sábado, 31 de março de 2012

COM DILMA NÃO SE BRINCA - DIZ MINISTRO

CHINA CENSURA INTERNET



Pequim, 31 mar (EFE).- O Governo da China deu neste sábado um novo golpe à liberdade de expressão na internet ao fechar 16 sites, censurar duas das mais populares redes sociais do país e deter seis pessoas em Pequim, depois que na semana passada circularam na rede rumores sobre um golpe de Estado.

As páginas fechadas nesta operação, considerada uma das maiores intervenções das autoridades chinesa contra a internet, são, entre outras, populares foros como meizhou.net, xn528.com e cndy.com.cn, informou a agência oficial "Xinhua".

A medida também afetou as alternativas dos internautas chineses para o Twitter: os serviços de microblog mais populares do país, o Sina Weibo e o QQ, terão bloqueada até o dia 3 de abril a opção de deixar comentários.

Além dos seis detidos por "fabricar ou disseminar rumores online", esta operação, anunciada durante a madrugada e da qual participou a Segurança Pública de Pequim, inclui as "reprimendas" de outras pessoas que participaram da difusão dos rumores, assinalou o Escritório Estatal de Informação na Internet, responsável por controlar os conteúdos na rede chinesa.

Na semana passada circularam pelas redes sociais chinesas informações sobre supostos disparos na Praça da Paz Celestial e veículos militares entrando em Pequim, até o ponto em que vários meios de comunicação estrangeiros investigaram a possibilidade de um golpe de Estado.

Estes rumores "causaram uma influência muito ruim na opinião pública", afirmou hoje o Escritório Estatal de Informação na Internet.

Apesar dos fortes controles de conteúdo, a China tem a maior comunidade de internautas do mundo - 513 milhões -, e muitos cidadãos confiam mais nas redes sociais e nos foros online para informar-se, já que neles aparecem dados não publicados pelos veículos oficiais. EFE


FELICIDADE

A felicidade não é um paraíso fechado, separado do mundo. É, ao mesmo tempo, a nascente e o oceano. DUGPA RINPOCHÊ

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um diamante cheio de leitores

Um diamante cheio de leitores


Rogel Samuel



O meu "Diamante azul" teve milhares de leitores no site do "ENTRE-TEXTOS" e foi uma jóia rara no meu escrever.

Talvez pelo valor imensurável da pedra (do tamanho de uma grande caixa de fósforo, talvez), talvez pela raridade da cor (o azul do mar, o diamante recolheu e concentrou toda cor do mar, deixando-o incolor), talvez pelo texto da "Caçadora de diamantes", talvez...

O certo é que os diamantes são irresistíveis tentações do olhar e do ler.

Mas acho mesmo que foi o lançamento do romance de Dílson Lages, "O morro da casa grande" que puxou meu diamante para cima.

Houve até um blog que colocou minha pedrinha em destaque (http://luizfilhodeoliveira.blogspot.com/), e publicou um belo poema em resposta.

Como eu gostaria que esse diamante azul fosse eternamente lembrado!

DALAI LAMA - INICIAÇÃO ON-LINE

His Holiness the Dalai Lama's annual teaching on the Jataka Tales (Life Stories of the Buddha) given on the final day of the five day Great Prayer Festival held at the Main Tibetan Temple in Dharamsala, India, on March 8, 2012. His Holiness also confers a Chenrezig (Avaloketishivera) empowerment. (www.dalailama.com) His Holiness speaks in Tibetan with a simultaneous English tranlsation available. Tibetan language video can be viewed at http://youtu.be/jOSlixvb0Ss Categoria:

MOSQUITOS ATACAM NOS EEUU


DILMA NA ÍNDIA

Na Índia desde terça-feira (27), Dilma continua cumprindo agenda em Nova Délhi, onde se reúne com líderes dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul.
Leia também: Brics assinam acordo de investimento e comércio em moedas locais
No início da manhã desta sexta-feira, a presidenta deixou flores no memorial de Mahatma Gandhi, líder da independência indiana. Ainda hoje, Dilma terá reuniões com líderes políticos e empresários indianos.

Foto: AP
Dilma deixa coroa de flores em memorial de Mahatma Gandhi, em Nova Délhi

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dilma diz que Brasil deve investir mais em educação e saúde

Dilma diz que Brasil deve investir mais em educação e saúde

Após enumerar os muitos projetos no campo dos transportes coletivos, moradia e energia, Dilma assegurou que no primeiro ano de governo liberou quase R$ 40 bilhões para que os estados investissem em infraestrutura.

Nova Délhi (Índia) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira em Nova Délhi, onde participou da cúpula dos Brics que reúne cinco países emergentes, que o Brasil deve investir mais em saúde e educação.

"Acredito que temos que fazer alguns gastos no que se refere aos investimentos do governo, em particular no que se refere à saúde e à educação", declarou à imprensa ao término da cúpula realizada em Nova Délhi por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que integram os Brics.

Em um encontro com a imprensa brasileira, a presidente disse que o país possui uma das taxas mais baixas de médicos por habitante, 1,8 por cada mil habitantes, quando a média em outros países é muito superior.

"O Brasil terá de fazer um esforço", enfatizou, "porque a população se queixa da falta de médicos e, portanto, da falta de atendimento".

"A população quer ter um médico e atendimento rápido", insistiu.

"Isto não é investimento, mas vamos ter de gastar nisto e, ao mesmo tempo, fazer um esforço para aumentar a taxa de investimento" (dos 19% atuais para 24%), afirmou, também pedidindo um esforço ao setor privado.

Após enumerar os muitos projetos no campo dos transportes coletivos, moradia e energia, Dilma assegurou que no primeiro ano de governo liberou quase 40 bilhões de reais para que os estados brasileiros investissem em infraestrutura.

"Mas, sem dúvida, o esforço que fazemos tem que ser complementado pelo setor privado", acrescentou, aludindo aos empresários.

Quanto à reforma tributária, disse que, a título pessoal, tem plena consciência de que o Brasil "precisa reduzir a carga tributária" e assegurou que durante seu mandato fará todo o possível para reduzi-la, embora tenha reconhecido que o principal para uma reforma tributária é a repartição.

"Tem de ser uma discussão tranquila, calma e realista", concluiu.

 

DESEMPREGO NA ÁFRICA DO SUL


Eliseu Visconti – A modernidade antecipada

Sessenta e três anos após a primeira exposição, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) abriga, a partir do dia 3 de abril, “Eliseu Visconti – A modernidade antecipada”, com cerca 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmicas e documentos do artista. Das obras expostas, muitas nunca foram vistas pelo público nem pelos especialistas em história da arte brasileiros. Elas pertencem a 15 instituições e a 80 colecionadores particulares.

A exposição tem como propósito consolidar o legado de Visconti, mostrando como, em sua trajetória pioneira, foi um agente capital da modernização da arte brasileira, sem romper com os artistas que o antecederam.

Leia também: Tarsila do Amaral ganha megaexposição no Rio

A produção de Visconti - pouco conhecida ou discutida abertamente no Brasil - é apresentada em toda sua extensão, desde o início de sua carreira, em 1888, época em que ainda fazia parte da Academia Imperial de Belas-Artes, até o seu falecimento, em 1944. Em seus quase 80 anos de vida, acompanhou de perto a imensa transformação que conduziu o país de Império a Estado Novo, do escravismo ao trabalhismo, da arte romântica à arte moderna. Uma oportunidade e tanto para se desvendar um pouco mais de Eliseu Visconti, um italiano da cidade de Salerno, onde nasceu em 1866 e que veio ainda menino para o Brasil.

Leia também: Irmãos Campana trazem suas "poltronas" para exposição no Rio

A retrospectiva é dividida por períodos e temas, em consonância com os trabalhos desenvolvidos pelo pintor e designer. Entre eles estão paisagens, cenas de família, retratos, nus, temas históricos, painéis decorativos e objetos de design, além de desenhos e aquarelas. Dentre as pinturas, destacam-se na exposição 25 autorretratos, dentre os mais de 40 que Visconti criou em seus 60 anos de produção. Formalmente Visconti manteve-se na produção figurativa, sendo considerado o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil.

O visitante terá ainda a possibilidade de acompanhar o processo artístico de Visconti na composição das obras “Maternidade” (1906) e “Recompensa de São Sebastião” (1897), por meio de estudos e variantes pouco conhecidos, e ainda apreciar “Gioventù” (1898), considerada a “Mona Lisa” brasileira, ganhadora da medalha de prata na Exposição Universal de Paris em 1900

POEMA DO MILLOR



Poeminha Última Vontade

Enterrem meu corpo em qualquer lugar.

Que não seja, porém, um cemitério.

De preferência, mata;

Na Gávea, na Tijuca, em Jacarepaguá.

Na tumba, em letras fundas,

Que o tempo não destrua,

Meu nome gravado claramente.

De modo que, um dia,

Um casal desgarrado

Em busca de sossego

Ou de saciedade solitária,

Me descubra entre folhas,

Detritos vegetais,

Cheiros de bichos mortos

(Como eu).

E, como uma longa árvore desgalhada

Levantou um pouco a laje do meu túmulo

Com a raiz poderosa,

Haja a vaga impressão

De que não estou na morada.

Não sairei, prometo.

Estarei fenecendo normalmente

Em meu canteiro final.

E o casal repetirá meu nome,

Sem saber quem eu fui,

E se irá embora,

Preso à angústia infinita

Do ser e do não ser.

Sol e chuva ocasionais,

Estes sim, imortais.

Até que um dia, de mim caia a semente

De onde há de brotar a flor

Que eu peço que se chame

Papáverum Millôr

 

(ENVIADO POR AMELIA PAIS)

quarta-feira, 28 de março de 2012

HORIZONTE PERDIDO (INTEGRAL)

MILLOR


mosteiro de PULARAWI, KATMANDHU, NEPAL


william carlos williams / soneto em busca de um autor



william carlos williams / soneto em busca de um autor




Os corpos nus como troncos sem casca
exalam às vezes um odor tão
doce, homem e mulher

debaixo das árvores loucamente
em harmonia com o tapete de

aromáticas folhas de pinheiro
bordadas com videira virgem
disso poderia fazer-se um soneto

Disso poderia fazer-se um soneto! louco odor
odor de agulhas de pinheiro, odor de
troncos sem casca, somente odor
de videira virgem que

não sem odor, odor de mulher nua
por vezes, odor de homem





william carlos williams
antologia breve
tradução josé agostinho baptista
assírio & alvim
1993


http://canaldepoesia.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de março de 2012

Cientistas apontam que pipoca pode ajudar a combater o envelhecimento





Uma porção do alimento tem até 300mg de antioxidantes - praticamente o dobro dos 160mg das porções de frutas.

Rio de Janeiro - A pipoca já foi apontada como um bom alimento para a dieta devido a seu baixo teor calórico. Mas agora um grupo de cientistas afirma que ela talvez ultrapasse frutas e vegetais no número de antioxidantes, ou polifenóis, que têm uma série de benefícios para a saúde, inclusive o combate ao envelhecimento, uma vez que ajudam no combate a moléculas danosas que podem prejudicar as células.
Especialistas americanos desconfiaram do potencial da pipoca porque é composta de apenas 4% de água, enquanto que os antioxidantes estão mais diluídos em frutas e vegetais, que possuem até 90% de água. 
Eles também descobriram que a casca crocante da pipoca tem a mais alta concentração de antioxidantes e fibra. Os cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, revelaram a sua descoberta em uma reunião da Sociedade Química Americana, em San Diego, nos Estados Unidos.
- Essas cascas merecem mais respeito. Nutricionalmente, elas são pepitas de ouro - disse o pesquisador Joe Vinson ao jornal "Daily Mail".
Mas Vinson alertou que as pessoas não devem abrir mão de consumir frutas e legumes para viver à base de pipoca, que não contém vitaminas e nutrientes vitais encontrados nestes alimentos. No entanto, acrescentou que a pipoca tem muitos outros benefícios para a saúde:
- A pipoca pode ser o aperitivo perfeito. Trata-se do único lanche feito 100% de grãos não processados. Todos os outros são processados e diluídos com outros ingredientes. Uma porção de pipoca proporciona mais de 70% do consumo diário de grãos integrais. Uma pessoa comum costuma receber apenas metade da porção indicada de grãos integrais por dia, e a pipoca pode preencher esta lacuna de uma forma muito agradável.
Os cientistas avisaram que o modo de preparo é a chave para ter acesso aos benefícios da pipoca para a saúde.
- Pipoca de panela tem o menor número de calorias enquanto que a de micro-ondas tem duas vezes o número de calorias da tradicional

HORÁCIO


HORÁCIO

 

Ode III

 

AO NAVIO DE VERGÍLIO

 
Trad. Elpino Duriense, Lisboa, 1807.
 
Assim a deusa poderosa em Chipre,
Assim os irmãos de Helena, brilhantes
Astros, e o rei dos ventos, só com japis,
prendendo os mais, te reja,

Ó nau, que és de Vergílio devedora,
Que a ti se confiou, rogo-te, o ponhas,
Salvo nas terras áticas, e guardes
metade de minha alma.

Enzinho e tresdobrado bronze havia
Em torno ao peito, quem ao pego iroso
O baixel frágil cometeu primeiro;
Nem já temeu o ábrego.

Com os aquilões brigando impetuoso,
Hiadas tristes, nem de Noto a raiva;
Que é da Ádria o mór senhor, ou erguer queira,
Ou amainar as ondas.

Que gênero temeu de morte aquele,
Que a olhos secos viu nadantes monstros,
Que viu túrgido mar, e Acroceraunos
infamados cachopos?

Em vão próvido Deus com o oceano
As terras retalhou insociáveis,
Se contudo os baixéis ímpios trespassam
os não tocandos mares.

Audaz a sofrer tudo, a gente humana
Por defezas maldades se despenha;
Audaz a prole de japeto às gentes
com fraude iníqua o fogo.

Trouxe: depois que o fogo à casa etérea
Se furtou, a magreza e nova tropa
De febre sobreveio à terra, e o fado
vagaroso da morte.

Dantes remota, apressurou o passo
Tentou com penas ao mortal não dadas,
Dédalo o ar vazio: o Aqueronte
rompeu trabalho hercúleo.

Nada aos mortais é árduo: cometemos
Loucos o mesmo Céu; e não deixamos
Com os nossos crimes, que deponha Jove
Os iracundos raios.

[HORÁCIO. Obras completas. São Paulo, Cultura, 1941. p. 24-25.]

BORGES




borges, por jalar




Arte Poética

Jorge Luis Borges (1899-1986)

Mirar o rio, que é de tempo e água,
E recordar que o tempo é outro rio,
Saber que nos perdemos como o rio
E que passam os rostos como a água.

E sentir que a vigília é outro sonho
Que sonha não sonhar, sentir que a morte,
Que a nossa carne teme, é essa morte
De cada noite, que se chama sonho.

E ver no dia ou ver no ano um símbolo
Desses dias do homem, de seus anos,
E converter o ultraje desses anos
Em uma música, um rumor e um símbolo.

E ver na morte o sonho, e ver no ocaso
Um triste ouro, e assim é a poesia,
Que é imortal e pobre. A poesia
Retorna como a aurora e o ocaso.

Às vezes, pelas tardes, uma face
Nos observa do fundo de um espelho;
A arte deve ser como esse espelho
Que nos revela nossa própria face.

Contam que Ulisses, farto de prodígios,
Chorou de amor ao avistar sua Ítaca
Humilde e verde. A arte é essa Ítaca
De um eterno verdor, não de prodígios.

Também é como o rio interminável
Que passa e fica e que é cristal de um mesmo
Heráclito inconstante que é o mesmo
E é outro, como o rio interminável.

(Trad. Rolando Roque da Silva)

DILMA NA ÍNDIA


DILMA NA ÍNDIA

DILMA NA ÍNDIA





A presidente Dilma Rousseff já está em Nova Délhi, onde permanece até o próximo sábado, para uma visita oficial ao País e participar da 4ª reunião dos Brics, grupo de países emergentes integrado por Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul. Dilma desembarcou na base aérea de Palam, por volta das 13h, oito horas e meia a mais que no Brasil.

Leia também:
Brics não planeja apoio comum em corrida à presidência do BM
Índia prepara cúpula dos Brics com objetivo de reativar a economia mundial

Dilma, com aparência bastante cansada, chegou acompanhada da filha, Paula, e de seis ministros que integram a comitiva. Na entrada do hotel, a presidente Dilma recebeu um Bindi, que é um apetrecho utilizado no centro da testa, próximo às sobrancelhas, representando o sexto sentido, terceiro olho ou olho da sabedoria.
A presidente evitou dar declarações à imprensa. No caminho, a comitiva presidencial fez uma parada técnica em Granada, na Espanha, onde deu uma volta na cidade e jantou.
Não há programação para hoje. A agenda oficial da presidente Dilma começa amanhã às 14h30, hora local, com a cerimônia de entrega do título de doutora honoris causa da Universidade de Nova Délhi. À noite, a presidente participa de jantar oferecido a todos os presidentes dos países integrantes dos Brics, encontro que oficialmente será aberto na quinta-feira.
Na tarde de amanhã, a presidente poderá se reunir com o presidente da África, do Jacob Zuma.
A embaixadora Edileusa Fontenele Reis disse que o comunicado conjunto a ser assinado pelos cinco países deverá se concentrar principalmente em questões econômicas, principalmente tendo em vista a crise financeira mundial, além da implementação das reformas das instituições financeiras internacionais como FMI e Banco Mundial. O documento terá também uma parte política, já que há uma crise no Oriente Médio e Norte da África, que inspiram cuidados, no caso da Síria e no contexto da crise não se pode deixar de considerar a questão Israel e Palestina.
Questionada se a violência na Síria, especificamente, será citada no documento, a embaixadora Edileusa disse que "a condenação à violência será um denominador comum de todos os países que querem um fim da violência e a busca de uma solução diplomática e pacífica", ressaltando que os países não querem intervenção.
Segundo a embaixadora, a crise entre a China e o Tibete, que levou ontem um tibetano a atear fogo ao próprio corpo, em protesto contra a repressão praticada pelo presidente chinês Hu Jintao, não deverá ser tratada no documento dos países do Brics. "Não creio que entrará porque estamos mais preocupados com crises que eclodiram e que estão em um momento de grandes episódios de violência", comentou ela. "Não se pretende abordar especificamente sobre a questão do Tibete", comentou.
Ao lembrar a importância dos Brics, Edileusa citou que os cinco países emergentes em 2012 serão responsáveis por 56% do crescimento mundial. O G-7, grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo, será responsável pelo crescimento de apenas 9,5%, menos que o que ocorrerá na América Latina. "A redução do crescimento da economia global é um assunto que preocupa a todos. Preocupa aos BRics, aos outros países em desenvolvimento e aos próprios países desenvolvidos", acentuou.
Outra proposta a ser discutida na reunião é a criação de um banco de desenvolvimento comum aos cinco países emergentes. "Deve ser anunciada não ainda a criação do banco, mas a constituição de um grupo de trabalho para estudar as modalidades de constituição do banco", afirmou ela, lembrando que o banco é muito importante porque cria uma "fonte alternativa de financiamento sobretudo para países em desenvolvimento".
Integram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel; da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp; da Educação, Aloisio Mercadante; da Comunicação Social, Helena Chagas; do Turismo, Gastão Vieira; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o secretario executivo da Fazenda, Nelson Barbosa.
Também fazem parte da comitiva os governadores de Sergipe, Marcelo Déda; e da Paraíba, Ricardo Coutinho.

segunda-feira, 26 de março de 2012

DILMA NA ESPANHA

A presidenta Dilma Rousseff, que embarcou ontem à noite para Nova Delhi, na Índia, onde participa da quarta reunião do bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), aproveitou a escala na Espanha para fazer turismo.
Leia também: Com viagem de Dilma a Índia, Marco Maia assume Presidência
Dilma aproveitou a segunda-feira para realizar uma visita privada a Granada, no sul da Espanha. Ao lado do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma percorreu a Alhambra, o monumento mais emblemático da cidade espanhola.
O monumento foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco).
Dilma almoçou em um albergue situado em Alhambra e realizou sua visita junto a outros turistas.
Durante o percurso pelos palácios, a presidenta se confessou uma "apaixonada pela arte hispano-muçulmana". Ela foi acompanhada pelo assessor técnico de Arqueologia do Patronato, Jesus Bermúdez. Dilma se mostrou "impressionada" pelo estado de conservação do monumento, e se interessou especialmente pelas inscrições poéticas em seus muros.
A previsão é que a Dilma Rousseff chegue amanhã a Nova Delhi. Ela participará de discussões em torno de questões relativas aos temas econômicos e financeiros, além de políticas de segurança e paz, assim como o esforço conjunto para o desenvolvimento sustentável, como proposta para redução da pobreza. No dia 31, ela deve estar de volta ao Brasil.
Economia: Dilma reúne 25 empresários para pedir mais investimentos privados
Dilma viaja acompanhada por uma comitiva de cerca de 60 empresários brasileiros. Nas reuniões em Nova Delhi estarão presentes também os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul), e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. O Brics se reúne no momento em que ainda há incertezas devido à crise econômica internacional que ainda causa impactos na Europa e nos Estados Unidos.

As novas mídias despem os reis

 De Observatório da Imprensa

As redes sociais estão deixando o jornalismo nu

Por Cleyton Carlos Torres

No impresso, ainda há quem afirme que a capa do jornal é para quem o compra; já seu interior é para quem o lê. E o digital? A “capa” dos jornais digitais já parece não ter tanta importância. A home principal de grandes veículos e portais talvez perca um pouco de sentido em um mundo tão conectado, com ligações nos mais diferentes ambientes. Ao mesmo tempo em que estamos em um único lugar, estamos em todos.

O site de uma das maiores revistas do país, a Veja, tem a rede social de microblogs como um dos seus principais originadores de tráfego. Mais de 33 grandes jornais internacionais possuem parceria com o Facebook. Querem estar dentro dessa rede quando Zuckerberg se tornar a maior mídia do planeta. A BBC, em números recentes, demonstrou que menos da metade dos 8 milhões de usuários que acessam o portal chegam ao site através da home principal.
Em ecossistema em rede deve-se destacar a importância dos filtros de conteúdo, aquelas empresas ou profissionais que terão o trabalho de curar informações oriundas dos mais diferentes cantos da web e repassá-las de forma amigável ao usuários final. Isso vale também para o jornalismo de dados, transformando o big data em informação consumível. Porém o que se deve ter em mente é a forma que tudo isso será processada.

Filtrar conteúdo não necessariamente implica em centralizar o conteúdo. Com plataformas cada vez mais interconectadas, um pilar estrutural perde sua função básica. Não só espaço, mas as páginas principais dos jornais estão perdendo função. A BBC reformulou sua página no Facebook, oferecendo ao usuário a chance de selecionar o que querem receber na sua timeline. Seria essa a nova home dos portais? Com a poluição informacional com que a rede anda, talvez o conteúdo se perca em tantos “destaques”.

Segmentação e customização

Ainda em fase beta, a nova página na rede de Mark Zuckerberg traz a distinção entre editorias e jornalistas. Dão “rosto” ao conteúdo. O usuário pode escolher entre diversos assuntos e, de quebra, receber informações dos profissionais do portal. Seria essa a nova relação de jornalismo e redes sociais? Isso nos remete aos jornais que criaram aplicativos para o Facebook com o intuito de aproveitar o tempo que os usuários lá gastam. É uma forma de não “perder” um possível público.

Qual é o limite para essa integração? Aliás, tal limite existe? Com tantas interconexões simultâneas dos mais diversos cenários, não corre o jornalismo o risco de perder sua identidade como fonte confiável de conteúdo? A partir do momento em que as informações passam a circular em ambientes aleatórios, não corremos o risco de que os usuários não saibam mais onde procurar? A home dos portais e jornais se perde ao ter que ser acessada diretamente. Queremos o conteúdo, literalmente, na palma da mão.

Segmentação e customização são pontos essenciais para o jornalismo digital que quer sobressair no atual momento 2.0 vivente. Porém, confesso que não havia pensado pelo lado das páginas principais, agora nem tão principais assim. Destrincharemos editorias e jornalistas em suas mais íntimas funções. Chegará o momento de esquecermos a instituição por trás da informação e só lembraremos o local aonde a vimos? O jornalismo está ficando nu e, quem sabe, esqueçamos um dia o charme de sua vestimenta.

***

[Cleyton Carlos Torres é jornalista, pós-graduado em assessoria de imprensa, gestão da comunicação e marketing e pós-graduado em política e sociedade no Brasil contemporâneo]

Simplicidade



 Simplicidade

atravesso o bosque
de castanheiros
pisando o manto das folhas
levadas pelo vento
no princípio do outono.
fecho a cancela de madeira do jardim
e lavo o rosto para entrar em casa.
esta noite
dormirei à luz das velas
se for preciso.

Carlos Saraiva Pinto
 

NÃO HÁ CRISE - DIZ DILMA

A presidenta Dilma Rousseff negou que exista uma crise no Congresso Nacional entre o governo e a base aliada em entrevista à revista Veja publicada neste fim de semana. “Não há crise nenhuma. Perder ou ganhar votações faz parte do processo democrático e deve ser respeitado”, afirmou.


Foto: AE Ampliar
“Nós temos de ser o mais avesso possível aos malfeitos. Não vou transigir”, afirmou a presidenta sobre corrupção
Para a presidenta, só existe crise quando se perde legitimidade e “não se pode ganhar todas”. Na última semana, discordâncias entre os aliados adiaram as votações da Lei Geral da Copa e do Código Florestal. Antes disso, diante de derrotas amargadas por Dilma, o senador e ex-presidente Fernando Collor fez discurso alertando-a de que perdeu o cargo por não ter uma boa relação com o Congresso. Sobre as afirmações de Collor, Dilma rebate dizendo que as grandes crises não ocorrem por pequenas discordâncias, mas pela perda de legitimidade do governante.
Dilma negou também que as trocas nas lideranças do Congresso tenham ocorrido em função da crise. ”Não gosto desse negócio de toma lá da cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo”, afirmou. Ela alega que os parlamentares vivem um momento tenso, natural em um ano de eleições municipais.
Sobre as inúmeras mudanças que realizou no ministério, a presidenta avalia que para evitar corrupção os processos devem ser claros e os resultados lógicos de forma que não sobre espaço para fraquezas dos indivíduos. “Nós temos de ser o mais avesso possível aos malfeitos. Não vou transigir”, prometeu sem deixar de ponderar que nem todos os que saíram do governo estavam envolvidos com irregularidades. “Alguns pediram para sair para evitar a superexposição ou para se defender adas acusações que sofreram”, explicou.


Impostos e protecionismo
A entrevista à revista Veja foi concedida na quinta-feira, dia 22, após reunião da presidenta com 25 empresários. Ela afirmou que concorda com a reclamação recebida de que os impostos cobrados no Brasil são altos e prometeu baixá-los. Para isso, avalia que o Brasil precisa exportar e ganhar mercados e disse que vai cobrar dos empresários que eles assumam riscos.

A presidenta também rechaçou o protecionismo, o que classificou como uma maneira permanente de ver o mundo exterior como hostil, que leva ao fechamento da economia. “Isso não faremos. Já foi tentado no passado no Brasil com consequências desastrosas para o nosso desenvolvimento”, afirmou. “Não vamos repetir esse erro. Não vamos fechar o país”, acrescentou. Entretanto, garantiu que o Brasil vai seguir tomando medidas defensivas às pressões externas que trazem capital especulativo para o país.


Para a presidenta, o Brasil está em situação de dizer aos países ricos que “não queremos o dinheiro deles”. Por isso, segundo ela, disse à chanceler alemã Angela Merkel (
em visita à Europa no início do mês) que o Brasil não quer ser visto como destinação de capital especulativo ou apenas como mercado consumidor dos produtos que eles exportam”.

domingo, 25 de março de 2012

Argentina: o terror mais brutal

 Argentina: o terror mais brutal

POR EMIR SADER
 
O golpe argentino – que hoje completa 36 anos – foi o mais brutal, assim como a ditadura que instalou, de todos os que viveram a região. Fechou o cerco dos regimes de terror que assolou o Cone Sul do continente, em quatro dos países onde o campo popular era mais forte e ameaçava mais a dominação das elites tradicionais e do imperialismo sobre a América Latina.

A Argentina tinha sofrido um golpe similar ao brasileiro, em 1966, que deveria realizar programa paralelo ao da ditadura brasileira. Mas a resistência popular impediu e as elites argentinas tiveram que promover uma transição à democracia, depois que o golpe fracassou.

Veio a eleição de Perón, em 1973, na contramão do que acontecia na região – do golpe de 1964 no Brasil, aos golpes desse mesmo ano no Uruguai e no Chile. O período histórico tinha mudado, Perón ja não teria investimentos externos da Europa, o pais languidesceu até o novo golpe, o de 1976, desta vez mais selvagem que os anteriores – de 1955 e 1966.

Videla e a alta oficialidade argentina receberam os balanços que lhes mandavam os militares golpistas do Brasil e do Chile. O uso brutal da tortura (contribuição brasileira com o pau-de-arara como tecnologia inovadora), evitar o Estadio Nacional, como mandou dizer Pinochet, para contornar campanhas internacionais pela libertação de presos. Tornar assim sistemático o fuzilamento e o desaparecimento dos corpos.

Isso a ditadura argentina fez com esmero. À maior força da luta popular, mais repressão. 30 mil mortos e desaparecidos, massacres, fuzilamentos, torturas – foi a síntese mais avançada dos regimes de terror da região. Com requintes de crimes de lesa humanidade, inéditos: como o sequestro dos filhos dos presos e fuzilados pela ditadura, crianças entregues a outras famílias, via de regra de militares, para adoção.

Como a ditadura de 1966 tinha fracassado, a de 1976 enfrentou a recessão mundial, levando a Argentina a um profundo retrocesso econômico, promovendo a hegemônica do capital financeiro, pelas desregulamentações que promoveu. Começou mais tarde que as outras, mas não sobreviveu além do fim dos seus congêneres. Demorou menos no poder, mas assassinou muito mais – como atesta a lista de suas vítimas no Parque da Memória, em que se concentram uma quantidade impressionante de mortes nos anos 1975, 76 e 77.

A ditadura foi sucedida pela democratização nos anos 80, pela crise da dívida e pelo neoliberalismo. Mas a luta da Mães da Praça de Maio e do povo argentino permitiu que a anistia promulgada pela ditadura fosse superada e os argentinos tem, pelo menos, o consolo de ver a Videla e a vários dos seus colegas cumprindo penas em presídios comuns, via de regra de prisão perpétua.

Nada que permita ressarcir todo os danos e sofrimentos impostos ao país e ao povo. Mas pelo menos a justiça tem sido cumprida, para que nunca mais se esqueça, para que nunca mais aconteça.

Leandro Monteiro

ETERNO MISTÉRIO

É! Eu nunca descobrirei
Esse recorrente mistério
de não reconhecer o além...
O além daquilo que eu vejo
Quando estou em frente do espelho
(Ah! que mundo tão complexo!)

(Leandro Monteiro)
 
PESÁRIO
(ELEGIA DE UM JOVEM MATUZALÉM)

Um homem simples,
De saber centenário,
morreu jovem ontem,
24 de abril,
com apenas 24 anos
de idade completados

Ele que me lembro
fazia aniversário
Sempre no dia
29 de fevereir o...
Oferece, agora,
Meus pêsames a família.
(Leandro Monteiro)

Uma coruja pousou na defesa de tese de LEILA MICCOLIS

Uma coruja pousou em minha defesa de tese

No dia 20 de março obtive meu título de Doutora em Ciência da Literatura / Teoria Literária. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, a coroação de muito esforço e dedicação. Para mim, um acontecimento realmente histórico, em que pude contar, na Banca, com a presença de cinco grandes representantes do pensamento acadêmico brasileiro. Foi uma espécie de prêmio, de consagração, de reconhecimento de uma vida praticamente inteira dedicada amorosamente à literatura. Um enorme turbilhão de emoções tomou conta de mim, desde o branco inicial pela tensão (nunca tinha sentido um branco antes na minha vida, é devastador), até uma presença inesperada, repleta de significantes e significados: uma linda coruja (vivo símbolo da sabedoria) que veio me prestigiar: ei-la silenciosa e discreta pousada na porta do corredor da UFRJ, a apenas dez passos da sala do meu exame, observando, meditando. Incrível? Fantástico? Mágico? REAL.

LÊDO IVO

Imagem intercalada 1

A doce sombra dos cancioneiros
em plena juventude encontro abrigo.
Estou farto do tempo, e não consigo
cantar solenemente os derradeiros

versos de minha vida, que os primeiros
foram cantados já, mas sem o antigo
acento de pureza ou de perigo
de eternos cantos, nunca passageiros.

Sôbolos rios que cantando vão
a lírica imortal do degredado
que, estando em Babilônia, quer Sião,

irei, levando uma mulher comigo,
e serei, mergulhado no passado,
cada vez mais moderno e mais antigo.

Lêdo Ivo nasceu em Maceió (AL) a 18 de Fevereiro de 1924.

sábado, 24 de março de 2012

Vicente de Carvalho

Vicente de Carvalho

Olhos Verdes

Olhos encantados, olhos cor do mar,
Olhos pensativos que fazeis sonhar!

Que formosas cousas, quantas maravilhas

Em vos vendo sonho, em vos fitando vejo;
Cortes pitorescos de afastadas ilhas
Abanando no ar seus coqueirais em flor,
Solidões tranquilas feitas para o beijo,
Ninhos verdejantes feitos para o amor...

Olhos pensativos que falais de amor!


Vem caindo a noute, vai subindo a lua...

O horizonte, como para recebê-las,
De uma fímbria de ouro todo se debrua;

Afla a brisa, cheia de ternura ousada,

Esfrolando as ondas, provocando nelas
Bruscos arrepios de mulher beijada...

Olhos tentadores da mulher amada!


Uma vela branca, toda alvor, se afasta

Balançando na onda, palpitando ao vento;
Ei-la que mergulha pela noute vasta,
Pela vasta noute feita de luar;
Ei-la que mergulha pelo firmamento
Desdobrado ao longe nos confins do mar...

Olhos cismadores que fazeis cismar!


Branca vela errante, branca vela errante,

Como a noute é clara! como o céu é lindo!
Leva-me contigo pelo mar... Adiante!
Leva-me contigo até mais longe, a essa
Fímbria do horizonte onde te vais sumindo
E onde acaba o mar e de onde o céu começa...

Olhos abençoados, cheios de promessa!


Olhos pensativos que fazeis sonhar,

Olhos cor do mar!


Publicado no livro Rosa, Rosa de Amor: poema (1902).


In: CARVALHO, Vicente de. Poemas e canções. 17.ed. São Paulo: Saraiva, 196

Província - Música de Antonio Jardim, Poesia de Cecília Meireles - Músic...

sexta-feira, 23 de março de 2012

VENEZA ESTÁ AFUNDANDO

RIO - As gôndolas que navegam pelos famosos canais de Veneza passam, ano a ano, em um nível cada vez mais alto. Enquanto a cidade continua afundando, cerca de 2mm por ano, de acordo com uma pesquisa baseada em dados de satélite, as águas do Lago Veneza sobem outros 2mm por ano. O efeito combinado é de 4mm anuais, considerado o maior das últimas décadas. A cidade, considerada uma das mais belas já construídas pelo homem, enfrenta alagamentos constantes. A situação deve piorar, segundo especialistas.
O novo estudo, que será publicado na próxima quarta-feira na revista “Geochemistry, Geophysics, Geosystems”, da American Geophysical Union, se contrapõe a outros trabalhos, realizados nos anos 2000. Estes indicavam que a cidade do nordeste da Itália tinha conseguido se estabilizar.
Especialistas americanos e italianos não apenas conseguiram fazer medições do ritmo de rebaixamento de Veneza como também detectaram que está em curso um processo de inclinação para o leste.
O acompanhamento dos movimentos de terra em Veneza são considerados fundamentais para orientar as políticas públicas para o local. Um novo sistema de barragens está previsto para ser inaugurado em 2014. A previsão dos especialistas é que este mecanismo seja capaz de dar uma relativa segurança aos italianos e turistas que estiverem na cidade.
De acordo com um dos integrantes da equipe de pesquisadores, Yehuda Bock, do Instituto de Oceanografia da Universidade de San Diego, na Califórnia, os alagamentos e o processo de afundamento da cidade são críticos e precisam ser acompanhados de perto.
- Estes são dados cruciais e precisam ser levados em consideração - disse Bock à BBC.
O pesquisador atuou em Veneza com colegas da Universidade de Miami, na Flórida, e com especialistas do Tele-Rilevamento Europa, da Itália, uma empresa especializada em medir os movimentos de solo com dados de satélites.
Para aumentar a precisão das informações, os pesquisadores combinaram os dados obtidos pelos equipamentos de GPS com radares para mapear os deslocamentos e milhares de pontos de Veneza. A lagoa da cidade também foi monitorada com a mesma tecnologia.
— O GPS dá informações do movimento absoluto em relação à Terra, que é um rebaixamento importante — explicou. — E o radar informa como os pontos determinados na área se movem um em relação ao outro. Colocando as duas informações juntas, é possível acompanhar a movimentação de milhares de pontos no solo de Veneza.
O estudo levou em consideração a série histórica disponível. A análise dos dados indica que a cidade está afundando de 1mm a 2mm por ano desde 2000. Em alguns pontos das áreas alagadas da cidade, esta queda chega a 4mm por ano.
Os especialistas ressaltam que não é possível prever como será o comportamento geológico do solo de Veneza no futuro. Mesmo assim, é possível fazer projeções. Se as taxas de afundamento do chão e do aumento do nível do mar forem mantidas, isso pode significar um aumento relativo do nível de água de 80mm nos próximos 20 anos.
Os pesquisadores acreditam que as novas barreiras que estão em construção em Veneza são capazes de aguentar a pressão da água nestas condições, mas ressaltam que as características naturais da cidade fazem com que ela inspire muitos cuidados no futuro, alerta Bock.
Parte das causas do afundamento de Veneza é natural. O movimento das placas tectônicas levam ao afundamento da cidade, que se localiza logo abaixo dos Apeninos. Os processos geológicos levam a um fenômeno que literalmente empurra a cidade para baixo.
A retirada de água do subsolo, que foi um dos fatores que contribuiu para acelerar o afundamento da cidade, já foi interrompida. Mesmo assim, a compactação de sedimentos continuará causando reflexos, e ainda influenciará o abaixamento das terras do local por mais algum tempo, explicam os cientistas.
— Veneza está sempre em movimento — afirmou Bock. — Não importa que o bombeamento de águas subterrâneas foi interrompido, ainda vai haver um rebaixamento natural de 1 mm ao ano.
De acordo com Bock, é possível perceber que a frequência dos alagamentos em Veneza está aumentando. Eles ocorrem entre quatro a cinco vezes por ano, quando moradores e turistas precisam transitar em áreas tomadas pela água.
Além dos fatores locais, o aquecimento global acelera o aumento do nível das águas. Este será um dos temas que mobilizará os negociadores da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho. As áreas mais baixas do planeta, não apenas Veneza como também os países insulares, são as regiões mais vulneráveis. A cidade italiana, porém, é capaz de fazer um esforço bilionário na construção das barreiras, que mantém a água distante.
Para Laura Carbognin, do Instituto de Ciências Marinhas de Veneza, os alagamentos por causa da elevação global dos mares levaria a cerca de 250 inundações por ano.

CHICO


CHICO ANISIO VELHA PUTA

64 milhões de brasileiros melhoraram de vida

Nos últimos sete anos, 64 milhões de brasileiros ascenderam de faixa de renda. “Isto representa o tamanho da Itália”, comparou Marcos Westphalen Etchegoyen, diretor-presidente da Cetelem BGN, empresa do grupo financeiro BNP Paribas, ao apresentar hoje (22) a pesquisa O Observador Brasil 2012, em parceria com o Instituto Ipsos Publics Affairs.

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O levantamento é uma amostra da estratificação social obtida após l,5 mil entrevistas. Foram ouvidos brasileiros com mais de 16 anos em 70 cidades, no período de 17 a 23 de dezembro do ano passado. Os dados servem para subsidiar as decisões da empresa, em especial, quando pretende explorar um novo nicho de mercado ou expandir negócios em andamento.

Segundo a pesquisa, de 2005 até 2011, enquanto diminuiu a parcela da população mais pobre (de 51% para 24%), cresceu o universo dos mais ricos (de 15% para 22%) e, também, da classe média (de 34% para 54%), que passou a ser maioria no país. Há sete anos, havia 92,9 milhões de pessoas classificadas como baixa renda. Esse número caiu praticamente à metade no ano passado (45,2 milhões).

Já a parcela mais abastada da população subiu de 26,4 milhões para 42,4 milhões de brasileiros no período pesquisado. Mas o maior contingente está mesmo na chamada classe C, que passou de 62,7 milhões para 103,05 milhões. Na classe C, o ganho familiar médio mensal cresceu de R$ l,3 mil para R$ l,45 mil entre 2010 e 2011. Na média de todas as classes socioeconômicas, a renda média subiu de R$ 1,5 para R$ l,6 mil.

Esses números, na opinião de Westphalen, mostram “uma consolidação da elevação da faixa de renda”. Mas ele destacou que há um comportamento mais cauteloso dos consumidores. Na média, todas as classes de renda mantiveram estabilidade nos gastos, com exceção da classe C. Não foi observada mudança em relação ao consumo em supermercados, de energia, gás, água, transporte e remédios. Já os gastos com moradia, principalmente com aluguel, aumentaram 14% em relação a 2011.

Os gastos com prestação de imóveis aumentaram, em média, 23%. Também pesaram mais no orçamento das famílias as despesas com serviços domésticos (+29%). A pesquisa aponta ainda que a melhoria de renda elevou o desejo das pessoas de comprar móveis e eletrodomésticos. Já nas classes A e B foi detectada a intenção de comprar à vista de imóveis e carros.

De acordo com as previsões do vice-presidente da Cetelem, Miltonleise Filho, este ano, o consumo dos brasileiros vai se manter em alta por causa da melhoria da renda. Mas ele alerta que essa disposição de consumir vai ser menor, porque muita gente já comprometeu o orçamento deste ano com financiamentos de longo prazo (para comprar imóveis, carros e eletroeletrônicos, por exemplo).

quinta-feira, 22 de março de 2012

A janela e o espelho

EMIR SADER

A mais importante função da teoria nos nossos tempos é a de historicizar a realidade, isto é, a de demonstrar como toda realidade é produto da ação – consciente ou inconsciente – dos homens, revelar como foi produzida, quem a produziu, para desembocar em como pode – e deve – ser desarticulada e reconstruída conforme a ação consciente dos seres humanos.

O mecanismo mais alienante de todos hoje é o da naturalização do mundo: as coisas são como são, não podem ser diferentes, a pobreza, a miséria, as catástrofes sempre existiram e sempre existirão. Os próprios pobres não querem sair da sua pobreza. Os países pobres sempre foram e sempre serão pobres. A riqueza é produto do trabalho, do empenho, da seriedade de alguns países, enquanto o atraso é resultado de mentalidades retrogradas, de gente que não gosta de trabalhar, de preguiçosos.

Não por acaso, no auge do seu ufanismo, ideólogos do sistema capitalista proclamaram o “fim da história”. Houve história até o momento em que festejavam sua vitória. A partir dali se teria chegado ao suprassumo do desenvolvimento humano – economia capitalista de mercado e democracia liberal -, insuperável patamar da felicidade e da realização da civilização.

O capitalismo seria o ponto de chegada natural da história e a burguesia sua encarnação. A pós-modernidade é a teoria dessa visão. O abandono das grandes narrativas representa a renúncia à compreensão dos processos contemporâneos, que já não seriam nem possíveis, nem necessários. Faz parte de um ceticismo profundo, que marca esse pensamento e que contribui para o fatalismo.

A pós-modernidade se define contra a totalidade, contra a teleologia e contra o utopismo, sob o pretexto de lutar contra o totalitarismo e os reducionismos. Renuncia assim às grandes interpretações de compreensão global da realidade, mais ainda aos projetos de sua transformação. Contribuem para naturalizar a realidade.

Compreender o mundo é, sobretudo, historicizá-lo, entender como ele foi constituído da forma que o conhecemos e como a ação humana reproduz essa realidade. Para poder captar a forma pela qual é possível desmontar e reconstruir de outra forma essa realidade.

Dessa maneira podemos olhar a realidade não desde uma janela, como algo alheio a nós, mas como um espelho, reflexo da ação humana.

THOR

Segundo delegado, depoimentos levam a crer que atropelado por filho de Eike Batista estava de bicicleta no meio da rodovia. Homicídio doloso foi descartado


quarta-feira, 21 de março de 2012

Martin Luther King Jr.

I came to him
Midst my own dreams :
a champion soul ;

I listened on that knoll
to Martin’s speech that yet gleams.
Like a pot of stew for the hungry it steams.

Never to ask for whom the bell tolls,
these gates were blocked by corpulent trolls.

He wanted for the poor not water but cream.

The depths of my soul so gently did he caress.

Pulling all hopelessness out like burrs,
rejecting the blemish of all that were detours,

so flowers covered the bigot’s fortress ;
covered the cold ones like furs.

For that moment, it seemed as if this earth all hatred inters.



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À espera de CPI, 'A Privataria Tucana' é debatido no país. Dia 21 é em Osasco

À espera de CPI, 'A Privataria Tucana' é debatido no país. Dia 21 é em Osasco

Publicado em 13/03/2012, 16:40
Última atualização em 14/03/2012, 15:04
À espera de CPI, 'A Privataria Tucana' é debatido no país. Dia 21 é em Osasco
Primeiro debate público do livro de Ribeiro Jr. foi no Sindicato dos Bancários, em dezembro. Agora será da sede regional da entidade, em Osasco (Foto: Gerardo Lazzari)
São Paulo – Com criação prevista para a segunda quinzena de março, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades ocorridas durante os processos de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso terá como subsídio os debates realizados pela sociedade desde que foi lançado, em dezembro, um livro contando os bastidores destas operações.
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“A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., será discutido em novo evento, desta vez em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Rompendo o cerco criado pela mídia tradicional em torno do trabalho, os debates têm dado vazão às impressões da sociedade em torno do assunto. E ajudado a ampliar a rede de conhecimento sobre a investigação.
A mesa que coordenará os debates terá, além de Riveiro Jr., o coordenador da macro-região do PT em Osasco, Valdir Pereira Roque, além de Aparecido Luiz da Silva (o Cidão), secretário de Comunicação do PT no estado de São Paulo, do jornalista e blogueiro Altamiro Borges, Claudio Motta Jr. (jornalista da Rede Identidade) e do diretor-geral da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador.
O livro-reportagem de Ribeiro Jr. mostra uma rede de lavagem de dinheiro e de pagamento de propinas envolvendo figuras do alto escalão do PSDB e personagens próximos ao então ex-ministro do Planejamento, José Serra, ex-governador de São Paulo e agora pré-candidato à prefeitura da capital paulista. Entre os mais vendidos dos últimos meses, o livro motivou o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) a apresentar o pedido de criação de CPI para dar sequência à apuração. 
Debate sobre “A Privataria Tucana”, com o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Subsede Regional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Rua Presidente Castelo Branco, 150, Centro de Osasco
Quarta-feira, 21 de março, às 19h