quinta-feira, 30 de junho de 2011

POSSE NA ACADEMIA DE CLEONICE BERARDINELLI

PREMIO NACIONAL


MANAUS - Cenas do cotidiano amazônico servem de inspiração para a composição das fotografias artísticas de Jimmy Christian, que venceu o 8º Salão Nacional de Fotografia ‘Pérsio Galembeck’, realizado em Araras (SP).
Com tema ‘Retratos’, o concurso irá premiar o fotógrafo amazonense pela imagem em preto e branco ‘Sem Cabeça’, produzida em 2004, no município de Boca do Acre. A premiação irá ocorrer no dia 9 de julho, no Centro Cultural Leny de Oliveira Zurita, em São Paulo.

“Recebi a notícia por telefone na manhã de terça-feira (28) que eu havia sido escolhido como grande campeão”, contou, acrescentando que o concurso reuniu 810 trabalhos de artistas de 92 cidades e 19 Estados brasileiros.

Jimmy concorreu com três fotos. As imagens selecionadas e muitas outras foram feitas também por um cientista social com olhar treinado, que enxerga e capta as peculiaridades da região. “Quando fiz ‘Sem Cabeça’ era aluno do curso de Ciências Sociais da Ufam e fotojornalista, o que me possibilitava viajar pelo interior do Estado e fazer essas imagens mais plásticas, artísticas”, comentou. As fotografias serviram, inclusive, como trabalho de conclusão de curso de Jimmy, que ganhou, também, exposição própria, a ‘Beiradão Urbano’, no Palácio da Justiça, no ano passado, por meio do Programa de Apoio às Artes (Proarte).

Nasce um fotógrafo

Com a primeira máquina fotográfica, Jimmy começou a fotografar como amador no final da década de 90. No início tendo Sebastião Salgado ‘espelho’, o Christian hoje trabalha com o conceito moderno de ‘Fine Art’. “É um estilo em voga, que garante a arte final, um produto acabado que é impresso, emoldurado e vendido para ser exposto como objeto de decoração”, explicou. Usando técnicas clássicas ou novas, o fotógrafo segue eternizando pessoas e cenários do Amazonas e mais uma vez é reverenciado com um prêmio artístico.

ARTISTA UCRANIANA

Arte de rua


Arte de rua

Artistas de rua trabalham na fachada de um edifício em Brooklyn, Nova Iorque, nos Estados Unidos. Fotografia: Lucas Jackson/Reuters

Festa no palácio


Festa no palácio

A rainha Isabel II e o príncipe Filipe, duque de Edimburgo, à entrada do Palácio de Buckingham, onde nos jardins decorreu a festa anual de Verão. Fotografia: Matt Dunham/Reuters

Mais de 20 mil pessoas participaram da procissão de São Pedro em Manaus


Mais de 20 mil pessoas participaram da procissão de São Pedro em Manaus

Às 15h30 foi o início do cortejo fluvial que reuniu cerca de 80 barcos que acompanharam a imagem de São Pedro até o porto da Panair, na zona Sul de Manaus


Cerca de 80 barcos acompanharam a procissão de São Pedro, na tarde desta quarta-feira
Cerca de 80 barcos acompanharam a procissão de São Pedro, na tarde desta quarta-feira

Cerca de 80 barcos acompanharam a procissão de São Pedro, na tarde desta quarta-feira
FOTO: Bruno Kelly/Acrítica


Cerca de 80 embarcações acompanharam a imagem do Santo até o porto da Panair

Cerca de 80 embarcações acompanharam a imagem do Santo até o porto da Panair (Bruno Kelly)

Mais de 20 mil pessoas participaram da procissão fluvial em homenagem ao padroeiro São Pedro que aconteceu nesta tarde de quarta-feira (29), em Manaus.

O início da procissão começou com percurso terrestre, com saída às 15h da Catedral Nossa Senhora da Conceição, em direção à Manaus Moderna. O percurso seguiu pela rua Marquês de Santa Cruz, descendo ao lado do mercado Adolpho Lisboa, com embarque na balsa do A Jato.

Às 15h30 foi o início do cortejo fluvial que reuniu cerca de 80 barcos que acompanharam a imagem de São Pedro até o porto da Panair, na zona Sul de Manaus. O trajeto durou duas horas. Durante percurso houve uma salva de fogos com terços comunitários e cantos em homenagem ao santo dos pescadores.

Às 18h, iniciou a celebração da missa campal em homenagem a São Pedro no Centro Cultural Zulândio, conhecido como Currão do Boi Garanhão, no bairro do Educandos

Com informações de Ana Célia e Camila Baranda

Três pessoas estão desaparecidas depois de colisão de comboios de balsas no rio madeira, no Amazonas



FOTO ANTIGA

Três pessoas estão desaparecidas depois de colisão de comboios de balsas no rio madeira, no Amazonas

Colisão entre comboio formado por empurrador e duas balsas resulta em três pessoas desaparecidas nesta terça-feira



Três pessoas continuam desaparecidas depois de uma colisão ocorrida entre um comboio formado por um empurrador e duas balsas com um tronco submerso. O acidente foi na localidade de Bela Vista, a cerca de 90 km de Humaitá, no estado do Amazonas, por volta das cinco da madrugada dessa terça-feira (28).

Em nota divulgada à imprensa, o Comando do 9º Distrito Naval informou que logo que foi acionada, a Marinha enviou uma embarcação da Agência Fluvial de Humaitá para coordenar as buscas aos desaparecidos. O trabalho é realizado juntamente com o Corpo de Bombeiros do Amazonas.

No momento da colisão, sete pessoas estavam a bordo do comboio.

Nesta quarta-feira(29), o Corpo de Bombeiros do Amazonas enviou dois mergulhadores para darem reforço ao trabalho de busca dos desaparecidos. Os dois embarcaram em um avião por volta do meio dia. A aeronave decolou do aeroporto de Ponta Pelada, zona sul de Manaus.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Elizabeth Taylor


NOVA YORK (Reuters Life!) - A renomada coleção de joias, obras de arte, moda e memorabília da atriz Elizabeth Taylor será posta à venda em uma série de leilões que começará em dezembro, anunciou a casa Christie's na quarta-feira.

Uma das últimas grandes estrelas da época áurea de Hollywood, Liz Taylor, que era conhecida tanto por sua beleza, seu apreço por diamantes, seus oito casamentos e seu trabalho como ativista contra a Aids quanto por seus filmes, morreu em Los Angeles em 23 de março, de falência cardíaca congestiva, aos 79 anos.

A Christie's disse que vai dedicar todo o espaço de sua galeria sede no Rockefeller Center a uma monumental e inusitada exposição da coleção de Taylor, que começará em 3 de dezembro e ficará no local por dez dias.

Antes dos leilões, terá início em setembro uma turnê mundial de três meses das joias, roupas, acessórios, artes decorativas e memorabília de Liz Taylor. A mostra itinerante fará escalas em Moscou, Londres, Los Angeles, Dubai, Genebra, Paris e Hong Kong.

Marc Porter, presidente da Christie's Américas, disse que as exposições vão proporcionar "uma visão do mundo de um ícone verdadeiro, uma mulher rara que foi ao mesmo tempo estrela internacional do cinema e da moda, mãe amorosa, empresária bem sucedida e humanitária generosa".

De maneira condizente com o trabalho humanitário de Taylor, uma parte da renda dos ingressos vendidos para a exposição, eventos e publicações relacionadas aos leilões será doada à Fundação Elizabeth Taylor de Combate à Aids, fundada pela atriz em 1991.

A Christie's não divulgou detalhes sobre objetos específicos que vão a leilão, nem estimativas sobre seus possíveis valores de venda, mas leilões passados de coleções de outras personalidades famosas renderam muitos milhões.

Em 1993 a venda de objetos de Jacqueline Kennedy Onassis rendeu 35 milhões de dólares para a casa Sotheby's, enquanto um leilão de bens do duque e duquesa de Windsor, realizado ao longo de nove dias, arrecadou quase 25 milhões de dólares.

A série de venda dos objetos de Liz Taylor terá leilões dedicados individualmente a joias, alta-costura, moda e acessórios, artes decorativas e memorabília da casa de Taylor em Bel Air, além de obras de arte impressionista e moderna.

A expectativa é que as joias de Taylor atraiam interesse enorme. A Christie's descreveu o leilão como "um dos eventos mais notáveis com joias na história dos leilões". Um leilão de gala na noite de 13 de dezembro será seguido por duas outras sessões em 14 de dezembro.

Consta que as joias de Taylor valiam mais de 100 milhões de dólares quando ela morreu. O espólio da atriz foi avaliado em entre 500 milhões e 1 bilhão de dólares.

Todos os leilões, excetuando o de arte, que terá lugar em Londres em fevereiro, vão acontecer em Nova York em dezembro.

A Christie's disse que também fará leilões unicamente online através da Christie's LIVE, concomitantemente com as exposições e os leilões.

FRANÇA LANÇOU ARMAS POR AVIAO




A França confirmou nesta quarta-feira que forneceu armamento aos rebeldes líbios. A notícia tinha sido adiantada pelo jornal “Le Figaro”, que deu conta do envio, por ar, de metralhadoras, lança-rockets e mísseis anti-tanque em Djebel Nafusa, a Sul da capital, Trípoli.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A PIOR SECA EM 60 ANOS


GENEBRA - A pior seca em 60 anos no Chifre da África, no Nordeste do continente, causa uma grave crise alimentar e piora os índices de desnutrição, disse a ONU nesta terça-feira. Mais de 10 milhões de pessoas já estão sendo afetadas no Djibouti, Etiópia, Quênia, Somália e Uganda, e a situação vem se agravando, afirmou a entidade.

Um mapa produzido pela ONU para ilustrar a segurança alimentar no leste do Chifre da África mostra grandes áreas no centro do Quênia e da Somália na categoria de "emergência", apenas uma fase antes daquilo que as Nações Unidas classificam como catástrofe/fome generalizada.

- Duas temporadas chuvosas ruins consecutivas resultaram em um dos anos mais secos desde 1950/51 em muitas zonas pastorais - disse a jornalistas Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. - Não há probabilidade de melhora (da situação) até 2012.

Os preços dos alimentos subiram substancialmente na região, piorando a situação de muitas famílias pobres da região, disse ela.

A desnutrição infantil nas áreas mais afetadas supera 30%, o dobro do limite mínimo da emergência, e deve subir ainda mais, segundo Elisabeth. De acordo com a ONU, a mortalidade infantil também cresceu, mas não foram apresentadas cifras.

Na Somália, a seca é agravada por conflitos armados, criando uma onda de 20 mil refugiados na direção do Quênia nas últimas duas semanas, segundo informou a agência da ONU para refugiados na sexta-feira.

UFRJ

MAIS PETROLEO DESCOBERTO


A Petrobras anunciou hoje em seu site o que chamou de "principal descoberta" no pré-sal da Bacia de Campos (o pré-sal é uma região profunda de exploração de petróleo).

Segundo a estatal, foram descobertos "dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório informalmente conhecido como Gávea". Os estudos foram feitos por um consórcio formado por Petrobras, Repsol Sinopec e Statoil.

"Esta descoberta é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos", diz nota no site da Petrobras.

O poço, localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros, disse a Petrobras.

O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.

O consórcio tem participação de 35% da Repsol Sinopec, mais 35% da Statoil e os restantes 30% da Petrobras.

As autoridades brasileiras foram informadas da existência de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Gávea em março de 2011, para o primeiro nível, e em abril do mesmo ano, para o segundo nível.

A Repsol Sinopec é a companhia estrangeira líder em direitos de exploração nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, participando em 16 blocos, dos quais é operadora em seis.

SOMOS MEMBROS UNS DOS OUTROS


SOMOS MEMBROS UNS DOS OUTROS

Rogel Samuel

«Somos membros uns dos outros», dizia São Paulo aos cristãos de Efeso.
Isto é citado por Laín Entralgo, num artigo que incluímos recentemente no nosso site.
Entralgo, pensador da direita espanhola, discípulo de Ortega, sempre exerceu sobre mim sobrenatural fascínio.
Define ele a capacidade do homem de considerar-se pessoa por dois conceitos: o próprio e o alheio.
Na esfera do próprio, estabelece Laín duas diferentes esferas: o 'meu' (que define a própria estrutura do eu), e o 'em mim' (que posteriormente ele estuda na patologia).
Como a pessoa é capaz de relacionar-se com a outra? como considerar o outro como outro eu? como analisar o encontro, como estabelecer relações de amizade?
Para ele, a realidade consiste em ser 'de si' e em 'dar de si''.
A realidade se faz presente e cognoscível na impressão de realidade que a coisa oferece ao sujeito que a percebe.
O principal livro de Entralgo, raríssimo entre nós, se chama 'Teoria e realidade do outro', que só consegui ler na Biblioteca Nacional.
Nesse, ele percorre com maestria toda a filosofia ocidental desde os pré-socráticos em busca da teoria da consciência do outro, do outro como outro eu, onde a consciência de si é a consciência do outro.
Assim era em Hegel, quando o eu suprassumia a si no outro a que se opunha numa negação: eu não sou o outro.
Lain também era médico, e escreveu tratados de medicina.
Faleceu no ano passado, com cerca de 90 anos.
Essas considerações vêm antes de ler o CANTO 1, 26 de Jorge de Lima, em INVENÇÃO DE ORFEU:

Qualquer que seja a chuva desses campos
Devemos esperar pelos estios;
E ao chegar os serões e os fiéis enganos
Amar os sonhos que restarem frios.

Porém senão surgir o que sonhamos
E os ninhos imortais forem vazios,
Há de haver pelo menos por ali
Os pássaros que nós idealizamos.

Feliz de quem com cânticos se esconde
E julga tê-los em seus próprios bicos,
E ao bico alheio em cânticos responde.

E vendo em tôrno as mais terríveis cenas,
Possa mirar-se as asas depenadas
E contentar-se com as secretas penas.

Alguns poetas tiveram ou revelam alguma dificuldade de relacionar-se com o outro ('os ninhos imortais forem vazios').
'Imortal' - revela o 'felizes para sempre'.
A felicidade presente ('a chuva desses campos') atinge a solidão do futuro ('Devemos esperar pelos estios').
Sua poesia reside nisso.
Entre 'os serões e os fiéis enganos' há uma solidão sempre presente, sempre fiel, uma vocação de 'amar o perdido', o passado: 'Amar os sonhos que restarem frios'.
Os ninhos estarão vazios, e neles só os pássaros os idealizados.
A estrofe:

Feliz de quem com cânticos se esconde
E julga tê-los em seus próprios bicos,
E ao bico alheio em cânticos responde.

Marca o centro do reconhecimento de si no outro inexistente, no outro distante e impossível.
Diz esses versos: Eu me escondo nos versos que canto, canto com o fingimento do canto.

É o contentar-se descontente de si consigo mesmo, e em si.

E vendo em tôrno as mais terríveis cenas,
Possa mirar-se as asas depenadas
E contentar-se com as secretas penas.

As asas depenadas não voam, o coração não ama, as cenas ao redor são terríveis, as dores não se expressam e são secretas, os ninhos vazios, os enganos fiéis, mas a poesia de Invenção de Orfeu mantém a sua imortalidade e beleza.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ITAMAR NA UTI


O ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG),80, foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de uma pneumonia grave, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (27).

Ele está internado em São Paulo desde 21 de maio para tratar de leucemia. De acordo com o hospital, embora esteja na UTI, o senador "apresentou ótima resposta ao primeiro ciclo de tratamento quimioterápico".

Em boletins anteriores, a equipe médica divulgou que um transplante de medula não era cogitado.

Itamar foi diagnosticado com a doença ao realizar exames devido a uma forte gripe. Ele pediu afastamento temporário de suas atividades no Senado.

Pelo regimento do Senado, o suplente de Itamar só assume a cadeira do senador se ele se afastar por um período superior a 120 dias.

Richard Gere visita templo budista na Indonésia


Richard Gere visita templo budista na Indonésia

DE SÃO PAULO

O ator Richard Gere, 61, vistou um templo budista na Indonésia nesta segunda-feira.

Acompanhado por um monge, Gere visitou o templo Borobudur, em Mageland, na província de Java.

O local é patrimônio da UNESCO e um dos maiores templos budistas do mundo.

O ator, que também é um ativista dos direitos humanos, aproveitou para meditar na companhia dos monges.


Clara Prima/France Presse

Goldberg Variations


Goldberg Variations

Rogel Samuel


Na "Ária" inicial ele faz um passeio pelas teclas do piano. Conta uma "estória", a de nossas mais antigas recordações, conta a nossa estória a nós mesmos, nos ensina a contar, a falarmos de nós mesmos, para um receptor oculto. Uma reflexão auditiva, uma argumentação instintiva, uma ária, ou seja, a música de um solitário, a música solitária, de uma só voz amante, exprime o sentimento da solidão, a cantiga do solitário, do esquecido, do ser um retrospecção de seu amor.
A primeira variação nos leva para um lugar em declive, rápido lugar, de onde voltamos para a ária inicial.
Na segunda variação alçamos o campo, onde flores e cores nos recebem e nos recompensam. Os dedos passeiam pelo teclado.
Ouço Gleen Gould, na gravação de 82, que prefiro: que é mais lenta, mais clara, mais profunda... porém mais triste.
O genial pianista perto da morte, em declínio, suas roupas eram desalinhadas, engordara, estava cada vez pessoalmente mais difícil, mais musical, menos social, pura música, a música pura.
Na gravação se pode ouvir que ele canta por trás do piano, pode-se ouvir sua voz, seus murmúrios.
Estou esperando um dia ouvir a prometida gravação do meu amigo Christopher Schindler. Ele é muito bom em Bach.
Eu o conheci na Ilha de San Juan, em Friday Harbour. Ele estudava num velho piano dos alunos de uma escola, um piano esquecido num canto de uma sala. Aproximei-me, e quando ele parou de praticar começamos a conversar. Logo estava ele falando num excelente português. Chris fala não sei quantas línguas, inclusive a linguagem musical. Foi aluno do filho do polonês Artur Schnabel, para muitos um dos maiores de todos os tempos. Pena que as gravações de Schnabel sejam tão antigas. Por exemplo a do Concerto N. 1 de Beethoven é de 1932. Mas apesar de mono, impressionante. Schnabel deixou Berlin em 33, devido ao regime nazista. A arte de Schnabel percebe-se nos discos de 78 rotações.
A origem da Goldberg Variations é famosa: O conde Count Hermann Carl von Keyserlingk, de Dresden, que frequentava Bach em Leipzig para receber aulas de composição, o conde sofria de insônia e pedia sempre a seu músico particular, de 15 anos, o prodigioso Johann Gottlieb (Theophil) Goldberg (1727-1756), que tocasse algo no quarto contíguo, para ajuda-lo a dormir. Durante uma visita em 1742, o Conde pediu a Bach que compusesse uma peça «de uma quietude calmante» para fazê-lo dormir, e Bach compôs a "Aria com 30 variações", BWV 988, que ficou conhecida posteriormente como Goldberg. O Conde, pela magnificência da obra, fazia Goldberg tocá-la todas as noites. E tão impressionado ficou pela música que retribuiu Bach com 100 luíses de ouro.

Brasileiros esnobam férias no país



Brasileiros esnobam férias no país


Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press


A queda do dólar e a estabilidade da economia aumentaram em 30% a venda de pacotes internacionais, que ficaram 10,6% mais baratos do que há um ano. Já as viagens nacionais sequer entram nos planos de muitos turistas. Sete dias em Orlando (EUA), por exemplo, custam a partir de R$ 1.980, enquanto o preço de um passeio em Porto de Galinhas (PE) chega a R$ 1.820. A estudante Ana Matoso (foto) acaba de embarcar para Londres, onde vai estudar inglês nas férias, e já prepara viagem aos Estados Unidos com a família em março. "Eu nem cheguei a pensar em viajar pelo Brasil", conta.

sábado, 25 de junho de 2011

Stephen Jay Gould


Stephen Jay Gould, o famoso cientista que se distinguiu tanto pelo estudo da evolução como pela sua defesa frente aos ataques da direita fundamentalista americana, terá sido vítima dos preconceitos que ele próprio denunciou num célebre artigo na Science e num ainda mais célebre ensaio, no livro A Falsa Medida do Homem (Quasi).

Tudo isto tem a ver com um cientista do século XIX, Samuel Morton, que reuniu uma colecção única de 1000 crânios, a inteligência e o racismo. E, claro, a integridade científica.

Gould, que morreu em 2002, questionou a integridade científica de Morton, acusando-o de ter, subtilmente - inconscientemente -, manipulado as medições que fez da capacidade craniana dos homens brancos para demonstrar que estes seriam os mais inteligentes. Isto para demonstrar que a raça branca - e o seu expoente, o homem branco - era a superior. A seguir vinham os asiáticos, os índios americanos e, no fim, os africanos.

Na altura em que Morton fez as suas experiências (a década de 1830, ainda antes da publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin, em 1859), quem era contra a abolição da escravatura defendia que a Humanidade não era una, mas antes que cada raça tinha sido criada em momentos distintos por Deus.

Mas um artigo publicado este mês na revista científica Public Library of Science - Biology (PLOS), acaba por pôr também em causa a integridade científica de Stephen Jay Gould - não preto no branco, mas é o que se pode aferir das conclusões dos cientistas que reconstituíram as experiências de Morton e chegaram à conclusão de que ele não terá manipulado, nem inconscientemente, as suas medições da capacidade craniana, feitas com sementes de mostarda, como dizia Gould.

E, pelo contrário, encontram indícios de que Gould é que terá sido vítima dos seus preconceitos - ou desejo de demonstrar como o racismo não tem bases científicas -, o que o levou a tratar os dados de uma forma discutível. Não o acusam de fraude no artigo, mas em entrevistas dadas a propósito do seu trabalho alguns membros da equipa têm cruzado essa linha vermelha.

Artimanhas

Morton, um médico de Filadélfia, como bom cientista, tentou substituir a especulação por factos e medições, usando a sua colecção impressionante de crânios, representando todos os grupos raciais humanos. Mas, de acordo com a crítica de Gould - que foi ao mesmo tempo biólogo, paleontólogo, historiador das ciências, ensaísta e divulgador de ciência e pensador sobre a teoria da evolução -, o trabalho de Morton é exemplar para ilustrar como "artimanhas inconscientes ou mal percebidas são provavelmente endémicas na ciência, pois os cientistas são seres humanos enraizados em contextos culturais, não autómatos que se dirigem para verdades externas", escreveu na Science, em 1978.

Gould tornou-se uma figura pública com uma enorme projecção - uma espécie de Carl Sagan para a evolução, embora tivesse algumas ideias polémicas. Mas, em termos de grande público, tornou-se uma figura incontornável, nos Estados Unidos e não só. Dele esperava-se um juízo acertado.

GRECIA

Duzentas vezes Bloclos online!


Duzentas vezes Bloclos online
- um aniversário de 200...
Ducentesima coluna de R. Samuel em Blocos online!

Em

http://www.blocosonline.com.br/home/index.php

CHAVEZ LUTA PELA VIDA


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que o Presidente Hugo Chávez está a lutar "pela vida".

"A batalha que trava pela sua saúde é uma batalha de todos, uma batalha pela vida, pelo futuro imediato da pátria", disse o ministro à televisão venezuelana. "E isto é o que podemos dizer aos nossos compatriotas."

Hugo Chávez encontra-se hospitalizado desde o dia 10 de Junho em Havana, Cuba, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica. A notícia que corre em Caracas, a capital da Venezuela, é de que sofre de um cancro na próstata. Oficialmente, foi operado a um quisto pélvico.

De manhã, um jornal de Miami ligado à dissidencia cubana, o "Nuevo Herald", citando uma fonte médica, já tinha adiantado que o estado de saúde de Chavéz é "crítica".

Citando fontes dos serviços secretos norte-americanos, o mesmo jornal referia, no entanto, que não estava confirmado se se trata ou não de um cancro.

O "El Nuevo Herald" escreve ainda que a filha e a mulher de Chávez já viajaram “de urgência” de Caracas para Cuba, a bordo de um avião da Força Aérea.

Casamento

Sviatoslav Richter: Schubert Sonata D.894 1st mvt. 1/3

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MONA LISA NAO SAI




A Itália estava interessada em receber a obra de arte de Leonardo Da Vinci em 2013. Pediu o quadro emprestado ao Museu do Louvre, em Paris, mas por questões de segurança “Mona Lisa” não vai viajar.

Quadro de Leonardo Da Vinci é a obra mais procurada no Museu do Louvre e por isso não sai Quadro de Leonardo Da Vinci é a obra mais procurada no Museu do Louvre e por isso não sai (Reuters)

O Museu do Louvre anunciou esta sexta-feira que não emprestará o quadro a Itália, para uma exposição em Florença em 2013. O pedido foi feito pelo Comité Nacional para a Valorização dos Bens Culturais, presidido por Silvano Vincenti, que lançou um apelo na Internet, com o fim de conseguir 100 mil assinaturas para que o museu parisiense cedesse por algumas semanas o quadro pintado entre 1503 e 1507, a obra mais famosa do italiano Da Vinci. O objectivo é comemorar o centenário do achado do quadro em Florença, em 1913.

Vincent Pomarède, director do departamento de Pintura do Louvre, explicou à agência EFE que não “recebeu nenhum pedido oficial de empréstimo”, mas mesmo que isso tivesse acontecido o quadro não abandonaria o museu. “Não emprestamos a 'Mona Lisa' porque está extremamente frágil e corria o risco de se danificar de forma irreversível numa viagem.”

Apesar de “La Gioconda” já ter abandonado o museu francês em duas ocasiões (em 1963 para Washington DC e Nova Iorque e em 1974 para Tóquio e Moscovo), a instituição explicou que isso já não faz parte dos planos, dada a impossibilidade de se controlar as variações de temperatura e humidade.

A petição italiana, dirigida ao governo francês e ao museu, já contava com o apoio governamental italiano, apelando à “consideração da importância cultural e história dos eventos programados”.

O museu recordou ainda que, nos últimos anos, “seja qual seja o estabelecimento” que tenha pedido o empréstimo da obra de Da Vinci tem levado uma resposta negativa, não apenas por motivos de segurança mas também porque quem visita o Louvre pela primeira vez, a maioria dos visitantes, o faz para ver a Gioconda e “não apresentá-la seria um problema para a instituição”.

USA

Há um oceano salgado sob o gelo da sexta lua de Saturno


Encelado, a sexta lua de Saturno, gelada à superfície, deve esconder um oceano salgado sob o gelo. É o que concluíram os cientistas que estudaram a análise das partículas sólidas dos géisers gigantes que saem do pólo sul deste pequeno satélite do planeta dos anéis feita por instrumentos a bordo da sonda Cassini da NASA: são sobretudo grãos de sal.

Na verdade, 99 por cento dos materiais sólidos que são lançados para o espaço nesses jactos de vapor de água e gelo, que saem de fissuras na superfície conhecidas como Listas de Tigre, são partículas ricas em cálcio e potássio, diz um comunicado do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA. “Não há outra forma plausível de produzir um fluxo constante de grãos ricos em sal a partir de gelo sólido para além da existência de água salgada sob a superfície gelada de Encelado”, diz Frank Postberg, o cientista da Universidade de Heidelberg, na Alemanha e membro da equipa da Cassini que é o principal autor deste trabalho, publicado on-line na Nature.

Os jactos de gelo e vapor de água foram descobertos em 2005, e tem-se falado na possibilidade de existir um oceano subglacial desde então — se existisse mesmo, seria um bónus para a busca de vida no nosso sistema solar e algures no Universo. Se os grandes planetas não têm condições para que haver vida, por que não olhar para as suas luas?

O trabalho da equipa de Postberg aponta para um oceano salgado a cerca de 80 quilómetros de profundidade. Mas existe um outro reservatório de água salgada mais perto da superfície, que alimenta directamente as fracturas dos géisers. Calculam os cientistas que se perdem cerca de 200 quilos de vapor de água e gelo por segundo nestas plumas, que criam o anel E de Saturno, coincidente com a órbita de Encelado em torno do planeta dos anéis.

Amin Maalouf eleito membro da Academia Francesa


O escritor libanês, estabelecido em França, Amin Maalouf foi eleito membro da Academia Francesa, sucedendo assim o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que morreu em Outubro de 2009.

Prémio Goncourt em 1993 com a obra “Rocher de Tanios”, Amin Maalouf foi eleito à primeira volta com 17 votos, em 24 votantes, ultrapassando o filósofo francês Yves Michaud, que apenas recebeu três votos.

Nascido a 25 de Fevereiro de 1949 em Beirute, numa família cristã, Amin Maalouf, que fala árabe e francês, dedicou a sua obra à aproximação das civilizações. Foi jornalista do “an-Nahar”, um jornal libanês de relevo, mas em 1975, uma onda de violência assolou o Líbano e, com o rebentamento de uma guerra civil, Amin Maalouf optou, em 1977, por se exilar com a família em Paris, onde continuou a exercer a carreira, contribuindo para o “Jeune Afrique” e para a edição internacional do “an-Nahar”.

Os temas do exílio e da identidade ocupam uma grande parte da sua obra, analisados em detalhe nas obras "As Identidades Assassinas", de 1989, e "Um Mundo Sem Regras", de 2009. Publicou o seu primeiro livro, já instalado em Paris, no ano de 1983, "As Cruzadas Vistas pelos Árabes", uma obra histórica. Mas foi com o romance "Leão, o Africano" que Amin Maalouf se tornou conhecido do grande público, em 1986, passando a dedicar-se exclusivamente à literatura.

Esta era a terceira vez que o nome de Amin Maalouf surgia nos boletins de votos, depois de ter sido candidato à Academia Francesa em 2004 e 2007.

O escritor estreou-se ainda na ópera em 2000, ao escrever um libreto de ópera "L'Amour de Loin", que conta os amores do trovador do século XII Jaufre Raudel pela Condessa de Tripoli. Com arranjo musical da compositora finlandesa Kaija Saariaho, a ópera estreou em Salzburgo em 2000 e em Paris no ano seguinte, sob a direcção de Peter Sellars.

Depois desta eleição, seguem-se outras nos próximos meses para eleger os sucessores da helenista Jacqueline de Romilly, que morreu a 19 de Dezembro de 2010, aos 97 anos, e do escritor Jean Dutourd, falecido a 18 de Janeiro de 2011, aos 91 anos.

Amin Maalouf foi distinguido em 2010 com o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras. O júri do prémio destacou na altura a "linguagem intensa e sugestiva" que nos transporta "no grande mosaico mediterrâneo de línguas, culturas e religiões para construir um espaço simbólico de encontro e entendimento".

A Academia Francesa foi criada em 1635 por Richelieu com o objectivo de preservar a língua francesa e escrever seu dicionário. Actualmente, a Academia é constituída por 40 membros, conhecidos como os “Quarenta” ou os “Imortais”.

Prenderam James “Whithey” Bulger, o gangster que inspirou Scorsese





Um dos criminosos mais procurados e famosos dos Estados Unidos, James Bulger, conhecido como “Whithey”, foi preso na Califórnia, aos 81 anos.


Bulger era procurado há quase 17 anos, depois de ter deixado Boston, na costa leste dos EUA, zona onde actuava. Estava nessa altura para ser preso por agentes federais devido a cerca de 20 assassinatos, extorsão, tráfico de drogas e outros crimes cometidos entre o início dos anos 1970 e meados da década de 1980.

Controlava um grupo (gang) de crime organizado, foi objecto de vários livros e inspirou o filme The Departed (2006), de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Jack Nicholson. Estava na lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI, que oferecia uma compensação de dois milhões de dólares (cerca de 1,4 milhões de euros) pela sua captura.

James Bulger foi detido ontem à noite pelo FBI num vulgar edifício de apartamentos em Santa Mónica, uma praia a cerca de 20 quilómetros do centro de Los Angeles, “sem incidentes”, segundo as fontes não identificadas que deram a notícia em primeira mão ao diário Los Angeles Times e que requereram anonimato por não estarem autorizadas a falar sobre o assunto.

Segundo as autoridades, quando fugiu de Boston, Bulger tinha sabido que estaria para ser preso por um agente do FBI que era seu informador, John Connolly Jr., e que entretanto foi condenado por extorsão em 2002, por proteger Bulger e outro conhecido criminoso.

Numa conferência de imprensa dada já hoje de manhã em Boston conjuntamente por várias forças policiais dos EUA, as várias autoridades envolvidas elogiaram a sua próprias “persistência e tenacidade”, e atribuíram a captura de Bulger aos vários anúncios que fizeram e permitiram chegar até ele.

O FBI tinha lançado recentemente uma campanha na comunicação social de 14 cidades de todo o país, que não incluíam Los Angeles, onde Bulger tinha sido identificado ou onde tinha laços anteriores. A polícia estava convencida de que Bulger teria passado os últimos anos a viajar na companhia de Catherine Elizabeth Greig, 60 anos, com quem vivia e que foi presa com ele. Era uma mulher de estatura pequena, que tivera como profissão a higiene dentária, e que se habituara a mudar a cor do cabelo, relata a agência Reuters.

A campanha do FBI dirigia-se sobretudo a mulheres na casa dos 60 anos, o grupo etário de Greig, na esperança de obter pistas. A informação que levou à detenção chegou na terça-feira à noite, e ontem à tarde a brigada de fugitivos do FBI de Los Angeles começou a vigilância, assistida pela Polícia da cidade, após ter detectado duas pessoas que pensou serem Bulger e Greig. Foi montado um estratagema (não divulgado) através do qual foram atraídos para fora do seu apartamento, sendo presos após a polícia se assegurar da sua identidade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Justin Bieber, atacado


O cantor adolescente Justin Bieber, 17, foi atacado por um homem nesta quinta-feira (23), segundo o programa "Eyewitness News" da ABC 7.

Ele estava em Nova York, onde distribuía autógrafos e promovia um perfume de sua marca em uma loja.

Bieber decidiu aparecer fora da loja, para falar com fãs que não haviam conseguido entrar.

Neste momento, segundo testemunhas, um homem pulou em cima dele e o derrubou no chão.

O homem foi levado por policiais. O cantor, apesar do susto, voltou para dentro da loja e continuou dando autógrafos.

TRI

URSO INVADE CIDADE NA LITUANIA

REVOLVER DE AL CAPONE EM LEILAO



Um revólver que pertenceu ao “gangster” norte-americano Al Capone foi vendido ontem à noite por 77 mil euros durante um leilão da Christie’ s em Londres.

O Colt .38 foi vendido por um coleccionador privado que entregou também uma carta de Madeleine Capone Morichetti, viúva do irmão de Al Capone, onde esta confirma que a arma “pertenceu a Al Capone” e que, durante a sua vida, só foi usada por ele.

Os registos do Colt .38 indicam que foi fabricado em Maio de 1929, meses depois do famoso Massacre do Dia de S. Valentim, em Chicago, quando sete pessoas morreram durante um tiroteio entre facções rivais, incluindo a de Capone.

O comprador preferiu ficar no anonimato e fez a sua licitação online.

Vladimir Horowitz Playing Scriabin 12 Etudes Op.8 No.12

Scriabin Etude op 8 no 12 by Evgeny kissin

Shostakovich, Symphony No. 5 Mvt. 4




Mravinsky conducts the Leningrad Philharmonic at the Leningrad Conservatory hall (if I'm not mistaken). This is the 4th concluding movement of Shostakovich's Symphony no. 5.

Ophélia e Fernando Pessoa, in "Mensagem" de Luis Vidal Lopes




"O meu destino pertence a outra Lei, de cuja existência a Ophelinha nem sabe...", escreveu Fernando Pessoa numa carta a Ophélia Queiroz.
Excerto do filme "Mensagem", dirigido e montado por Luis Vidal Lopes, estreado no cinema S.Luiz, em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1988 e baseado no livro homónimo de Fernando Pessoa. Argumento e texto de Manuel Gandra e Luis Vidal Lopes. Poemas, cartas e textos originais de Fernando Pessoa. Fotografia de Manuel Costa e Silva. Produção de Cristina Hauser. Filipe Ferrer no papel de Fernando Pessoa. Cristina Hauser no papel de Ophélia.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A CANELA CURA


TEL AVIV - O professor israelense Michael Ovadia transformou um trauma infantil em pesquisa de sucesso. O pivô da reviravolta é a canela, aparentemente mais do que um tempero. Segundo Ovadia, a erva aromática pode ajudar a combater uma das doenças mais misteriosas da atualidade, o Mal de Alzheimer, que afeta 18 milhões de pessoas no mundo. Há mais de 50 anos, Ovadia quase foi desclassificado num concurso de conhecimentos de Bíblia ao esquecer a resposta a uma pergunta: que ingredientes formavam o óleo sagrado usado pelos sacerdotes do Templo Sagrado de Salomão? Na última hora, se lembrou da lista, cujo ingrediente mais conhecido é a canela. Acabou tirando um respeitado segundo lugar, mas o episódio nunca saiu de sua cabeça.

Anos depois, já um renomado pesquisador do departamento de Zoologia da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Tel Aviv, Ovadia decidiu pesquisar porque os israelenses antigos usavam esse óleo para limpar os artefatos sagrados do Templo e proteger seus sacerdotes de doenças causadas pelo contato com sangue devido ao sacrifício de animais. Aos poucos, foi descobrindo que a canela é capaz de neutralizar vários tipos de vírus e infecções. Mas qual não foi sua surpresa ao ousar pesquisar a eficiência da erva na inibição dos chamados oligômeros: conglomerados de proteína beta-amiloide, abundante no cérebro dos doentes de Alzheimer e acusados de causarem perda de memória em mais de 50% dos idosos com mais de 85 anos.

Ovadia liderou e um grupo de pesquisadores formado pelos professores Ehud Gazit, Daniel Segal, Dan Frankel, Anat Frydman Maor e Aviad Levin, conseguiu extrair uma substância líquida da canela que é capaz de inibir o acúmulo progressivo de agregados neurotóxicos do peptídeo beta-amiloide (A-beta) no cérebro dos indivíduos afetados. E mais do que isso: o grupo descobriu que o extrato de canela também é capaz de dissolver as chamadas fibrilas de beta-amiloides, cujo acúmulo no cérebro mata neurônios em pacientes com Alzheimer.

O estudo foi publicado na revista científica PloS ONE em janeiro e causou tanto impacto que a Universidade de Tel Aviv, que entrou com pedido de patente do extrato de canela, já deu permissão para que uma empresa privada desenvolva e distribua remédios à base de canela.

A canela, obtida da parte interna do tronco da caneleira, uma árvore nativa do Sri Lanka, já foi uma das especiarias mais valiosas do mundo. Na Idade Média, seu valor chegou a superar 15 vezes o do ouro. O motivo era seu uso não só como tempero saboroso e aroma inconfundível para fins espirituais, mas também por seus poderes medicinais. Seus compostos (acetato de cinamilo, álcool de cinamilo e cinnamaldehyde) se unem à sua composição mineral (fibra, ferro, cálcio e magnésio) para curar males.

Além dos israelenses, outras culturas milenares apontam a canela como um santo remédio. Citações do uso da erva são datadas de 4000 AC. Os egípcios a usavam para conservar a comida e como analgésico. Os chineses, contra diarreia, gripes, resfriados, indigestão e repelente de mosquistos. Na Índia, os poderes antibactericidas, antioxidantes, anti-inflamatórios e antifúngicos da erva a transformaram num dos principais compostos mediciais. Mas, até hoje, há pouca prova científica de tudo isso.

- Um dos poucos estudos concretos quanto ao poder da canela é o que provou que ela inibe o helicobater pylori, a bactéria que causa a úlcera duodenal - conta Michael Ovadia. - Mas muitas civilizações usavam ervas, plantas e outras produtos naturais contra males. O que eles usavam instintivamente, nós começamos a provar cientificamente.

Hoje, estudos apontam para os possíveis benefícios do tempero no combate a pressão alta, diabetes, herpes, acne, reumatismo, perda de memória, infecções urinárias e até mesmo alguns tipos de câncer. Funcionaria também como um anticoagulante natural indicado para mulheres grávidas e até mesmo como afrodisíaco.

A GUERRA CONTINUA

Emprego mais perigoso do mundo




Trabalhadores que constroem um caminho de madeira do lado de uma enorme montanha na China estão demonstrando coragem em um dos empregos mais perigosos do mundo.



A cada dia eles trabalham em condicões precárias no projeto milhares de metros acima do chão sabendo que um escorregãozinho pode ser o último.

O caminho de madeira, na montanha de Shifou, na província de Hunan, terá cerca de 3,2 km quando estiver pronto e será o mais longo deste tipo na China.

A passagem estreita é sustentada por suportes de madeira que ficam em buracos que os trabalhadores primeiro perfuram na face do penhasco.

A maioria dos construtores cresceu nas montanhas e alega que o trabalho vem naturalmente a eles.

"Os jovens não querem esse trabalho, pois significa que temos de ficar nas montanhas durante meses, às vezes até anos. Mas eu não sinto que é tão diferente de qualquer outro trabalho. Não é tão perigoso quanto as pessoas pensam. Você usar as cordas, e então tudo está bem", contou Yu Ji, de 48 anos, que trabalha nas alturas há mais de dez anos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Rogel Samuel - O mundo esquecido


O mundo esquecido

Rogel Samuel

O mundo esquecido é o dos sonhos. Um mundo morto, porto para o mar desconhecido. Sonho sempre que estou perdido, que não sei voltar, ou que não há um veiculo que me traga de volta a mim mesmo. Sonho que estou em rua escura, desconhecida. Pressinto perigosa.
Mas nada me acontece porque eu me protejo no despertar. Perco as origens, o casulo, o lar. Somo as encostas, as aventuras, marcas de minha dimensão, link perdido.

CONVITE




A magnífica reitora da Universidade Federal do Amazonas, professora doutora Márcia Perales Mendes Silva, juntamente com a diretora da Editora da Universidade Federal do Amazonas, professora doutora Iraildes Caldas Torres, em parceria com o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, com o Conselho Indigenista Missionário e com o Museu Amazônico, têm a honra de convidá-lo (a) para os lançamentos dos livros:



“Povos Indígenas Isolados na Amazônia: a luta pela sobrevivência”, do antropólogo e professor Lino João de Oliveira Neves e do historiador Guenter Francisco Loebens e

“Amazônia dos Viajantes”, dos professores Almir Diniz de Carvalho Júnior e Nelson Matos de Noronha



Onde: IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)

Rua Bernardo Ramos, 117 – centro antigo de Manaus

Quando: 22 de junho (quarta-feira)

Horas: a partir das 18 horas





Evaldo Ferreira

Assessor de Comunicação e Eventos8134-9960

WILZA CARLA

Wilza Carla morre aos 75 anos em São Paulo




Atriz ficou famosa por ter sido jurada do programa de Silvio Santos nos anos 80

Do R7.

A atriz e humorista Wilza Carla morreu, aos 75 anos, na madrugada deste domingo (19) em São Paulo. Internada desde o dia 17 deste mês, a ex-vedete sofria do coração e tinha diabetes, além de problemas de saúde que comprometiam sua locomoção.

Seus dois principais papéis de destaque na TV foram como jurada do Show de Calouros apresentado por Silvio Santos nos anos 80, no SBT, e como a excêntrica Dona Redonda, da novela Saramandaia, da Globo, exibida em 1976.

O enterro da atriz acontece no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. A atriz vivia sob os cuidados de sua filha Paola.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Casal de lésbicas se casa no Nepal‏


Casal de lésbicas se casa no Nepal‏

A saga dos dias




Rogel Samuel

Uma batida de automóvel na rua. Acorda-me. Agora não. Já tudo passou. Já o silencio, os pássaros raros, a tristeza morta. Sim morta. A vida não é nem alegre nem triste, a vida é algo desconhecido. Valioso e frágil. Estou numa fase de poucos contatos com o mundo exterior, como quando se escreve um livro. Quando o livro aparece, o mundo desaparece. Uma batida de automóvel na esquina. Penso no prejuízo e na dor. Os carros não foram para bater, mas para correr. Talvez haja um demônio nessa esquina. Já morreu ali uma criança. Atropelada. Penso novamente na dor. “Compreende que o medo dos outros, que tu ressentes, é primeiramente o medo de ti próprio. Um ser pacificador, que ultrapassou as suas angústias, vai ter com os outros com serenidade”, escreveu Dugpa Rinpoche.

TEATRO AMAZONAS

MAR MORTO ESTÁ MORRENDO MESMO





Mar Morto pode acabar em quarenta anos
Águas do lago salgado diminuem um metro por ano por conta da baixa vazão do rio Jordão e extração de minerais
EFE



Foto: EFE
Mar Morto: na melhor das previsões, seu volume pode chegar a 30% do tamanho atual
O Mar Morto está morrendo. A redução em 98% do volume do Rio Jordão, que o abastece, e a exploração industrial desenfreada para extrair seus minerais ameaça fazer desaparecer uma formação única no mundo.

Leia também:
Perfuração no Mar Morto pretende desvendar mistérios científicos

Desfrutar da sensação de falta de gravidade produzida quando se flutua na água hipersalina deste balneário natural e untar o corpo com seu oleoso barro será um luxo do qual as próximas gerações não poderão gozar, segundo especialistas.

As águas do Mar Morto diminuem ao vertiginoso ritmo de um metro por ano, o que poderia fazê-lo desaparecer em apenas quatro décadas, afirmam. No entanto, outros defendem que nunca deixará de existir, graças ao fornecimento de água subterrânea, mas será reduzido até ter apenas 30% dos 625 quilômetros quadrados que ocupa agora.

Os grupos de defesa do meio ambiente denunciam que nem Israel, nem a Jordânia, nem a Autoridade Nacional Palestina fazem nada para conservar o local mais baixo do planeta (situado a 416 metros abaixo o nível do mar), famoso por suas propriedades saudáveis e cosméticas e que desfruta de uma radiação solar única e uma densidade de oxigênio maior do que o normal.

"O grande problema do Mar Morto é que não recebe mais quase nada de água do Jordão. Frente aos 1,3 bilhão de metros cúbicos ao ano que recebia nos anos 1950, agora só chegam cerca de 50 milhões", explica Mira Edelstein, porta-voz da ONG Amigos da Terra Oriente Médio.

A deterioração nas últimas décadas fez com que a parte norte e sul do grande lago salino tenham perdido completamente sua conexão. "De fato, podemos falar que resta apenas a parte norte, porque a sul são apenas piscinas industriais para a coleta de minerais", declarou.

As empresas responsáveis pelos tanques multiplicam os problemas deste lago salino sem equivalente no planeta. Além de extraírem o potássio e outros minerais, diminuindo a concentração da água, utilizam para isso as piscinas de dissecação, uma técnica bastante intensiva em água que demanda a substração do líquido da parte norte do lago.

Além disso, não limpam o sedimento que fica depositado no fundo dos tanques, o que faz aumentar seu nível 20 centímetros por ano. A consequência é que o nível de água nessa parte põe em risco a sobrevivência dos 15 hotéis de luxo situados em sua margem. "A questão dos hotéis é um sinal vermelho para as autoridades, foi o que fez com que o governo começasse a se preocupar com a situação", explica Eldestein.

O sistema judiciário do país também começou a lidar com o assunto e, na semana passada, determinou às empresas que exploram o local que retirem o sedimento acumulado há anos.

Enquanto isso, Amigos da Terra, Salvar Nosso Mar e outras organizações ambientais que lutam para conservar o lago focam sua estratégia em três aspectos. "O mais importante é reabilitar o Rio Jordão e devolver a ele parte de seu caudal, o que é possível fazer otimizando o uso de sua água. Também é preciso obrigar as empresas poluentes a limparem o que poluíram e exigir que utilizem métodos de extração menos prejudiciais, como a tecnologia de membranas", diz a ecologista.

Segundo ela, a recuperação de um terço do fluxo histórico do rio bíblico permitiria reabilitar o Mar Morto.

A terceira das estratégias é conseguir com que a Unesco declare o local Patrimônio Nacional da Humanidade, o que exigiria a aprovação de planos de gestão conjuntos. "Perder o Mar Morto seria uma catástrofe", adverte Eldestein.

Isso não significaria apenas o desaparecimento de um ecossistema único, mas também causaria sérias consequências econômicas - pela perda de um dos destinos turísticos mais importantes da região - e políticas, já que é uma fronteira entre Israel e Cisjordânia de um lado e com a Jordânia de outro.

domingo, 19 de junho de 2011

PINTURA NA AREIA


PINTURA NA AREIA

Para curar-me, o feiticeiro
pintou tua imagem
no deserto:
areia de oiro - teus olhos,
areia vermelha - a tua boca,
areia azul para os cabelos,
e branca, branca areia, para as minhas lágrimas.

Pintou durante o dia, e tu
crescias como uma deusa
sobre a imensa tela amarela.
E pela tarde o vento dispersou
tua sombra colorida.

E, como sempre, na areia
nada ficou senão o símbolo das minhas lágrimas:
areia prateada.

Poemas dos Peles-Vermelhas, mudado para português por Herberto Helder, de O Bebedor Nocturno (1968), in Poesia Toda, Assírio & Alvim, Novembro de 1990, pp. 238-239.


_________________________
Amélia Pais

http://barcosflores.blogspot.com
http://cristalina.multiply.com

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ZEMARIA PINTO LANÇA NOVO LIVRO

Heifetz-Rubinstein-Piatigorsky Schubert trio No. 1 1st mvmt.

Mantega celebra risco menor que EUA


Mantega celebra risco menor que EUA

Por Aluísio Alves e Silvio Cascione

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O custo do seguro sobre títulos soberanos do governo dos Estados Unidos com prazo de um ano superou o do Brasil, fato comemorado nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Pela primeira vez na história, o risco Brasil é menor que o risco dos Estados Unidos", afirmou Mantega a jornalistas, referindo-se ao valor comparativo dos Credit Default Swaps (CDS), proteção contra inadimplência do emissor, dos dois países.

Na véspera, o CDS do Brasil de um ano fechou em 39,974 pontos-base, abaixo dos 40,349 pontos do norte-americano.

Nesta quarta-feira, a situação já se invertia. Às 13h10, o mesmo papel brasileiro embutia prêmio de 40,701 pontos, enquanto o dos EUA apontava 40,481 pontos.

Os CDS de cinco anos, que têm mais liquidez, apontavam para um risco maior do Brasil que dos EUA. O papel norte-americano negociava a 112 pontos-básicos, enquanto o brasileiro operava a 52,7 pontos.

Os títulos de um ano, negociados no mercado de balcão, têm baixa liquidez e, por isso, podem enfrentar variações mais fortes.

Segundo profissionais do mercado, o aumento do custo dos CDS dos EUA está relacionado ao temor de investidores de que o Congresso do país não eleve o teto de endividamento. Se os parlamentares não derem o aval, o governo norte-americano poderia ficar inadimplente em agosto.

Diante disso, o custo do seguro de dívida dos EUA de um ano mantinha-se no nível mais elevado em mais de dois anos, após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e o presidente Barack Obama alertarem para as consequências econômicas caso o limite de endividamento não seja ampliado.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Meu cavalo chegou



Rogel Samuel



Leio o belo soneto de Farias de Carvalho (1930-1997), o poeta amazonense, o poeta maior, tão bom quanto os maiores. Leio no "Fingidor" o soneto. Farias meu professor de literatura no colégio. Farias genial poeta:




Meu cavalo chegou


Farias de Carvalho (1930-1997)


Meu cavalo chegou (memória e nuvem),
a aurora derramada sobre a crina.
Meu cavalo chegou. Fome de tudo
estou também: engoliremos mundos.

Meu cavalo chegou. E, pressentidos,
os caminhos me espiam de suas rédeas.
Meu cavalo chegou. Há quanto tempo
gasto-me em pés e olhos nesta espera...

Meu cavalo chegou. Eu despertava
quando o vento falou-me de seus cascos
e a poeira garantiu-me sua presença.

Meu cavalo chegou. Cumprir-me-ei.
Tanta gente cansada nessas cruzes...
Meu cavalo chegou. Mortos, montai!...


Leio o belo soneto e mergulho na sua simbologia, na sua mitologia. Cavalo, signo quente, masculino, sexual. Memória e nuvem, desejos na aurora, sobre a crina. Desejo, fome de tudo, engoliremos mundos. Pressentimentos dos caminhos, de suas rédeas de virtude e de vício, de seus cascos, da poeira, da presença. Meu cavalo chegou para acordar os mortos, tema sempre constante em Farias d'Ouro de Carvalho, tanta gente morta, tanta gente cansada nessas cruzes. O ponto é aqui. A vida contra a morte. O cavalo contra a poeira esquecida do caminho...

Corrida pelo ouro toma conta dos esgotos de Bagdá



Situação ilustra os maiores problemas que ainda existem na economia do Iraque, que tem 40% da força de trabalho desempregada


The New York Times |



Bem abaixo das oficinas de um desgastado bairro de venda de joias de Bagdá, homens desempregados passam seus dias vasculhando o sistema de esgotos da cidade em busca da única coisa que dizem poder trazer-lhes algum dinheiro: flocos de ouro.



Várias vezes por mês, homens desesperados por alguma renda descem mais de 20 metros no escuro em busca de pedaços de ouro que tenham caído no ralo de artesãos quando eles limpavam sua mesa após um dia de trabalho na criação e reforma de joias. Com uma lanterna na mão e uma máscara para ajudar com o mau cheiro, eles passam horas vasculhando a lama espessa, colhendo com as mãos descobertas qualquer pedaço de ouro.


Foto: The New York Times
Iraquiano busca pedaços de ouro no Rio Tigre, em Bagdá
Em um bom dia, os homens dizem recolher o suficiente para ganhar cerca de US$ 20 de uma fundição, que vende blocos de ouro reconstituído de volta para os mesmos joalheiros cujos ralos alimentam os desempregados. "Porque é nojento e sujo, eu não digo a minha família o que eu faço. Eu estou envergonhado", disse Mohammad Ali Freji, 30 anos.

Freji está entre um grupo de cerca de uma dúzia de homens que buscam ouro dessa maneira diariamente. Sua situação ilustra os maiores problemas que ainda existem na economia do Iraque, oito anos após a invasão dos Estados Unidos. Apesar dos bilhões de dólares gastos pelos americanos e outros estrangeiros para tentar reconstruir a infraestrutura do país e sua economia, ainda há poucos empregos, com cerca de 40% da força de trabalho desempregada ou dependente de trabalho de meio período.

Mas o bairro de joias é o único lugar onde a riqueza chega, literalmente, das lojas de joias para os esgotos. "Agradeço a Deus por tudo que temos. É uma coisa pequena que ninguém se preocupa, mas significa muito para mim", disse Abbas Abdul-Razzaq, 30 anos, que vasculha os esgotos em busca de ouro.

Os homens vasculham cerca de oito esgotos, uma vez por mês. Quando não estão no subsolo, eles varrem as ruas do bairro em busca de pó de ouro em pó criado no processo de montagem de joias. Os homens recolhem pontas de cigarro, embalagens de comida e sujeira de dentro e fora das lojas. Então, ao lado de um barco enferrujado nas margens do Rio Tigre, eles usam a água para filtrar o lixo até que suas panelas estejam cheias de pó de ouro e pequenos pedaços do metal precioso.

“Os donos das lojas de ouro trabalham com o material e, em seguida, limpam e lavam as mãos e os pedacinhos caem pelo ralo", disse Freji. "Os flocos de ouro ficam colados nos esgotos, mas a poeira vai com a água para o rio”.

Ventos de até 150km assustam Manaus





Ventos de até 150 quilômetros por hora derrubaram postes, árvores, muros, placas e provocaram inundações em grande parte de Manaus na noite deste domingo.

Alguns bairros, como parte do Japiim II, ficaram sem energia durante quatro horas, O serviço de Internet banda larga também deixou de funcionar na cidade durante a tempestade .

Em frente ao Condomínio Nossa Senhora de Fátima, na Avenida Paraiba, duas árvores cairam e Corpo de Bombeiros teve que utilizar motosserras para desobstruir a avenida para o trânsito.

A maioria dos sinais deixou de funcionar por falta de energia e alguns acidentes foram registrados. Mas a surpresa ficou por conta da ausência dos azuizinhos, os agentes de trânsito da prefeitura de Manaus e os motoristas tiveram que se aventurar , aumentandoo risco de acidentes nas

ruas da cidade.


No bairro Aleixo, a energia foi interrompida por volta das 19h15 . "O serviço de atendimento da Eletrobrás Amazonas Energia parou de funcionar e a luz só retornou na madrugada de hoje, às 02h30".

No Conjunto Jardim Petrópolis, no bairro homônimo, os ventos vieram como um 'furacão', de acordo com a jornalista Beth Menezes. "Ouvimos um barulho alto e muito estranho. Quando vimos, todo o telhado da cozinha voou e foi quebrado. Vou ter um grande prejuízo", contou a moradora da

Avenida Marginal. "O telhado do meu vizinho parece não ter sofrido impactos, mas uma tampa de caixa d'água atingiu o teto da casa", completou. Na praça do conjunto, na mesma via, várias árvores tombaram com a força do vento. Ninguém ficou ferido. A energia também foi interrompida e

voltou somente às 02h de hoje. O Corpo de Bombeiros foi ao local por volta das 20h.

No bairro Japiim II, uma casa teve o portão eletrônico aberto pela força do vendaval. "Estava voltando para casa quando começou a chuva. Tivemos a impressão mesmo de tratar-se de um furacão. Quando chegamos, vimos o portão aberto. Dos males o menor, já que não poderíamos entrar

em casa, pois a entrada é eletrônica e estávamos sem luz na região", contou um morador, que preferiu não se identificar.

Em parte da Cidade Nova, o estrago não foi grande, mas a interrupção de energia causou transtornos. "Nos preparávamos para dormir quando houve a interrupção. Graças a Deus, a luz voltou por volta das 22h", afirmou o industriário Carlos Antônio Pereira.



O Amazonas Shopping apresentou uma rachadura de aproximadamente 1,5 metro em seu segundo piso ontem, dia 12, por volta das 20h30 no momento do vendaval. O dentista Apoena Barbosa estava no centro de compras e viu a fenda. "Os seguranças isolaram uma loja que estava com

goteiras. Vi uma rachadura ali perto, mas não havia riscos para os clientes", contou.

DALAI LAMA NA AUSTRALIA


O líder religioso tibetano dalai-lama se reúne com o líder de oposição Tony Abott no parlamento de Camberra, na Austrália

domingo, 12 de junho de 2011

UBUNTU






UBUNTU

A filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006),

nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e,

quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria

até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto

bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore.

Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!",

elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia

todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão

e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente

todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.

Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas

se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam:

"Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo,

e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo.

Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...


UBUNTU PARA VOCÊ!





José Graziano da Silva - A bastilha da exclusão





(*) Artigo publicado originalmente no jornal Valor

Crises funcionam como uma espécie de tomografia na vida dos povos e das nações. Nos anos 80, por exemplo, o fim do ciclo de alta liquidez escancarou a fragilidade de um modelo de crescimento adotado por inúmeros países da América Latina e Caribe ancorado em endividamento externo. Nos anos 90, a adesão ao cânone dos mercados auto-reguláveis expôs a economia a sucessivos episódios de volatilidade financeira que desmentiram a existência de contrapesos intrínsecos ao vale tudo do laissez-faire. O custo social foi avassalador.

A crise mundial de 2007-2008, por sua vez, evidenciou a eficácia de uma ferramenta rebaixada nos anos 90: as políticas de combate à fome e à pobreza, que se revelaram um importante amortecedor regional para os solavancos dos mercados globalizados.

O PIB regional per capita recuou 3% em média em 2009 e o contingente de pobres e miseráveis cresceu em cerca de nove milhões de pessoas. No entanto, ao contrário do que ocorreu na década de 90, quando 31 milhões ingressaram na miséria, desta vez o patrimônio regional de avanços acumulados desde 2002 não se destroçou.

Abriu-se assim um espaço de legitimidade para a discussão de novas famílias de políticas sociais, desta vez voltadas à erradicação da pobreza extrema.

No Brasil, a intenção é aprimorar o foco das ações de transferência de renda, associadas a universalização de serviços essenciais e incentivos à emancipação produtiva. Espera-se assim alçar da exclusão 16,2 milhões de brasileiros (8,5% da população) que vivem com menos de R$ 70,00 por mês.

A morfologia da exclusão nos últimos anos indica que o êxito da empreitada brasileira- ou regional - pressupõe, entre outros requisitos, uma extrema habilidade para associar o combate à miséria ao aperfeiçoamento de políticas voltadas para o desenvolvimento da pequena produção agrícola. Vejamos.

A emancipação produtiva de parte dessa população requer habilidosa sofisticação das políticas públicas.

Apenas 15,6% da população brasileira vive no campo. É aí, em contrapartida, que se concentram 46% dos homens e mulheres enredados na pobreza extrema - 7,5 milhões de pessoas, ou 25,5% do universo rural. As cidades que abrigam 84,4% dos brasileiros reúnem 53,3% dos miseráveis - 8,6 milhões de pessoas, ou 5,4% do mundo urbano.

Portanto, de cada quatro moradores do campo um vive em condições de pobreza extrema e esse dado ainda envolve certa subestimação. As pequenas cidades que hoje abrigam algo como 11% da população brasileira constituem na verdade uma extensão inseparável do campo em torno do qual gravitam. Um exemplo dessa aderência são os 1.113 municípios do semi-árido nordestino, listados como alvo prioritário da erradicação da miséria brasileira até 2014.

Nos anos 90, a cada dez brasileiros, quatro eram miseráveis. Hoje a proporção é de um para dez. O ganho é indiscutível. Mas o desafio ficou maior: erradicar a miséria pressupõe atingir a bastilha da exclusão que no caso do Brasil tem uma intensidade rural (25,5%) cinco vezes superior à urbana (5,4%).

O cenário da América Latina e Caribe inclui relevo semelhante com escarpas mais íngremes. Cerca de 71 milhões de latinoamericanos e caribenhos são miseráveis que representam 12,9% da população regional, distribuídos de forma igual entre o urbano e o rural: cerca de 35 milhões em cada setor. A exemplo do que ocorre no Brasil, porém, a indigência relativa na área rural, de 29,5%, é mais que três vezes superior a sua intensidade urbana (8,3%), conforme os dados da Cepal de 2008.

Estamos falando, portanto, de um núcleo duro que resistiu à ofensiva das políticas públicas acionada na última década. Desde 2002, 41 milhões de pessoas deixaram a pobreza e 26 milhões escaparam do torniquete da miséria na América Latina e Caribe. Essa conquista percorreu trajetórias desiguais: declínios maiores de pobreza e miséria correram na área urbana (menos 28% e menos 39%, respectivamente) em contraposição aos do campo (menos 16% e menos 22%).

Uma visão de grossas pinceladas poderia enxergar nesse movimento uma travessia da exclusão regional em que a pobreza instaura seu predomínio na margem urbana, enquanto a maior incidência da miséria se consolida no estuário rural e na órbita dos pequenos municípios ao seu redor.

A superação da miséria absoluta é possível com a extensão dos programas de transferência de renda aos contingentes mais vulneráveis. Mas a emancipação produtiva de parte desses protagonistas requer habilidosa sofisticação das políticas públicas. A boa notícia é que o núcleo duro rural inclui características encorajadoras: os excluídos tem um perfil produtivo, um ponto de partida a ser ativado. Os governos, por sua vez, tem experiências bem sucedidas a seguir. Entre elas, a brasileira, a exemplo do crédito do Pronaf, e das demandas cativas que incluem o suprimento de 30% da merenda escolar e as Compras de Alimentos da Agricultura Familiar, implantadas nos últimos anos. Não por acaso, a pobreza extrema no campo brasileiro caiu de 25% para 14% entre 2002 e 2010 e a renda do agricultor familiar cresceu 33%, três vezes mais que a média urbana nesse mesmo período.

O Paxiúba





O Paxiúba

Rogel Samuel



De onde vem o bugre Paxiúba que aparece em O AMANTE DAS AMAZONAS? Creio que vem da própria literatura amazonense, Ramayana de Chevalier ou Raymundo de Moraes. Eu teria de refazer os passos que dei, naquela época, as leituras que fiz. Seria uma tarefa exaustiva, mas belíssima, reler aquilo tudo, mergulhar no fundo da floresta, nos seus furos e igarapés ignotos. Um mundo perdido, o do rio Juruá.

O escritor Flavio Bittencourt fez uma postagem magnífica sobre esse personagem no Entre-textos.



(Foto de Xíxaro)