quinta-feira, 3 de março de 2011

Marta promete agilizar votação da lei que torna crime homofobia








Marta promete agilizar votação da lei que torna crime homofobia



GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Escolhida nesta quarta-feira para relatar no Senado o projeto que criminaliza a homofobia, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) prometeu dar celeridade à votação da matéria. O projeto tramita na CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado e ainda precisa passar pela análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de seguir para o plenário da Casa.


Marta foi designada relatora pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que assumiu a presidência da CDH do Senado nesta quarta-feira. A senadora disse que, diante das situações extremas de agressões registradas contra homossexuais nos últimos meses, o Congresso deve ter pressa para analisar a matéria.

"Não podemos mais admitir situações de homicídio, que temos presenciado, de humilhação, xingamentos e espancamentos de homossexuais", afirmou Marta.

A proposta prevê punição para uma série de discriminações e preconceitos, entre eles pela orientação sexual. O projeto chegou a ser arquivado no final da última legislatura, mas Marta reuniu as 27 assinaturas necessárias para permitir que voltasse a tramitar no Senado.

A principal barreira para a aprovação do texto está na bancada evangélica, que vê a possibilidade de censura às pregações dos pastores. A ABLGT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), por outro lado, se articula para fazer uma ampla defesa do projeto no Congresso.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coreia do Norte ameaça atacar Coreia do Sul e EUA


Dom, 27 Fev, 09h02



A Coreia do Norte ameaçou ontem ampliar seu arsenal nuclear e atacar a Coreia do Sul e os Estados Unidos, uma vez que os aliados se preparam para dar início a exercícios militares conjuntos que, segundo o Norte, são um ensaio para uma invasão. O alerta pode reacender as tensões na península coreana, que ganharam força no ano passado após dois incidentes.


A Coreia do Norte atirou contra uma ilha sul-coreana em novembro, matando quatro pessoas. O ataque ocorreu oito meses depois do afundamento de um navio de guerra sul-coreano, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte negou ter atirado um torpedo contra o navio.


Desta vez, a Coreia do Norte classificou os exercícios conjuntos entre a Coreia do Sul e os EUA de "perigoso esquema militar." O Exército norte-coreano acusou os dois países de conspirar para derrubar o governo comunista do Norte e afirmou que, se provocada, a Coreia do Norte dará início uma guerra em "escala total", tomará "ações impiedosas" e transformará Seul em um "mar de chamas".




A Coreia do Norte alertou que vai tomar uma "ação de ataque a míssil" contra o que chamou de medidas pelos EUA e pela Coreia do Sul para eliminar os mísseis do Norte. O comunicado não forneceu mais detalhes. Uma autoridade do Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que o país está ciente dos alertas do Norte e observando de perto os movimentos militares. A autoridade falou sob a condição de anonimato, citando regras do ministério. As informações são da Associated Press.

Inocente é preso, acusado de estupro, violentado na cadeia e contrai Aids







Heberson Oliveira, 30, foi acusado de estupro, foi preso e depois inocentado, mas perdeu a vida. Hoje vagueia como uma sombra sem vida



'O vício é o que me mantém vivo’
Heberson tem consciência de que seu estilo de vida o está prejudicando. Tem perdido peso e volta e meia chega em casa tossindo forte

Manaus, 26 de Fevereiro de 2011

Leandro Prazeres
É fácil reprovar usuários de drogas e considerá-los fracos por se renderem ao vício. Mas no caso de Heberson, condená-lo por isso é difícil. Em meio ao abismo da depressão, a pasta-base de cocaína e a maconha foram as únicas formas que encontrou para se manter vivo.

- Se não fosse a droga eu já tinha colocado uma faca ou uma corda no meu pescoço. Preciso disso para me manter vivo. Assim, esqueço o que aconteceu comigo lá dentro - explica.




Doença

Heberson tem consciência de que seu estilo de vida o está prejudicando. Tem perdido peso e volta e meia chega em casa tossindo forte.

- Eu já falei para ele retomar o tratamento com o coquetel lá na Fundação de Medicina Tropical, mas ele não me ouve. Parece que desistiu de viver - diz Maria do Perpétuo Socorro.

A frieza com que Heberson fala de seu futuro assusta. O sonho de ser operário do distrito industrial, que ele nutria antes de ser preso, foi abandonado e não foi substituído por outro.

- Futuro? Não tenho futuro. Tiraram ele de mim quando eu fui preso. Um dia na cadeia é como se fosse uma vida inteira. Não tem jeito. Enquanto eu viver, isso não vai sair de dentro de mim - dispara secamente.



Manaus, 26 de Fevereiro de 2011

Leandro Prazeres

Vidas Roubadas. A história de Heberson de Oliveira, 30, preso inocentemente por estupro. (Márcio Silva)

No dia 18 de maio de 2006, ao sair de sua cela e cruzar os muros da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Heberson Oliveira, 30, achou tudo estranho. O sol estava alto, mas não era o calor que lhe incomodava. Aquele era seu primeiro dia de liberdade após dois anos e sete meses na prisão. Nem ele acreditava mais que isso um dia pudesse acontecer.

- Eu já tinha perdido as esperanças de sair da cadeia vivo. A minha cela já estava virando a minha casa - conta Heberson, quase cinco anos depois, sentado na cama tubular cor de vinho de seu irmão mais novo. Heberson Oliveira é o rosto de um silencioso drama brasileiro: o das vidas roubadas pela lentidão da Justiça. Foi preso em novembro de 2003, suspeito de ter estuprado uma menina de nove anos de idade. Ele negou ter cometido o crime e disse que sequer estava em Manaus na época em que tudo ocorreu.

Mesmo sem nenhuma prova material ou testemunhal que o incriminasse, foi indiciado, denunciado e transferido para a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Só dois anos e sete meses depois de ter sido preso é que Heberson foi julgado e, finalmente, considerado inocente.

Mas a sentença que o pôs em liberdade não foi suficiente para lhe fazer um homem completamente livre. Heberson foi estuprado pelos “xerifes” da cadeia e contraiu o vírus da AIDS.

- Eu fui violentado lá dentro. Na hora do desespero, não vi quantos eram. Só queria que aquele sofrimento acabasse. Agora, essa doença vai me acompanhar pelo resto da vida. Eu estou condenado à morte. A Justiça roubou minha vida - desabafa tentando disfarçar o constrangimento evidente no queixo tremido.




Paradeiro

Para encontrar Heberson é preciso paciência. Depois que saiu da cadeia, ele morou durante algum tempo na casa de sua mãe, mas depois de três crises de depressão, se entregou às drogas e saiu de casa.Tentou alguns empregos, mas não se firmou em nenhum lugar.

- É difícil alguém oferecer emprego para um ex-presidiário e um aidético. Algumas pessoas me ajudaram, mas aí vieram as depressões. Eu vivo cuspido pela sociedade - diz chorando.

Heberson, que tinha o corpo firme e o rosto limpo antes da prisão, agora parece uma sombra. Emagreceu pela doença e pelo vício. A barba cresce e o cabelo encaracolado escapa pelas laterais de um boné esfarrapado. Dorme sob marquises, em terrenos baldios ou construções abandonadas na periferia de Manaus.

Quase todos os dias, ele vai à casa de sua mãe, Maria do Perpétuo Socorro, 51, em uma rua estreita e esburacada do bairro Compensa II, na Zona Oeste de Manaus. Caminha lentamente pelas ladeiras do bairro e, aos poucos, a gritaria na mercearia ao lado da casa de sua mãe vira cochicho. Atento, ele percebe que os olhos se voltam em sua direção; abaixa a cabeça e continua a andar.

Ao fim da tarde, Heberson deixa a casa da mãe. Carrega um saco plástico com roupas sujas e objetos catados na rua. Maria, pela janela, olha o filho indo embora mais uma vez, sem muito o que fazer. E Heberson, sem paradeiro definido, desaparece na rua sem saber quando ou se vai voltar.

Rogel Samuel: Morre Moacyr Scliar










Rogel Samuel: Morre Moacyr Scliar


Morreu hoje, aos 73 anos, domingo, um dos maiores escritores do Brasil.

Moacyr Sclyar. “A morte ocorreu à 1h, no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, onde ele estava internado, por falência múltipla dos órgãos. Ele sofreu um AVC isquêmico no dia 17 de janeiro, e já estava internado para a retirada de pólipos (tumores benignos) no intestino. Logo depois do AVC, o escritor foi submetido a uma cirurgia para extirpar o coágulo que se formou na cabeça. Depois da cirurgia, ele ficou inconsciente no centro de terapia intensiva”.
Ele era médico, publicou mais de 70 livros: romance, crônica, conto, literatura infantil e ensaio.

Para mim, seu melhor livro é O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986. Um livro de contos.

Quem quiser conhecer sua obra deve começar pelo conto O olho enigmático.

O personagem se apaixona por uma imagem. E a imagem o domina. É um quadro.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A morte dos botos vermelhos em Tefé


A população de botos-vermelhos na região de Tefé, interior do Amazonas, caiu 10% na última década. A informação é de Nívia do Carmo, pesquisadora do Projeto Boto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e presidente da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa).
A causa da diminuição pode ser a captura predatória de botos-vermelhos para serem usados como isca na pesca da piracatinga (espécie de peixe necrófago – que come carniça de animais mortos), de porte médio, podendo medir até 45 centímetros (cm). O peixe é muito abundante na região amazônica e consumido em larga escala pelos colombianos.

Os estudos são realizados, desde 1993, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – distante de Manaus cerca de 700 quilômetros (km). Em outubro e novembro do ano passado, pesquisadores do Inpa percorreram as comunidades em torno de Tefé. Durante a excursão, eles constataram que a caça dos botos é constante e tratada de forma natural pelos moradores, embora tenham consciência de que a pesca ou caça de animais silvestres é crime ambiental.

A Colômbia é um grande apreciador de peixes Siluriformes (peixes lisos ou de couro) da Amazônia brasileira e a pesca da piracatinga se torna uma atividade lucrativa para os ribeirinhos que habitam essas localidades.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Gaddafi ameaça liberar armas para povo e tribos da Líbia












TRÍPOLI (Reuters) - O líder líbio, Muammar Gaddafi, afirmou a seus aliados nesta sexta-feira na Praça Verde, em Trípoli, que vai liberar o arsenal do país "quando necessário" para armar o povo da Líbia contra o "inimigo".
"Nós podemos esmagar qualquer inimigo. Com a vontade do povo, nós podemos esmagar. Quando necessário, nós vamos abrir os arsenais para armar todo o povo líbio e todas as tribos líbias."

Gaddafi prometeu triunfar sobre seus inimigos e exortou os partidários reunidos na Praça Verde a proteger a Líbia e os interesses petrolíferos do país.

Falando a partidários a partir de uma fortificação da cidade velha acima da praça, Gaddafi, que estava de casaco e com um chapéu que cobria suas orelhas, disse: "Preparem-se para lutar pela Líbia, preparem-se para lutar pela dignidade, preparem-se para lutar pelo petróleo".

O líder líbio, que perdeu o controle de regiões do país para os rebeldes, afirmou ainda: "Nós podemos triunfar sobre os inimigos".

Mandando beijos para os aliados e com o punho erguido, Gaddafi acrescentou: "Esta nação, nós somos a nação da dignidade e da integridade. Esta nação triunfou sobre (a ex-colonizadora) Itália."

"Dancem, cantem e preparem-se... o espírito de vocês é mais forte do que qualquer tentativa dos estrangeiros e dos inimigos de nos destruir", disse Gaddafi, que está no poder há mais de quatro décadas.

Ficando cada vez mais entusiasmado, Gaddafi acrescentou: "Muammar Gaddafi está entre vocês. Eu fico junto com o povo e nós vamos lutar e vamos matá-los se eles quiserem".

(Por Redação do Cairo, com reportagem de Dina Zayed e Caroline Drees)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pronunciamento de Gaddafi é "assustador", diz Angela Merkel








Angela Merkel, descreveu como muito assustador o discurso desta terça-feira do líder líbio Muammar Gaddafi, que reafirmou sua determinação de permanecer no poder apesar da revolta popular contra seu governo.
Merkel afirmou em entrevista coletiva que se o líder líbio não frear os atos de violência, ela irá apoiar sanções contra a Líbia, onde centenas de pessoas estão sendo reprimidas durante os protestos contra os 41 anos de governo de Gaddafi.

"As notícias que tivemos da Líbia ontem e hoje são preocupantes e o discurso do coronel Gaddafi nesta tarde foi muito, muito assustador, especialmente porque ele virtualmente declarou guerra contra seu próprio povo", disse Merkel.

Gaddafi prometeu ficar no poder e "morrer aqui como um mártir", apesar dos apelos de alguns diplomatas líbios, soldados e manifestantes para acabar com suas quatro décadas no poder.

"Instamos o governo líbio para que suspenda imediatamente o uso da violência contra seu próprio povo, e se o uso da violência não cessar, a Alemanha então vai esgotar todas as possibilidades de exercer pressão e influência sobre a Líbia", disse ela.

Se o governo líbio não desistir, declarou ela, "falaremos então em favor de sanções contra a Líbia."

(Reportagem de Stephen Brown e Andreas Rinke)

© Thomson Reuters 2011 All rights reserved.

Falalece Leodegário A. de Azevedo Filho




EVANILDO BECHARA COM LEOEGARIO (DE BRANCO)


Professor universitário e investigador brasileiro, Leodegário Amarante de Azevedo Filho, doutor em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nascido em 1927, é membro da Academia Brasileira de Filologia, do Círculo Linguístico do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Literatura. Os seus trabalhos de investigação tratam assuntos de literatura portuguesa, nomeadamente a lírica, quer medieval, quer camoniana. As suas obras principais são A Poética de Anchieta (1963), Poesia e Estilo de Cecília Meireles (1973), O Cânone Lírico de Camões (1976) e As Cantigas de Pedro Meogo (1982).

NAVIOS DE GUERRA NO CANAL DE SUEZ




Dois navios de guerra iranianos passaram pelo canal de Suez e entraram em águas do Mediterrâneo nesta terça-feira, o que não acontecia desde 1979 e foi chamado de 'provocação' por Israel. Foto:-/AFP

CAIRO (AFP) - Dois navios de guerra iranianos passaram pelo canal de Suez e entraram em águas do Mediterrâneo nesta terça-feira, o que não acontecia desde 1979 e foi chamado de "provocação" por Israel.

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Em reação a chegada dos navios ao Canal de Suez, o ministério das Relações Exteriores de Israel pediu nesta terça-feira firmeza à comunidade internacional ante a entrada no Mediterrâneo dos dois navios iranianos.


"Trata-se de uma presença militar iraniana sem precedentes no Mediterrâneo, e isso constitui uma provocação à qual a comunidade internacional deve reagir com firmeza", declarou à AFP o porta-voz do ministério, Ygal Palmor.


Uma fonte do Conselho Supremo do Exército egípcio declarou na noite de segunda-feira ao canal privado Dream que a autorização foi concedida em acordo com a Convenção de Constantinopla de 1888, que autoriza a passagem de navios militares pelo canal de Suez.


Israel, que considera o Irã uma ameaça para sua segurança, classificou de provocação a passagem dos navios, segundo afirmou na semana passada o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman.


No domingo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu denunciou a chegada dos navios como uma manobra do Irã para aproveitar a instabilidade vivida pela região com os movimentos de protesto contra os regime da Líbia, Bahrein e Iêmen.


O Egito autorizou a passagem dos navios pelo canal de Suez depois de enviar sinais contraditórios. Primeiro afirmou que não havia recebido nenhuma solicitação e depois deu a entender que os dois navios estavam bloqueados.


Segundo a agência oficial iraniana Fars, os dois navios são o "Kharg", barco de reabastecimento e apoio de 33.000 toneladas, e a fragata de patrulha "Alvand", ambos de fabricação britânica.


O "Kharg", com 250 tripulantes, pode transportar até três helicópteros. O "Alvand" está equipado com torpedos e mísseis.


Israel, que considera o Irã um grave perigo para sua segurança, denunciou uma "provocação" por meio do ministro das Relações Exteriores, o falcão da direita nacionalista Avigdor Lieberman.


Segundo uma fonte diplomática iraniana, os dois navios devem fazer uma visita de "rotina" nos próximo dias à Síria.


No último dia 15, o porta-aviões americano Entrerprise, com potência nuclear, transitou pelo Canal de Suez acompanhado do navio de guerra Leyte Gulf e o barco de apoio em combate Arctic, e chegou ao Golfo de Aden três dias mais tarde.

MORREREI COMO UM MARTIR, DIZ KADAFI


Kadafi nega renúncia e diz que morrerá na Líbia
Ter, 22 Fev, 01h36



Por Redação Yahoo! Brasil com Agência O Globo

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O ditador líbio, Muammar Kadafi, afirmou nesta terça-feira (22), em discurso transmitido pela TV estatal, negou que irá renunciar ao poder. Uma semana após uma série de protestos contra o governo, violentamente reprimidos por Kadafi, ele disse que morrerá no país "como um mártir".


O ditador disse que a "a Líbia não quer a revolução e o colonialismo". Gritando e gesticulando muito, Kadafi se dirigiu pela segunda-vez ao povo líbio desde o início do levante contra o seu regime no país do norte da África. O líder líbio disse que vai resistir e não vai se render aos manifestantes da oposição.


"Este é o meu país, e o dos meus irmãos. Nós o irrigamos com o nosso sangue(...) Vou morrer aqui como um mártir", esbravejou, pregando a unidade do país. "Muamar Kadafi não é o presidente, ele é o líder da revolução. Ele não tem nada a perder. Revolução significa sacrifício."


Desafiador, ele culpou os jovens pela "agitação" dos últimos dias e classificou os manifestantes de "ratos mercenários" que querem transformar a Líbia em um estado islâmico. "Eles estão apenas imitando o Egito e a Tunísia", disse.


Kadafi conclamou o povo a sair às ruas na quarta-feira, numa demonstração de apoio a ele. "Muamar Kadafi não é uma pessoa normal que você pode envenenar... Vou lutar até a última gota de sangue, com o povo ao meu lado" disse energicamente. "Se você ama Muamar Kadafi você vai sair às ruas para defender a Líbia."


Apesar da violência dos confrontos dos últimos dias entre manifestantes e forças policiais e de segurança líbias, que já teria deixado mais de 200 mortos, Kadafi disse que "ainda nem tinha começado a dar as ordens para que se usasse fogo" contra os manifestantes. E fez uma ameaça: "o uso da força contra a autoridade do Estado será punido com a morte."


Na noite de segunda-feira, Kadafi fez um breve discurso afirmando que continuava em Trípoli.


Aeroporto de Benghazi fica destruído
Enquanto o ditador pede unidade, informações dão conta de que o governo não controla mais o leste do país. Homens armados contrários ao ditador tomaram nesta terça-feira o controle do lado líbio da fronteira com o Egito. Segundo as Forças Armadas do Egito, os guardas da fronteira se retiraram do local, que passou a ser controlado por "comitês do povo".


Os soldados líbios na cidade de Tobruk disseram que eles não apoiam mais Kadafi. Segundo relato de um correspondente da Reuters que atravessou a fronteira, os rebeldes estavam armados com cassetetes e fuzis Kalashnikov.


Moradores da capital líbia denunciaram nesta terça-feira novas ações violentas do governo para reprimir possíveis protestos. De Dubai, o ativista Mohammed Ali, da Frente da Salvação da Líbia, disse ter recebido relatos de que os habitantes de Trípoli estão se escondendo em casa e há dezenas de corpos nas ruas. Aviões voltaram a ser usados, assim como tanques, helicópteros e mercenários, disseram testemunhas. De acordo com a Human Rights Watch, entidade de defesa dos direitos humanos, pelo menos 62 pessoas morreram em dois dias de confrontos em Trípoli.


Em Benghazi, as pistas do aeroporto ficaram destruídas após os enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança, informou o ministro de Relações Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit. Na cidade, a segunda maior da Líbia, estão 130 funcionários brasileiros da empresa Queiroz Galvão. Eles aguardavam autorização para o envio de um avião para resgatá-los.

Poeta Libio Khaled Mattawa






HISTORY OF MY FACE



My lips came with a caravan of slaves
That belonged to the Grand Sanussi.
In Al-Jaghbub he freed them.
They still live in the poor section of Benghazi
Near the hospital where I was born.

They never meant to settle
In Tokara those Greeks
Whose eyebrows I wear
--then they smelled the wild sage
And declared my country their birthplace.

The Knights of St. John invaded Tripoli.
The residents of the city
Sought help from Istanbul. In 1531
The Turks brought along my nose.

My hair stretches back
To a concubine of Septimus Severus.
She made his breakfast,
Bore four of his sons.

Uqba took my city
In the name of God.
We sit by his grave
And I sing to you:
Sweet lashes, arrow-sharp,
Is that my face I see
Reflected in your eyes?



Khaled Mattawa

ENVIADO POR AMELIA PAIS


Ver http://www.webdelsol.com/mattawa/km-part1.htm

Milhares de marroquinos exigem reforma constitucional





No Marrocos, milhares de manifestantes exigem que o rei renuncie a parte dos seus poderes e que demita o governo e dissolva o parlamento. Em Rabat, os manifestantes agitavam bandeiras da Tunísia e do Egito e gritavam: "Abaixo a autocracia!". Além da reforma constitucional, os protestos pedem um sistema judicial mais independente, capaz de acabar com a corrupção no país.

Esquerda.Net


Publicado originalmente no Esquerda.Net

Em Marrocos, milhares de manifestantes espalhados por cidades como Marrakesh, Alhoceima, Imzouren, Agadir, Oujda, Rabat, Casablanca e Tanger exigiram neste domingo (20) que o rei Mohammed renuncie a parte dos poderes que lhe são atribuídos e que demita o governo e dissolva o parlamento. Os manifestantes reivindicam uma reforma constitucional e um sistema judicial mais independente, capaz de acabar com a corrupção instalada.

Na capital Rabat, os manifestantes agitavam bandeiras da Tunísia e do Egito e gritavam: "Abaixo a autocracia!".

Há relatos de violência grave. Os protestos em Marrakesh foram "dispersados pela polícia com cassetetes” e dois italianos teriam sido detidos em Casablanca. Os organizadores da manifestação estão sofrendo perseguição policial.

A TV estatal marroquina está cobrindo as manifestações, mas a Al-Jazeera continua proibida de operar em Marrocos. Na noite de sábado, a televisão estatal anunciou que a mobilização teria sido desconvocada, mas os organizadores denunciaram uma operação de propaganda, alegando que as páginas do Facebook estariam sendo invadidas pelas forças de segurança.

Os protestos foram organizados, segundo noticia a Reuters, por um grupo denominado Movimento pela Mudança de 20 de Fevereiro, que atraiu 20.000 seguidores no Facebook e que inclui simpatizantes da Frente Polissário, que reclama a independência do Saara Ocidental.

Aos protestos juntaram-se jovens do grupo da oposição islâmico Justiça e Caridade, membros dos partidos da oposição e militantes berberes.

Ditaduras na África e no Oriente Médio? Que surpresa!





Graças às revoltas árabes, o Ocidente acaba de descobrir com grande assombro que o Bahrein não é só esse exótico lugar onde voam os bólidos da Fórmula 1 e onde amarram os porta-aviões da Quinta Frota. Qual será a próxima tirania que descobriremos no Oriente Médio ou África? A da Guiné? A de Marrocos, que possui uma "relação privilegiada" com a União Europeia? Que grande contrarieddade para o cinismo da realpolitik! O artigo é de Ignacio Escolar.

Ignacio Escolar - Público


O país que os Estados Unidos apresentava como exemplo para a região acaba por ser retratado também como uma brutal ditadura, capaz de colocar o Exército na rua com ordem de disparar contra o povo. Que terrível e inesperada notícia! Que grande contrariedade para o cinismo da realpolitik! Qual será a próxima tirania que descobriremos no Oriente Médio ou África? A da Guiné? A de Marrocos?

Comecemos por Guiné. “Mais coisas nos unem do que nos separam”, ressaltou o presidente do Congresso espanhol, José Bono, em recente visita oficial – junto a representantes do PP, PSOE e CiU – Convergência e União. É óbvio o que “nos une”: o petróleo e os interesses comerciais. E o que nos separa? Minúcias: as execuções de opositores políticos, as torturas, a corrupção do regime de Obiang, que não só conta com a cumplicidade tácita do Estado espanhol, como também com seu respaldo público a título de vacina, já que a liberdade é uma enfermidade contagiosa.

Prossigamos com o Marrocos, essa monarquia absoluta com um cenário democrático que pode presumir “uma relação privilegiada” com a União Europeia, nas palavras do comissário de Ampliação e Vizinhança, Stefan Füle. “Seu país pode estar orgulhoso do que conseguiu até hoje”, felicitou Fule não faz muito tempo ao ministro de Relações Exteriores do Marrocos, elogiando as “reformas políticas” que requerem microscópio para serem apreciadas em sua justa dimensão.

E a que vem tanto elogio? Fácil: neste domingo venceu o acordo de pesca com a Europa que terá que ser renegociado. Em cima da mesa, o incômodo assunto do Saara ou os direitos humanos são só outra moeda de troca.

(*) Ignacio Escolar é blogueiro e jornalista espanhol, colunista do jornal “Público”, de Madri (21/02/2011)

Tradução: Katarina Peixoto

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A LIBIA EM CHAMAS





ARGEL - A sede central do governo líbio e o prédio que abriga o Ministério da Justiça em Trípoli foram incendiados nesta segunda-feira, 21, pelos manifestantes que reivindicam a queda do regime de Muammar Kadafi, disse o jornalista líbio Nezar Ahmed à televisão "Al-Jazira". O prédio é o local onde o Congresso Geral do Povo, ou Parlamento, se reúne em Trípoli.

Ahmed, por telefone da capital líbia, também assegurou que as forças da ordem praticamente se retiraram da cidade e que várias delegacias e outros prédios públicos também foram saqueados ou incendiados.

"Praticamente não há forças da ordem. Não se sabe aonde foram. Esta situação favorece os rumores alarmantes", explicou o jornalista, que mencionou como um deles a possível fuga de Kadafi do país e divergências entre altos dirigentes do Exército e de outros corpos de segurança.

Segundo Ahmed, há apenas um cordão policial em torno da sede da rede de televisão estatal "Libya TV".

O jornalista também confirmou que neste domingo à noite houve manifestações com queima de fotografias do líder líbio no centro de Trípoli pouco depois do discurso de seu filho Seif el-Islan, e que os tiroteios prosseguiram.

O jornalista também assinalou que os habitantes da capital começaram a formar comitês em cada bairro para proteger bens públicos e privados e que graças a eles foi possível salvar o principal museu da cidade de uma tentativa de incêndio.

Por outro lado, fontes de hospitais relataram à "Al-Jazira" que pelo menos 61 pessoas morreram nesta segunda-feira em Trípoli nos confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes.

O canal também informou, citando testemunhas locais, que alguns membros das forças de segurança saquearam vários bancos e empresas estatais durante a manhã.

"Até o último homem em pé"

Kadafi, há 42 anos no poder, vai combater a revolta popular "até o último homem em pé", disse um dos filhos dele em um discurso tranmitido pela televisão, depois que oposicionistas realizaram pela primeira vez manifestações na capital, Trípoli, após dias de tumultos na cidade de Benghazi, no leste do país.

Manifestantes antigoverno saíram às ruas de Trípoli, líderes tribais fizeram declarações contra Kadafi e unidades do Exército desertaram para o lado da oposição, em uma revolta que já custou a vida de mais de 200 pessoas.

Benghazi, onde dezenas de pessoas foram mortas desde que começaram os protestos na semana passada, após a prisão de um advogado defensor de direitos humanos, está sob controle dos moradores, segundo disseram alguns habitantes da cidade.

O filho de Kadafi, Saif al-Islam Kadafi, apareceu na TV numa tentativa de ameaçar os oposicionistas e aclmar os ânimos Ele disse que o Exército iria a qualquer preço restabelecer a ordem no país.

A Líbia vive uma das revoltas mais sangrentas no mundo árabe. desde a queda dos governos da Tunísia e do Egito.

Sedes do governo e do Ministério da Justiça em Trípoli estão em chamas



RIO - Manifestantes que protestam contra Muammar Kadafi tomaram neste domingo a segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, disseram testemunhas à "CNN". Eles teriam o apoio de militares que romperam com o governo. À TV estatal do país, o filho do ditador Seif al-Islam Kadafi disse que seu pai vai lutar até que "último homem esteja de pé" e que o Exército vai garantir a segurança da nação a qualquer custo. Ele afirmou ainda temer uma guerra civil e a segregação do país em pequenos reinos islâmicos, se os levantes continuarem.


- Nós não somos a Tunísia ou o Egito - disse.

Seif anunciou, ainda, que o Congresso Geral (equivalente ao Parlamento) vai se reunir na segunda-feira para discutir uma "clara" agenda de reformas, e o governo vai aumentar os salários.

O filho de Kadafi confirmou que os manifestantes tomaram em cidades do leste quartéis, tanques e armas dos militares. Ele disse que é o próprio ditador quem está comandando a reação do Exército contra os protestos.

Apoiadores do governo marcham para Trípoli
Em uma tentativa de desqualificar as manifestações, Seif al-Islam atribuiu as agitações dos últimos dias a bêbados, criminosos e estrangeiros. E, ao falar em guerra civil, disse que a situação do país ficaria caótica, se a população não se juntasse em apoio ao governo. O movimento liderado pelos opositores acabaria com a riqueza do petróleo, completou.

- Isso é uma traição. Cada um de nós quer ser um líder, cada um de nós quer ser um príncipe - afirmou.

Segundo ele, milhares de líbios que apoiam Kadafi estão marchando para Trípoli para defender o governo. Enquanto ele falava, a polícia usava gás lacrimogênio para dispersar centenas de manifestantes na capital, onde tiros foram ouvidos, carros foram incendiados e pedras atiradas contra outdoors com fotos de Kadafi pai. O jovem Kadafi, que foi nomeado em 2009 como coordenador-geral da Líbia e é apontado como herdeiro de seu pai, reconheceu que o Exército cometeu erros durante as agitações porque não foi treinado para lidar com manifestações, mas acrescentou que o número de mortos foi superestimado e disse que eles somam 84. A organização Human Roights Watch informou, no entanto, que já são ao menos 233.

O filho do ditador que está há 41 anos no poder disse que as reformas serão propostas dentro de dias, o que descreveu como uma "iniciativa histórica nacional", e afirmou que o regime está disposto a suspender algumas restrições e a iniciar as discussões para uma Constituição. E se ofereceu para mudar algumas leis, inclusive as relativas à mídia e ao código penal.

No fim da noite de domingo, o chefe da tribo Al-Zuwayya, Faraj al-Zuway, disse que interromperá o fornecimento de petróleo para o Ocidente caso as autoridades não ajudem a depor Kadafi.

Novos ataques a funerais
Dezenas de pessoas foram mortas em Benghazi, num segundo ataque a funerais. Residentes da cidade afirmam que a região virou uma "zona de guerra", com moradores montando barricadas nas ruas e atiradores ligados ao governo atacando manifestantes. Um grupo antigoverno teria usado um carro carregado com explosivos contra forças de segurança. No sábado, as forças oficiais abriram fogo contra manifestantes, durante um funeral. Testemunhas que conversaram com os repórteres da "CNN" caraterizam os confrontos como um genocídio.

De acordo com a TV al-Jazeera, outros manifestantes estavam se dirigindo contra o complexo de Kadafi, na cidade de Al-Zawia, nas proximidades de Trípoli. A emissora disse que o objetivo da multidão é incendiar a instalação.

(Número de mortos na Líbia pode passar de 200)
O ataque ocorreu durante um novo cortejo fúnebre de manifestantes que morreram no sábado. O choque aconteceu quando centenas de pessoas que participavam do funeral, algumas carregando caixões nas cabeças, passavam pelo quartel militar de Alfadeel Abu Omar. Um grupo atirou um veículo contra o muro do quartel, e as tropas abriram fogo contra os que seguiam no cortejo.

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Podemos dizer que o que aconteceu aqui foi um genocídio
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.Os confrontos continuaram ocorrendo em torno do quartel militar e, de acordo com o médico do Hospital al-Jalla, em Benghazi, mais de 200 pessoas já morreram. Testemunhas dizem que a situação é muito grave e chegam a caraterizar os ataques como um genocídio.

- A situação é muito, muito grave no momento. Podemos dizer que o que aconteceu aqui foi um genocídio - relatou uma testemunha à "CNN" por telefone.



O embaixador da Líbia para a Liga Árabe renunciou em meio à agitação no país. Abdel Elhuni disse que não pode participar de um regime que mata inocentes. As manifestações populares contra o regime de Muammar Kadafi, que governa o país há 41 anos, vêm fazendo vítimas desde a última quarta-feira. O governo mantém rígido o controle da comunicação no país e não confirma o número de mortos.


Os distúrbios na Líbia já são considerados os mais sangrentos desde o início das revoltas de Tunísia e Egito, há pouco mais de um mês. Kadafi vem tentando nos últimos anos aproximar a Líbia do resto do mundo, anunciando - em 2003 - que daria fim ao seu programa de armas de destruição em massa. Apesar disso, o regime é acusado de violar os direitos humanos. Segundo o ex-diplomata britânico Richard Dalton, trata-se da maior crise enfrentada por Kadafi.

- Está claro que é uma revolução política. Não é uma questão econômica. É um movimento extraordinário e significante para a Líbia.

EUA devem diminuir representação diplomática
A notícia sobre a violência usada para impedir os protestos estremeceu as já razoáveis relações com os Estados Unidos. A embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice, condenou os ataques, dizendo aos líderes afetados pelas revoltas que deixem de resistir às reformas. Segundo ela, o governo de Barack Obama está "muito preocupado" com os relatos de ataques armados.

- Nós condenamos a violência. Nossa opinião é que na Líbia, assim como em toda a região, protestos pacíficos devem ser respeitados.

De acordo com a agência de notícias "Reuters", o Departamento de Estado americano vai começar a reduzir sua representação diplomática no país, oferecendo voos gratuitos a funcionários de embaixadas. A violência fez com que os EUA alertassem seus cidadãos a não viajarem à Líbia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Manifestantes tomam segunda cidade da Líbia, tropas abrem fogo






- (Reuters) - As forças de segurança da Líbia abriram fogo contra os manifestantes na segunda cidade do país, Benghazi, no domingo, disse uma testemunha, depois de muitas mortes em um dos dias de protestos mais sangrentos que assolam o mundo árabe.
Moradores disseram que dezenas, talvez centenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade para enterrar os muitos mortos das últimas 24 horas.

Os manifestantes, inspirados pela agitação na vizinha Tunísia e no Egito, exigem o fim da ditadura de Muammar Kadafi, que já dura 41 anos. Suas forças de segurança responderam com violência. As comunicações estão sendo controladas, e o acesso de jornalistas internacionais a Benghazi não é permitido.

O grupo Human Rights Watch disse que 84 pessoas foram mortas na cidade no sábado, elevando o número de vítimas fatais nos confrontos que ocorrem principalmente no leste do país para 173 em quatro dias de distúrbios.

"Houve um massacre aqui ontem à noite", disse à Reuters por telefone no domingo um morador que não quis se identificar. Mais tarde no domingo, um dos principais líderes tribais, que pediu anonimato, disse que as forças de segurança, que estavam confinadas, deixaram os alojamentos nos quartéis e atiravam nos manifestantes nas ruas, como "uma perseguição de gato e rato."

Os confrontos aconteceram em uma estrada que leva a um cemitério, onde milhares de pessoas foram enterrar seus mortos.

"A situação é muito tensa e vários incêndios irromperam no quartel general do comitê revolucionário e em outros edifícios", ele disse.

Informações fragmentadas indicam que as ruas de Benghazi, cerca de 1.000 km ao leste da capital, Trípoli, estão agora sob o controle dos manifestantes antigoverno, sofrendo ataques periódicos das forças de segurança, que atiram de dentro do seu quartel murado.

Um morador disse que cerca de 100 mil manifestantes dirigiram-se ao cemitério "para enterrar dezenas de mártires".

Outra testemunha disse à Reuters que milhares de pessoas realizaram rituais de orações em frente aos 60 corpos expostos na cidade. Mulheres e crianças estavam entre a multidão de centenas de milhares de manifestantes que foram até a orla marítima mediterrânea e à área ao redor do porto, ele disse.

Um médico de um hospital de Benghazi disse que as vítimas sofreram ferimentos graves causados por armas de longo alcance.

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