terça-feira, 29 de junho de 2010

Vox Populi ratifica virada de Dilma sobre Serra: 40% a 35%



Vox Populi ratifica virada de Dilma sobre Serra: 40% a 35%




Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. O oposicionista José Serra (PSDB) tem 35%, enquanto Marina Silva (PV) aparece com 8%. É a primeira vez que Dilma passa à frente de Serra numa pesquisa Vox Populi.
A sondagem foi feita com 3 mil eleitores, de 24 a 26 de junho, e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual. Na pesquisa anterior, feita de 8 a 13 de maio, havia empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro — que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% (podendo variar de 34,8% a 39,2%, por conta da margem de erro). O tucano teve 34% (variando de 31,8% a 36,2%). Na semana passada, dia 23, o Ibope também divulgou sua primeira pesquisa em que Dilma liderava sobre Serra. Por coincidência, o resultado também foi 40% contra 35%.

Os resultados acima são da pesquisa estimulada (em que o entrevistador apresenta uma lista com nomes dos candidatos para o entrevistado). A pesquisa Vox Populi divulgada hoje mostra ainda resultados obtidos na modalidade espontânea (em que o eleitor diz qual é seu candidato sem ver nenhuma lista de nomes): Dilma tem 26% e Serra, 20%.

Da Redação, com informações do Blog do Fernando Rodrigues


TEXTO DE VERMELHO.COM

VOX POPULI CONFIRMA SENSUS: DILMA 40% x SERRA 35%




VOX POPULI CONFIRMA SENSUS: DILMA 40% x SERRA 35%

Vox Populi reforça a percepção de crescimento da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que avançou dois pontos em relação ao levantamento de maio do instituto, enquanto Serra estagnou em 35%, apesar da exposição intensa nos programas políticos do PSDB, PTB e PPS. No levantamento espontâneo da Vox Populi, Dilma abre uma vantagem de seis pontos com 26%, contra 20% do candidato demotucano. Em SP, lideranças tucanas e DEMOS, entre as quais Fernando Henrique Cardoso e Jorge Bornhausen, promoveram uma espécie de UTI política para salvar a aliança do conservadorismo brasileiro depois que Serra --a exemplo do que fez com Aécio Neves-- deu um passa-moleque nos DEMOS, designando unilateralmente o vice de sua chapa, Álvaro Dias. O encontro da crise começou na noite de ontem e não chegou ainda a uma solução que salve as aparências. A essência parece irremediavelmente comprometida: depois de semear animosidade nas bases tucanas de MG, o arestoso ex-governador de SP conseguiu criar um misto de rejeição e desalento entre as fileiras dos DEMOS; não são poucos aqueles que, a exemplo de Cesar Maia, consideram a derrota de Serra como favas contadas. O resultado da Vox Populi é mais um petardo que explode nesse campo minado, onde ninguém mais confia em ninguém e só uma certeza prospera: a vaca bordeja o brejo.

TEXTO DE CARTA MAIOR

segunda-feira, 28 de junho de 2010

KAKUZO OKAKURA


“...DELICADAS FLORES, LÁGRIMAS DAS ESTRELAS,
QUE ESTÃO NO JARDIM, BAIXANDO AS CABEÇAS PARA AS ABELHAS
QUANDO ELAS CANTAM O ORVALHO E OS RAIOS DE SOL...”



1862-1913)(EXTRAÍDO DO "LIVRO DO CHÁ" DE KAKUZO OKAKURA)

enviado por AMELIA PAIS

domingo, 27 de junho de 2010

Serra pode perder no 1º turno


FONTE:www.vermelho.org.br




Coimbra: Serra, em ponto de saturação, pode perder no 1º turno


Saiu uma nova pesquisa nacional do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.

Por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense


Nessa pesquisa, a vantagem de Dilma sobre Serra – ela com 40% das intenções de voto, ele com 35% – é ainda pequena, perto da margem de erro de dois pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB (em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume a dianteira, mas sem se distanciar do adversário.

Se fosse só isso, caberia apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma. Na verdade, porém, ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite dizer que é muito favorável à petista.

De um lado, ela mostra que Dilma continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo ao que a matemática chama "jogo de soma-zero". Nele, o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual a zero.

Na política, isso acontece quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra). Somente 20% ainda não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar em outros nomes, anular ou deixar em branco.

Como quase não há alterações nos nulos e brancos e Marina não se mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos há algum tempo, as únicas mudanças se dão entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa, mas em proporção muito menor).

Quanto à pequena indecisão residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias à comunicação política, formadas por eleitores que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até o final que sequer comparecerão para votar.

Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos.

Se, então, estiver em curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade de crescimento é remota.

Ducha de água fria

A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável a Dilma é o período de realização. Seu campo foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções, logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas a Serra.

O fato de toda essa mídia não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas intenções de voto, era previsível, mas veio como ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.

Não havia, no entanto, maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que seu nível de conhecimento é tão elevado que ele não ganha quando seu tempo de televisão aumenta.

Em linguagem publicitária: sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda de imagem com mais exposição).

Na interpretação amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse com que a opinião pública ficasse indiferente à comunicação política enquanto a bola rola. A tese seria admissível se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta feita, não ajudou Serra.

Com a perspectiva de encerramento da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio, com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.

Dilma troca sabatina pela mídia certa


Dilma troca sabatina pela mídia certa

DO BLOG BRIZOLA NETO

Dilma continuará dando o máximo possível de entrevistas até o dia 5 de julho, prazo final, antes do início da campanha eleitoral.

Dilma faz muito bem. É muito melhor usar seu tempo para conversar com o país todo do que gastá-lo em “sabatina” da Folha, onde sabe que não receberá a brandura destinada a José Serra. Os 290 mil exemplares da Folha se destinam a um público que já conhece Dilma Rousseff. A candidata precisa ser mais conhecida por milhões de brasileiros, que estão satisfeitos com o governo Lula, mas ainda não sabem que é ela a sua candidata. E que são, segundo a última pesquisa Ibope, 27% dos eleitores brasileiros. Ou seja, um quarto de nossa população.

Dilma já está à frente nas pesquisas, antes mesmo do início da campanha, e com essa iniciativa tem tudo para iniciá-la com vantagem ainda maior. Assim como não se pode reduzir o Brasil às suas metrópoles, também não se pode reduzir a imprensa a meia dúzia de grandes conglomerados de mídia.

Existe um Brasil profundo que, embora os meios de comunicação tenham feito de tudo para faze-lo seguir os padrões culturais “homogêneos” que tentam impor, tem muitos e muitos brasileiros esquecidos. Não tenham dúvidas de que muito do que Lula sentiu e valorizou nos seus oito anos de governo guarda relação com suas origens e com suas frequentes “caravanas” aos lugares onde mora espe “povo invisível” às elites, inclusive da comunicação.

Kóstas Karyotákis


Árvore sob céu azul
Com rosto indiferente e ar de pouco caso,
saúdo as madrugas, os ocasos

Árvore, hei-de olhar, com mirada isenta
o céu azul ou a fúria da tormenta.

A vida, digo, é féretro no qual
dor, alegria do homem têm o seu final.



Kóstas Karyotákis

Trad. José Paulo Pais



formatado em http://looking4good.wordpress.com/category/kostas-karyotakis/



ENVIADO POR AMELIA PAIS

PAI E FILHO


Kirk and Michael Douglas
The Douglas duo had a rocky relationship when Michael was younger but they patched things up over time, even starring in a movie together, appropriately titled, It Runs in the Family in 2003.

PAI E FILHO


This Father's Day, we're celebrating fathers and sons who share the celebrity spotlight.

Tom and Colin Hanks

As the son of an Oscar-winner, Colin decided to follow in his famous father's dramatic footsteps. The duo even played father and son on-screen in The Great Buck Howard.
RELATED

O PRÓXIMO MICHAEL


Ne-Yo
In 2008, the King of Pop himself called upon Grammy winner Ne-Yo to get him to write songs for his comeback album.

"I could never redo what Michael has done," Ne-Yo said. "I could never do what has already been done. But I can do my best to make sure that his legacy lives on. I will continue to focus on the melody. The magic in Michael's music was his melody and his tone. So I plan to keep that going as long as I possibly can."

O PRÓXIMO MICHAEL


Justin Bieber
With Usher as his mentor, it's no wonder the 16-year-old has adopted some of the "Thriller" singer's signature style.

Bieber even admitted that part of the inspiration behind the video for his hit "Baby" was Jackson's hit "The Way You Make Me Feel."

O PRÓXIMO MICHAEL


The Next Michael Jackson?
10 musicians who are carrying on the late King of Pop's legacy.

Usher

For years now, Usher has been tapped as "the next Michael Jackson," but to him there will never be another King of Pop.

"He influenced me in so many ways, more than just music ... as a humanitarian, as a philanthropist, as an artist, as an individual who transcended culture. I wouldn't be who I am today without Michael Jackson," Usher said.

TALIBAN

sábado, 26 de junho de 2010

BRASIL NO CHÃO?


Assim um jornal colocou o Brasil: no chão diante de Portugal. Cristiano voa.

Jurnal de Caras-Severin, published in Resita, Romania

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comparato propõe ação no STF contra omissão do Congresso





Comparato propõe ação no STF contra omissão do Congresso

Proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão do Congresso Nacional foi encaminhada ao Conselho da OAB. Depois de 22 anos de promulgação da Constituição Federal, capítulo que trata da comunicação social é o menos regulamentado. Concentração da propriedade e abusos na programação estão entre as principais consequências da falta de regras para o setor.

Bia Barbosa


"Não podemos ficar nessas lamúrias constantes e cruzar os braços. Temos que agir". Assim Fábio Konder Comparato, professor emérito da Faculdade de Direito da USP e fundador da Escola de Governo, chamou para a luta os presentes ao lançamento do novo livro do jornalista e sociólogo Venício A. de Lima, "Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa - Direito à Comunicação e Democracia", na última segunda-feira (21/06), em São Paulo.

No debate realizado em parceria pela Publisher Brasil e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que contou com a presença de Mino Carta, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim, Comparato criticou duramente a concentração da propriedade dos meios de comunicação de massa e os abusos praticados cotidianamente pelos conglomerados de mídia, e apresentou uma proposta ousada aos presentes: ingressar com uma ação contra o Congresso Nacional pela falta de regulamentação dos artigos que tratam da comunicação na Constituição Federal.

A proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão do Poder Legislativo, a ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, já foi enviada ao Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, que teria prerrogativa para este tipo de ação. O documento, no entanto, segundo Comparato, está parado em alguma gaveta da OAB

"Até hoje, 22 anos depois da promulgação da Constituição Federal, os artigos 220 e 221 não foram regulamentados porque o oligopólio exerce controle sobre o Congresso", disse o professor da USP. "Estamos numa fase em que a concentração da propriedade e do controle dos meios de comunicação de massa sobre a sociedade atingiu seu grau máximo. E qual o objetivo do oligopólio empresarial? A defesa do sistema capitalista. Para eles imprensa é um negócio. É preciso fazer algo neste sentido", afirmou.

Os demais debatedores do evento concordaram. A avaliação é a de que é preciso unir forças e superar pequenas diferenças para garantir a consolidação de uma imprensa contra-hegemônica no país. E que parte desta estratégia deve passar, sim, por mudanças e avanços na regulamentação atual. "Aqui se monta a resistência contra os persas que avançam", brincou Mino Carta.

"Deveríamos ter um Congresso Nacional capaz de introduzir leis habilitadas a impedir, por exemplo, que um só patrão seja dono de TV, jornal e revista. Até a Argentina tem um jornalismo mais diversificado do que o nosso, que manifesta ideias com maior pluralidade. Aqui não. Estão todos compactos num lado só, unidos numa frente única. E isso deve nos preocupar. As pessoas repetem as frases dos editoriais do Estadão, dos colunistas da Folha, das matérias da VEJA. Essas publicações tem um efeito devastador, sobretudo aqui no estado de SP, o mais reacionário do país", acrescentou.

Protagonismo no jogo político

Na avaliação do jornalista Luis Nassif, os anos 2000 tiveram início com a imprensa como principal protagonista do jogo político pós redemocratização - o que teria gerado, inclusive, um conflito entre Parlamento e mídia sobre quem representa a opinião pública. Ao mesmo tempo, os grandes grupos de comunicação enfrentavam dificuldades econômicas e, depois de décadas como o setor com menos competição na economia, sofriam as ameaças da concorrência das novas mídias, financiadas inclusive pelo capital internacional.

"A mídia então entra em pânico e pequenas divergências que podiam existir entre as empresas desaparecem. Eles achavam que, com a crise do mensalão, seria possível derrubar Lula e voltar aos tempos glórios pós-impeachment de Collor", analisa Nassif. "Começou então um jogo de guerra e de manipulação absoluta, que não comportava o pouco de autocrítica dos anos 90. Qualquer método era válido", afirma.

Num cenário marcado pelo oligopólio e pela ausência de uma regulamentação eficaz do setor, esta lógica, na opinião dos debatedores, segue vigorando até hoje, apoiada na apropriação e distorção pela imprensa do conceito de liberdade de expressão (leia ""Liberdade de expressão foi apropriada pela imprensa"). http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16724.

A diferença está naquilo que Paulo Salvador, da Rede Brasil Atual e do Sindicato dos Bancários, definiu como "fim da ingenuidade. "Várias pessoas que hoje estão no governo achavam que a relação da esquerda com a mídia mudaria quando chegássemos ao poder. Na verdade mudou, mas para pior. Por outro lado, aumentou em vários setores, inclusive no movimento sindical, a consciência de que a comunicação é estratégica. Por isso, estamos lutando para o fortalecimento da mídia contra-hegemônica", relatou.

Com o crescimento do acesso à internet e da possibilidade de distribuição de uma maior pluralidade de informações e opiniões, o impacto do poder da grande mídia também diminuiu. Otimista, Luis Nassif acredita, por exemplo, que os grandes jornalões perderam sua relevância eleitoral. "Não há mais condutor de povos. Acabou a mediação dos jornais sobre a notícia e o monopólio da informação. Com a internet, estamos todos na mesma plataforma. O exercício da opinião que hoje dá poder deixa de ser exclusivo do jornalista", acredita.

A tarefa, no entanto, não será simples como alguns imaginam. No próprio debate de lançamento do livro de Venício Lima foram citados inúmeros exemplos das barreiras que esta nova comunicação precisa enfrentar - e que também dependerão de vitórias na Justiça, como a ação direta de inconstitucionalidade por omissão de Comparato apresentada à OAB. Entre elas, os processos que começam a ser movidos contra blogueiros que desagradam, com suas opiniões, o poder político, econômico e midiático do país.

"A elite comunicativa se apropriou da liberdade de expressão e o passo seguinte é nos calar pelo bolso através da Justiça. É uma etapa tipicamente capitalista do ataque desses grupos", afirmou Paulo Henrique Amorim. O contra-ataque, que inclui a possibilidade de criação de fundos de defesa na Justiça para blogueiros independentes, começará a ser desenhado em âmbito nacional nos dias 20, 21 e 22 de agosto, em Brasília, quando acontece o 1º Encontro Nacional de Blogueiros progressistas e será escrito mais um capítulo desta história.

LONGFELLOW







Um Salmo à Vida

Não me faleis, em enlutados versos,
Que um sonho vazio seja a vida!
Pois morta é a alma que adormece
E as aparências enganosas são.

Genuína, a vida! Vida, coisa séria!
O fim último o túmulo não é;
“Sois pó e ao pó retornais”,
Assertiva não condizente à alma.

Nem só de alegrias ou de tristezas
Se traçam nossos destinos
Mas de atos cumpridos a fim de que cada amanhã
Um passo melhor do que hoje seja.

Longa é a tarefa e fugaz é o Tempo,
Nosso corações, posto fortes e valentes,
Como tambores surdos ainda tocam
Marchas fúnebres a caminho do túmulo.

Que no amplo campo de batalhas do mundo
No bivaque da vida,
Não sejais gado inerte e submisso!
Um herói sede na luta!

Ainda que promissor, no Futuro não confieis!
Deixai que o Passado morto os que se foram sepulte!
Agi – no Presente em vida, agi!
Com o coração aberto e com Deus no Alto!

Recordar nos fazem todos os grandes homens
Que podemos tornar sublimes nossas vidas;
E, na despedida, deixar devemos
Nas areias do tempo nossas marcas –

Marcas que, quiçá, um outro ser,
Da vida velejando sobre o mar solene,
Um irmão, náufrago à deriva,
Avistando-as, a esperança há de reaver.

Em alerta e em ação permaneçamos sempre.
Com o coração a qualquer situação pronto
Alcançar procurando, perseguindo sempre,
A lutar e a esperar aprendei..

(Tradução de Cunha e Silva Filho)

A RAINHA ONTEM EM WIMBLEDON

DUNGA FALA


"Nós jogamos sempre para ganhar. Hoje Portugal não quis ganhar, só quis jogar no nosso erro. Contra o Brasil, todos jogam com uma táctica especial e para Portugal o empate chegava. Nós quisemos sempre ganhar, é uma das características do futebol brasileiro. O Brasil já estava qualificado e se formos ver os cartões amarelos que houve no jogo nem é motivo de discussão [em resposta às críticas de Queiroz sobre as agressividades dos brasileiros]."

VIOLAÇÃO DOS TÚMULOS


O Vaticano exprimiu hoje a sua “indignação” pela “violação dos túmulos” de dois antigos arcebispos de Maline-Bruxelles durante as buscas na sede da Igreja católica belga, na sequência de acusações de abusos sexuais de menores por eclesiásticos.

O secretariado de Estado do Vaticano “expressou o seu profundo choque pela forma como foram realizadas (quinta feira) algumas das buscas pelas autoridades judiciais belgas” e “a sua indignação pela violação dos túmulos dos cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenens”, segundo um comunicado, hoje divulgado.

A polícia belga fez na quinta-feira buscas na sede da Igreja católica do país, na sequência de acusações de abusos sexuais de menores por eclesiásticos.

Os polícias fizeram buscas nas instalações da arquidiocese de Malines-Bruxelles, localizadas em Malines (norte de Bruxelas), “para confirmar, ou não, estas acusações”, segundo o porta-voz, Jean-Marc Meilleur.

“A nossa consternação perante tais ações junta-se à nossa amargura contra a violação de confidencialidade”, acrescentou o secretariado, liderado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.

PORTUGAL

CRISTIANO RONALDO


O homem do jogo Brasil 0 x 0 Portugal foi Cristiano Ronaldo, que não fez quase nada.

A geografia variável da crise mundial





A geografia variável da crise mundial

A recuperação da economia mundial é geograficamente variável – conduzida principalmente pela demanda da Ásia – e segue sendo débil. Permanecem ameaças de bolhas financeiras e crises da dívida em várias regiões, assim como de baixo investimento e persistente desemprego. A crise da dívida na Grécia, que está ameaçando toda a zona do euro, é indicativa da continuidade da intranqüilidade em várias partes da economia mundial. Além disso, se houve algum impulso para uma reforma do governo econômico mundial, a realidade é que ele foi interrompido. O artigo é de Supachai Panitchpakdi, Secretário Geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento.

Supachai Panitchpakdi


Há um ano a economia global chegava ao fundo da crise. Desde então, temos lido uma sucessão de opiniões otimistas nos meios de comunicação, acerca da força da recuperação, do ressurgimento dos mercados financeiros, da estabilização bancária e do retorno do crescimento econômico. Ao mesmo tempo, surgem dados que descrevem os elevados custos da crise, particularmente para os países em desenvolvimento: o incremento do desemprego, 53 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e mais de 100 milhões que se juntam às filas dos que passam fome no mundo. Por outro lado, a recuperação é geograficamente variável – conduzida principalmente pela demanda da Ásia – e segue sendo débil. Permanecem ameaças de bolhas financeiras e crises da dívida em várias regiões, assim como de baixo investimento e persistente desemprego.

A crise da dívida na Grécia, que está ameaçando toda a zona do euro, é indicativa da continuidade da intranqüilidade em várias partes da economia mundial. Nos países menos desenvolvidos e em outras nações em desenvolvimento os progressos no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio sofreram um retrocesso e agora é improvável que se alcancem as metas fixadas para 2015. Além disso, se houve algum impulso para uma reforma do governo econômico mundial, a realidade é que ele foi interrompido. Além de uma mais do que prudente regulação e de algumas ações com respeito aos lucros dos banqueiros, não foram registradas mudanças fundamentais no sistema econômico. Com efeito, algumas das mudanças mais significativas foram observadas no âmbito regional, incluindo o incremento da cooperação e da integração Sul-Sul.

É imperativo forjar uma economia global mais equilibrada e inclusiva por meio de dois canais: uma bem medida intervenção estatal nos mercados e na política estratégica nos âmbitos nacionais e uma tomada de decisões melhor coordenada e mais inclusiva no plano internacional. Esse enfoque serviria para colocar as pessoas e o desenvolvimento no centro da atividade econômica.

Para os países em desenvolvimento da África e de outros continentes, que têm recursos limitados para estabelecer pacotes de estímulo econômico ou para mobilizar recursos domésticos, é indispensável o apoio da comunidade internacional. Esse respaldo deveria incluir melhor acesso aos mercados multilaterais e regionais e apoio para fortalecer e diversificar as capacidades produtivas dos países em desenvolvimento. A Índia é uma das maiores economias emergentes que concederam a esses países o acesso ao mercado livre de impostos e quotas. O desafio para os países em desenvolvimento africanos é o de utilizar as preferências comerciais a sua disposição.

Mas o acesso ao mercado é só um elemento para uma bem sucedida estratégia de desenvolvimento desses países: construir uma forte base produtiva em matéria de agricultura, indústria e serviços que possam competir internacionalmente é outro ingrediente essencial. Para isso se requer tanto a ação dos governos como a ação multilateral. As indústrias internacionalmente competitivas não se estabelecem automaticamente por si mesmas, mas sim exigem investimentos governamentais que apóiem jovens indústrias estratégicas, assim como a intervenção dos governos para corrigir as imperfeições do mercado.

Como vimos durante a atual crise econômica, o mercado nem sempre fixa os preços adequados nem proporciona sempre às empresas igualdade de condições para competir. Portanto, os governos devem criar mercados justos através do uso prudente de políticas macroeconômicas, assim como de outros mecanismos reguladores e de leis e políticas que mantenham um ambiente saudável no qual possam florescer as empresas e o desenvolvimento econômico.

Inspirada por experiências bem sucedidas na América Latina, a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) decidiu estabelecer um programa regional sobre leis e políticas de competição denominado Africomp para apoiar as nações da África na formulação de leis e políticas sólidas neste tema. Com generosos recursos financeiros e humanos aportados por Noruega, Suécia, Suíça e Alemanha, a Unctad foi capaz de criar a Africomp para atender a cinco países africanos. Além disso, outros sócios cooperadores, incluindo a França e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP), estão proporcionando fundos para os projetos de assistência técnica da Unctad aos países africanos. Conjuntamente, essas áreas de cooperação podem contribuir para um intercâmbio mais maduro e próspero entre países do Sul e seus sócios para o desenvolvimento.

(*) Supachai Panitchpakdi é Secretário Geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio.

Tradução: Katarina Peixoto

LIBERDADE DE EXPRESSÃO




"Liberdade de expressão foi apropriada pela imprensa"

Em seu novo livro, "Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa - Direito à Comunicação e Democracia", o jornalista e sociólogo Venício A. de Lima reconstitui o processo em que dois conceitos diversos foram propositalmente igualados pelos donos da mídia, tendo como consequência a dominação da liberdade de expressão do conjunto das sociedades pelos meios de comunicação de massa. A publicação foi lançada esta semana em São Paulo, num debate que contou com a presença de Fábio Konder Comparato, Mino Carta, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim.

Bia Barbosa


Foi lançado na última segunda-feira (21/06) em São Paulo, num evento realizado em parceria pela Publisher Brasil e pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, o mais novo livro do jornalista e sociólogo Venício A. de Lima, colaborador permanente da Carta Maior. A obra, intitulada "Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa - Direito à Comunicação e Democracia", se propõe a discutir uma das questões mais polêmicas do atual debate público das comunicações: as diferenças entre esses dois conceitos.

Propositalmente igualados pelos donos da mídia, tendo como consequência a dominação da liberdade de expressão do conjunto das sociedades pelos meios de comunicação de massa, liberdade de expressão e liberdade de imprensa, como mostra o livro de Venício Lima, tratam de direitos diversos. Enquanto a primeira se refere à liberdade individual e ao direito humano fundamental da palavra, a segunda se refere à liberdade de empresas comerciais - a imprensa ou a mídia - de tornar público o conteúdo que consideram "informação jornalística" e entretenimento.

"Ao longo da história, no entanto, a liberdade individual foi sendo apropriada por esta instituição que conhecemos como imprensa", explicou o autor durante o lançamento em São Paulo, marcado por um debate que contou ainda com a presença de Fábio Konder Comparato, professor emérito da Faculdade de Direito da USP e autor do prefácio do livro, e dos jornalistas Mino Carta, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim.

"Em textos históricos sobre o tema, há uma diferença óbvia entre três palavras que não foi preservada em suas traduções: press (imprensa), print (impressão) e speech (fala). Desde a Declaração de Virgínia, no século XVIII, até a declaração da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em outubro de 2000, há referência explícitas a liberdades diferentes. O próprio artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos explicita que não há nada que permita que esta liberdade individual possa ser transferida para grupos de mídia, o que foi feito inclusive em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal", disse Lima, citando os julgamentos que terminaram por revogar integralmente a Lei de Imprensa e extinguir a obrigatoriedade do diploma universitário específico para o exercício do jornalismo.

Neste resgate histórico, Venício A. de Lima lembra que, em 1644, o texto "Areopagitica", de John Milton, um clássico da liberdade de imprensa, defendia, na verdade, a liberdade individual de "print" - num contexto em que "imprimir" não tinha nada a ver com a imprensa que existe hoje. Idem para os textos do século XVIII. "O que se chamava de liberdade de impressão não poderia se referir à impressão da revista VEJA, por exemplo, no século XXI", afirmou.

"Giovanni Sartori , cientista político de referência no pensamento liberal, fala que não é possível discutir liberdade de imprensa na democracia a menos que haja competição no mercado; a Constituição Federal de 1988, no artigo 220, lembra que os meios de comunicação não podem ser objetos de monopólio; a CIDH fala explicitamente que o mercado democratizado é condição para discutir liberdade de imprensa na democracia. Este é o ponto de partida, o que está muito distante do nosso caso", analisa.

Anfibologia
Aconteceu, portanto, ao longo dos séculos, o que o professor Fábio Konder Comparato caracterizou como uma das qualidades da burguesia: a capacidade de se utilizar da anfibologia para dominar o mercado e o Estado. Anfibologia quer dizer ambiguidade. Na lógica aristotélica, designa uma falácia baseada no dúbio sentido, proposital ou inconsciente, que acaba por distorcer o raciocínio lógico e torná-lo obscuro. Para Comparato, repetiu-se com o conceito de "liberdade de expressão" aquilo que já havia sido feito com o conceito de "propriedade".

"Estas são duas palavras que historicamente representam momentos decisivos da ascensão da burguesia como classe dominante. No final do século XVIII, uma das reivindicações mais fortes do povo era o reconhecimento do direito de propriedade privada, como garantia a um mínimo de vida digna. Mas chega um momento de grande concentração da propriedade em que usam-se as mesmas normas e princípios jurídicos de respeito à dignidade humana para defender a grande propriedade. Mas enquanto a pequena propriedade precisa ser garantida, a grande precisa ser controlada, como qualquer grande poder, senão acaba em dominação absoluta. A mesma coisa aconteceu com a liberdade de expressão", explicou.

Até as revoluções do final do século XVIII, a possibilidade de imprimir era vedada. Foi quando se percebeu que a liberdade de impressão exercia um papel importante de controle do poder e, portanto, deveria ser garantida. A partir do século XIX, no entanto, começa um movimento de criação do monopólio empresarial, na imprensa e, depois, na radiodifusão.

"E aí houve uma virada de 180 graus, porque a liberdade de expressão desapareceu e continuou-se a usar este termo, assim como aconteceu com "propriedade". Hoje, chegamos a um ponto em que a liberdade definida como falta de controle é fundamental para a permanência da dominação absoluta dos empresários sobre o povo", concluiu Comparato.

O exemplo mais claro da radicalidade dos grandes meios de comunicação no combate a este controle, dentro da lógica de confundir a opinião pública acerca dos conceitos de liberdade de expressão e de imprensa, é a interdição do debate sobre mecanismos de participação popular e controle social da mídia. A Constituição de 1988 prevê formas de participação da sociedade no controle das atividades relacionada à administração das áreas ligadas aos direitos sociais, como educação, saúde e cultura.
"A comunicação é mais uma dessas áreas. Portanto, o controle social deveria ser garantido. O problema é que a grande mídia satanizou a expressão e o próprio governo entrou no jogo. Tanto que o tema foi proibido na 1a Conferência Nacional de Comunicação. O controle social é uma forma da sociedade avaliar e participar de um serviço e interferir na formulação das políticas públicas de uma área que interfere na vida de todos, como todas as outras. Nas sociedades liberais democráticas, que servem inclusive de referência para os proprietários de mídia no debate sobre liberdade de imprensa, isso ocorre sem nenhum problema", acrescentou Venício.

Para o autor, existe entre nós uma interdição não declarada a esse tema, cuja mera lembrança sempre provoca rotulações de autoritarismo e de retorno à censura. "Mesmo levando-se em conta o trauma ainda recente do regime militar, esse é dos muitos paradoxos históricos dos liberais brasileiros que nem sempre praticam o que afirmam defender", diz no livro.

A BAND DESTRONOU A GLOBO, HOJE?


O Blog Noticias da TV Brasileira acaba de divulgar os números da audiência das concorrentes da Globo no jogo de hoje, leia;

“A Band obteve hoje com a transmissão do jogo Brasil X Portugal o seu melhor resultado de audiência até agora na Copa do Mundo: pela prévia do Ibope, média de 13 pontos.
Nos dois primeiros jogos do Brasil a média da emissora tinha sido de 10 pontos. O resultado de hoje mais uma vez garantiu à Band o segundo lugar isolado. No horário do jogo, SBT deu 1,1, Record 0,9 e Rede TV 0,1.”

Não foram noticiados os numeros da Globo. Ela teve 45 pontos no primeiro jogo do Brasil e 41 no segundo. Posto ao lado o número oficial do Ibope sobre a audiência da Copa de 2006. Estes números referem-se à Grande SP, onde cada ponto de audiência representa 60 mil residências

Brizola Neto


A Grécia está disposta a vender ou a oferecer em regime de comodato por longo prazo algumas de suas 6 mil ilhas para poder pagar sua enorme dívida, informa hoje o jornal “The Guardian”.
Segundo o jornal britânico, uma área da ilha de Mykonos, um dos principais destinos turísticos do país, está em venda.
Um terço da área pertence ao Estado, que procura um comprador para injetar capital e desenvolver um complexo turístico, diz a publicação, que cita uma fonte próxima às negociações.
Investidores russos e chineses estariam interessados em propriedades da ilha de Rodas, pensando o local como futuro destino no Meditarrâneo para as povoações cada vez mais opulentas desses países.
Entre os supostos interessados está o magnata Roman Abramovich, o multimilionário proprietário do clube de futebol inglês Chelsea.
Segundo o portal de internet Private Islands, a ilha de Nafsika, no Jônico, está em venda por 15 milhões de euros.
Outras, no entanto, são vendidas por 2 milhões de euros, menos do que custa uma casa elegante em bairros londrinos de Chelsea ou Mayfair, diz o jornal.
“É algo que me entristece, vender ilhas ou áreas que pertencem ao povo grego deveria ser o último recurso”, explica Makis Perdikaris, diretor de Greek Island Properties.
Mas acrescenta o empresário, “a primeira missão é desenvolver a economia e atrair investimentos estrangeiros e internos para criar infraestrutura necessária. O importante é obter financiamento”.

É…A gente fala que as policas neoliberais vendem o Estado, mas eu acho que nunca tinha ouvido falar em venderem, literalmente, o território do país. Mas, procurando uma foto, acabei achando esta aí, na revista novaiorquina Vanity Fair, com várias ofertas para magnatas e um conselho: “pode ser o momento de comprar estas ilhas priveé”.


Brizola Neto

DUNGA


Já se escreveu que a imprensa é o quarto adversário de Dunga neste Mundial. E, pelo menos para o seleccionador brasileiro, parece que é mesmo.
"Quero pedir desculpa ao torcedor brasileiro pela forma como me comportei", diz Dunga

(Foto: Paul Hanna/Reuters)

O técnico brasileiro pediu ontem desculpa aos adeptos brasileiros por ter insultado um jornalista da rede Globo, após o jogo com a Costa do Marfim, mas o mea culpa saiu acompanhado de mais recados.

"Quero pedir desculpa ao torcedor brasileiro pela forma como me comportei. O torcedor não tem a ver com os meus problemas pessoais, nem tem de ouvir os meus desabafos. Só quero que me deixem trabalhar", disse o técnico brasileiro, que em várias respostas aproveitou para dar bicadas nos críticos.

Até uma pergunta sobre o estado de saúde do pai serviu para Dunga explicar a sua filosofia de vida, outra vez com recados para jornalista ouvir. "[A doença do meu pai] é só mais uma oportunidade de demonstrar o que o meu pai me ensinou: que para ser homem tem de ter virtude, coerência, dignidade e tem de saber pedir desculpa quando erra", disse Dunga, argumentando que está a ser mal-tratado. "Minha mãe sabe que o que estão fazendo com o filho dela não é para fazer com ser humano, mas também me ensinou que temos de ser patriotas e fazer o melhor pelo nosso país."

De futebol falou-se pouco e até Dunga não resistiu a mandar recados. Mesmo já qualificado, o técnico diz que tem a obrigação de ganhar, se não "a metralhadora vai disparar". E confirmou que Júlio Baptista alinhará no lugar de Kaká, castigado, dando a entender que poupará Elano, cujo lugar deverá ser ocupado por Daniel Alves.

ASSISTA AO VIVO

http://www.publico.pt/mundial2010/

BRASIL X PORTUGAL


Carlos Queiroz fez quatro alterações na equipa de Portugal, em relação ao jogo com a Coreia do Norte, apostando em Ricardo Costa, Pepe, Duda e Danny como titulares frente ao Brasil.
Pepe vai jogar pela primeira vez no Mundial

(Foto: ASF)

Ricardo Costa será o lateral-direito, no lugar de Miguel, enquanto Pepe jogará como trinco, em vez de Pedro Mendes.

Duda completará o meio-campo (em detrimento de Simão), enquanto Danny (em vez de Hugo Almeida) acompanhará Cristiano Ronaldo na frente.

Portugal vai, assim, alinhar com Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão; Pepe, Raul Meireles, Tiago, Duda; Danny e Cristiano Ronaldo.

Dunga também procedeu a algumas alterações, duas esperadas (Júlio Baptista no lugar de Kaká e Daniel Alves na vez de Elano) e uma surpreendente (Nilmar será titular no lugar habitualmente de Robinho).

O Brasil joga, assim, com Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves, Júlio Baptista; Nilmar e Luís Fabiano.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Flávio Aguiar



Flávio Aguiar



O Brasil é uma pedra no sapato


O Brasil passou, de repente, a ser uma pedra no sapato da União Européia. A pergunta mais patética formulada a Dilma foi: “como e por que o Brasil deu um reajuste de 7,7% aos aposentados?”. Isso vai na contramão de tudo o que está sendo programado e feito pelos governos europeus.


Dilma Rousseff veio à Europa, passou por quatro países, alguns primeiros-ministros, e encontrou o que veio buscar: reconhecimento internacional. E mais: demonstração de que é capaz de viajar sem Lula – em todos os sentidos que a palavra viajar possa ter.

Mas colheu – e curiosamente plantou, porque colheu – mais.

Em primeiro lugar, colheu alguns epítetos (desculpem o palavrão antigo, mas cheio de charme) curiosos: “Dama de Ferro” (antes expressão reservada a Margareth Thatcher), “Delfim de Lula”, por exemplo.

Em segundo lugar, colheu uma impressão do Brasil, vigente aqui no Velho Mundo, muito peculiar, neste preciso momento em que a Zona do Euro atravessa uma turbulência sem par na história recente da Europa, pelo menos desde o fim da Segunda Guerra.

O Brasil passou, de repente, a ser uma pedra no sapato da União Européia. A pergunta mais patética formulada a Dilma foi: “como, e por que o Brasil deu um reajuste de 7,7% aos aposentados?”.

Isso vem na contramão de tudo o que está sendo programado e feito por aqui. Congelamentos de salário, ou diminuição, diminuição ou limitação de pensões e aposentadorias, suspensão de subsídios destinados ao mercado da classe média e dos mais pobres, fim de auxílios como os dados às mães solteiras, investimentos no pequeno e médio negócio: essa é a amarga receita que está sendo enfiada goela abaixo dos países – leia-se: os trabalhadores e aposentados – da U. E. Conhecemos a receita, fruto tanto do estouro do endividamento programado, como aconteceu na Ásia nos anos 90 e na América Latina no começo dos 80.

Ou seja: a presença do Brasil, que já provocava admiração ao ser um dos países que melhor saiu da crise recente, agora provoca perplexidade, inveja e um certo ar de ressentimento, além de se ter tornado um “mau exemplo”. O nosso país está se saindo bem exatamente por ter feito tudo ao contrário dessas receitas que há meio século, pelo menos, senão mais, são o vade-mecum das finanças internacionais.

Duas semanas atrás o economista Frederick Jaspersen, diretor para a América Latina no Institute of International Finance, uma organização criada em 1983 por 38 grandes bancos de atuação em escala mundial logo depois da crise da dívida latino-americana, previu a vitória de Dilma Rousseff nas eleições de outubro (o otimismo/pessimismo fica por conta dele). E acrescentou que isso era péssimo, porque significava aumentos dos “gastos” públicos, política industrial centrada em estatais, pressão política sobre as agências regulatórias (ou desregulatórias, para nós). Ao contrário, disse ele, a vitória de Serra significaria endurecimento no controle fiscal (leia-se, menos investimentos sociais), ênfase no setor privado (leia-se, transferência de verbas públicas para as empresas privadas) e uma política tributária para encorajar investimentos privados (leia-se, carga tributária regressiva na renda e progressiva no consumo).

Em suma, o que os agentes das finanças internacionais temem não é apenas que um setor como o Brasil venha a permanecer fora de sua influência. É também que o exemplo comece a contaminar corações e mentes pelo mundo a fora.

O curioso é que o exemplo brasileiro não é, digamos, inteiramente original. Já na crise asiática dos anos 90, o país que melhor e mais rápido saiu dela foi a Malásia. Por quê? Porque recusou a ajuda do FMI e fez tudo ao contrário do que ele receitava: aumentou o investimento público, reforçou o mercado interno, evitou a recessão e, sobretudo, saiu de cabeça em pé. Ao contrário de Tailândia (país em que o custo político da crise e das medidas recessivas continua a se fazer sentir de modo dramático), mesmo a Coréia do Sul, Singapura e até o Japão.

Sinal de que temos muito o que aprender onde eles – os arautos das virtudes do mercado – nunca aprendem.

NAVIO "CELSO FURTADO"

Começou a demolição de um prédio que teve Fernando Pessoa como inquilino


Lisboa
começou a demolição de um prédio que teve Fernando Pessoa como inquilino


É um prédio de gaveto devoluto, junto ao Largo de Dona Estefânia, com paredes de tijolos a barrar as antigas entradas. Depois de anos e anos de degradação crescente e de polémicas sobre uma eventual demolição, o edifício Arte Nova vai desaparecer, para dar lugar a um projecto de luxo com a assinatura da empresa Cáfe.

Diz-se que foi uma das inúmeras moradas de Fernando Pessoa - a tal Leitaria Alentejana onde, algures entre 1915 e 1916, o senhor Sengo ofereceu dormida ao poeta, num quarto exíguo, que por alguns tempos foi do criador do universo dos heterónimos pessoanos, segundo contou o primeiro biógrafo do poeta, João Gaspar Simões, em Vida e Obra de Fernando Pessoa.

As obras de demolição começaram há pouco - ontem ainda se montavam andaimes em torno do edifício - e deverão estar concluídas dentro de um mês, conforme avançou fonte da proprietária do prédio e responsável pela obra. No seu lugar vai nascer um totalmente novo, de oito andares, para habitação e comércio, no rés-do-chão. Imitará o estilo do antigo, mas será mais alto, à semelhança dos edifícios contíguos, como explicou um funcionário da empresa, que não quis ser identificado.

Nem a fachada se mantém

Segundo a mesma fonte, o prédio chegou a um ponto de degradação que torna impossível a sua recuperação: "O prédio não tem condições físicas para se manter. Nem sequer a fachada." A directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, admite que, em certos casos, demolir os edifícios poderá ser a melhor solução. "Se está em degradação, se não está assinalado e se não há lá nada para ver, isto não me choca", afirmou. "Choca-me mais que os locais onde viveu e trabalhou Pessoa não estejam assinalados", acrescentou, adiantando ainda que o facto de ser construído um novo edifício no lugar do antigo não impede que o local seja assinalado como o lugar onde, em tempos, houve outro prédio onde terá vividoFernando Pessoa.

"Se não se pudesse mexer em cada casa onde viveu Fernando Pessoa, não se podia mexer em muitas casas de Lisboa", sublinhou, num gesto de compreensão. E explicou que a casa onde o poeta português viveu mais tempo está preservada, com o quarto tal qual como ele o deixou e com os seus objectos pessoais. "Mas claro que isto só prova que não estimamos o nosso património", rematou a directora da Casa Fernando Pessoa.

Tratamento com células-tronco recupera a visão de pacientes que tiveram a córnea destruída


Tratamento com células-tronco recupera a visão de pacientes que tiveram a córnea destruída

O Globo

Cientistas do Centro de Medicina Regenerativa Stefano Ferrari, em Modena, conseguiram pela primeira vez, a partir da aplicação de células-tronco, recuperar a visão de dezenas de pacientes que sofreram danos graves nos olhos devido a lesões causadas por queimaduras de produtos químicos. Em 107 olhos tratados, 82 voltaram a enxergar e 14 tiveram um benefício parcial. E os efeitos do tratamento já duram dez anos.

Os dados foram publicados na revista científica "New England Jounal of Medicine". O tratamento foi bem sucedido em quase 77% dos 112 voluntários, e agora eles enxergam bem novamente. Alguns precisaram de mais de um implante de células-tronco na córnea. Um dos participantes, de 80 anos, sofreu a lesão quando tinha apenas 8 anos. A equipe usou células-tronco retiradas do limbo (membrana situada entre a córnea e a esclera, a parte branca do olho) do olho saudável do paciente, que foram cultivadas em laboratório e enxertadas no olho doente para estimular a regeneração da córnea destruída.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por uma universidade pública



Por uma universidade pública

A saída que o atual reitor da USP propõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado. No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. A dificuldade econômica pela qual passa a universidade pública é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público, que se pretende compensar com o investimento privado. O artigo é de Francisco de Oliveira, Paulo Arantes, Luiz Martins e J. Souto Maior.

Francisco de Oliveira, Paulo Arantes, Luiz Martins e J. Souto Maior

Data: 23/06/2010
(*) Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo

O reitor da Universidade de São Paulo publicou neste espaço (“Mecenato e universidade”, 10/6) artigo com alguns argumentos que precisam ser democraticamente contrapostos. Para ele, os problemas da USP partem de uma razão econômica.

A saída que expõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado.

No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. Ora, não se tendo conseguido fazer com que as entidades privadas prevalecessem no cenário educacional, busca-se fazer com que o ensino público forneça o material humano necessário para os fins da iniciativa privada.

A dificuldade econômica pela qual passa a universidade pública é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público, que se pretende compensar com o investimento privado.

Este último cria, na verdade, uma perigosa promiscuidade que desvirtua a razão de ser do ensino público, que deve se voltar para os problemas sociopolítico-econômicos gerais do país.

Mas mais grave ainda é a forma pela qual se vislumbra tal “parceria”. Na Faculdade de Direito, ela se fez para duvidosas reformas arquitetônicas que nada acrescentaram à melhoria do ensino. Além disso, para se chegar a tanto, foram desrespeitados diversos preceitos da ordem jurídica. O que o reitor chama de “modernização” constituiu grave ilegalidade.

Cumpre resgatar o respeito à ordem jurídica, ainda mais à luz do grotesco episódio de transposição dos livros das bibliotecas departamentais, da noite para o dia, para um prédio desprovido de condições, e cuja devolução ao local de origem, por determinação do Ministério Público, vem se arrastando há mais de três semanas…

Tais ilegalidades justificariam um processo de improbidade administrativa contra o reitor, que, além do mais, em entrevista recente à Rede Bandeirantes, referiu-se à USP, faltando com o decoro acadêmico mínimo, como “terra de ninguém”, “tomada por invasores” e “assemelhada a morros do Rio de Janeiro”, em vias de “virar um Haiti”.

O grande passo que precisa ser dado pela USP é a sua reestruturação, buscando a democratização interna e externa, mediante o voto universal, condição para uma estatuinte e um processo rumo à superação do vestibular, visando o acesso universalizado à universidade pública, tal como é no México e na Argentina há quase um século.

O reconhecimento republicano da igualdade de voto e de cidadania de professores, estudantes e trabalhadores supõe o respeito pleno às manifestações dos servidores que legitimamente lutam por direitos.

A reitoria afirma que os trabalhadores em greve estão cometendo uma ilegalidade e comete o abuso de cortar o ponto de mil servidores, mirando com suas punições principalmente alguns de menor salário.

Mas a greve é um direito fundamental consagrado e, sobretudo, se justifica quando os trabalhadores são atingidos, na sua concepção, por ilegalidades cometidas pelo empregador. Negar a greve como um direito e fixar represálias ou coações constitui, por si, um grave atentado à democracia.

Todos os que prezam o regime democrático devem se alinhar com os trabalhadores da USP, que fazem história com suas lutas, contribuindo vivamente para a democratização da universidade, tal como os operários do ABC que, nos idos de 1978-80, desafiaram publicamente a repressão e levaram à reconstrução da ordem jurídica do país.

MÃO BOBA


http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/

Goleada na espontânea: Dilma+Lula 42% x 16% Serra


Goleada na espontânea: Dilma+Lula 42% x 16% Serra

Na pesquisa espontânea (quando não é apresentada uma lista de candidatos), da CNI/Ibope, divulgada hoje:

Dilma: 22%
Lula: 20% (que não pode ser candidato)
Serra: 16%
Marina Silva: 3%

Dilma + Lula: 42%
Serra: 16%

Segundo turno

Na pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje, em simulação de 2º turno:


Dilma Rousseff (PT): 45%

José Serra (PSDB): 38%


1º turno, pesquisa de múltipla escolha com 3 candidatos na lista, a diferença é de 5 pontos:


Dilma Rousseff (PT): 40%

José Serra (PSDB): 35%

Marina Silva (PV): 9%


1º turno, pesquisa de múltipla escolha com todos os candidatos de partidos "nanicos", a diferença é de 6 pontos a favor de Dilma:


Dilma Rousseff (PT): 38,2%

José Serra (PSDB): 32,3%

Marina Silva (PV): 7%

11 de setemb ro


Nova York, 23 jun (EFE).- Quase nove anos depois dos ataques terroristas do dia 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center de Nova York, as autoridades da cidade encontraram 72 restos mortais entre os escombros deixados pelas Torres Gêmeas.

Dilma passa a liderar corrida presidencial, mostra CNI/Ibope




Dilma passa a liderar corrida presidencial, mostra CNI/Ibope




BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), passou à frente de seu adversário José Serra (PSDB) em pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira.


No quadro que mostra apenas os três principais candidatos na corrida presidencial, Dilma tem 40 por cento de intenção de votos e José Serra recebeu 35 por cento na sondagem realizada entre os dias 19 e 21 deste mês, enquanto Marina Silva (PV) ficou com 9 por cento.


A margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Já quando a pesquisa inclui todos os 12 prováveis candidatos a presidente, a petista aparece com 38,2 por cento, seguida pelo tucano com 32,3 por cento e a ex-ministra do Meio Ambiente com 7,0 por cento. O quarto colocado aparece com apenas 0,9 por cento.


Quando perguntados sobre a probabilidade de votar nos candidatos, 35 por cento disseram que votariam em Dilma com certeza, contra 29 por cento em março, a sondagem anterior do Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria. Por outro lado, aqueles que não votariam de modo algum nela somaram 23 por cento, ante 27 por cento há três meses.


No caso de Serra, o voto certo passou para 28 por cento, em comparação a 27 por cento em março, enquanto agora 30 por cento não votariam nele de jeito nenhum, ante 25 por cento.


Na pesquisa Ibope divulgada em 5 de junho, Serra e Dilma apareciam com 37 por cento e Marina, com 9 por cento.


O Ibope entrevistou na nova pesquisa 2.002 pessoas em 140 municípios.

O teatro nuclear





O teatro nuclear

A “comunidade ocidental” procura tranqüilizar-nos informando que hoje há 40 mil armas nucleares menos que nos tempos críticos da Guerra Fria. O que eles nos dizem é: durante a guerra fria a capacidade nuclear existente poderia destruir o mundo centenas de vezes. Mas, agora, todos podem se acalmar pois os lideres mundiais, que são muito racionais, informam que fizeram um acordo e o mundo poderá ser destruído apenas algumas dezenas de vezes. Nesse terreno estamos mais próximos do Teatro do Absurdo do que propriamente da política internacional. O artigo é de Reginaldo Nasser.

Reginaldo Nasser (*)


A proliferação de armas nucleares e um possível desarmamento se encontram entre os principais temas da agenda política mundial apesar de as chamadas armas leves e portáteis (pistolas, rifles, metralhadoras leves, lança-granadas, morteiros, armas anti-tanques móveis e lança-foguetes, inclusive lança-mísseis anti-aéreos portáteis) serem as verdadeiras armas de destruição em massa. A Small Arms Survey realizou pesquisa em 2009 que confirma o crescimento contínuo do comércio global dessas armas. O valor do comércio mundial de atingiu US $ 2,9 bilhões em 2006, um aumento de 28% desde 2000. Os Estados Unidos, aparecem como o maior exportador e o maior importador dessas armas que entre 2001 e de 2006 foram responsáveis pela morte de 450.000 pessoas.

O ano de 2010 se revela de particular importância na questão nuclear. O acordo firmado entre Rússia e os Estados Unidos sobre a redução da armas nucleares estratégicas, a publicação do informe Nuclear Posture Review que identifica a capacidade nuclear que a administração Obama espera para os próximos quatro anos e a conferência de avaliação do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Curioso notar que os Estados que possuem armas nucleares (Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra e China – todos signatarios del TNP- possuem 90% das armas nucleares sendo o restante distribuído entre Índia, Paquistão e Israel) são os que mais reivindicam um “mundo sem armas nucleares.”

A mídia saudou como um grande passo para a paz o encontro ( maio) entre o Nobel da Paz, Obama, e o recém admitido na “comunidade ocidental”, Medvedev, em que acordaram reduzir seus arsenais estratégicos em torno de 1550 ogivas para cada um. Especula-se que, atualmente, existam em torno de 23.000 armas nucleares, ou em outras palavras, 150.000 explosões nucleares como a de Hiroshima – não fique abismado que é isso mesmo! Mas a “comunidade ocidental” procura tranqüilizar-nos informando que são 40.000 menos que nos tempos críticos da Guerra Fria. Vamos traduzir em números, mais uma vez. O que eles nos dizem é: durante a guerra fria a capacidade nuclear existente poderia destruir o mundo centenas de vezes. Portanto, agora pode-se acalmar que os lideres mundiais, que são muito racionais, informam que fizeram um acordo e o mundo poderá ser destruído apenas algumas dezenas de vezes.

A administração Obama apresentou a sua reformulação da estratégia nuclear como algo completamente revolucionário. Agora, diferentemente da era Bush, ao invés de reservar a possibilidade de ataques nucleares, em resposta a um ataque nuclear, ou um ataque por outras formas de destruição em massa (como armas químicas e biológicas) os EUA declaram que o papel fundamental de seu arsenal é impedir eventuais ataques nucleares ao pais e seus aliados. A chamada revisão da estratégia declara que "os EUA não pode usar ou ameaçar usar armas contra os não-nucleares que fazem parte do tratado de não proliferação nuclear, ou seja Irã e Coréia do Norte ainda se constituem em um possível alvo.

Pergunto se agora algum lugar do mundo se sente seguro com esta nova declaração no caso de uma crise ou uma guerra com o envolvimento dos EUA. Você sabe realmente quando ou como um Estado nuclear poderá realmente usar o seu arsenal para proteger seus interesses? Você acha que é razoável correr esse risco?

Além disso, a decisão de excluir estados com armas nucleares, não-signatários do TNP, parece contraproducente como bem assinalou o especialista Stephen Walt. Pois, se o Irã continua a ser um alvo nuclear, mesmo quando não tem suas próprias armas isso apenas poderá lhe dar incentivos adicionais para perseguir uma opção das armas nucleares pelos mesmos argumentos que os EUA justificam em ter o seu próprio arsenal.

Se o governo dos EUA acredita que o papel fundamental das armas nucleares é impedir um ataque, e agora diz que ainda reserva a opção de usar armas nucleares contra o Irã, então não seria razoável concluir que o Irã ou qualquer outro pais, da mesma forma, poderia usar um arsenal nuclear para sua segurança cujo papel fundamental seria o de impedir que os EUA façam isso?

Creio que nesse terreno estamos mais próximos do Teatro do Absurdo do que propriamente da política internacional.

(*) Professor de Relações Internacionais da PUC-SP

DILMA





"SERRA DEVIA PEDIR DESCULPAS"


BRIZOLA NETO




Depois de uns dias em que andou meio contida, até por delicadeza, procurando desmentir as historinhas plantadas pelo tucanato na mídia – não são todas plantadas por eles, há as que brotam por conta própria nos jornais e TVs – Dilma hoje voltou à boa forma. Em enttrevista a uma rádio do Triângulo Mineiro disse que o ex-governadorJosé Serra é quem deve pedir desculpas a ela pelas acusações de elaboração de suposto dossiê contra os tucanos, aquele tal “dossiê que ninguém vê”.

Dilma chamou Serra e Fernando Henrique Cardoso para debater, em lugar de ficarem “criticando pelos cantos” .

– Ao contrário do que aconteceu no governo anterior, do qual o candidato José Serra participou, tanto como ministro do Planejamento quanto como ministro da Saúde, em que havia estagnação, desigualdade e um imenso desemprego, é absolutamente incontroverso que o Brasil cresce. Querer dizer que o Brasil não está crescendo é (coisa) daquelas pessoas que torcem contra o país. Pode ser oposição, mas não precisa torcer contra o país – disse Dilma.

Ela ainda deu uma “zoada” no fato de Serra ainda não ter vice – “É muito importante ter chapa. Se meu adversário não tem, não sou eu que devo fazer nenhuma análise diante disso. Eu acho fundamental” – e disse que Lula fará parte de seu Governo “de qualquer jeito”, e que vai se aconselhar com ele sempre que for necessário.

É curioso que, hoje de manhã, um amigo disse-me, com a melhor das intenções, que Dilma deveria se enclausurar naquela cápsula em que os astronautas estão treinando para ir a Marte, sem contato com ninguém. Quando eu falei da importãncia do debte político, ele me disse: “deputado, eu sei, mas essa eleição tá ganha pra ela, ela não devia falar mais nada, porque tudo é um risco”.

Sim, é um risco. É um risco de esclarecermos tanto o nosso povo que estas forças do passado, de tão pequenas, não ficar do tamanho da sua própria pequenez moral.


PS. A maior parte da grande imprensa, nesta entrevista, destacou que Dilma disse ue invasões de terra são ilegais. Ela disse o óbvio e não poderia dizer nada mais, sob pena de ser acusada de estimular invasões. O outro, aquele um, diria com o maior prazer que o MST seria reprimido “com rigor”. Tradução: bordoada. Mas não se pode acusa-lo de incoerente: com ele a bordoada é democrática: manda bater em sem-terra, estudante, professor e até em policiais.

Campanha convoca boicote à TV Globo em jogo do Brasil na Copa


Vermelho
www.vermelho.org.br










Campanha convoca boicote à TV Globo em jogo do Brasil na Copa


Esta madrugada “bombou” no twitter a palavra de ordem #diasemglobo, que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira, em qualquer emissora que não a Globo. Não é uma campanha de “esquerdistas”, de “brizolistas”, de “intelectuais de esquerda”. É a garotada, a juventude.

Por Brizola Neto, no blog Tijolaço


Também não é uma campanha inspirada na popularidade de Dunga, que nunca tinha sido nenhuma unanimidade nacional. Na verdade, isso só está acontecendo porque um episódio sem nenhuma importância — um técnico de futebol e um jornalista esportivo terem um momento de hostilidade — foi elevado pela própria Globo à condição de um “crime de insubordinação” inaceitável por ela.

As empresas Globo ontem, escandalosamente, passaram o dia pressionando a Fifa por uma “punição” a Dunga. Atônitos, os oficiais da Fifa simplesmente perguntavam: “mas, por que?”

A edição do jornal do grupo Globo, hoje, só não beira o ridículo porque mergulha nele, de cabeça. O ódio a qualquer um que não abaixe a cabeça e diga “sim, senhor” a ela é tão grande que ela não consegue reduzir o episódio àquilo que ele realmente foi — uma bobagem insignificante.





Não, ela se levanta num arreganho autoritário e exige “punição exemplar” para técnico da seleção. Usa, logo ela, uma emissora de tanta história autoritária e tão pródiga em baixarias, a liberdade de imprensa e os “bons modos” como pretextos, como se isso ferisse seus “brios”.

Há muita gente bem mais informada do que eu em matéria de seleção que diz que isso se deve ao fato de Dunga ter cortado os privilégios globais no acesso aos jogadores. E que isso lhe traria prejuízos, por não “alavancar” a audiência ao longo do dia.

Lembrei-me daquele famoso direito de resposta de Brizola à Globo, em 1994.

Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país.

Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios.É apenas o temor de perder o negócio bilionário que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.

Pois o arreganho autoritário da Globo, mais do que qualquer discurso, evidenciou a tirania com que a emissora trata o evento esportivo que mais mobiliza os brasileiros mas que, para ela, é só um milionário negócio.

Dunga não é o melhor nem o pior técnico do mundo, nunca foi um ídolo que empolgasse multidões. A sociedade dividia-se, como era normal, entre os que o apoiavam, os que o criticavam e os que apenas torciam por ele e pela seleção.

A Globo acabou com esta normalidade. Quer apresentá-lo como um insano, um louco incontrolável. Nem mesmo se preocupa com o que isso pode fazer no ambiente, já naturalmente cheio de tensões, de uma seleção em meio a uma Copa do Mundo. Ela está se lixando para o resultado deste episódio sobre a seleção.

De agora em diante, a Globo fará com Dunga como que fez, naquela ocasião, com a Passarela do Samba, como descreveu Brizola naquele “direito de resposta”: “quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca.”

Vocês verão – ou não verão, se seguirem a campanha #diasemglobo – como, durante o jogo, os locutores (aquele um, sobretudo) farão de tudo para dizer que a Globo está torcendo para que o Brasil ganhe o jogo. Todo mundo sabe que, quando se procura afirmar insistentemente alguma coisa que parece óbvia, geralmente se está mentindo.

Eu disse no início que esta não é uma campanha dos políticos, dos intelectuais, da “esquerda” convencional. Não é, justamente, porque estamos, infelizmente, diante de um quadro em que a parcela politicamente mais “preparada” da sociedade desenvolveu um temor reverencial pelos meios de comunicação, Globo à frente.

Políticos, artistas, intelectuais, na maioria dos casos – ressalvo as honrosas exceções – têm medo de serem atacados na TV ou nos jornais. Alguns, para parecerem “independentes e corajosos”, até atacam, mas atacam os fracos, os inimigos do sistema, os que se contrapõem ao modelo que este sistema impôs ao Brasil.

Ou ao Dunga, que acabou por se tornar um gigante que nem é, mas virou, com o que se faz contra ele. Eu não sei se é coragem ou se é o fato de eu ser “maldito de nascença” para eles, mas não entro nessa.

O que a juventude está fazendo é o que a juventude faz, através dos séculos: levantar-se contra a tirania, seja ela qual for. Levantar-se da sua forma alegre, original, amalucada, libertária, irreverente e, por isso mesmo, sem direção ou bandeiras “certinhas”, comportadas, convencionais.

A maravilha do processo social aí está. Quem diria: um torneio de futebol, um técnico, uma rusga como a que centenas ou milhares de vezes já aconteceu no esporte, viram, de repente, uma “onda nacional”.

Uma bobagem? Não, nada é uma bobagem quando desperta os sentimentos de liberdade, de dignidade, quando faz as pessoas recusarem a tirania, quando faz com que elas se mobilizem contra o poder injusto. Se eu fosse poeta, veria clarins nas vuvuzelas.

Essa é a essência da juventude, um perfume que o vento dos anos pode fazer desaparecer em alguns, mas que, em outros, lhes fica impregnado por todas as suas vidas. E a ela, a juventude, não derrotam nunca, porque ela volta, sempre, e sempre mais jovem. E é com ela que eu vou.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A PRINCESA


La princesa Victoria de Suecia y su ya esposo, el príncipe Daniel, tras la ceremonia en la que se han unido en matrimonio

OS PRÍNCIPES


Los príncipes herederos Matilde (izda) y Felipe de Bélgica llegan a la catedral de San Nicolás de Estocolmo, Suecia

A RAINHA


La reina Margarita II de Dinamarca (izda) y su esposo, el príncipe consorte Enrique, llegan a la catedral para asistir a la boda real

A PRINCESA


El príncipe Daniel Westling y su esposa, la princesa Victoria de Suecia bailan el vals nupcial durante la celebración de su boda

NO ENTERRO DE SARAMAGO

DESERTO


Atravesando el desierto entre Douz y Matmata, Túnez. El anticipo de una borrasca suele ser una tormenta de arena levantada por el viento

BANHO


Tunecinos bañándose en el mar cerca de Qurbus, Túnez. Las mujeres musulmanas se bañan totalmente vestidas, mientras que los hombres lo hacen en bañador.

KAKÁ




Kaká citou o jornalista Juca Kfouri, blogueiro do Uol, para iniciar o desabafo em uma entrevista hoje.

“Kfouri tem dirigido os canhões para mim, não profissionalmente, mas de uma forma pessoal, direcionada a minha fé em Jesus Cristo. Respeito ele como ateu, mas espero respeito com aquele que professa sua fé através de Jesus Cristo”, declarou o meio-campo.

“E digo isso não só a meu respeito, mas falando de milhões de brasileiros que creem em Deus e em Jesus Cristo”, completou Kaká.

BRIGA VIRTUAL









Matéria da Editoria:
Política

22/06/2010


Na Internet, Dunga ganha apoio contra a Globo

Jornalistas relatam que briga entre Dunga e Rede Globo deveu-se ao fato do treinador da seleção brasileira vetar o privilégio da concessão de entrevistas exclusivas de jogadores para a Globo. Entrevistas teriam sido negociadas pela Globo com presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Dunga não gostou e vetou. Repercussão do episódio indica que a maioria dos internautas está com Dunga e contra a Globo. Cresce no twitter campanha de boicote à Globo na transmissão de Brasil e Portugal na próxima sexta-feira.

Marco Aurélio Weissheimer

Data: 22/06/2010


O jornalista Bob Fernandes relata, em matéria publicada no Terra, as causas da briga do técnico da seleção brasileira de futebol contra a rede Globo. Segundo esse relato, Dunga não aceitou dar à Globo acesso privilegiado a jogadores da seleção. Bob Fernandes conta o que presenciou logo após o jogo do Brasil contra a Costa do Marfim:

Soccer City, caminho entre o estádio e as tendas da FIFA que abrigam o Centro de Mídia. Galvão Bueno, Arnaldo Cezar Coelho e o diretor da Central Globo de Esportes, Luiz Fernando Lima conversam, não escondem a irritação e nem se preocupam com quem passa ao lado e ouve. O alvo é o técnico da seleção brasileira, Dunga. Minutos antes, na coletiva pós Brasil x Costa do Marfim o técnico, numa dividida bem a seu estilo, deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo.

Luiz Fernando Lima lembra as conversas recentes da emissora com Dunga, já na África do Sul:

- Falamos com ele duas vezes e ele não consegue entender que não é "a Globo", ele está falando para todo o país...

Seguem as observações do grupo, sempre ferinas. Um deles chega a dizer: - ...e a única coisa que eu acho que ele aprendeu em quatro anos foi falar 'conosco' e não mais 'com nós' como sempre fez...

A Globo reagiu com um texto em tom de editorial, cujo conteúdo acabou sendo reproduzido e apoiado pela maioria dos jornalistas e empresas de comunicação que cobrem a Copa. Outro jornalista, Maurício Stycer, afirma, no portal UOL, que as entrevistas foram negociadas diretamente pela Globo com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Dunga não gostou e vetou.

Aparentemente, os jornalistas de outras empresas consideram uma grosseria maior o fato de Dunga reagir contra esse tipo de privilégio a uma empresa do que a concessão do privilégio em si mesma. Mas, segundo a repercussão do episódio na internet indica que a maioria dos internautas está com Dunga e contra a Globo.

Uma enquete do Terra perguntava na manhã desta terça: você está com Dunga, com a Globo ou contra os dois? Com 163 votos, apenas 3,68% (6 votos) apoiavam a Globo. Dunga tinha 71,78% (117 votos) de apoio e a opção “contra os dois”, 24,54% (40 votos). Ontem, os comentários de leitores no site de O Globo também indicavam amplo apoio a Dunga.

Nas seções de comentários, leitores começaram a espalhar a idéia de um boicote nacional à TV Globo na sexta-feira, data do próximo jogo do Brasil. A julgar pelo resultado do movimento desencadeado no twitter contra o locutor Galvão Bueno, a Globo pode estar entrando em rota de colisão não apenas com o temperamento de Dunga, mas com milhões de brasileiros e brasileiras.

Um outro forte indicador disso foi que, na madrugada desta terça-feira, cresceu no twitter o chamado para um #diasemglobo, que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira, em qualquer outra emissora que não a Globo. Um pedido, aliás, não muito difícil de atender, dada a crescente antipatia do locutor Galvão Bueno.


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O técnico da seleção brasileira abriu fogo contra a Rede Globo.Dunga deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo. Poucas horas depois, um dos apresentadores do programa Fantástico, Tadeu Schmidt, da África leu um editorial da emissora detonando Dunga.
O motivo da briga foi por que a Globo negociou diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção, entre os quais Luis Fabiano. As entrevistas iriam ser exibidas durante o programa “Fantástico”, no domingo, horas depois da partida contra Costa do Marfim, vencida pelo Brasil por 3 a 1. Dunga vetou o acerto.

O incidente entre Dunga e Alex Escobar ocorreu quando o jornalista conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt exatamente sobre este assunto. O técnico percebeu o que ocorria e perguntou: “Algum problema?” Escobar respondeu: “Nem estou olhando para você, Dunga”. O técnico replicou em voz baixa, o suficiente para ser captado pelo microfone à sua frente: “Besta, burro, cagão!”

Horas depois do incidente, durante o “Fantástico”, Schmidt falou: “O técnico Dunga não apresenta nas entrevistas comportamento compatível de alguém tão vitorioso no esporte. Com frequência, usa frases grosseiras e irônicas”. O jornalista da Globo não mencionou, no entanto, o motivo do atrito, ou seja, a recusa do técnico em aceitar um acordo feito entre o presidente da CBF e a emissora.


A reação do povo foi imediata.O editorial lido no programa "Fantástico", da Rede Globo, deu repercussão no mundo virtual. .E pela primeira vez na história o Brasil inteiro apóia o técnico da Seleção. Só a Globo para conseguir isso...


Dentre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (21), a frase "Cala boca, Tadeu Schmidt" era líder absoluta --superou até a antecessora "Cala Boca, Galvão", que liderou por dias seguidos os Trending Topics.


E não parou por ai. Em apoio ao técnico da seleção brasileira, os twiteiros lançaram o "DiaSemGlobo", que será nessa sexta-feira, quando o Brasil vai jogar com a seleção de Portugal, no encerramento da primeira fase da copa.

FRANÇA SEM PATROCINADORES


En medio de un ambiente derrotista, esquizofrénico y autodestructivo (muchos franceses confiesan a las claras en la calle que prefieren que su equipo pierda hoy contra Sudáfrica), los patrocinadores de la selección francesa comienzan a abandonar al equipo a fin de que la mala imagen que destilan los jugadores no contagie su marca. El que primero lo anunció fue la cadena de hamburguesas Quick, que desde hace unos días había llenado las calles de las ciudades francesas con la fotografía de un Anelka zampándose una doble de tamaño estratosférico. El sábado, la compañía adelantaba que se aprestaba a retirar la campaña. Ya es tarde para algunas cosas: en Youtube circulan ya vídeos ridiculizando el anuncio y parodiando a un Anelka, convertido, junto con al entrenador Raymond Domenech, en la encarnación del fracaso de la selección y el protagonista indiscutible de canciones, burlas y chistes.

También el banco Crédit Agricole, que patrocina la selección francesa desde hace más de 30 años, retiró ayer de urgencia un anuncio de televisión en el que su marca aparecía asociada a los jugadores. Por ahora, el banco continuará apoyando a los bleus, según explica hoy el diario francés Le Parisien, pero, junto con otros patrocinadores, va a "discutir seriamente" con la Federación Francesa de Fútbol en cuando termine este nefasto mundial para Francia. Muchos de estos patrocinadores, además, deberán renegociar sus contratos. Es el caso de la cadena de tiendas de ropa deportiva Sport 2.000, que pagará cerca de 2 millones de euros hasta 1014. "El contrato está en proceso de reelaboración, y lo vamos a firmar. Pero claro, estaremos atentos a lo que va a hacer la Federación Francesa de Fútbol, porque lo que ha pasado es inaceptable", asegura hoy en Le Parisien el responsable de marketing de esta empresa.

Asimismo, otras empresas asociadas generalmente a la Selección Francesa de Fútbol (Carrefour, GDF...) se muestran consternados por el periplo en caída libre de los bleus. La casa de apuestas PMU tenía previsto firmar también próximamente un contrato por 4 millones de euros. La empresa ahora guarda silencio sobre si lo hará definitivamente o no después de la imagen de antipatía, derrota y desastre que ahora arrojan los jugadores franceses, sobre todo en Francia. Adidas calcula que la hecatombe significará dejar de vender entre 200.000 y 300.000 camisetas.

No sólo los patrocinadores dan la espalda a la selección: el Partido Socialista francés (PS) ha decidido anular la retrasmisión pública del partido que tenía previsto llevar acabo en su sede de la calle de Solferino de París. Varios ayuntamientos han decidido clausurar también las suyas. Es el caso del de Vincennes, en las afueras de París. La razón: la actitud de los jugadores, que a juicio del alcalde de la localidad ya no constituye un ejemplo para nadie.

Mientras tanto, los periódicos más combativos tratan no ya de animar a los jugadores (en Francia es difícil encontrar quién los anima, salvo la ministra de Salud y Deporte, Roselyn Bachelot), sino de insuflarles un cierto sentido de entereza, que a su juicio han perdido hace días. Así, Le Parisien titula hoy, sobre una foto de Ribery y Evra correteando en el campo: "!Un poco de dignidad¡" Por su parte L'Equipe clamaba: "¡Por el honor!".

D´Annunzio







Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio...

Setembro. Vamos. Tempo de migrar.
Nos Abruzos, agora, os meus pastores
Deixam cabanas, marcham para o mar.
Descem para o Adriático bravio,
Verde como as pastagens de altos montes.


Beberam fundo nas alpestres fontes
Para que de água do nativo ninho
O gosto fique a confortar o exílio
E longo iluda a sede do caminho.
Cajados novos têm de alvelaneira.


Ao plaino vão descendo de maneira
Que são como um rio silencioso
Passando nos sinais de antigos passos.
Ó voz daquele que primeiro ansioso
Distingue o trémulo da beira-mar!


Já pela praia o rebanho a andar
Cruza dos ares a quente imóvel teia,
E tanto aloura o sol a viva lã
Que quase não se aparta ela da areia.
E as ondas e o tropel... doces rumores.


Ah porque não estou eu com os meus pastores?


Gabriele D´Annunzio
Tradução de Jorge de Sena

ENVIADO POR AMELIA PAIS