quinta-feira, 31 de maio de 2012

Livro tenta desvendar mistérios da morte de Pablo Neruda

Livro tenta desvendar mistérios da morte de Pablo Neruda

Poeta chileno foi vítima de câncer, segundo versão oficial; há quem defenda que ele tenha sido assassinado

EFE |

Câncer terminal, parada cardíaca ou injeção letal? Após 39 anos da morte de Pablo Neruda, o jornalista espanhol Mario Amorós desdobra em um novo livro os mistérios da morte do poeta chileno, sobre a qual ainda pairam as sombras da ditadura.
"No livro eu pergunto se Neruda pode ter sido assassinado, mas não respondo a isso", disse Amorós sobre "Sombras Sobre Isla Negra: A Misteriosa Morte de Pablo Neruda", que ele mesmo apresentou na capital chilena.
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O Prêmio Nobel de Literatura em 1971 morreu em uma clínica particular de Santiago em 23 de setembro de 1973 (12 dias depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet), devido a um avançado câncer de próstata, segundo consta tanto no certificado como na certidão de óbito.
No entanto, sua terceira mulher, Matilde Urrutia, afirmou durante os 12 anos que viveu depois da morte do autor que "não foi o câncer que o matou", mas uma parada cardíaca. "É muito surpreendente descobrir como Matilde Urrutia não acreditava que a causa de morte foi o câncer. Ela falou simplesmente de uma parada cardíaca. (Mesmo assim), jamais denunciou que seu marido tivesse sido assassinado", ressaltou Amorós.
Essa versão é a que defende Manuel Araya, antigo motorista de Neruda e que atualmente vive na província litorânea de San Antonio. Em 2011, em entrevista à revista mexicana "Proceso", Araya insistiu que Neruda foi assassinado por agentes do regime. Sua hipótese lembra o caso do ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970), que morreu em 1982 na mesma clínica, a Santa María, quando liderava uma incipiente oposição ao regime. Oficialmente, sua morte foi atribuída a uma septicemia, mas, desde 2009, a justiça investiga se na realidade houve um homicídio por envenenamento.
No caso de Neruda, foi a denúncia do motorista o que motivou o Partido Comunista, no qual Neruda militou, a apresentar em maio de 2011 uma queixa que foi admitida pela justiça e com a qual foi aberta uma investigação sobre sua morte. Nessa apuração, o juiz Mario Carroza não encontrou em nenhum dos três hospitais em que Neruda foi atendido durante 1973 relatórios médicos, que não estavam mais arquivados, apesar de serem obrigados por lei a guardá-los durante 40 anos, relatou Amorós.
Leia também: Justiça chilena aceita investigar morte de Pablo Neruda
"A tese do livro é a de que a morte de Pablo Neruda é uma morte envolta em mistério. Há uma série de dúvidas sobre se foi assassinato, como sustenta seu motorista e investiga o juiz Mario Carroza, ou se foi uma morte natural", assinalou. "Nesse último caso, no meu ponto de vista, teria sido induzido pelo terrível sofrimento que lhe causou o golpe de Estado", acrescentou o autor, que escreveu vários volumes dedicados ao Chile, entre eles, "Antonio Llidó, um Sacerdote Revolucionário".
Neste novo livro, Amorós percorre o último ano de vida do poeta, desde o seu retorno ao Chile como embaixador na França, em novembro de 1972, até a sua morte e enterro. Além disso, o último capítulo repassa a vida de sua viúva, Matilde Urrutia, até a sua morte, em 1985. De todo o relato, os fatos-chave se concentram nos dois últimos dias de vida do poeta, embora suas principais testemunhas, Matilde Urrutia e Manuel Araya, divirjam em seus relatos.
Segundo a versão de Araya, em 23 de setembro Pablo Neruda pediu a Matilde e a ele que viajassem para Isla Negra para recolher alguns pertences da casa que possuíam nessa região do litoral chileno, a cerca de 100 quilômetros de Santiago. Neruda e sua mulher se dispuseram a partir para o exílio no México após receberem um convite através do então embaixador desse país, Gonzalo Martínez Corbalá.
Quando Araya e Matilde estavam em Isla Negra, "receberam uma ligação de Pablo Neruda, que dizia ter recebido uma misteriosa injeção no estômago", relata Amorós. Ao retornar a Santiago, encontraram Neruda com febre. Um médico pediu então a Araya que saísse para buscar um remédio fora e, nesse momento, foi detido e conduzido ao Estádio Nacional, onde foi torturado.
Por outro lado, Matilde sempre afirmou que a viagem a Isla Negra aconteceu um dia antes, 22 de setembro, e que ao retornar à capital encontraram Neruda muito alterado e afetado pelas notícias sobre a sangrenta repressão do regime. Nesse momento, segundo contou em suas memórias, chamou uma enfermeira e lhe aplicaram uma injeção, um tranquilizante, e ele caiu em um sono do qual nunca mais acordou. Após passar um dia em estado de coma, o grande poeta morreu na noite do dia 23.
"Há contradições nos dois relatos, principalmente no de Araya", admite Amorós. Essas contradições alimentam as dúvidas, e essas dúvidas, segundo o jornalista, "devem ser esclarecidas com a exumação" dos restos do poeta, que hoje descansam em frente ao mar, em Isla Negra, junto a Matilde Urrutia.

Até 2015, o Brasil terá cumprido todas as metas do milênio, diz Lula

Até 2015, o Brasil terá cumprido todas as metas do milênio, diz Lula

O Brasil vai chegar em 2015 cumprindo todas as metas do estabelecidas para o milênio, entre as quais a redução de 50% da miséria, disse nesta quarta-feira (30) o presidente Lula, em palestra durante o 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, que reúne, em Brasília, ministros e representantes de 30 países da África, América Latina e Caribe.

Lula apresentou a experiência brasileira de sucesso no combate à fome e o modelo de desenvolvimento econômico combinado com distribuição de renda.


Lula lembrou que, na época de sua posse, enquanto o mundo vivia o auge da globalização financeira, “o Estado mínimo era visto como o mais eficiente, mesmo quando ignorava as obrigações com o conjunto dos seus cidadãos”. A opção pelo desenvolvimento aliado à distribuição de renda, foi comemorada pelo ex-presidente. "Nos últimos anos, o meu país integrou a agenda social à agenda econômica, numa equação em que toda a sociedade ganha. Nos últimos anos, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza e quase 40 milhões entraram na classe média”, disse.

Por fim, alertou aos gestores públicos da plateia que essa opção tem um custo político, mas é recompensadora, e envolve “muito mais do que dar comida a famintos (...) O dinheiro na mão dos pobres transforma-se rapidamente em comida, roupa e material escolar, e dinamiza o conjunto da economia, num círculo virtuoso”.

Antes de iniciar seu discurso, Lula brincou com a platéia dizendo: "Vou falar em pé senão podem dizer que estou doente, para evitar esses dissabores. Você sabe que eu tenho muita gente que gosta (de mim) e alguns que não gostam. Então, eu tenho que tomar cuidado contra esses daí que são minoria e estão aí no pedaço" - uma referência às recentes intrigas envolvendo o ministro do STF Gilmar Mendes.

Antes da palestra, Lula almoçou com a presidenta Dilma, no palácio do Alvorada, para desespero do
mascote dos tucanos na Globo, Arnaldo Jabor.

Eis a íntegra do discurso:



V FÓRUM DOS MINISTROS DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL ORGANIZADO PELO PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO – PNUD – 29/5/2012
Quero dar as boas vindas às autoridades que vieram para o V Fórum dos Ministros do Desenvolvimento Social, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pelo Ministério do Desenvolvimento Social, para compartilhar as experiências de políticas sociais de seus países.
Quero agradecer à coordenadora mundial do PNUD, Helen Clark, por ter trazido esse importante evento para o Brasil. Considero este um gesto de reconhecimento aos esforços do governo brasileiro para colocar na agenda internacional o tema do combate à fome.
Cumprimento a ministra Tereza Campello, que desde o Programa Fome Zero participou da criação do Bolsa Família e hoje, no Ministério da presidenta Dilma Rousseff, comanda os Programas Brasil Sem Miséria e o Brasil Carinhoso, numa segunda e possivelmente definitiva etapa para erradicação da miséria e da fome no território brasileiro.
Eu quero também saudar a presidenta Dilma Rousseff que, como ministra de meu governo, coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, e agora, como chefe de governo, assume a prioridade de conciliar desenvolvimento e políticas sociais.
Minhas senhoras e meus senhores,
Eu quero aproveitar essa oportunidade com vocês para expor o que foi a experiência brasileira de combate à fome e à miséria. O Brasil assumiu a decisão política de enfrentar a concentração de renda; de garantir a segurança alimentar de sua população e de aproveitar as oportunidades proporcionadas quando todos têm pleno acesso à cidadania.
No dia da minha posse, em primeiro de janeiro de 2003, eu firmei um compromisso com o Brasil. Eu prometi que, no final do meu governo, cada brasileiro teria conquistado o direito a pelo menos três refeições por dia.
O tempo mostrou que esse compromisso envolvia mais do que simplesmente dar comida a famintos. Era a opção por um modelo de desenvolvimento combinado com distribuição de renda.
Naquele tempo, o mundo vivia o auge da euforia com a globalização financeira. O país bom era o que se resumia a garantir a liberdade de ir e vir dos capitais. O Estado mínimo era visto como o mais eficiente, mesmo quando ignorava as obrigações com o conjunto dos seus cidadãos.
O Brasil seguia a mesma trilha. A falta de ousadia histórica do país para distribuir a riqueza, nos ciclos econômicos de grande abundância, foi traduzida em números assustadores.
Em 2002, 76 milhões de brasileiros viviam com menos de meio salário mínimo per capita; destes, 36,5 milhões com um quarto do salário mínimo. Isso era absolutamente insuficiente para alimentar uma família Os 10% mais ricos se apropriavam da metade do dinheiro do país, enquanto os 50% mais pobres tinham que viver com apenas 10%.
Em 2003 lançamos o Programa Fome Zero, com o objetivo de chegar aos que não tinham o que comer. Mas já tínhamos a perspectiva de que a guerra contra a fome não seria ganha se os mais pobres não fossem os protagonistas do processo de desenvolvimento.
O Fome Zero foi constituído por um conjunto de medidas para garantir o acesso da população mais vulnerável à alimentação e à renda.
Em outubro de 2003, foi criado o Programa Bolsa Família, que unificou e ampliou e deu outra dimensão aos programas de transferência de renda até então existentes.
O Cadastro Único para os Programas Sociais identificou as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa e o acesso que tinham a políticas públicas, como saúde e educação. Um cartão magnético personalizado garantiu a regularidade e a impessoalidade da chegada do dinheiro aos beneficiários. Teve também o efeito de ser a porta de entrada dessa população ao sistema bancário.
A ideia de destinar o benefício à guarda da família concentrou nas mulheres as decisões sobre o dinheiro. Elas representam 94% do universo dos que recebem a complementação de renda.
Em janeiro de 2004 foi criado o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que se responsabilizou pelos programas de assistência social e de segurança alimentar e passou a gerir o Bolsa Família. A pasta tornou-se a responsável pela articulação de programas do governo que convergiam para o objetivo de combater a fome e garantir a cidadania. Os beneficiários têm o dever de manter os filhos nas escolas e vacinados.
A ação do governo tirou da situação de extrema pobreza 61% das famílias beneficiadas. A desnutrição aguda foi superada. A evasão escolar diminuiu.
O Estado, com essas políticas, não assume um papel protetor ou paternalista, mas de indutor do desenvolvimento.
O dinheiro na mão dos pobres transforma-se rapidamente em comida, roupa e material escolar, e dinamiza o conjunto da economia, num círculo virtuoso.
A entrada de recursos do Bolsa Família em regiões de grande pobreza foi reforçada por uma política de crédito às populações de baixa renda e também pelo aumento real de 66% do salário mínimo, ao longo dos últimos nove anos e meio.
Os críticos dos programas sociais não perceberam que o país inaugurava um outro modelo de desenvolvimento.
O Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar, o Pronaf, que contava no início do meu governo com recursos de 2,4 bilhões de reais, teve disponíveis 16 bilhões de reais na safra 2010/2011, com garantia de preços e seguro climático. A agricultura familiar cresceu com o Programa de Aquisição de Alimentos, que definiu a compra da produção da agricultura familiar para distribuição em áreas de carência alimentar. Um decreto presidencial também obrigou as escolas públicas a comprarem pelo menos 30% dos alimentos usados na merenda escolar de pequenos fornecedores locais.
Quando o mundo inteiro anunciava uma crise de preços dos alimentos, criamos um programa que incentivou a produtividade da agricultura familiar e se apoiou no financiamento da compra de tratores em longo prazo.
Muitas outras formas de crédito foram implantadas, especialmente aquelas que facilitaram o acesso de trabalhadores assalariados a taxas de juros menores e prazos maiores. Também um programa gigante de financiamento da aquisição de moradias facilitou o acesso de milhões de pessoas à casa própria.
O cuidado com os mais pobres impulsionou a economia de baixo para cima. O aumento do poder de consumo do pobre e a ascensão social de grandes parcelas dessa população movimentaram todos os setores da indústria: alimentos, geladeiras, carros e também a construção civil.
Aumentaram os investimentos e os empregos na indústria e no comércio. O Brasil conseguiu um crescimento sustentado pela ascensão de populações antes marginalizadas do mercado consumidor.
Minhas amigas e meus amigos.
O Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, foi fundamental nessa equação. O PAC é uma carteira de projetos de investimentos em infraestrutura fundamentais para eliminar os gargalos e aproveitar as oportunidades criadas pelo aumento do mercado interno. E eu fiquei muito feliz quando soube que a União Africana elaborou o Programa para Desenvolvimento da Infraestrutura na África, o PIDA. Um conjunto de iniciativas para aumentar a integração física, o acesso à energia e o comércio interno no continente africano, que vive um forte crescimento econômico, que eu espero, traga melhores condições de vida para os povos da África
Minhas senhoras e meus senhores,
Nos últimos anos, o meu país integrou a agenda social à agenda econômica, numa equação em que toda a sociedade ganha. Nos últimos anos, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza e quase 40 milhões entraram na classe média.
Vocês, que são gestores públicos, sabem o quanto custa essa opção política. Quando o orçamento chega ao governo para ser executado, já passou por um processo de discussão onde cada ministério e cada setor da sociedade civil exerceu o seu poder de pressão para garantir a sua parcela de recursos.
Os recursos são limitados e os setores mais pobres, os mais desorganizados, são os que acabam sem voz nessa divisão.
É preciso vontade política para enfrentar a pobreza e incluir os mais necessitados. É obrigação dos governantes assumirem essa responsabilidade.
A minha experiência em oito anos de governo é a de que não só é possível reduzir a fome e a miséria, como esse é um benefício que se estende para toda a sociedade.
Cuidar dos mais pobres é a política pública mais barata e de maior retorno para o desenvolvimento de um país. E a mais gratificante para os governantes, porque os mais pobres são os que mais reconhecem quando um governo investe neles.
A opção por uma política de crescimento com inclusão social mostrou-se acertada.
A crise financeira que paralisa o mundo desde 2008, tornou-se também uma crise de consumo. Os países mais desenvolvidos estão cobrando da sua população o preço pago pelos desastres promovidos pela especulação financeira.
O mesmo mundo que se uniu para vender a ideia de que a globalização dos mercados era o objetivo da civilização tem agora que se unir para enfrentar o desafio da fome.
Os países desenvolvidos precisam entender que o desenvolvimento das regiões mais pobres, com agricultura e indústrias, pode ser a solução para alimentar o planeta e movê-lo a energia limpa, no momento em que se prevê dificuldades futuras para alimentar todas as bocas do mundo.
Muito me honra falar para homens e mulheres públicos comprometidos com os seres humanos. Vamos, juntos, lutar por um mundo em que o futuro da humanidade esteja baseado na garantia dos direitos de cada um dos seres que habita o planeta Terra.
Muito obrigado
(Com informações do Instituto Lula)

BRASIL SEM MISÉRIA TIRA 700 MIL FAMÍLIAS DA POBREZA EXTREMA

BRASIL SEM MISÉRIA TIRA 700 MIL FAMÍLIAS DA POBREZA EXTREMA
NEUZA MACHADOFoto: mds.gov.br/


Peço aos leitores deste meu blog que leiam esta importante notícia no Site da Presidenta Dilma Rousseff, sem esquecer que esta enumeração supracitada - BRASIL SEM MISÉRIA TIRA 700 MIL FAMÍLIAS DA POBREZA EXTREMA - se situa nos 16% restantes ao final do governo do Ex-Presidente Lula.
dilma.com.br/site/archives/7999


Neste momento em que a oposição dos ricos elitizados ao governo popular se faz presente – o governo vitorioso do ex-Presidente Lula e o governo atual da Presidenta Dilma Rousseff, os quais retiraram o Brasil da condição de país inferior –, uma oposição ansiosa por manchar o bom nome de Lula – amado incondicionalmente pelo Povão Brasileiro –, não será demais lembrar aos meus leitores que nos anos finais do século XX a estimativa era de 60 milhões de miseráveis brasileiros passando fome extrema, vivendo ao deus-dará, sem nenhuma perspectiva de mudança em suas sub-vidas (enquanto a minoria rica almoçava caviar estrangeiro ou picadinho de filet-mignon em suas casas e ia jantar nababescamente em Nova York).

E ainda há aqueles que não se conformam com a bolsa-família doada aos que não têm absolutamente nada, dizendo que a mesma sai de seus impostos (e como malham os impostos que atualmente são bem empregados pelo governo popular). O mais interessante é que reclamam da bolsa-família doada aos pobres, mas não falam nada dos salários exorbitantes dos Ministros dos Tribunais pagos também com os nossos impostos (e eles ainda acham pouco!).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

SECA NO AMAZONAS

FOTO DE ALBERTO CESAR ARAUJO

EM VEZ DE CACHOEIRA E DEMÓSTENES ESTÃO PROCESSANDO O LULA, AH, AH, AH


EM VEZ DE CACHOEIRA E DEMÓSTENES ESTÃO PROCESSANDO O LULA, AH, AH, AH

Ariano Suassuna para o Nobel



O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, 84 anos, foi escolhido pelo Senado como "candidato oficial" do Brasil ao prêmio Nobel de Literatura. A indicação, feita pela Comissão de Relações Exteriores da instituição, foi aprovada nesta segunda-feira (dia 28). Agora, o encaminhamento do nome de Suassuna à Academia Sueca será feito com colaboração do Itamaraty.
Calcula-se que a Academia Sueca receba milhares de indicações por ano - a entidade não divulga quais candidaturas foram aceitas ou não. O vencedor é anunciado em outubro, a partir de uma lista de cinco finalistas.
O jornalista e editor Cassiano Elek Machado considera a escolha de Suassuna "excelente" para a literatura do país. "Ele é um dos autores brasileiros mais importantes do século 20, que criou uma maneira de narrar e um universo simbólico muito ricos", diz. "Mas é preciso saber até que ponto ele é bem traduzido e publicado no exterior. Sem isso, é muito difícil que o Nobel seja dado para ele."
"É uma batalha", resume Flavio Moura, ex-curador da Festa Literária de Paraty (Flip), ao comentar o quanto é difícil para autores brasileiros serem publicados em outras línguas. "Machado de Assis é publicado nos Estados Unidos, Clarice Lispector na França, Jorge Amado é bastante traduzido. Mas, entre os vivos, tirando o Paulo Coelho, é muito difícil."
Leia também: Sueco Tomas Tranströmer é o ganhador do Nobel de Literatura
Suassuna já teve obras traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, holandês e polonês. Mas não para o sueco, língua dos eleitores do Nobel. Outra dificuldade é que faz relativamente pouco tempo que a lígua portuguesa foi premiada - 1998, com José Saramago. E o penúltimo ganhador é sul-americano: o peruano Mario Vargas Llosa.
Por outro lado, a relevância política e econômica que o Brasil ganhou nos últimos anos pode ser um fator positivo. "O Nobel tem uma questão geopolítica que não pode ser esquecida", explica Machado. Nesse sentido, a obra de Suassuna ganharia pontos por ser "tipicamente brasileira".
"Ariano Suassuna é um autor muito ligado a um tipo de pós-regionalismo. Há uma identificação grande entre a obra dele e o Brasil que o estrangeiro quer ver", diz Flavio Moura. "Isso não acontece, por exemplo, com autores de importância parecida, como Rubem Fonseca e Dalton Trevisan."
Nascido na Paraíba em 1927, Suassuna mudou-se para Pernambuco na década de 1940. Em 1947, escreveu sua primeira peça, "Uma Mulher Vestida de Sol". Na década de 1950, produziu obras como "O Auto da Compadecida" (1955) e "O Santo e a Porca" (1957), incontornáveis para quem quer entender a literatura brasileira do século 20.
Na década de 1970, lançou o Movimento Armorial, com o objetivo de criar arte erudita a partir de elementos da cultura popular, como literatura de cordel e música de viola. Seu livro "O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta", de 1971, é baseado nesses preceitos.
O Nobel é o mais importante prêmio de literatura do planeta. Instituído em 1901, é concedido anualmente a um autor pelo conjunto de sua obra. Os vencedores são escolhidos pela Academia Sueca. O valor do prêmio é de cerca de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,75 milhões.
Até hoje, José Saramago foi o único escritor em língua portuguesa a ganhar o Nobel. Entre os brasileiros, o baiano Jorge Amado e o pernambucano João Cabral de Melo Neto já foram citados como possíveis concorrentes. Mas eles morreram em 2001 e 1999, respectivamente, sem serem premiados.
Veja abaixo os últimos ganhadores do Nobel de Literatura:

terça-feira, 29 de maio de 2012

Águas do Paraná do Ramos começaram a baixar

 

Vazante traz alívio a moradores de Barreirinha, no interior do AM

Águas do Paraná do Ramos começaram a baixar e o desafio agora é a reconstrução das vias e prédios públicos da cidade

Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas
Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas (Jonas Santos)
De acordo com a Defesa Civil do Município de Barreirinha (a 328 quilômetros de Manaus), as águas do Paraná do Ramos, afluente do rio Amazonas, já estão baixando. Desde a semana passada, os moradores sentiram que, o nível baixou cerca de três centímetros por dia, um dado atípico para a região, que deveria estar recebendo a alta das águas do Amazonas.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, que mede em Parintins, o nível do rio, as águas baixaram cerca de 12 cm desde o pico máximo, que ocorreu há duas semanas.
“O nível do rio atingiu 9m30 e desde lá ja baixou 12cm, gradativamente. A média é de descida de dois centímetros a três centímetros ao dia em Barreirinha, o mesmo que Parintins”, disse o subcoordenador de Defesa Civil do Baixo Amazonas, Wilson Silva.
Em Barreirinha, apesar das águas, a prefeitura já iniciou a elaboração de projetos para reestruturar a cidade, principalmente, nas ruas das zonas mais atingidas pela enchente.
“Nós verificamos que o sistema viário foi todo danificado. Essa enchente foi um sufoco, tivemos um prejuízo maior do que em 2009. Já conversamos com o Governador do Amazonas e colocamos para ele os possíveis estrago que a água provocou nas ruas e prédios da cidade. Estamos elaborando projetos e encaminhando a todas as secretarias do Estado para que possamos fazer parcerias e recuperar a cidade”, disse o prefeito de Barreirinha, Mecias Pereira Batista.
Uma das alternativas para recuperar e evitar, de vez, possíveis estragos nas ruas da cidade será a recontrução viária utilizando concreto, segundo Mecias.
“Como a orla foi pouco atingida, não vamos mexer nela.Seria um valor absurdo. Mas, as demais ruas, que foram mais atingidas pela enchente vamos pavimentá-las com concreto, porque com esse material, pode alagar o quanto quiser que não estraga a rua. Nós já apresentamos o projeto a Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas, estamos conversando com o governador e apontando que 70% das ruas devem ser reasfaltadas e 40% pavimentadas com concreto”, disse.
Terra Preta
Para prevenir novos prejuízos à população de Barreirinha, o prefeito Mecias Batista disse que, dentro dos planos de recuperação da cidade, está a pavimentação de comunidades locais e citou como exemplo a comunidade da Terra Preta.


Demóstenes acusa Gurgel

Demóstenes mira em Gurgel e aponta "conspiração"


Senador Demóstenes Torres durante depoimento ao Conselho de Ética no Senado (Foto: AE)Em depoimento para se defender em processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado nesta terça-feira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) dirigiu suas críticas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e ao que chamou de uma "conspiração" para destruí-lo.


Leia também:Gilmar Mendes diz que estão tentando desmoralizá-lo
Demóstenes nega ser sócio oculto da Delta
Demóstenes admite que Cachoeira pagava seu celular
Em sua defesa, Demóstenes admite amizade com Cachoeira
O processo foi aberto para apurar se Demóstenes agiu de forma antiética ou se quebrou o decoro, após terem vindo à tona denúncias de que teria usado seu mandato e suas relações para atuar em favor do empresário Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar uma rede de jogos ilegais.
Demóstenes questionou a decisão do procurador de não apresentar denúncia em 2009, quando recebeu informações da operação Vegas, realizada pela Polícia Federal.
"Ele prevaricou... Prevaricação exige o elemento que é para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. Mas em relação à improbidade administrativa, é evidente", disse Demóstenes, argumentando que Gurgel deveria ter tomado alguma atitude como arquivar ou denunciar o caso ao foro competente.
"Mais dia, menos dia, ele vai ter que explicar porque fez dessa forma."
A suposta demora de Gurgel em acionar o Supremo Tribunal Federal por conta da Operação Vegas foi alvo de críticas de membros da CPI que investiga as relações de Cachoeira, especialmente de petistas.
Em resposta por escrito à CPI, Gurgel alega que não havia indícios para acionar o Supremo à época, mas como considerou as informações da operação "promissoras", ele adotou a estratégia de não acionar o Supremo naquele momento o que, segundo ele, levou à Operação Monte Carlo, da PF, que resultou na prisão de Cachoeira.
Demóstenes se disse vítima de uma "conspiração" de policiais federais e de integrantes do Ministério Público para "pegar um parlamentar e destruí-lo, criar um Estado policialesco".
O senador negou ainda relação com jogos ilegais, mas admitiu que mantinha uma relação de amizade com Cachoeira.
O senador afirmou ainda que chegou a pensar em renunciar ao seu mandato.
"Vivo um momento que eu jamais esperaria passar. A partir de 29 de fevereiro deste ano, eu passei a enfrentar algo que nunca tinha enfrentando em minha vida: depressão, remédio para dormir e que não faz efeito, fuga dos amigos e talvez a campanha sistemática mais orquestrada da história do Brasil", afirmou o senador ao começar sua defesa.
"Pensei nas piores coisas, pensei em renunciar ao meu mandato", acrescentou.
As acusações contra Demóstenes, que levaram o parlamentar a pedir no início de abril sua desfiliação do DEM, surgiram a partir de interceptações telefônicas da Polícia Federal.
"Eu jamais tive qualquer participação em esquema de jogos ilegais", afirmou o senador, durante seu depoimento no Conselho de Ética.
"Reafirmo que tinha amizade com ele (Cachoeira)", declarou Demóstenes, ressaltando que Cachoeira tinha muitas relações sociais e mantinha diálogos "com cinco governadores".
Segundo o senador, Cachoeira teria garantido que trabalhava como empresário e que já não praticava atividade que pudesse ser considerada contravenção.
"O que ele disse a mim, disse também a outras pessoas, que não lidava mais com jogos", afirmou o senador aos colegas, que devem votar no fim de junho um relatório que pode recomendar sua cassação. Uma vez aprovado no Conselho de Ética, o relatório ainda será submetido a voto secreto no plenário do Senado.
"JOGANDO VERDE"
Em resposta a denúncias de que teria passado a Cachoeira informações de reuniões reservadas com autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo, Demóstenes afirmou que estava "jogando verde", para checar se o amigo tinha envolvimento com jogos ilegais.
"O único propósito era para saber se ele realmente estava no jogo", justificou.
O senador também negou ter atuado como "lobista" da descriminalização dos jogos. "Jamais fiz isso", disse. "Que lobista sou eu que nunca procurou nenhum colega senador para legalizar jogo?", questionou.
Pesam ainda contra Demóstenes denúncias de que teria utilizado um aparelho de telefone/rádio oferecido e pago por Cachoeira. O telefone, habilitado nos Estados Unidos, seria protegido contra interceptações telefônicas.
O senador argumentou ter aceitado o telefone por "comodidade" e que usava o aparelho para se comunicar com "várias pessoas". "Eu não tinha como adivinhar que isso era utilizado para outras finalidades."
Demóstenes negou ainda ter recebido a informação de que o telefone não poderia ser grampeado e recebeu críticas de seus colegas.
"Como pode um senador da República ter qualquer coisa doada por qualquer cidadão? Quanto mais um cidadão que era um contraventor, de conhecimento público?", questionou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
No início de seu depoimento, o senador utilizou a tese de sua defesa, que critica toda a investigação sobre o envolvimento entre Demóstenes e Cachoeira. Seus advogados argumentam que a investigação e coleta de provas tinha de ser autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o senador tem foro privilegiado.
Demóstenes é também alvo de inquérito aberto em março pelo STF, que solicitou ainda a quebra do sigilo bancário do senador por suas ligações com Cachoeira.
(Edição de Eduardo Simões)

SAIU NOVO ROMANCE DE ROGEL SAMUEL

SAIU NOVO ROMANCE DE R. SAMUEL

Cheia do Rio Negro já afeta as áreas do Prosamim, em Manaus

Cheia do Rio Negro já afeta as áreas do Prosamim, em Manaus

Rio Negro atingiu a cota de 29,96 metros nesta segunda e continua subindo 1 centímetro por dia
[ i ]Enchente já tomou conta da área de lazer do Prosamim, do bairro Raiz. Foto: Raimundo ValentimEnchente já tomou conta da área de lazer do Prosamim, do bairro Raiz.
Manaus - A quatro centímetros de atingir a cota de30 metros, a cheia do Rio Negro ameaça áreas do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), no bairro Raiz, zona sul de Manaus.
“Eu nunca vi o igarapé chegar a este nível. Espero que não invada os apartamentos do térreo”, comentou a dona de casa Maria Erivânia Brandão, 32, moradora do Parque Residencial Professor Gilberto Mestrinho.
Em grande parte do igarapé que corta o parque residencial, a água está próxima à Avenida Beira Rio, via que corta o local.
Para o morador do bloco do parque, o motorista de caçamba Erivan Costa, 27, confirmou que algumas áreas do local já foram afetadas. “A água já alagou um jardim que existia próximo à quadra de esportes. Parte de uma área que as crianças brincavam também já foi alagada”, confirmou.
“Se bem que comparado com antes, quando as águas invadiam nossas casas, agora está muito melhor”, comparou Costa.
Por meio da assessoria de imprensa, o Prosamin informou que os condomínios foram planejados para suportar cheias acima de30 metrose descartou a possibilidade de invasão das águas nos apartamentos.
Ainda segundo a assessoria, informações dos órgãos de monitoramento da cota do rio, indicam que o Rio Negro irá baixar a cota a partir dos próximos dias.

TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução do Wu Jyn Cherng


Há algo completamente entorpecido
Anterior à criação do céu e da terra
Quieto e êrmo
Independente e inalterável
Move-se em círculo e não se exaure
Pode-se considerá-lo a Mãe sob o céu
Eu não conheço seu nome
Chamo-o de Caminho
Esforçando-me por denominá-lo, chamo-o de Grande
Grande significa Ir
Ir significa Distante
Distante significa Retornar
O Caminho é grande
O céu é grande
A terra é grande
O rei é grande
Dentro do universo há quatro grandes, e o rei é um deles
O homem se orienta pela terra
A terra se orienta pelo céu
O céu se orienta pelo Caminho
O Caminho se orienta por sua própria natureza
 WANG: Rei-Celeste (Deus-onipotente); simboliza a Consciência Real que está em toda parte.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

domingo, 27 de maio de 2012

POSSÍVEL NOTURNO



POSSÍVEL NOTURNO EM LÁ MENOR


l. ruas


Ah!
Esta lua
Neste fim de rua.

Os homens se devoram
Mesmo sobre cadáveres
E ainda chorando a morte
Matam a própria vida.

Esta lua
Somente lua
Neste absolutamente
Fim de rua.

Para o fim da escura rua
Bêbedos passos caminham.
Minha sombra, minha dor,
Meu desengano também.

Ah!
Esta lua
Neste fim de rua.


TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução do Mestre Wu Jyn Cherng

Quem respira apressado não dura
Quem alarga os passos não caminha
Quem vê por si não se ilumina
Quem aprova por si não resplandece
Quem se auto-enriquece não cria a obra
Quem se exalta não cresce
Esses, para o Caminho, são como os restos de alimento de uma oferenda
Coisas desprezadas por todos
Por isso, quem possui o Caminho não atua desse modo

sábado, 26 de maio de 2012

Antropólogo Gilberto Velho morre no Rio, aos 66 anos

Antropólogo Gilberto Velho morre no Rio, aos 66 anos

Acadêmico era decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ. Ele teve um AVC na noite deste sábado

iG Rio de Janeiro |

Foto: Reprodução da internet
Gilberto Velho morreu após ter AVC enquanto dormia, na madrugada deste sábado (14)
O antropólogo Gilberto Velho morreu na madrugada deste sábado, aos 66 anos, no Rio, enquanto dormia em casa, em Ipanema. Cardiopata, ele sofreu um acidente vascular cerebral.
Gilberto Velho era decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ desde 1999 e membro da Academia Brasileira de Ciências desde junho de 2000.
Sua obra tem ênfase no estudo de camadas médias e elites urbanas, mas aborda ainda áreas diversificadas como a antropologia das sociedades complexas, a teoria da cultura, a antropologia e sociologia da arte, estudos de transe e possessão, desvio, a problemática do uso de drogas, violência e interpretações do Brasil.
Mais recentemente, vinha trabalhando em estabelecer comparações entre o Brasil e outras sociedades, mais especificamente, com Portugal.
Ele foi autor e organizador de 16 livros – entre as principais obras estão "Mudança, Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo" (2002) e "A Utopia Urbana: um estudo de antropologia social" (1973) –, escreveu mais de 160 artigos em periódicos nacionais e internacionais e orientou mais de 60 teses de doutorado e mestrado.
Doutor em Ciências Humanas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, fez o mestrado em Antropologia Social e bacharelado em Ciências Sociais na UFRJ. Depois, fez especialização em Antropologia Urbana e Sociedades Complexas no Departamento de Antropologia da Universidade do Texas, em Austin.
Foi professor visitante e conferencista em universidades como Northwestern University, Boston University, Columbia University, Berkeley University, University of Texas (Austin), Universidade de Utrech e Universidade de Leiden (Holanda).
O enterro será neste domingo, às 17h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

AMÉLIA PAIS FALECEU ESTA NOITE

AMÉLIA PAIS FALECEU ESTA NOITE

 

 

ROGEL SAMUEL

 

Amélia Pais faleceu esta noite
e eu só então passo a conhecê-la.

Diariamente eu recebia o email
"A companhia do Poeta"
e sempre abria
e às vezes reproduzia no meu blog

às vezes deixava esquecido

Um dia ela mandou que se recadastrassem
aqueles que queria continuar a recebê-lo

Não o fiz, ela não me deletou

às vezes me irritava ela
pois nunca linkava meu blog nos seus
(e eu vingava-me
não fazendo a reciprocidade)

e não me considera como poeta e escritor (nunca me citou)

mas era briga de namorados
eu continuava-lhe fiel
do meu lado fiel
pois a conheci há muitos anos
que eu prometi visitá-la
e não o fiz

Quem irá substituí-la?
quem vai continuar a mandar um poema por dia?
um poema, uma foto, uma flor?
quem vai fazer-nos ter
novamente
a companhia do poeta?

FALECIMENTO DE AMELIA PAIS

 

AMÉLIA PAIS FALECEU ESTA NOITE

O que há de misterioso em Amélia Pais

      O que há de misterioso em Amélia Pais

 

Por Maria José Limeira

Amélia Pinto Pais, escritora. Alegre ou triste?Tranquila ou arrebatada? Aberta, generosa,misteriosa? Quem poderá explicá-la, a não ser ela mesma, nesta belíssima Entrevista que se dignou nos conceder, numa tarde de domingo?
"Sou uma pessoinha, de 1,45m de altura: o que poderá haver de misterioso em mim? - diz Amélia,na humildade que lhe é peculiar, lançando mão de um dos escritores de sua preferência (Fernando Pessoa/Alberto Caieiro), para se explicar: "Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
Nascida em 1943, originária de uma aldeia na Beira Alta, Portugal, residente em Leiria, Professora do Ensino Secundário, nas cadeiras de Francês, Português e Literatura Portuguesa, Amélia não gosta de comentar o passado.
Por isso, não está nos seus planos escrever Memórias, nem mesmo quando se trata de falar sobre a atividade de Educadora, que abraçou, por profissão e vocação.
Ensaísta de primeira linha e poeta de vez em quando, apaixonou-se por Camões aos 14 anos de idade, ao conhecer "Os Lusíadas".
Circulam em Portugal vários estudos de sua autoria sobre esse autor.
É autora, ainda, de ensaios abordando obras de Gil Vicente e Fernando Pessoa.
Apesar de se definir como "pessoinha" que gosta de "tecer afetos", Amélia revela-se, ao contrário, uma alma grande e generosa, com admirável capacidade de sonho e entusiasmo,qualidades que considera essenciais no serhumano.
Escritora arisca, tímida por natureza, e discreta por escolha, Amélia não é uma pessoa que se entrega no primeiro momento.
É preciso buscá-la nas profundezas onde se esconde por inteiro, para trazê-la à luz do nosso fraco entender.
Nessa procura, encontramos a essência do seu pensamento, em clarões que espocam a todo momento, no decorrer da Entrevista:

"Eu não sei o que é isso de ser feliz ou de felicidade... Mas sei o que é viver contente".
"Não é fácil ser Professor em tempo de Ditadura".
"Educar, para mim, é troca de afetos".
"Continuamos basicamente a chorar e a rir das mesmas coisas que os homens das cavernas".
"Todas as perdas são tristezas".
"Não sou muito de contar. Sou mais dada a reflectir."
Conhecer um pouco de Amélia Pinto Pais é mergulhar no mundo maravilhoso de Camões,Fernando Pessoa, e de todos os grandes
poetas-pensadores dos quais é admiradora...



1. Amélia Pinto Pais: quem é você?

R: Foi irresistível a tentação de responder com um «Quem me dirá quem sou?», repetindo, assim, a interrogação existencial de Fernando Pessoa...Bom, quem sou eu? Difícil, não é? Sou uma pessoa normal, vulgar, que gosta de tecer afectos e de muitas outras coisas que dão sentido à vida.

2. Já tentou olhar-se de longe, como outra pessoa a olharia? Gostou do que viu? Ou não?

R: Gosto mais de me sentir através do olhar daqueles que estimo...tenho tido a sorte de encontrar bons amigos que gostam do que vêem em mim...

3. Não gosta de dar entrevistas a jornalistas. Porquê?

R: Não é bem verdade. Nunca recusei ser entrevistada. Só que não acontece com muita frequência – isso é normal, não? Afinal há tanta gente colunável para entrevistar...

4. O que mais admira nas pessoas?

R: A honestidade e a humildade. E a capacidade de sonho e entusiasmo. E, talvez acima de tudo o resto, a bondade e generosidade.

5. O que mais detesta nelas?

R: A hipocrisia, a petulância, o autoritarismo...

6. Se fosse definir qual a sua maior tristeza, que história contaria?

R :Não gosto muito de contar tristezas – mas sem dúvida todas as perdas, aos diversos níveis, sobretudo as irreversíveis.

7. E, já que falamos de tristeza, por que não recordar alegrias? Conte-nos da sua maior alegria...

R: A nível cívico: o 25 de abril de 1974

A nível pessoal: o nascimento do meu sobrinho único e a boa recepção aos meus livros.

8. Você parece uma pessoa muito exigente consigo mesma. O que lhe falta para ser feliz?

R: Eu não sei o que é isso de ser feliz ou de felicidade...mas sei o que é viver contente. E eu procuro ir acumulando momentos contentes. Procuro valorizar o que vou conseguindo e não pensar no não conseguido. E tenho muitas coisas que me tornam grata à vida («Gracias a la vida/ que me ha dado tanto...») – saúde razoável, dinheiro que vai chegando para o essencial e alguns acessórios, um trabalho no qual me senti realizada; e, sobretudo, a grande sorte de ter encontrado e encontrar sempre gente que me quer bem e a quem quero bem. Tudo o resto, realmente, não passa de acessório, de secundário...de pequenos contratempos, afinal. Já reparou que grande parte das pessoas não distingue entre o essencial e o acessório? E isso é causa de infelicidades várias...

9. Profissionalmente, você passou quase uma vida inteira em sala de aula, ajudando a formar gerações. Valeu a pena? Porquê?

R: Eu acho que não poderia ter feito outro trabalho na vida. Ser professor foi, ao longo de 36 anos, – tem sido – um trabalho criador e de ajuda ao crescimento. Portanto, valeu – vale sempre a pena. Como trabalho, nem tanto como emprego...Fiz aquilo de que gostei e ainda por cima fui paga para fazê-lo. Repare: - se se pensasse sempre deste modo, se calhar vivíamos mais contentes todos.

10. Como Educadora, você atravessou tempos difíceis, pois depois da Imprensa, foi nas salas de aula que a Ditadura Salazar mais exerceu sua tirania. Como conseguiu atravessar esse tempo sem se contaminar?

R: Não era fácil ser professor em tempo de ditadura. Mas era possível . Devo a um professor que tive, aí pelos meus 14 anos, a abertura à compreensão do que me rodeava. Como professora (ensinei ainda 8 anos em regime fascista), tive de ter a habilidade de falar das coisas sem as nomear, de modo claro, mas não evidente. Os textos literários ajudaram bastante a abrir perspectivas, incluindo os clássicos –por exemplo, Gil Vicente, que fazia dizer ao Anjo «Não se embarca tirania / neste batel divinal» ou, na fala do lavrador, «Nós somos vida das gentes/ e morte de nossas vidas», ou Camões e a sua denúncia do «desconcerto do mundo», ou António Vieira, defendendo os índios e recusando a guerra, como monstro, tempestade, calamidade das calamidades. E denunciando a universal antropofagia em que, como os peixes, os homens se comem uns aos outros e, mais grave ainda, os grandes comem os pequenos , tornando-se estes «o pão quotidiano dos grandes»...Isto só para falar dos clássicos...

11. Nunca pensou em escrever Memórias?

R: Não gosto muito de regressos ao passado. Costumo dizer que não tenho grandes saudades de infância, adolescência...tenho, sim, saudades de pessoas, inclusive, por vezes, de outros «mins»... E eu fui sempre uma pessoa, com algumas qualidades e defeitos, mas sem grande importância. Importantes foram ,sim, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, João XXIII, Nelson Mandela, penso que, também Xanana Gusmão.., os santos do século XX, afinal. Ou os grandes poetas, escritores, artistas que ajudaram a tornar-nos os dias mais contentes. E os cientistas que tornaram a nossa vida mais viável...

12. Se fosse escrever suas Memórias, que fatos citaria como marcantes em sua vida de Escritora, Educadora e Cidadã?

R: Decididamente não irei escrever Memórias...

13. Você participou das mudanças que a Educação sofreu, a partir dos anos 60, quando o Professor deixou de ser uma figura autoritária e desceu do púlpito para entender melhor o que se passava com os alunos, misturando-se com eles, para explicar o que havia ao redor... Acha que essas mudanças trouxeram benefícios à Humanidade? Ou, a partir dali, tudo se complicou?

R: As mudanças em Portugal foram mais tardias – verdadeiramente só a partir de 1974...Mas eu nunca fui esse tipo de professor autoritário e distante. Educar é para mim troca de afectos, discurso amoroso, tal como é entendido por Barthes, obra que implica entusiasmo – deus em nós – mais do que transmissão de saberes. Ou por outra, só se transmite saberes se se for capaz dessa empatia que eu chamo troca de afectos...

Creio que esse é o modo correcto de se estar ou ser professor. Outra coisa foram mudanças facilitistas que prejudicaram sobretudo o correcto relacionamento na aula e, assim sendo, as aprendizagens. Nem sempre se conseguiu estabelecer a diferença entre ser autoritário e ter autoridade...Mas isso era conversa longa...

14. Poderia nos contar algum fato inusitado que lhe aconteceu em sala de aula, na convivência com os jovens?

R: Fui feliz sempre que senti que os meus alunos ficavam melhores, como pessoas, e com um olhar mais atento à compreensão do mundo que os rodeava.. Mas, claro, que, como costumava dizer-lhes, gostaria que, depois de se cruzarem comigo na vida, ficassem melhores como pessoas e cidadãos e, de preferência e simultaneamente, mais sábios...seria então oiro sobre azul. Ficava infeliz quando esta mensagem não passava ou os meus alunos achavam que era algo «careta»...ou «papo de padre».Mas tive quase sempre grandes alegrias no meu trabalho. Creio que os meus alunos sempre sentiram que eu os estimava e que, no geral, eles me retribuíam. E estima significou antes de mais, respeito pelos seus ritmos de crescimento próprios, sem invasão da sua privacidade, nem paternalismos ...

15. A profissão de Educadora reserva algumas surpresas. Você foi pega de surpresa, alguma vez?

R: Não estou muito com vontade para contar – mais para reflectir... desculpe, não é fugir às questões, é que, como lhe disse, não tenho propensão para memórias...

16. O mundo é mais feliz hoje do que antigamente? Porquê?

R:Não acho que seja mais feliz do que dantes Enquanto virmos, ouvirmos e lermos será preciso ser-se inconsciente para estarmos contentes com o mundo que nos rodeia. É que, se os progressos foram grandes aos diversos níveis, nomeadamente os científicos e tecnológicos, a nível do ser não se avançou muito. Continuamos basicamente a chorar e a rir das mesmas coisas que os homens das cavernas, possivelmente. Amamos, odiamos como sempre fizemos. Também por isso lemos poemas de amor bem antigos e gostamos deles...Porque, mesmo antigos, eles nos tocam...

Agora houve factores de progresso reais: - a noção de direitos do homem, (mesmo se eles continuam a ser desrespeitados um pouco por todo o lado), a noção de Igualdade – Liberdade - Fraternidade...Neste momento, quando desrespeitados os direitos do homem, o desrespeito tem de ser disfarçado, porque há mecanismos de controle e de censura ética diversos...e é mais difícil ser-se ditador quando se torna impossível controlar a informação. E, nesse aspecto, as novas tecnologias ajudaram bastante.Lembra-se das campanhas mediáticas e de envios de fax e mails aquando do massacre de Tienanmen ou dos massacres em Timor Lorosae ? É agora mais difícil ignorar as barbaridades que se cometem...a opinião pública tornou-se uma força importantíssima e muitas vezes bem actuante...E, apesar da obstrução dos patrões do mundo, os USA,(não confundo USA com ‘americanos’) acredito que foi um avanço a criação do TPI...

17. Você é uma grande ensaísta, como escritora. Tentou, alguma vez, fazer poesia? Poderia recitar agora um Poema curto dos seus?

R: Só fui poeta há muitos anos (ou seja, poeta sazonal...) – e desse tempo guardo cerca de 20 poemas que intitulei Intervalos do Sentir. Têm sido publicados na net, nomeadamente na lista Poesia Eternamente...Não me levo muito a sério como poeta. Então é preferível dizer: estive poeta em vez de fui (e muito menos sou) poeta. Não posso recitar, porque não posso pôr som no meu PC, mas para lhe agradar, transcrevo um deles, justamente o mais antigo (1968 ?)

Vi

No fundo do mar

Algas salgadas

Grandes

e tristes.



Dói

Saber

Que há algas

Grandes e tristes

Dentro do mar.

18. Você apaixonou-se, literalmente, por Camões, tanto que escreveu vários livros sobre ele. O que tem esse autor, que tanto lhe atrai?

R:Só se escreve, creio, sobre o que nos apaixona...e aquilo que podemos chamar de paixão por Camões deveu-se a um primeiro contacto feliz com Os Lusíadas, graças à leitura feita por um antigo professor, tinha eu 14 anos. Daí para a frente, foi a descoberta da sua poesia lírica e as sucessivas releituras que dela e do poema épico vim fazendo. Como é próprio de qualquer clássico, a sua obra nunca acaba de se ler e em cada leitura descobrimos novos motivos de prazer. Camões tem sobre outros grandes seus contemporâneos a vantagem do tal «saber só de experiências feito» de que ele fala –foi o primeiro artista ocidental a cruzar o Equador e a sentir na carne o contacto com culturas e povos diversos dos europeus. E como não lhe faltava igualmente o«honesto estudo», conseguiu integrar saber e experiência numa visão do mundo e da vida original e bem sua.

Ninguém como ele no seu tempo se debruçou sobre a dialéctica amorosa que subjaz à sua lírica atormentada – como ninguém como ele foi capaz de harmonizar, pelo canto, o «suspirar», (retomo o título de uma polémica pioética do s.XV, «O Cuidar e o Suspirar») o amor petrarquista e neoplatónico - com o desejo físico, sensual, dando-nos uma das mais belas criações do mundo na sua Ilha de Vénus – em que, através das relações eróticas, os homens ganham dimensão divina e os deuses se reconhecem como humanos e apenas bons «para fazer versos deleitosos». O erotismo, despido de sombra do pecado, vidsto, assim, como força que diviniza os humanos, que bem amam.-

Estamos, então, perante um dos maiores poetas do mundo e, felizmente para nós, cidadãos da mesma língua, escrevendo em português ( a propósito, parece que o português de Camões está mais próximo, a nível de pronúcia, do actual 'brasileiro, sabia? - Foi possível conclui-lo, a partir do estudo das sonoridades dos seus versos e, em particular, d'Os Lusíadas) . Muito mais haveria a dizer . Pela minha parte, tentei dizê-lo aos meus alunos e aos que leram e lêem, desde 1982,os meus, já em número de seis, livros sobre Camões.

Mas Camões não é a minha única paixão literária. Também escrevi, como deve saber, um Para Compreender Fernando Pessoa...e tenho outras paixões sobre as quais não escrevi...

19. O Século XX foi um celeiro de grandes pensadores. Na sua opinião, qual o Pensador do Século? Por que ele é o maior para você?

R: Se me pedir poetas, escritores, talvez possa indicar alguns... mas pensadores ... bom, vou citar alguns que participam das duas vertentes, aqueles que, segundo li não sei já onde, mas venho repetindo, construíram universos próprios .Por ordem mais ou menos cronológica: Fernando Pessoa (há um universo pessoano próprio...),Franz Kafka, Samuel Beckett, Jorge Luís Borges.

Mas haveria, certamente, outros...nomeadamente os mais assumidamente filósofos...e naturalmente, outros grandes poetas e ficcionistas.

20. Cite uma frase de alguém, de ontem ou de hoje, digna de figurar num quadro, pendurado na parede do seu quarto, para ser sempre lembrada...

R: Há duas que me não canso de repetir. A primeira é de Terêncio e diz:«Sou humano e nada do que é humano considero alheio a mim»; a outra é de Voltaire e diz:«Não penso como tu, mas seria capaz de morrer para teres o direito de pensar diferentemente de mim» - esta é a melhor definição de tolerância que conheço.

E acrescento um verso de um poeta, de certo modo maldito junto dos pensadores «de esquerda»:«Amo, ergo sum – e precisamente na exacta proporção» - é de Ezra Pound...

21. Que mensagem mandaria aos jovens do Século XXI?

R: «Merece (çam) o que sonhas (m...)» - é de Octavio Paz (in Águia ou Sol?)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

SHAKESPEARE EM SÃO PAULO

O dramaturgo William Shakespeare - Reprodução
 
Na Inglaterra, tornou-se tradição encenar anualmente todas as 39 peças de William Shakespeare (1564-1616) - mais que respeito, homenagem a uma das principais obras dramatúrgicas de todos os tempos. O desafio agora chega ao Brasil, pelas mãos do produtor Alexandre Brazil: a partir de outubro, quando estrear Ricardo III no Teatro Sérgio Cardoso, sob a direção de Marco Antônio Rodrigues, começa o Projeto 39, que ambiciona montar, em dez anos, todos os 39 textos do bardo, desde a primeira, Henrique VI (de 1590) até a última, A Tempestade (1611).
“Fixaremos a galeria de mais de 800 personagens shakespearianos para o prazer do público”, acredita Brazil, que já conseguiu alinhavar os primeiros diretores para o projeto. E também atores: Leonardo Brício será o protagonista de Ricardo III. O desafio, que conta também com supervisão de produção de Erike Busoni, já recebeu apoios importantes, como o da crítica, tradutora e pesquisadora Bárbara Heliodora.
“A proposta é, no mínimo, um desafio dos maiores que se possa enfrentar no teatro”, afirma ela. “Por outro lado, existe a vantagem de garantir a seus realizadores que, ao menos por uma década, jamais ficarão entediados, pois a variedade de temas e gêneros abrangida pela obra dramática de Shakespeare é tão grande que só surpreende que ela tenha sido realizada por um só homem.”
A ideia surgiu quando Alexandre Brazil montou, no ano passado, justamente a última peça escrita por Shakespeare, A Tempestade. A produção começou no espaço administrado pelo Movimento Artístico para Transformação Integrado pela Liberdade, Direitos e Entretenimento, o Matilde, em São Caetano do Sul. Lá, enquanto um grupo de 80 pessoas participava da criação da peça, fermentava-se a ideia arrojada de se montar a obra completa do autor inglês. Formatado o projeto, o grupo começou a convidar outros artistas. “A expectativa é a participação de centenas de profissionais entre diretores, atores, criadores, produtores e técnicos”, acredita Busoni.
O proveito para o teatro nacional será incalculável, avalia Bárbara Heliodora. “Shakespeare passou a vida tendo um grande caso de amor com a humanidade, e disso nasceu a maior força de uma dramaturgia épica.”
Primeiras peças:
Ricardo III, por Marco Antônio Rodrigues, estreia em outubro de 2012
Romeu e Julieta, por Vladimir Capella, em 2013
Troilo & Créssida, por André Garolli, em 2013
As Alegres Comadres de Windsor, por Cacá Rosset, chega em 2014
Timon de Atenas, por Aderbal Freire-Filho, em 2014

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SUBMARINO NUCLEAR PEGA FOGO

Os danos causados pelo fogo ficaram limitados ao compartimento frontal, que inclui os quartos da tripulação e as salas de comando e controle do submarino de ataque USS Miami, afirmou o contra-almirante Rick Breckenridge em comunicado.
Breckenridge, que é encarregado pelos submarinos da região, disse que o reator nuclear do navio está fechado há mais de dois meses e continuou em condições seguras e estáveis. Não havia armas a bordo na sala de torpedos, disse.
A causa do incêndio ainda não foi identificada, afirmou o contra-almirante. Uma investigação completa está em curso.
O fogo se espalhou para áreas de difícil acesso dentro do submarino, afirmou Breckenridge, aumentando as dificuldades para os bombeiros. O incêndio foi controlado pelo Departamento de Incêndios do Estaleiro Naval de Portsmouth e pelas forças do navio, juntamente com outros departamentos de incêndio de várias outras áreas.
Os feridos são três bombeiros do estaleiro de Portsmouth, dois membros da tripulação e dois bombeiros civis que davam apoio. Todos foram tratados no local do incidente ou levados para ambulatórios médicos locais e já foram liberados.

JORGE TUFIC


AS QUATRO ESTAÇÕES E OUTROS

Nunca a vi chegar
nem partir; pus-me a sorrir
ao vê-la passar.
***
Sem mais guarda-chuva,
rompe o sol; com guarda-sol
e olhar de saúva.
***
Violino à Verlaine
o outono é folha sem dono.
Lama de ninguém.
***
O inverno, me disse
um velho que tinha um castelo:
- é irmão da velhice.

O ENIGMA
Vejo este azul,
mas vê-lo não basta.
Ele inscreve a distância
que vai do inseto
ao forno das estrelas
- nas quais, universo,
devora-se, e canta.

AFGANISTÃO

Revestidas de ouro
e papel,
as rochas metálicas, uma por uma,
tombam
sob um coro de
lágrimas.

Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento. A proposta transforma em lei uma decisão já tomada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011, quando reconheceu a união estável de homossexuais como unidade familiar.
A proposta, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados, onde deverá enfrentar muito mais resistência do que no Senado, especialmente por parte da chamada bancada evangélica.

Em seu relatório sobre o PL, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu a proposta lembrando que o Congresso está atrasado não apenas em relação ao STF, quanto em relação à Receita Federal e ao INSS, que já reconhecem casais do mesmo sexo em suas normas. A senadora lembra, no entanto, que a conversão de união estável em casamento não tem qualquer relação com o casamento religioso.

"O projeto dispõe somente sobre a união estável e o casamento civil, sem qualquer impacto sobre o casamento religioso. Dessa forma, não fere de modo algum a liberdade de organização religiosa nem a de crença de qualquer pessoa, embora garanta, por outro lado, que a fé de uns não se sobreponha à liberdade pessoal de outros", apontou em seu relatório.

Apesar da decisão do STF, que serve de jurisprudência para as demais esferas judiciais, casais homossexuais têm tido dificuldade em obter na Justiça a conversão, mesmo em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Vários juízes alegam, apesar da decisão do órgão superior, que não há legislação a respeito. Durante a votação do STF, o então presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, cobrou do Congresso que "assumisse a tarefa que até agora não se sentiu propensa a fazer" e transformasse a conversão em lei.

Desemprego cai para 6% em abril, aponta IBGE

Desemprego cai para 6% em abril, aponta IBGE

Taxa de desocupação no País é a menor para abril desde 2002, quando iniciou a série histórica; em março indicador havia sido de 6,2%

Reuters |

quarta-feira, 23 de maio de 2012

EGITO

TAO


TAO TE CHING - Lao Tse - O Livro do Caminho - Tradução do Mestre Wu Jyn Cherng

Falar pouco é o natural
Um redemoinho não dura uma manhã
Uma rajada de chuva não dura um dia
De onde provêm essas coisas?
Do céu e da terra
Se nem o céu e a terra podem produzir coisas duráveis
Quanto mais os seres humanos!
Por isso, quem segue e realiza através do Caminho adquire o Caminho
Quem se iguala à Virtude adquire a Virtude
Quem se iguala à perda, perde o Caminho
Convicção insuficiente leva à não convicção


terça-feira, 22 de maio de 2012