro discurso desde que deixou o cargo, ex-presidente atacou 'lógica excludente desastrada do passado'


Ao receber na noite desta sexta-feira, 28, o título de doutor honoris causa na Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata mineira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a exaltar sua gestão na área da educação e disse que confia que a presidente Dilma Rousseff saberá "promover novos e significativos avanços" para o Brasil durante seu mandato.

Lula discursou pela primeira vez desde que deixou o Palácio do Planalto e atribuiu a homenagem à uma constatação das "grandes conquistas" alcançadas pelo País últimos anos. O ex-presidente - escolhido como paraninfo de várias turmas e 1.200 formandos da universidade - evitou temas políticos, mas não deixou de alfinetar os antecessores ao criticar o "abandono" do ensino no País, a "lógica excludente desastrada do passado" e o que chamou de "negligência" com a formação profissional.

"Tenho certeza de que a equipe liderada pela companheira Dilma Rousseff, não somente consolidará a conquista dos últimos anos, como saberá promover novos e significativos avanços", afirmou Lula, para quem Dilma tomou uma "decisão extraordinária" ao manter na pasta da Educação o ministro Fernando Haddad - que acompanhou o ex-presidente na visita a Viçosa.

"Desdém". O título de doutor honoris causa foi o primeiro recebido por Lula, de acordo com Haddad. O Conselho Superior da UFV decidiu agraciar o ex-presidente por sua "permanente luta em defesa das causas sociais brasileiras". Lula classificou o título como o 4º diploma que recebia em sua vida, após a conclusão do curso primário, a formação como torneiro mecânico pelo Senai e a diplomação como presidente da República.

"Quando as pessoas olharem para mim com desdém porque eu não tenho diploma universitário, eu vou mostrar aquela foto que eu tirei vestido como doutor honoris causa de Viçosa."

Lula recebeu da reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares as insígnias doutorais e parecia se divertir com o protocolo formal da cerimônia, que contrastava com o clima festivo da formatura.

No primeiro evento público que participou fora de São Paulo após deixar o Palácio do Planalto, o ex-presidente estava à vontade e foi recebido como um verdadeiro pop star. A cerimônia abrangeu a formatura de 15 cursos da universidade e 360 graduandos.

Primeiro a falar, o orador oficial dos formandos, Ney Bruno Dias, deu o tom do evento: "Os formandos que ainda não arrumaram emprego deixarão o currículo com o senhor ao final da cerimônia", brincou, se dirigindo a Lula. "Depois, quem precisar de um empreguinho me manda o currículo", retribuiu o paraninfo famoso.

Discurso. Apresentado como "um dos políticos mais influentes do mundo", o ex-presidente foi logo avisando: "Faz 28 dias que eu não faço discurso. Então, preparem-se porque a noite será longa." Lula falou por 30 minutos e na maior parte do tempo leu o discurso. Por mais de uma vez citou o ex-vice-presidente José Alencar, lembrando que o mineiro sempre "sonhou" em estudar na UFV, que também lhe concedeu o título de honoris causa.

Ao final, Lula recorreu ao improviso e exortou os formandos a seguirem seu exemplo. "Se aquele cara que o Obama disse é o cara venceu, vocês podem vencer."

Jatinho. O ex-presidente chegou à região da Zona da Mata mineira em um jatinho, que pousou no aeroporto de Ubá, cidade vizinha a Viçosa. Depois, seguiu para a homenagem na UFV em uma BMW X6. Na universidade, não quis conversa com a imprensa. "Só daqui a três meses", disse, evitando também responder se participará do próximo Fórum Social Mundial. "Se eu for você vai ficar sabendo."

As homenagens a Lula no interior mineiro continuam nesta sábado, 29. Antes de retornar a São Paulo, o ex-presidente será agraciado pela manhã com uma comenda oferecida pela prefeitura de Ubá.

AGENDA DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA



Segunda-feira
31 de janeiro de 2011

Horário local de Buenos Aires/Argentina: menos 1 h em relação a Brasília


09h - Partida para Buenos Aires
Base Aérea de Brasília (DF)

11h - Chegada a Buenos Aires
Base Aérea de Buenos Aires

11h25 - Chegada a Casa Rosada

11h40 - Reunião privada com a presidenta da Argentina, Cristina
Kirchner

12h - Encontro com as mães e avós da Praça de Maio

12h20 - Reunião ampliada
Casa Rosada, Salão de Mujeres

12h45 - Assinatura de atos
Casa Rosada, Salão de Mujeres

12h55 - Declaração à imprensa

14h15 - Almoço oferecido pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner
Palácio San Martin, Salão Libertador

16h30 - Partida para Brasília
Base Aérea de Buenos Aires

20h30 - Chegada a Brasília
Base Aérea de Brasília

ESTILO DILMA




Presidenta não se abala em interromper almoços e já mostrou que não quer atrasos nas reuniões da equipe de governo


Andréia Sadi e Adriano Ceolin, iG Brasília






Reuniões como a da coordenação política do governo agora acontecem pontualmente, diferentemente do que ocorria sob Lula
Os ministros que haviam trabalhado com Dilma quando a presidenta era chefe da Casa Civil do governo Lula não estranharam o estilo "non-stop" da petista. Já os novatos na Esplanada brincam nos bastidores que “acabou a paz” na rotina diária com a nova chefe.

Dilma não esperou o primeiro dia útil do ano e deu início aos trabalhos no terceiro andar do Palácio do Planalto no último domingo, quando recebeu chefes de Estado de outros países para discutir questões internacionais. Na segunda-feira, após reuniões com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia, Dilma parou para almoçar. A presidenta, no entanto, não quis perder tempo com deslocamentos e comeu no próprio gabinete.

Candidato a presidente da Câmara pelo PT, o deputado Marco Maia (RS) teve uma reunião com Dilma na tarde de segunda-feira. Apesar de se tratar de um primeiro encontro apenas protocolar, Dilma pediu detalhes sobre as negociações para a disputa pelo comando da Casa. Maia definiu Dilma como firme, porém tranquila. Os dois foram colegas de secretariado no governo de Olívio Dutra.



Após uma manhã com agenda pesada na segunda-feira, o novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez uma parada rápida para almoçar antes da maratona vespertina no ministério. Sentou-se em um restaurante para comer e, menos de 15 minutos após chegar ao local, recebeu uma ligação da presidenta chamando para uma conversa. Cardozo disse já estava terminando de comer e iria encontrá-la imediamente. Em tom de ironia, a nova chefe respondeu: ‘’Embrulha e traga para comer aqui. Não tem comida no seu ministério, não?”. O novo ministro caiu na gargalhada, largou o prato cheio e seguiu para o Palácio do Planalto.

Na primeira reunião de coordenação política, onde estiveram presentes os principais ministros de Dilma, a presidenta deu mais uma indicação de como será a rotina no Planalto. Marcada para as 18 horas, a reunião começou pontualmente, diferentemente do que acontecia na época do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido por seus atrasos. Após agenda intensa durante o dia, o encontro de Dilma com Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo, Luiz Sérgio, Miriam Belchior, Helena Chagas e Guido Mantega durou três horas. Hoje, por volta das 9h30, a presidenta já estava despachando no terceiro andar do Planalto.

DILMA MANTÉM ITALIANO BATTISTI NO BRASIL

Governo Central registra superávit de R$ 78,9 bilhões em 2010




Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As contas do Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registraram superávit de R$ 78,966 bilhões em 2010 e cumpriram a meta estabelecida para o ano, de 2,15% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com ajuda da capitalização da Petrobras e da retomada do crescimento econômico. Os números foram divulgados hoje (28) pelo Tesouro Nacional.

O resultado do ano ficou em 2,16% do PIB e é superior em 0,92 ponto percentual ao do ano anterior. Em 2009, o resultado do Governo Central ficou em R$ 39,436 bilhões ou 1,24% do PIB.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado. “A meta de 2010 para o Governo Central está cumprida. Cumprimos a meta cheia. Agora, em relação aos estados e municípios, não acredito que eles vão cumprir totalmente e vai faltar alguma coisa para completar os 3,1% [do PIB], que se dará com uma parte do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, disse ao deixar o ministério com destino a São Paulo.

O resultado de todo o setor público só deverá ser conhecido na próxima segunda-feira (31) quando os números serão divulgados pelo Banco Central.

Mantega destacou ainda que o resultado representa uma melhoria do governo. Segundo ele, em 2009 e 2010, o governo fez o que o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu: uma política de combate à crise com o aumento de investimentos e gastos para poder recuperar o país.

O ministro disse ainda que o governo vai cumprir a meta cheia de 2011 de 3% do PIB para o setor público consolidado.


Edição: Lílian Beraldo

Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto





Senhor Tarso Genro, meu querido companheiro, governador do estado do Rio Grande do Sul,
Meu querido amigo Cláudio Lottemberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil,
Senhor Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil,
Meus queridos ministros aqui presentes: Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos; Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário; Helena Chagas, da Comunicação Social.
Um cumprimento ao meu companheiro Beto Grill, vice-governador do estado do Rio Grande do Sul; ao deputado Giovani Cherini, presidente da Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul; a todos os parlamentares aqui presentes.
Queria também cumprimentar o meu querido companheiro Jaques Wagner, governador da Bahia e companheiro, comigo, do governo do presidente Lula.
Cumprimentar também o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, prefeito da minha cidade, que eu tenho certeza de que fará um grande mandato à frente da Prefeitura.
Queria cumprimentar também o prefeito Kassab, aqui presente, que veio lá de São Paulo para honrar este ato.
Cumprimentar o presidente do STJ, do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler; a doutora Simone Mariano da Rocha, procuradora-geral de Justiça do estado.
Queria cumprimentar um amigo, presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, o Jarbas Milititsky,
Queria cumprimentar cada um dos presentes, senhoras e senhores sobreviventes do Holocausto, senhoras e senhores representantes de lideranças das associações israelitas do Brasil.
Queria cumprimentar os senhores e as senhoras da imprensa aqui presentes,
E dirigir a todos os gaúchos e às gaúchas minha saudação especial, porque eu estou aqui na primeira, na minha primeira viagem oficial ao estado. Eu venho aqui ao estado em caráter não oficial, já vim várias vezes, mas esta é a primeira viagem oficial que eu faço.
E nada mais importante de ter vindo nesta circunstância, porque neste 27 de janeiro nós estamos homenageando, e é uma homenagem toda especial às vítimas do Holocausto, vítimas que vêm tanto da origem étnica, da origem judaica, decorrente só desta origem, ou porque eram ciganos ou porque eram eslavos. Mas, sobretudo, porque eram considerados inferiores ou porque eram considerados inimigos políticos como os socialistas, os comunistas, os social-democratas que foram mortos também, ou porque tinham uma opção sexual que não era do gosto daqueles governantes de então.
Essa sombra chamada Holocausto, ela inaugurou uma das mais lamentáveis violências do homem contra o homem na história da Humanidade. E uma violência especial, porque era uma violência que pela primeira vez combinava o uso da força, o emprego da dor e, ao mesmo tempo, a desumanização do considerado adversário ou daquele que era objeto de extermínio.
O Holocausto não é, nem nunca será, só um momento histórico dos anos da Segunda Guerra Mundial. O Holocausto abre no mundo uma determinada prática de trato do opositor político, que consiste em calá-lo, mas não apenas silenciá-lo ou derrotá-lo em uma guerra aberta. Trata-se de silenciá-lo através da sua redução à subumanidade através da tortura, da dor e da morte lenta que se praticava nos campos de concentração, que inauguram as prisões modernas das sociedades humanas do final do século XX e ainda neste início de século XXI. Porque nós temos de entender que, a partir dali, inaugurou uma época de violência industrializada, a tortura científica. As experiências que saíram daquele momento foram empregadas como técnicas em todas as guerras de extermínio de populações ou em todas as lutas decorrentes das ditaduras.
Por isso, no caso do Holocausto, o dever da memória não pode se confundir com a simples passividade da lembrança. A memória, nesse caso, ela expressa a firme determinação de impedir que a intolerância e a injustiça se banalizem no caminho da Humanidade, aquilo que uma grande judia, grande filósofa, Hannah Arendt chamou de “banalidade do mal”.
A memória é uma arma humana para impedir a repetição da barbárie, é isso que é a memória. Por isso, hoje e sempre, aqui e em todos os lugares, é nosso dever lembrar que o Holocausto é holocausto, é crime contra os direitos humanos e crime contra a Humanidade. Inaugura um momento deplorável da história humana e faz com que nós todos tenhamos de, sistematicamente neste dia, fazer esse exercício, que é o exercício da memória. Lembrar Auschwitz-Birkenau, que era um aglomerado de campos de concentração localizado no sul da Polônia, é lembrar todas as vítimas de todas as guerras injustas, de todas as ditaduras, que pelo mundo afora exterminaram, torturaram e tentaram calar milhões de seres humanos. Mas também é lembrar que foi naquele campo que muitas famílias judias foram destroçadas, homens e mulheres e crianças foram humilhados, foram seviciados, e seis milhões de vidas humanas foram ceifadas, porque também não se pode esquecer o que aconteceu ali, especificamente, com a vida de milhões de judeus. Lá não ocorreu de repente. Naquela época, não ocorreu de repente. Como em nenhuma época histórica, ou em nenhum momento posterior ocorreu. Porque a violência, ela começa a se transformar em rotina lentamente, ela não se torna rotina de um dia para outro. Naquela época, sinais claros forma sendo emitidos. E, de fato, silenciou-se diante dessa barbaridade.
Nós temos de lembrar sempre, para impedir que aqueles que não são objetos da barbárie se silenciem e pratiquem a grande arma humana diante desses momentos, que é a solidariedade e a coragem de se manifestar contra essas práticas e contra essas experiências com a vida humana.
Nós rendemos hoje a nossa homenagem às vítimas do Holocausto. Nós rendemos hoje homenagem a todos aqueles que foram perseguidos, torturados e mortos ao longo da história da Humanidade. Rendemos também homenagem ao povo judeu, especificamente, porque soube manter viva sua integridade através de uma resistência cultural e religiosa. Rendemos homenagem a esse povo que durante séculos teve sua pátria constituída por seus livros, seus intelectuais, sua história, sua religião, sua culinária e sua vida familiar. Rendemos homenagem à resistência cultural judaica, que pavimentou o caminho para uma pátria física, direito que não pode ser negado a nenhum povo.
O Brasil, de fato, presidiu a sessão da Assembleia das Nações Unidas, quando da decisão histórica da criação do Estado israelense. Nós fomos um dos primeiros países a reconhecer Israel. Estivemos também entre os principais defensores da resolução da ONU que instituiu esse dia em memória das vítimas do Holocausto.
Nós, aqui presentes, sabemos que o nosso país, ele se destaca pela diversidade de tradições culturais, religiosas, étnicas, que convivem em harmonia, que se relacionam de uma forma fraterna em seu território. A nossa própria Constituição Federal e a nossa legislação são claras e inflexíveis nessa questão. Nós rejeitamos por convicção, por cultura, por opção política, todo tipo de discriminação ou preconceito.
O meu governo, o governo da República Federativa do Brasil, ele será incansável defensor dos valores da igualdade, da dignidade humana, do respeito aos direitos humanos. E, sobretudo, nós temos clareza de que a nação brasileira, ela é integrada por valores que respeitam dois princípios: a paz e a conciliação.
Nós não somos um povo que odeia, nós não somos um povo que respeita o ódio. Por isso, o Brasil tem uma posição histórica que muito nos orgulha. Eu tenho a honra de dar continuidade a um governo que durante oito anos buscou, em conjunto com a comunidade das nações, a afirmação da paz em todos os recantos, em especial no Oriente Médio. Nós defendemos que a construção da paz, a busca da paz é essencial para melhorar a vida da Humanidade, para melhorar a vida daquelas nações que vivem momentos terríveis de guerras fratricidas, de guerras étnicas, de guerras religiosas. E acreditamos que o melhor caminho para diminuir esse sofrimento da humanidade é o convívio, sobretudo, é o diálogo e é um tratamento respeitoso da diferença cultural, social, étnica, moral. E, ao mesmo tempo, nós acreditamos que é nosso dever não compactuar com nenhuma forma, qualquer que seja, de violação dos direitos humanos em qualquer país, aí incluído o nosso.
Eu fico muito feliz de estar aqui, hoje, em Porto Alegre. Eu estive e assisti a uma cerimônia emocionante no ano passado, em Recife, quando nesse mesmo dia acompanhei o presidente Lula nessa homenagem às vítimas do Holocausto.
Agora, estou muito feliz de estar aqui em Porto Alegre. Primeiro, porque é a minha cidade. Segundo, porque muitos amigos meus estão aqui presentes, neste momento. E terceiro, e sobretudo, porque eu sei que o início da presença do povo judeu na construção da nação brasileira teve um momento especial aqui em Porto Alegre, como teve um momento especial, também, lá em Pernambuco. E o que nós temos absoluta clareza é que a tradição do povo judeu, a sua dignidade, a sua resistência integram, de forma muito especial, a nossa nacionalidade.
Por isso, eu quero dizer para vocês que aqui eu reitero, mais uma vez, que o meu governo prefere, sempre, as múltiplas vozes da democracia – mesmo que eventualmente discordem do que nós pensamos, num determinado momento – ao silêncio das ditaduras, dos campos de concentração e do Holocausto.
Eu queria dizer que no Brasil o dever da memória é algo indissociável do dever de festejar a vida, porque nós somos, eminentemente, um povo que encara como sendo um momento muito especial da vida entender, compreender e sobretudo saber que é importante, para evitar que se repita, lembrar sempre, afirmar sempre que nós rejeitamos a barbárie.
Queria agradecer a todos aqui presentes e dizer, para encerrar: Shalom. Muito obrigada.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

AVE RARA


BEIJA-FLOR PERUANO

AVES RARAS

AVE RARA

Ativista gay é espancado até a morte em Uganda










Editor do jornal "Rolling Stone",Giles Muhame, mostra edição em que fotos de gays foram expostas




DA REUTERS, EM CAMPALA

O ativista dos direitos gays David Kato foi espancado até a morte em sua casa em Campala, em Uganda, informaram grupos de direitos humanos.

O nome de Kato apareceu ao lado de outros gays em um artigo do jornal ugandense "Rolling Stone", no ano passado, sob o título "Enforque eles". Muitas pessoas relataram ter sofrido agressões após a publicação de seus nomes e fotos e Kato chegou a dizer à rede de TV CNN que temia por sua vida.

"Testemunhas disseram à polícia que um homem entrou na casa de Kato aproximadamente a 1h de 26 de janeiro de 2011, bateu duas vezes na sua cabeça e fugiu em um veículo", disse a ONG Human Rights Watch, em um comunicado.

"Kato morreu a caminho do Hospital Kawolo. A polícia disse ao advogado de Kato que tem o número da placa do veículo e está procurando por ele".

A polícia não quis comentar o assunto.

Não está claro se o assassinato está vinculado ao ativismo de Kato ou a lista do jornal. Kato afirmou ter recebido ameaças de morte desde a sua publicação.

Amigos de Kato, que não quiseram ser identificados, disseram à agência de notícias Reuters que ele foi atacado com um martelo. Eles suspeitam que o fato de ser homossexual pode ser o motivo do assassinato brutal.

Human Rights Watch pediu uma investigação e que o governo de Uganda proteja os homossexuais da violência e do "discurso do ódio" que pode incitá-la.


No começo de janeiro, um juiz da Alta Corte de Uganda determinou que órgãos de imprensa do país não podem publicar a identidade de pessoas que eles consideram ser homossexuais.

Atos homossexuais são ilegais em Uganda, e ativistas dizem que os gays vivem sob ameaça no país africano. A perseguição aos gays foi manchete em todo mundo quando o Parlamento de Uganda tentou aprovar uma lei que previa pena de morte para homossexuais "reincidentes".

No ano passado, o jornal "Rolling Stone" publicou listas de pessoas que, segundo o jornal, eram gays. Kato e outros dois ativistas entraram com processo contra a publicação, que teve que pagar 1,5 milhão de xelins ugandenses (R$ 1.070) de indenização e as despesas legais.

Giles Muhame, 22, editor do jornal, disse à Reuters que condena o assassinato e que o jornal não quer que os gays sejam atacados. "Se ele foi assassinado, isso é ruim e nós rezamos por sua alma", disse Muhame, acrescentando que o pedido de enforcamento é para o governo mate quem promove a homossexualidade. "Nós dizemos que eles têm que ser enforcados, não apedrejados ou atacados", defende.

Os fatos, ora os fatos



Por Carlos Brickmann

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/


Estamos comemorando o aniversário da maior cidade italiana depois de Roma, da maior cidade japonesa fora do Japão, da maior cidade nordestina do Brasil. A cidade que é chamada de bairrista e elitista, mas teve entre seus prefeitos dois negros, uma nordestina, um matogrossense, dois fluminenses, um filho e um neto de imigrantes libaneses. É a capital de um estado que colocou como seus representantes na Presidência da República dois fluminenses, um pernambucano e um matogrossense. Que, entre os diversos ditadores que assolaram o país, pode orgulhar-se de dizer que nenhum nela nasceu, nem cresceu, nem se familiarizou com sua vida.

E, no entanto, boa parte da imprensa diz que São Paulo é uma cidade preconceituosa, capital de um estado preconceituoso. Sempre há, nas mentiras, um toque de verdade: os paulistas costumam chamar todos os nordestinos de "baianos" (já os cariocas sempre preferiram chamá-los de "paraíbas"). Adhemar de Barros usou a origem matogrossense de Jânio Quadros para torpedear sua candidatura, mas Jânio venceu a eleição. Orestes Quércia era conhecido como "calabrês", Mário Covas como "espanhol", Maluf como "turco", mas todos eles foram vitoriosos nas urnas.

Uma das coisas mais impressionantes, entre muitos jornalistas, é a falta de informações sobre São Paulo.

Há muitos anos, quando o Rio comemorou 400 anos, o governador Carlos Lacerda mandou fazer um imenso bolo de aniversário. Um garoto de São Paulo escreveu a Lacerda, pedindo que lhe enviasse um pedaço do bolo. Lacerda, excelente marqueteiro, preferiu mandar ao garoto três passagens para o Rio – ele, o pai e a mãe comeriam o bolo pessoalmente, a seu lado. Um jornal carioca mandou a pauta para a sucursal paulistana, dando o endereço do menino, na rua Duque de Caxias. Na cidade de São Paulo havia na época cinco endereços possíveis, entre ruas, avenidas, praças e largos. E nada do garoto.

Houve as piadas de praxe ("desculpe termos mandado poucas informações, só o nome e o endereço, da próxima vez mandamos também a foto") e, no dia seguinte, veio no próprio jornal a informação completa: o garoto morava em Amparo, a 125 km da capital. O pauteiro era jornalista dos bons, mas não sabia que São Paulo tinha mais de 500 municípios, alguns a centenas de quilômetros da capital, todos com rua, praça e avenida Duque de Caxias.

Um repórter nordestino trabalhou por muitos anos em São Paulo. Certo dia, viajou para Ribeirão Preto. Voltou impressionadíssimo: pensou que o interior fosse uma região agreste, e encontrou uma área riquíssima da qual não suspeitava, com agricultura próspera, indústria, comércio ativo. Era outro mundo.

Certa vez, Juscelino Kubitschek se queixou a Ulysses Guimarães de que São Paulo só gerava monstros políticos. Mas o próprio Ulysses não foi um monstro político. Foram políticos paulistas como ele, como Franco Montoro, como Olavo Setúbal, como Antônio Ermírio, que desistiram de seus sonhos presidenciais para juntar forças em volta do mineiro Tancredo Neves.

Cabe aos meios de comunicação buscar mais informação e exibir menos preconceito. A campanha divisionista, preconceituosa, que fez parte da luta pela presidência, não é boa para ninguém e é péssima para o país. Não há vitória eleitoral que valha a estupidez do preconceito antipaulista. E que melhor ocasião do que o 457º aniversário da cidade criada pelo cacique Tibiriçá, pelos três notáveis jesuítas Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Manoel de Paiva, pelo judeu João Ramalho e sua mulher, a índia Bartira, filha de Tibiriçá, para lembrar à imprensa que este país é um melting pot que só tem sentido se recusar preconceitos?



Brasil teve em 2010 a menor taxa de desemprego da série histórica









Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A taxa de desemprego média no Brasil em 2010 foi de 6,7%, a menor da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002. Segundo o órgão, o contingente de desocupados foi de 1,6 milhão de pessoas, em média, no ano passado.

Em 2009, a taxa havia ficado em 8,1%. O dado foi divulgado hoje (27) pelo IBGE. Já as pessoas ocupadas somaram 22 milhões, 3,5% a mais do que em 2009.

O número de pessoas com carteira assinada no setor privado também atingiu um recorde no ano passado. Foram 10,2 milhões de pessoas, em média, em 2010, ou seja 46,3% do total de pessoas ocupadas. Em 2009, a proporção era de 44,7%.

O rendimento médio real dos trabalhadores em 2010 foi o maior desde 2003: R$ 1.490,61. O ganho foi de 3,8% em relação a 2009 e de 19,0% em relação a 2003.

Levando em consideração apenas o mês de dezembro de 2010, a taxa de desemprego foi de 5,3%, com um contingente de desocupados de 1,3 milhão de pessoas. O rendimento médio foi de R$ 1.515,10.

Edição: Talita Cavalcante

AGENDA DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA




Quinta-feira
27 de janeiro de 2011


09h30 - Despacho interno
Palácio do Planalto

11h - Partida para o Rio de Janeiro (RJ)
Base Aérea de Brasília (DF)

12h30 - Chegada ao Rio de Janeiro
Base Aérea do Galeão

13h15 - Almoço
Palácio das Laranjeiras

15h - Anúncio de unidades habitacionais para os desabrigados da
Região Serrana
Palácio Guanabara

16h - Visita ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro
Rua Ulysses Guimarães, nº 300

17h - Partida para Porto Alegre (RS)
Base Aérea do Galeão

18h45 - Chegada a Porto Alegre
Aeroporto Salgado Filho

19h - Cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas
do Holocausto
Ministério Público Estadual, Praça Marechal Deodoro, 110

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PIANO MISTERIOSO







Um piano de cauda apareceu sobre um banco de areia no mar em plena baía Biscayne de Miami, sem que as autoridades saibam como explicar o mistério de como chegou até ali.


A Guarda Costeira americana (USCG) afirma não ter informações sobre o misterioso piano e que não vai tirar o instrumento de lá enquanto não representar ameaça para a navegação ou o ambiente.

A Comissão de Pesca e Vida Silvestre da Flórida (FWC) indicou, por sua parte, que também não fará nada para tirar o piano do banco de areia.

"Pode haver aves que queiram se inspirar e resolvampousar no piano. Por que não?", afirmou o porta-voz da FWC em Miami, Jorge Pino.

BBC

Piano não será será retirado enquanto não representar ameaça para a navegação ou o ambiente

ENTRE-TEXTOS - ÌNTEGRA DO BATE-PAPO COM ROGEL SAMUEL




ÌNTEGRA DO BATE-PAPO COM ROGEL SAMUEL EM ENTRE-TEXTOS


Moderador Entre-textos: Boa noite! A partir de agora você conversa com o escritor Rogel Samuel
Data 17/10/2008 20:03:08
Rogel Samuel: Boa noite a todos.
Data 17/10/2008 20:04:09
Dílson Lages: Boa noite, amigo! Rogel, Você já me afirmou que a quarta edição do Novo Manual é a que mais lhe apraz. Por quê?
Data 17/10/2008 20:05:27
Rogel Samuel: Sim, principalmente porque até agora não li nenhum erro ou frase que eu poderia deixar melhor
Data 17/10/2008 20:05:57
Rogel Samuel: O texto foi reescrito quase totalmente. Novos conceitos foram introduzidos. Parece que está bem, pois já está na quarta edição.
Data 17/10/2008 20:06:30
Rogel Samuel: Fiz o melhor que pude.
Data 17/10/2008 20:07:23
Teresa: Professor entrei na universidade agora em São Luís no Curso de Letras e estou tendo uma certa dificuldade para gostar de literatura. O que o senhor acha que devo fazer?
Data 17/10/2008 20:07:50
Rogel Samuel: Temos 80 páginas a mais.
Data 17/10/2008 20:08:07
Rogel Samuel: Teresa, você deve procurar um romance ou um poeta do seu gosto. Existe uma coisa que se chama - crítica do gosto.
Data 17/10/2008 20:09:20
Dílson Lages: O que mudou em relação as edições anteriores do ponto de vista teórico?
Data 17/10/2008 20:09:26
Rogel Samuel: Mudou alguma coisa sim. Novos capítulos foram introduzidos e outros refeitos. Introduzi, por exemplo, o estudo da Internet.
Data 17/10/2008 20:11:01
Rogel Samuel: A webcultura, a poesia digital etc são fatos novos.
Data 17/10/2008 20:11:58
Rogel Samuel: Escrevi um pouco mais sobre a evolução da literatura.
Data 17/10/2008 20:13:03
Rogel Samuel: E separei modernidade e pós-modernidade.
Data 17/10/2008 20:13:56
Dílson Lages: O senhor vê de forma positiva o uso de novos suportes para a arte literária. Que mudanças se anunciam para o sistema literário por conta da internet?
Data 17/10/2008 20:14:07
Rogel Samuel: Acredito na webcultura. aindo hoje li no 45 graus uma excelente matéria sobre isso que veio da feira de Frankfurt.
Data 17/10/2008 20:15:54
Teresa: O senhor pode se estender um pouco no assunto? Quais romancistas e poeta o senhor indica?
Data 17/10/2008 20:15:58
Dílson Lages: Você escreve no livro que ler “é nomear sentidos”. O que muda na leitura do crítico literário e na do leitor à cara de entretenimento?
Data 17/10/2008 20:17:46
Rogel Samuel: Teresa, abra um livro.... um romance.... e se você for tomada pelo texto, continue. Se não procure outro livro. Vá assim até encontrar o seu autor do coracão.
Data 17/10/2008 20:17:54
Rogel Samuel: Teresa, quando eu era professor do segundo grau, um dia um pai de aluno me disse: meu filho não lê nada! Não adianta!. Eu disse que ia resolver o problema... Conversei com o rapaz e descobri que ele gostava mesmo era de moto
Data 17/10/2008 20:20:41
Rogel Samuel:
Data 17/10/2008 20:20:47
Verbena: Boa noite pra todo mundo online aqui! Professor quem quer fazer crítica literária deve começar por onde? Por que teoria?
Data 17/10/2008 20:21:50
Rogel Samuel: Então descobri um livro de um motoqueiro que o rapaz passou a noite lendo. De uma só vez.
Data 17/10/2008 20:22:16
Teresa: então me recomende algum romance sobre coisas do lar, tipo culinária . Tem algum de memória?
Data 17/10/2008 20:23:29
Rogel Samuel: Dilson, A leitura crítica faz levantar alguns dos sentidos possíveis. É preciso dizer que neste livro quase nada é pensamento meu, pois é um “manual”, ou seja, um livro-resumo, um vade-mecum da ciência da literatura.
Data 17/10/2008 20:23:45
Rogel Samuel: Eu sempre tive facilidade em resumir, passei a vida toda resumindo trechos, sublinhando e riscando livros (o que não recomendo), é possível saber que livros eu li porque estão todos rabiscados, anotados. Eu sempre grifei as frases mais impor
Data 17/10/2008 20:24:34
Rogel Samuel: mais importantes.
Data 17/10/2008 20:25:25
Dílson Lages: Entre as correntes da crítica literária qual mais cativa Rogel?
Data 17/10/2008 20:26:07
Rogel Samuel: O processo hermenêutico, descobrir os meus sentidos no texto. Descobrir-me no texto.
Data 17/10/2008 20:28:41
Rogel Samuel: Verbena, deve começar
Data 17/10/2008 20:30:27
Rogel Samuel: Verbena, comece lendo os críticos brasileiros. A crítica começa com Machado de Assis.
Data 17/10/2008 20:32:11
Dílson Lages: Com tantas correntes examinando os aspectos materais do textos, independente de sua natureza, e até mesmo a recepção da obra, ainda vê espaço para a crítica impressionista e para a biográfica?
Data 17/10/2008 20:32:47
Rogel Samuel: Dilson, tudo é possível na pós-modernidade. Mas seria algo novo.
Data 17/10/2008 20:34:35
Rogel Samuel: Dilson, o que se vê hoje é o fim dos gêneros, da separação entre literatura e crítica .... e o nascimento do texto.
Data 17/10/2008 20:38:21
Rogel Samuel: Um texto concorrente com o texto literário
Data 17/10/2008 20:39:11
Dílson Lages: O Novo Manual de Teoria Literária está destinado realmente a quem? Ao crítico? Ao leitor comum? Aos estudantes de letras? Quem de fato você quer atingir?
Data 17/10/2008 20:39:53
Rogel Samuel: O ideal seria o leitor em geral. Mas o maior número de leitores são alunos das faculdades de letras, da graduação e pós-graduação.
Data 17/10/2008 20:40:46
Teófilo: Alguns escritores, inclusive de bom nível, se dizem desinteressados em crítica e teoria literária. eles podem ser grandes escritores sem o estudo dessas teorias?
Data 17/10/2008 20:41:46
Rogel Samuel: Continuando a questão anterior, o crítico hoje também é um escritor.
Data 17/10/2008 20:42:13
Teófilo: E meu cordial boa noite, estou acompanhando desde o incício mas só agora criei coragem e estou perguntando.
Data 17/10/2008 20:42:37
Rogel Samuel: Teófilo, sim, podem. Há grandes escritores que não gostam da crítica. Mas depende de qual crítica.
Data 17/10/2008 20:44:02
Dílson Lages: Quando surgiu a idéia de escrever o Novo Manual de Teoria e Técnica Literária?
Data 17/10/2008 20:45:20
Rogel Samuel: Há grandes escritores que viveram da crítica, como Barthes.
Data 17/10/2008 20:45:28
Verbena: Entre as teorias que o senhor apresenta no livro, alguma mais influenciou a crítica literária?
Data 17/10/2008 20:47:42
Dílson Lages: Uma correção professor, o Novo Manual de Teoria Literária.
Data 17/10/2008 20:48:20
Rogel Samuel: Em 1983. Mas foi difícil convencer a editora, que me sugeriu, ou melhor, me impôs uma condição, que o livro fosse escrito por vários professores (e que adotassem o livro! e muitos nunca o adotaram!). Ora, foi uma imposição errada, pois se o
Data 17/10/2008 20:49:28
Dílson Lages: Rogel, qual o segredo para que este livro fosse editado sucessivas vezes e caísse no gosto de professores e estudantes?
Data 17/10/2008 20:52:32
Rogel Samuel: Dilson, não há segredo, o livro é um resumo, o mais claro possível. Espero que eu tenha facilitado as coisas. É um livro que procura ser didático.
Data 17/10/2008 20:55:30
Dílson Lages: Quais conceitos de Teoria Literária você julga mais devam ocupar o pensamento dos escritores iniciantes?
Data 17/10/2008 20:56:23
Rogel Samuel: Como eu dizia antes, o editor não acreditava no livro.
Data 17/10/2008 20:57:34
Verbena: Qual o entendimento do senhor sobre a crítica literária que se faz atualmente no Brasil?
Data 17/10/2008 20:58:12
Rogel Samuel: Hoje temos 14 edições da primeira fase e 4 da segunda. Ao todo 18 edições.
Data 17/10/2008 20:58:53
Dílson Lages: Quantos exemplares aproximadamente já circularam desta obra?
Data 17/10/2008 21:00:05
Rogel Samuel: Aos escritores iniciantes eu indicaria um crítico muito antigo chamado antonio Albalat, que escreveu A arte de escrever e outro livro sobre a formação do estilo. Ninguém lê mais isso. Mas Albalat é um mestre, está na raiz da crítica genetica
Data 17/10/2008 21:02:47
Rogel Samuel: Por exemplo, Albalat estudou os rascunhos dos grandes escritores franceses e viu como eles fizeram.
Data 17/10/2008 21:04:26
Dílson Lages: Em A crítica da escrita, o senhor enfatiza a valorização da vivência como pano de fundo para as especulações teóricas naquele livro. A vivência em o Novo Manual de Teoria Literária foi mais importante que a pesquisa bibliográfica?
Data 17/10/2008 21:05:00
Rogel Samuel: Albalat chega a recomendar a cópia e modificação dos textos...
Data 17/10/2008 21:05:22
Dílson Lages: Digo, a vivência da leitura e da sala de aula, no exercício contínuo das teorias...
Data 17/10/2008 21:06:05
Rogel Samuel: Eu não sei, pois as edições antigas eram de 3 mil exemplares. E as novas menos.
Data 17/10/2008 21:06:15
Rogel Samuel: Sim, Dilson, a vivência em sala de aula, o exercício crítico começa com o professor de literatura explicando um texto.
Data 17/10/2008 21:07:55
Rogel Samuel: O crítico tem de dominar uma série de amplos conhecimentos, como a política, a história, a filosofia, a psicanálise, a antropologia etc.
Data 17/10/2008 21:10:53
Rogel Samuel: Sem esquecer a linguistica.
Data 17/10/2008 21:11:26
Moderador Entre-textos: O bate-papo chega ao fim. Agradecemos a todos que parciparam com perguntas ou simplesmente acompanhando o diálogo.
Data 17/10/2008 21:12:24
Rogel Samuel: Agradeço a todos a atenção. Boa noite.
Data 17/10/2008 21:13:23
Moderador Entre-textos: Boa noite a todos!
Data 17/10/2008 21:13:55

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AGENDA DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA






SOMENTE A NBR TRANSMITIU O DISCURSO DA NOSSA PRESIDENTA EM SÃO PAULO, HOJE




Presidência da República


AGENDA DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA


Terça-feira
25 de janeiro de 2011

Segunda alteração


10h - Partida para São Paulo (SP)
Base Aérea de Brasília (DF)

11h30 - Chegada a São Paulo
Aeroporto de Congonhas

12h20 - Cerimônia de entrega da Medalha 25 de Janeiro
Prefeitura de São Paulo, Viaduto do Chá, 15, Edifício Matarazzo,
Centro

14h - Despachos internos
Escritório Regional da Presidência da República

16h - Partida para Brasília
Aeroporto de Congonhas

17h30 - Chegada a Brasília
Base Aérea de Brasília

Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo




A Petrobras avançou mais uma posição e passou do quarto para o terceiro lugar no ranking PFC Energy 50 - consultoria de energia com atuação junto a empresas e governos de todo o mundo. Segundo publicação, a Petrobras completou dezembro de 2010 com US$ 228,9 bilhões, à frente de gigantes como a Shell e a Chevron, que ficaram, respectivamente, na quarta e quinta posição.


A ExxonMobil, com valor de mercado de US$ 368,7 bilhões, ficou com a primeira posição do ranking. O segundo lugar ficou com a PetroChina, com valor de mercado 18% menor que a líder (US$ 303,3). A publicação divulgada nesta segunda-feira lista as maiores empresas de energia do mundo em valor de mercado.


As informações foram divulgadas pela própria Petrobras que ressalta, ainda, o fato de a consultoria PFC Energy ter destacado a "constante ascensão da Petrobras, que passou de 27º lugar, na primeira edição do ranking em 1999, para a terceira colocação em pouco mais de uma década".


"Segundo a consultoria, o valor de mercado da companhia, que era de US$ 13,5 bilhões naquele ano, cresceu a uma taxa composta de 27% ao ano. Ainda de acordo com a PFC Energy, o recuo no preço das ações da Petrobras em 2010 foi compensado pela capitalização de US$ 67 bilhões", diz a nota da estatal.


A PFC Energy publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa e tem como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.


Confira as dez maiores empresa de energia, segundo a pesquisa:


ExxonMobil US$ 368,7 bilhões
PetroChina US$ 303,3 bilhões
Petrobras US$ 228,9 bilhões
Royal Dutch Shell US$ 207,9 bilhões
Chevron US$ 183,6 bilhões
Gazprom US$ 149,4 bilhões
BP US$ 136,3 bilhões
Total US$ 124,5 bilhões
Schlumberger US$ 113,9 bilhões
CNOOC (China National Offshore Oil Corporation) US$ 106 bilhões

Agência Brasil

Aranha cria 'clone' de si mesma para despistar predadores


Clone (à dir.) age como isca (Foto: I-Min Tso/Divulgação)







Matt Walker,
Da BBC Earth News



Cientistas em Taiwan descobriram uma espécie de aranha que cria um "clone" de si mesma para despistar seus predadores.

Em artigo publicado na revista especializada Animal Behaviour, os biólogos Ling Tseng e I-Min Tso, da Universidade de Tunghai, afirmam ainda que este pode ser o primeiro exemplo de um animal capaz de construir uma réplica em tamanho natural de seu próprio corpo.

Segundo eles, o comportamento da espécie, chamada Cyclosa mulmeinensis, também ajuda a esclarecer por que muitos aracnídeos gostam de decorar suas teias com ornamentos estranhos, como partes de plantas, dejetos e restos de presas e de ovos.

Como esses detritos geralmente têm as mesmas cores das aranhas, os cientistas suspeitam que eles ajudem a camuflar a aranha.

'Iscas'

Tseng e Tso observaram, em uma ilha na costa de Taiwan, que a Cyclosa mulmeinensis não apenas decorava sua teia, como também juntava os detritos para compor objetos de seu próprio tamanho.

Segundo os cientistas, esses "dublês" atraíam os predadores - em geral, vespas - por também terem a mesma cor e a mesma maneira de refletir a luz que as verdadeiras aranhas.

"Nossos resultados mostram que esta espécie vulnerável de aranha se protege de ataques de predadores, construindo iscas que os atraem mais do que ela própria", escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Eles afirmam que em teias não decoradas, as vespas atacavam diretamente as aranhas.

Mistério

Há mais de cem anos, cientistas vêm tentando entender por que muitas espécies de aranhas decoram suas teias.

Mas para Tso, não há uma só resposta.

"Creio que a função da decoração varia entre as espécies", disse o cientista à BBC, citando como exemplo as teias decoradas com seda, que têm por objetivo reforçar a trama e impedir que ela seja destruída. Outras teias são decoradas para atrair e deter presas.

O disfarce é um recurso muito usado por vários animais.

Alguns tentam evitar serem vistos usando a camuflagem para se "misturar" a seu habitat, como as mariposas. Outros, como as lagartixas, desenvolvem artefatos mais sofisticados, como o de conseguir se soltar se sua cauda por pega.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A história de um crime de 20 trilhões de dólares



Documentário que será lançado em fevereiro no Brasil mostra o comportamento criminoso de agentes políticos e econômicos que conduziu à crise mundial de 2008. Essa conduta criminosa provocou a perda do emprego e da moradia para milhões de pessoas. "Inside Job" (que ganhou o título de "Trabalho interno" em português) conta um pouco da história que Wall Street e seus agentes pelo mundo querem que seja esquecida o mais rápido possível. Documentário resultou de uma extensa pesquisa e de uma série de entrevistas com políticos e jornalistas, revelando relações corrosivas e promíscuas entre autoridades, agentes reguladores e a Academia.

Marco Aurélio Weissheimer




Como causar uma quebradeira de 20 trilhões de dólares, por meio de uma farra de negócios especulativos, e cobrar a conta de milhões de pobres mortais que não participaram da festa? O documentário Inside Job (“Trabalho interno”, em português) responde essa pergunta mostrando o comportamento criminoso de agentes políticos e econômicos que conduziu à crise econômica mundial de 2008. Essa conduta criminosa provocou a perda do emprego e da moradia para milhões de pessoas.

Dirigido por Charles Ferguson (mesmo diretor de No End in Sight) e narrado por Matt Damon, o documentário conta um pouco da história que Wall Street e seus agentes pelo mundo querem que seja esquecida o mais rápido possível. Para repeti-la, provavelmente.

O documentário resultou de uma extensa pesquisa e de uma série de entrevistas com políticos e jornalistas, revelando relações corrosivas e promíscuas entre autoridades, agentes reguladores e a Academia.

Em No End in Sight, Ferguson faz uma análise sobre o governo de George W, Bush e sua conduta em relação à Guerra do Iraque e a ocupação do país, questionando as mentiras utilizadas pelas autoridades norte-americanas para sustentar a ocupação. Agora, em Inside Job, mais uma vez o diretor expõe uma teia de mentiras e condutas criminosas que prejudicaram seriamente (e seguem prejudicando) a vida de milhões de pessoas. Agende-se: a estreia do documentário no Brasil está prevista para o dia 18 de fevereiro.

“Se você não ficar revoltado ao final do filme, você não estava prestando atenção” – diz uma das frases promocionais do documentário. Uma revolta necessária, pois, neste exato momento, muitos dos agentes causadores da crise (do roubo, seria melhor dizer) voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades. Algumas das mais novas vítimas são gregos, irlandeses, espanhóis, portugueses e outros povos europeus que estão sendo “convidados” a “aceitar a ajuda do FMI”.

Os arautos das privatizações e da desregulamentação seguem soltos como se nada tivesse ocorrido. Inside Job mostra as entranhas deste mundo de cobiça, cinismo e mentira. São estes criminosos, no frigir dos ovos, que seguem dando as cartas no planeta. Preparem o estômago, abram os olhos e ouvidos e não deixem de ver esse filme.

KRISHNAMURTI




Being nothing, being a desert in oneself, one hopes through another to find
water. Being empty, poor, wretched, insufficient, devoid of interest or
importance, one hopes through another to be enriched. Through the love of
another one hopes to forget oneself. Through the beauty of another one hopes to acquire beauty. Through the family, through the nation, through the lover, through some fantastic belief, one hopes to cover this desert with flowers. And God is the ultimate lover. So one puts hooks into all these things. In this there is pain and uncertainty, and the desert seems more arid than ever before. Of course it is neither more nor less arid; it is what it was, only one has avoided looking at it while escaping through some form of attachment with its pain, and then escaping from that pain into detachment. But one remains arid and empty as before. So instead of trying to escape, either through attachment or through detachment, can we not become aware of this fact, of this deep inward poverty and inadequacy, this dull, hollow isolation? That is the only thing that matters, not attachment or detachment. Can you look at it without any sense of condemnation or evaluation? When you do, are you looking at it as an observer who looks at the observed, or without the observer? – The Urgency of Change

domingo, 23 de janeiro de 2011

A maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras!




Rogel Samuel


Escreveu-me o meu leitor Marcos Freitas que “infelizmente já existiram no Brasil tragédias ainda maiores! A maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras” em 196.

“Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967.
Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro.

No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país.
O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos.

A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas.

Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas!

Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967.

O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.

O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).

Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte.

Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.

Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.

Vimos mortos nas árvores, braços na lama', disse Bárbara Osório-MacLaren que nasceu na Alemanha em janeiro de 1939.

Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país. Foi morar em São Paulo.
No Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir:
- "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa".
A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967. Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade.”.

Foi o que relatou meu leitor e eu resumi por aqui.

J. KRISHNAMURTI







MEDITAÇÕES





A mente meditativa é silenciosa. Não é o silêncio que o pensamento pode imaginar;
não é o silêncio de um calmo anoitecer; é o silêncio que vem quando o pensamento
com todas as suas imagens, palavras e percepções - cessa completamente.
Esta mente meditativva é a mente verdadeiramente religiosa
- religiosidade que não é tocada pelas igrejas, os templos ou os cânticos. %

A mente religiosa é a explosão do amor - de um amor que não conhece a separação. Para ele, o longe é perto. Não é o amor de um só, ou de muitos; é, antes, um estado de amor no qual toda a divisão desaparece. Tal como a beleza ele também não cabe na medida das palavras. E só a partir deste silêncio a mente meditativa actua.

A meditação é uma das maiores artes da vida - talvez a maior, e não é possível aprendê-la de alguém. Nisso reside a sua beleza. Não está sujeita a nenhuma técnica, e portanto a nenhuma autoridade. Aprendermos a respeito de nós mesmos, observando-nos, vendo o modo como andamos, como comemos, reparando no que dizemos, nas conversas fúteis e maldizentes, na inimizade, no ciúme... estarmos atentos a tudo isto, em nós mesmos, sem qualquer escolha, faz parte da meditação. Assim, a meditação pode acontecer quando estamos sentados num autocarro ou passeamos nos bosques cheios de luz e de sombras, quando escutamos o canto das aves, quando olhamos o rosto da nossa mulher ou do nosso filho.

É curioso como a meditação se torna uma constante presença: não há um fim nem um princípio para ela. É como uma gota de chuva: nela estão todos os regatos, os grandes rios, os mares e as quedas de água... A gota de chuva alimenta a terra e o homem; sem ela, a terra seria um deserto. Sem a meditação, também o coração se torna um deserto, um lugar abandonado.

Meditar é ver se o cérebro, com todas as suas atividades, todas as suas experiências, pode ficar inteiramente silencioso; sem ser forçado a isso, porque no momento em que se força, nasce a dualidade. A entidade que diz, «gostaria de ter experiências maravilhosas, portanto tenho de forçar o meu cérebro a ficar quieto» - não conseguirá aquietá-lo. Mas se começarmos a procurar descobrir, a reparar, a escutar todos os movimentos do pensamento, o seu condicionamento, os seus interesses, os seus medos, os seus desejos, observando como o cérebro funciona, então veremos que ele se toma extraordinariamente quieto; mas essa quietude não é entorpecimento: ele está extremamente ativo e, portanto, silencioso. Um poderoso dínamo a trabalhar perfeitamente quase não se ouve; só quando há fricção, há ruído.

Silêncio e amplidão interior andam juntos. A imensidade do silêncio é a imensidade da mente em que não existe um centro.

A meditação requer um trabalho de grande empenhamento. Requer a mais alta forma de disciplina - não a do conformismo, da imitação, da obediência - mas uma disciplina que nasce de uma atenção constante, não apenas às coisas que nos rodeiam exteriormente, mas também interiormente. Assim, a meditação não é uma atividade de isolamento. Ela é ação na vida quotidiana, que exige cooperação, sensibilidade e inteligência. Sem lançarmos a base de uma vida reta, a meditação toma-se uma fuga, e não tem portanto valor algum. Uma vida reta não consiste em seguir a «moralidade» social, mas em estar liberto da avidez, da inveja, da procura de poder - todos eles criadores de inimizade. Não é pela ação da vontade que podemos libertar-nos deles, mas pela atenção que lhes damos por meio do auto-conhecimento. Se não conhecemos as atividades do «eu», a meditação torna-se uma forma de excitação ligada aos sentidos, e é portanto de muito pouco significado.

Andar sempre à procura de .«experiências transcendentes», mais variadas e intensas, é uma forma de fugir da realidade presente, daquilo que é, ou seja, de nós mesmos, da nossa própria mente condicionada. Uma mente desperta, inteligente, livre, que necessidade tem dessas experiências? A luz é luz; não anda à procura de mais luz.

Se não sabemos o que é a meditação - e ela é realmente muito extraordinnária - somos como cegos num mundo de cores vivas, de sombras e de luz em movimento. Meditar não é uma actividade intelectual, uma actividade mental, mas quando o coração «inunda» a mente, esta adquire uma qualidade inteiramente nova; fica, então, verdadeiramente sem limites, não só na sua capacidade de pensar e de agir com eficiência, mas também no sentir que está a viver num espaço imenso, onde fazemos parte de tudo.
A meditação é o movimento do amor. Não é o amor de um só ou de muitos. É a água que brota, inesgotável, e que qualquer pessoa pode beber, por um jarro qualquer, seja ele de ouro ou de barro. E acontece uma coisa singular, que nenhuma droga ou auto-hipnose pode fazer acontecer: a mente como que entra em si mesma, começando àsuperfície e penetrando sempre mais profundamente - até que «profundidade» e «altura» perdem o seu significado e toda a forma de medida cessa. Neste estado há completa paz - não um contentamento que surge como uma recompensa - mas uma paz que é ordem, beleza e intensidade. Pode ser destruída - tal como se pode destruir uma flor - e contudo, devido à sua subtileza e ausência de rigidez, ela é indestrutível. Esta meditação não pode ser aprendida de outrem. Temos de «começar» sem nada saber sobre ela, e de ir sempre de inocência em inocência.

O solo em que a mente meditativa pode desabrochar é o solo da vida quotidiana, com os seus conflitos, dores e fugazes alegrias. Deve nascer aí, para criar ordem, e a partir desta prosseguir constantemente. Mas se estamos apenas interessados em criar ordem, então essa mesma «ordem» trará a sua própria limitação, e a mente ficará dela prisioneira. Em todo este movimento, temos, de algum modo, de «começar» a partir do outro lado, a partir da outra margem, sem estarmos sempre preocupados com esta margem ou em como atravessar o rio. Temos de dar um mergulho na água, sem saber nadar. E a beleza da meditação é que nunca sabemos onde estamos, onde é que vamos, qual é o fim.

A meditação não é algo diferente da vida de todos os dias; não é isolarmo-nos no canto de um quarto, para meditar durante dez minutos, e depois sairmos dali e irmos destruir o nosso semelhante - não só metaforicamente como de maneira real. Meditar é algo da maior seriedade. Podeis fazê-Io durante o dia, no emprego, com a família, quando dizeis a alguém «Amo-te», quando cuidais dos vossos filhos... Mas depois dais-Ihes uma «educação» para se tomarem soldados e matarem, para serem nacionalistas e prestarem culto à bandeira, «educando-os» para entrarem na armadilha do mundo moderno. Observar tudo isso, compreender a vossa participação nisso, faz parte da meditação. E quando assim meditais encontrareis nesse meditar uma beleza extraordinária; agireis correctamente em todos os momentos; e se num dado momento assim não for, não importa; tentareis de novo agir correctamente - sem perder tempo em lamentações. A meditação não está separada da vida, faz parte dela.

Se nos esforçamos por meditar, não estamos a meditar. Se nos esforçamos por sermos bons, a bondade não floresce. Se cultivamos a humildade, ela fica ausente. A meditação é a brisa que entra quando deixamos a janela aberta; mas se deliberadamente a mantemos aberta, com o propósito de atrair a brisa, ela não aparece.

A meditação não é um meio para alcançar um fim. Ela é não só o meio, como é também o fim.

Que extraordinária é a meditação... Se existir alguma espécie de pressão ou de esforço para fazer o pensamento ajustar-se, imitar, então tudo isso se toma um fardo fastidioso, cansativo. O silêncio que se deseja deixa de ser iluminante. E se se procuram visões e «experiências», essa procura leva à auto-hipnose e a várias ilusões. Só escutando o pensamento, deixando-o «florescer» e, assim, cessar, é que a meditação tem verdadeiro significado. O pensamento só pode «florescer» em liberdade - e não dentro dos moldes, cada vez mais variados, do conhecimento acumulado. O conhecimento acumulado pode proporcionar novas experiências de maior excitação sensorial, mas a mente que anda em busca dessas experiências é imatura. Maturidade é estar liberto de todas as experiências, é não estar sujeito a qualquer influência para ser, ou não ser, isto ou aquilo. Maturidade, na meditação, significa a libertação da mente relativamente ao conhecimento acumulado, porque ele molda e controla todas as experiências. A mente que é uma luz para si mesma não precisa de «experiências». A imaturidade reside na ânsia de experiências mais espectaculares e variadas. Meditar é percorrer o mundo do conhecido e libertar-se dele para penetrar no desconhecido.