terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BELO MONTE





Prezado,
Publiquei hoje em meu blog uma carta-protesto contra a construção de Belo Monte.

Mas continuei matutando: impedir projetos como esse poderá também ser prejudicial ao Brasil?

Quer dizer, a ausência de investimento nas bandas amazônicas poderá acabar por justificar, aos olhos de certas potências, que nós não sabemos cuidar do pulmão do mundo, etc, etc, ? Ou a instalação de projetos como esse já poriam em risco a preservação do local, como diz a carta?

Enfim, como você é dessa área, seria interessante ouvir mais uma opinião, e uma abalizada como deve ser a sua.

Abraço,

Gustavo

http://matutei.wordpress.com/
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AMIGO

EH UMA SITUACAO COMPLICADA QUE NAO ENTENDO BEM

MEU MEDO E FICARMOS SEM LUZ, OU FREQUENTES APAGOES NO FUTURO

MAS EU NAO CONHECO

O MESMO VALE PARA A TRANSPOSICAO DO RIO SAO FRANCISCO

UM ABRACO

ROGEL SAMUEL

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EMILY BRONTË






O LAGO MORTO


(Enviado por Amelia Pais)


O lago morto, o céu cinzento ao luar;
Pálida, lutando, coberta pelas nuvens,
A lua.

O murmúrio obstinado que cochicha e passa
(Dir-se-ia que tem medo de falar em alta voz).
Tão triste agora,
Recai sobre meu coração,
Onde a alegria morre como um rio deserto.

Minhas pobres alegrias...
Não as toqueis,
Floridas e sorridentes.

Lentamente, a raiz acaba de morrer.




Emily Brontë, 1846
(Tradução de Lúcio Cardoso)

ROGEL SAMUEL: TRAGÉDIA






Fui um dos primeiros a ver crescer, na linha do horizonte, aquela grande coluna de fumaça.

Telefonei para minha amiga Nappy, que trabalha no centro.

- É um grande incêndio, - eu disse. Estou na rua caminhando, não sei o que é.

- Alguns minutos depois ela retorna a ligaçao avisando: "é na Cidade do Samba".

As repercussões desse desastre ainda não se pode avaliar.

Muda toda a cidade do Rio de Janeiro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Motim no Exército do Sudão deixa 50 mortos


Pelo menos 50 pessoas morreram quando um motim do Exército do Sudão se espalhou por várias cidades no estado produtor de petróleo do Alto Nilo, reavivando tensões enquanto o sul do país se prepara para a independência, disseram autoridades no domingo.
Os intensos combates, com tanques e metralhadoras, começaram na quinta-feira na cidade de Makalal, quando parte de uma unidade do Exército se recusou a trasladar-se com armas ao norte, parte de um processo de separação de forças antes da cessão ao Sudão do Sul.

As lutas se estenderam de Makalal, a capital do Alto Nilo, aos assentametnos de Melut e Paloich na sexta-feira e sábado, disseram funcionários estatais à Reuters.

A violência é um elemento preocupante na separação dos Exércitos do norte e do sul do Sudão antes da cessão prevista para 9 de julho.

A maioria dos habitantes do sul rico em petróleo votou a favor da separação do norte num referendo em janeiro, segundo resultados preliminares divulgados esta semana.

Os resultados finais da votação, prometida num acordo de paz de 2005 que terminou com décadas de guerra civil, serão anunciados na segunda-feira.

"A luta em Malut ontem (sábado) provocou a morte de 19 pessoas e deixou 18 feridos (...) Em Paloich 11 morreram e oito ficaram feridos", disse Akuoc Teng Diing, funcionário do condado de Melut. Todos os mortos eram soldados, acrescentou.

Autoridades disseram previamente que outras 20 pessoas morreram em Malakal, incluindo duas crianças e um motorista sudanês da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU), a UNHCR, pegos no fogo cruzado.

Makalal é atualmente patrulhada por uma unidade do Exército formada pelas Forças Armadas do Sudão do Norte (SAF) e o Exército de Liberação do Povo do Sudão (SPLA), uma força que de acordo com a ONU estava em processo de divisão antes da independência do sul.

© Thomson Reuters 2011 All rights reserved.

África, o continente de todos





Emir Sader

Grande parte da humanidade olha para a África como quem oha pela janela (de um hotel de 5 estrelas) e não como quem olha para o espelho. No entanto, toda a história mundial tem seu espelho na Africa. Todos os outros continentes - América, Ásia - foram espoliados para que a Europa pudesse trilhar as chamadas revoluções comercial e industrial, no processo de acumulação primitiva. Mas nenhum continente sofreu, além da dilapidação dos seus recursos naturais, da opressão das suas culturas e dos seus povos, a escravidão nas proporções de genocídio que ela assumiu na Africa.

Praticamente toda a população adulta da Africa foi submetida à degradante situação de serem levados como gado para trabalhar como escravos, como seres inferiores, para produzir riquezas para a elite branca europeia. O destino da África ficou comprometido pelo colonialismo, pela escravidão e pelas diversas formas de imperialismo. Foi também vítima privilegiada do racismo, da discriminação contra os negros, disseminada pela elite branca por todo o mundo.

A África do Sul, o país economicamente mais desenvolvido do continente, até pouco tempo ainda sofria o apartheid. Mas as elites brancas do mundo consideram a África um caso de continente vítima de si mesma: do tribalismo, do atraso, dos conflitos étnicos, dos massacres, das epidemias, das catástrofes. Tentam fazer a África vítima da natureza e não vítima da história - da colonização, da escravidão, do imperialismo. Um caso perdido, para as potências imperiais. Um caso de opressão, exploração, discriminação.

Hoje a África tornou-se abastecedor de matérias primas para as potências da globalização, que continuam a extrair os recursos naturais por meio de grandes corporações ou diretamente de governos. As mesmas potências que, na Conferência de 1890 concluíram a repartição do continente entre eles, fatiando-o com regra e compasso, hoje disputam entre si os recursos que alimentam seus processos de industrialização e de consumismo exacerbado.

Os colonizadores e os imperialistas não consideram que sejam devedores da África, que devam contemplar como continente privilegiado no apoio dos outros, por tudo ao que submeteram os países e os povos africanos.

Podemos julgar a política externa de cada governo e a visão de cada povo do mundo pela atitude que têm com a África. Ao invés de continente marginal, deveria ocupar o lugar central nas relações internacionais contemporâneas. Toda politica externa que não privilegia a Africa, está errada.

Postado por Emir Sader às 16:05

IOGUES


Pessoas praticam ioga como parte das orações pela paz no mundo, durante uma cerimônia em Noida, cidade no norte da Índia, neste domingo

sábado, 5 de fevereiro de 2011

África persigue a los homosexuales





Asesinatos, encarcelamiento, discriminación. - Los informes secretos de la diplomacia estadounidense detallan cómo la homofobia campa en muchos países
LUIS DONCEL - Madrid - 06/02/2011

"Es cierto que he dicho que habría que cortar la cabeza a todos los homosexuales. Pero, ¿finalmente he cortado alguna? ¿He arrestado a alguien por ser gay? No. Senegal sí lo hace y recibe la ayuda de los Objetivos del Milenio. Ya sé que hay homosexuales en mi país.

"Es cierto que he dicho que habría que cortar la cabeza a todos los homosexuales. Pero, ¿finalmente he cortado alguna? ¿He arrestado a alguien por ser gay? No. Senegal sí lo hace y recibe la ayuda de los Objetivos del Milenio. Ya sé que hay homosexuales en mi país. Pero me conformo con que vivan en secreto. Mientras se mantengan en privado no me importa. Pero si usted está hablando de que se casen, eso nunca ocurrirá. Nunca aceptaremos a los gais".

Estas palabras salían de la boca del presidente de Gambia, Yahya Jammeh, en febrero del año pasado. Hablaba con el embajador estadounidense, que había acudido para tratar con el presidente de este minúsculo país de África Occidental el espinoso tema de la libertad sexual. "Quiero que tu Gobierno sepa que no soy el monstruo que creéis que soy", le decía. Es cierto que el discurso de Jammeh resulta más agresivo de lo que es habitual entre algunos líderes africanos. Pero, como muestran varias decenas de cables remitidos a Washington por diplomáticos destinados en el continente, no son ni mucho menos una excepción. La homofobia campa a sus anchas por las calles y los despachos gubernamentales de África. Y, lo que es peor, parece que va a más.

El asesinato la semana pasada de David Kato, un activista por los derechos de las minorías sexuales en Uganda, ha sido el último episodio de la batalla que se desencadenó en 2009, cuando un grupo de parlamentarios trataron de aprobar una ley que condenaba a muerte o cadena perpetua a los homosexuales "reincidentes". Finalmente la norma no salió adelante, en gran medida gracias a la presión de los Gobiernos occidentales. Pero su bloqueo no significa que la situación sea ahora idílica: las desviaciones sexuales se castigan en Uganda con 14 años de cárcel. Cuatro países de África -Somalia, Sudán, Nigeria y Mauritania- incluyen la pena capital para los hombres que tengan relaciones con hombres, según la asociación internacional ILGA. En total, 38 Estados de África tienen leyes contra la homosexualidad.

Una decena de escritos confidenciales enviados a Washington entre noviembre de 2009 y febrero de 2010 cuentan al detalle cómo los diplomáticos estadounidenses trataban de convencer al presidente Yoweri Museveni de que paralizara la tramitación de la ley. Incluso la Iglesia católica intervino para mostrar su oposición a usar el Código Penal contra la homosexualidad, pese a que, según decía un cable enviado desde el Vaticano, considera estos actos como un "pecado moral". Además, los documentos obtenidos por Wikileaks, a los que EL PAÍS ha tenido acceso, muestran el temor de EE UU a que otros Gobiernos endurezcan su legislación próximamente.

El embajador en Kampala aprovecha una cita con el líder ugandés para pedirle que contribuya a normalizar la situación de las minorías sexuales. Museveni le advierte de que no insista demasiado en este tema. "Nadie será ejecutado por sus tendencias", asegura. Pero le recuerda que la homosexualidad se considera en África como una enfermedad, no como algo que deba ser celebrado o promovido. "No nos presionen. Ya me encargaré yo", concluye Museveni. EE UU acepta y opta por la estrategia de no pisar el acelerador. "La embajada cree que puede ser contraproducente presionar más en este momento", señala en febrero del año pasado. Se refiere en este caso a un país donde la homosexualidad es ilegal, pero cuyas autoridades tienden a ser tolerantes. "El compromiso de EE UU será más efectivo si se enfoca hacia toda África para alentar al continente a despenalizar la homosexualidad y luchar contra la discriminación", dice otro cable.

Uno de los grandes temores que muestran los líderes africanos en sus contactos con los estadounidenses es aparecer ante sus ciudadanos como títeres de Occidente. Así, Museveni menciona una caricatura que circula por el país en el que se le dibuja como una marioneta de la secretaria de Estado de EE UU, Hillary Clinton, y de los entonces primeros ministros de Reino Unido y Australia, Gordon Brown y Stephen Harper, como ejemplo del daño que puede ocasionar ser demasiado comprensivo con las peticiones a favor de los derechos humanos. El mensaje a EE UU es claro: debe rebajar los pronunciamientos públicos y así lograr "el espacio político necesario" para impedir que salga adelante la ley. Porque los defensores del apartheid gay no se basan solo en los valores ultraconservadores de la población. Adoptan una retórica antiimperialista para impulsar sus soflamas.

Pero la cruzada antigay no solo obedece a la defensa de unos valores pretendidamente familiares. La diplomacia estadounidense sugiere la posibilidad de que el líder ugandés tenga también intereses personales: un documento confidencial señala que Museveni puede estar interesado en sacar adelante la ley homófoba para utilizarla contra dos contrincantes políticos y dejar así libre el camino a la reelección en los comicios de este año, a los que se presenta tras 25 años a los mandos del país. Según la versión de los estadounidenses, el presidente de Uganda finge no conocer los detalles más ignominiosos del proyecto de ley que más tarde se tumbaría. Como, por ejemplo, que se incluye la posibilidad de encarcelar o ejecutar ya no solo a aquellos que mantengan relaciones con personas de su mismo sexo, sino a los que tengan constancia de ello y no lo denuncie a las autoridades.

Quizá lo más impactante de la lectura de los documentos dirigidos a Washington sean los argumentos que usan los defensores de aniquilar a un colectivo minoritario. Varios líderes africanos argumentan que la población demanda estas medidas. Por ejemplo, la pareja de hombres de Malaui condenada el año pasado a 14 años de cárcel y trabajos forzados suscitó el interés de la prensa y de los Gobiernos de Occidente. Pero la opinión pública del país -tanto los mayoritarios cristianos como los musulmanes- apoyaba el encarcelamiento, según aseguraba a la embajada el ministro de Justicia malauí. Cuando se le piden explicaciones por este caso, el presidente, Bingu wa Mutharika, se agarra a motivos bíblicos y sociales para argumentar por qué la homosexualidad choca con la tradición africana y la considera antinatural. "Cuando los ciudadanos se fijan en la naturaleza, no ven a ningún león teniendo sexo con otro león", explica al representante de EE UU.

Tampoco es muy esperanzador el hecho de que algunos de los que levantaron la voz contra las normas homófobas no lo hicieran por considerar que criminalizar a los gais atente contra los derechos humanos, sino por otros motivos. Como un opositor ugandés, que sugería que la nueva legislación abriría la puerta a que un Estado persiguiera a otros grupos minoritarios, algo muy parecido a lo que hacía la Alemania nazi. Además, países relativamente más tolerantes corren el riesgo de caer por la pendiente persecutoria.

"La Embajada de Gabón ha contactado con Anne Marie Mboga, directora de Asuntos Criminales del Ministerio de Justicia, que está preparando un borrador de ley para penalizar la homosexualidad", se puede leer en un escrito confidencial del año pasado. EE UU tilda de ambicioso el objetivo que se ha marcado la alto cargo del Gobierno de Gabón. Y añade que es difícil que logre su propósito porque el proyecto está en una fase muy inicial, no ha sido consultado en otros sectores y carece de una estrategia definida. "Sin embargo, nos quedamos preocupados, ya que la mayoría de ciudadanos no considera que los ataques a los gais tengan que ver con los derechos humanos. Una ley así no encontraría gran oposición. La apatía de la opinión pública, y no tanto un activismo antihomosexual, es el peligro más importante en este país", añade el diplomático desde Libreville.

Prácticamente al mismo tiempo que en Gabón ocurría esto, una activista ugandesa concedía una entrevista a un medio opositor en la que mostraba su temor a la ley que por aquel entonces se tramitaba. "Por primera vez, estoy muy asustada. Esto no es solo sobre nosotros los gais. Afecta a todo el mundo: a mi pastor, a mis amigos. Estamos hablando de relaciones entre personas que no hacen daño a nadie", aseguraba. Un año más tarde, David Kato moría apuñalado a las puertas de su casa después de que una revista publicara su foto en la portada con el titular de "Cuélgale".

El homófobo, el asesinado y el diplomático, en la misma sala

El hombre que un año más tarde sería brutalmente asesinado por defender sus derechos tuvo el arrojo de comparecer ante un público que minutos antes había estallado en aplausos al oír que la homosexualidad es "el diablo contra el que hay que luchar". Un visiblemente nervioso David Kato se presentaba en diciembre de 2009 en un acto organizado en la capital de Uganda para discutir sobre la ley que pretendía legalizar el asesinato de gais y lesbianas junto a uno de los grandes impulsores de la norma, el diputado David Bahati. Un cable de la embajada describe la escena. Los defensores de los derechos humanos abandonaron la reunión en seguida por temor a que el diputado hubiera ordenado la detención de Kato.

Los diplomáticos hacen un magnífico retrato de Bahati. "Su homofobia es cegadora e incurable. Tiene una habilidad escalofriante para canalizar el enfado de los ugandeses por los fracasos sociopolíticos del país y convertirlo en odio hacia una minoría impopular, pero que antes era tolerada".

Bahati, por su parte, defiende la ley con la necesidad de "proteger a los menores frente a los depredadores sexuales" y de erradicar la homosexualidad. Pero en este trabajo no estaba solo. Uno de sus grandes apoyos fue el ministro de Ética e Integridad, Nsaba Buturo, responsable de una campaña de arrestos masivos a principios de los años ochenta. Una fuente de la embajada apunta a la primera dama, Janet Museveni, como la mayor defensora de la ley.

Contaron además con la inestimable ayuda de radicales evangelistas estadounidenses que hicieron una gira por África. Scott Lively -autor del libro The Pink Swastiska, donde acusa a los gais de ser los "auténticos inventores del nazismo"- se refirió en una charla en Kampala a los homosexuales como pecadores que presentan un grave peligro para la sociedad y encarnan "una institución maléfica" empeñada en conquistar el poder.

IMPRESSIONANTE FOTO


EL PAIS, ESPANHA, HOJE

TV do Nepal apresenta jornal à luz de lamparina





Decisão do canal tem como objetivo pressionar governo para solucionar problema das quedas de energia no país.
Da BBC


O jornal de meia hora de duração é apresentado
à luz de uma lamparina (Foto: BBC)

Um dos principais canais de televisão do Nepal decidiu apresentar seu noticiário das 19h à luz de uma lamparina para chamar atenção para o problema da falta de energia no país.

Desde o início de fevereiro, a Kantipur Television usa apenas um lampião à querosene para iluminar seu jornal de 30 minutos de duração.

Segundo a direção do canal, o objetivo é colocar pressão no governo para que o problema seja solucionado.

Atualmente, o Nepal passa cerca de 12 horas por dia sem energia elétrica.

'Queremos que o governo produza mais energia o mais rápido possível', disse o chefe de jornalismo do canal, Tirtha Koirala, à BBC.

'Até agora, tivemos uma resposta muito positiva do nosso público, mas não ouvimos nada do governo.'

Apesar de ter um enorme potencial para a produção hidrelétrica, o Nepal produz menos da metade da energia que consome.

O conflito entre guerrilheiros maoístas e o governo, que durou dez anos e terminou em 2006, impediu maiores investimentos na produção de energia.

Além disso, o suprimento de energia do país foi seriamente afetado durante enchentes em 2008, que destruíram linhas de transmissão.

O resultado é que as quedas de energia programadas se tornaram parte da vida diária no país.

O problema se torna ainda mais grave durante o inverno, quando a redução das chuvas e dos níveis dos rios impede que as hidrelétricas existentes funcionem com sua capacidade máxima.

A companhia estatal de eletricidade já alertou a população que o país deve esperar 14 horas sem energia por dia a partir das próximas semanas.

'Estamos sofrendo muito por causa dos cortes programados', diz Koirala.

'Cerca de 400 mil alunos estão atualmente estudando para provas nas escolas e não têm luz alguma à noite. Além disso, pequenos negócios que não tem dinheiro para um gerador ficam impossibilitados de operar.'

Koirala diz que vai continuar iluminando o noticiário com uma lamparina até que o governo reaja.

TAO






TAO TE CHING
O Livro do Caminho e da Virtude
Lao Tse
Tradução do Mestre Wu Jyn Cherng


CAPÍTULO 1
O caminho que pode ser expresso não é o Caminho constante
O nome que pode ser enunciado não é o Nome constante
Sem-Nome é o princípio do céu e da terra
Com-Nome é a mãe de dez mil coisas
Assim, a constante não-aspiração3 é contemplar as Maravilhas4
E a constante aspiração5 é contemplar o Orifício6
Ambos são distintos em seus nomes mas têm a mesma origem
O comum entre os dois se chama Mistério7
O Mistério dos Mistérios é o Portal para todas as Maravilhas
3 Não-aspiração: significa a ausência de intenção.
4 MIAO: Maravilha, significa as manifestações do Caminho.
5 Aspiração: significa a manutenção da vontade.
6 CHIAO: tem dois sentidos, 1º) Luz, Claridade ou Cor Branca; 2º) Orifício, Cova ou Abertura.
7 SHUEN: tem dois sentidos, 1º) Mistério; 2º) Cor Negra. SHUEN é a convergência e a anulação dos
opostos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cadê nossos cronistas?


MÍDIA OMISSA

(na foto: RUBEM BRAGA)

Por Deonísio da Silva


A Editora Sabiá foi fundada em 1966 e ficava na Rua Toneleros, 191, em Copacabana, bem perto de onde houve o atentado que levou Getúlio Vargas ao suicídio, apenas dezenove dias depois. A tentativa de matar Carlos Lacerda, alvejado à porta do prédio onde morava, no número 180 da mesma rua, aconteceu na madrugada de 5 de agosto de 1954 e resultou na morte do major Rubens Vaz, da Aeronáutica. Ao se proteger na garagem do prédio, Lacerda levou seu filho Sérgio, que o acompanhava. Pai, filho e neto se tornaram editores, mas essa já é outra crônica.

Na verdade, o projeto editorial começou em 1960, quando Fernando Sabino, Rubem Braga e Walter Acosta fundaram-na com outro nome, Editora do Autor, uma cooperativa. Os sócios se desentenderam e dali surgiu, então, a Editora Sabiá. A Editora do Autor começara com A Revolução dos Jovens Iluminados, de Fernando Sabino, produto da viagem que fizera a Cuba como correspondente do Jornal do Brasil na comitiva de Jânio Quadros, recém-eleito presidente da República. Na ocasião foram lançados outros livros memoráveis: Furacão sobre Cuba, de Jean-Paul Sartre; O cego de Ipanema, de Paulo Mendes Campos; O homem nu, de Fernando Sabino; Antologia poética, de Manuel Bandeira.

Já como Editora Sabiá, lançou Para uma menina com uma flor, de Vinicius de Moraes, um verdadeiro best seller naquele ano e nos seguintes. Também Clarice Lispector publicou alguns livros pela Editora do Autor, republicados depois pela Editora Sabiá.

O distinto público não sabe de nada

Dentre os autores estrangeiros, a Editora Sabiá foi quem trouxe para os brasileiros a primeira edição de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, lançado em 1968, apenas um ano depois de sair na Colômbia. Isso, sim, é faro editorial, hein! Outro acerto editorial foi publicar O apanhador no campo de centeio, de Jerome David Salinger, que havia sido recusado pela Civilização Brasileira. Aliás, Salinger morreu ano passado, dia 27 de janeiro, no mesmo mês em que completara 91 anos.

A Editora Sabiá tornou nacionalmente conhecidos, por várias gerações, os cronistas que lançou, consolidando-os como tais. Por que nossos jornais e revistas não lançam novos cronistas? E por que tão poucas editoras publicam livros de crônicas? E por que a mídia ignora esses livros depois de lançados? Não se pede que os elogie, mas que os critique, considere, pois oferecem elementos valiosos para a interpretação do Brasil, entre outros temas. Não fosse a pequena Sabiá discordar das hegemônicas editoras do período, quanto tempo mais teríamos esperado para ler autores, nacionais e estrangeiros que ela corajosamente lançou? Alguns já ganharam o Prêmio Nobel, mas foram lançados bem antes disso pela Sabiá.

Talvez a mídia precise pautar grandes reportagens sobre como anda o livro no Brasil. Editoras e livrarias vivem de autores que elas levam aos leitores. Enfrentam muitas batalhas e vencer a indiferença da mídia é uma delas, travada todos os dias. Mas por quê? O distinto público não sabe de nada. Pela mídia, não!

MULHER BRASILEIRA


DA EXPOSIÇAO DO PALACIO DO PLANALTO
(ARQUIVO NACIONAL, ORIGEM DESCONHECIDA OU NAO ESPECIFICADA)

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Duque de Caxias vai ganhar Palácio da Cultura de Niemeyer






Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vai ganhar uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer. A prefeitura vai construir o Palácio da Cultura que terá espaços para a Universidade da Música e a Casa do Artesão. Dentro do novo prédio terão espaços para exposições e venda dos produtos de artesãos.

Na próxima terça-feira (8) em horário a ser combinado, a equipe técnica responsável pelo projeto vai visitar duas áreas onde poderá ser construído o prédio.

Os arquitetos vão conhecer o espaço do antigo Centro de Convenções, que abriga hoje a sede da Secretaria de Integração, Segurança Pública e Defesa Civil e a Guarda Municipal e atualmente é usada como garagem da prefeitura. A outra opção é a área da praça Elias Lazaroni, no bairro 25 de Agosto. Essa será a segunda obra de Oscar Niemeyer no município. A primeira foi o Centro Cultura, que leva o seu nome, construído na praça do Pacificador e que abriga a Biblioteca Municipal Leonel de Moura Brizola e o Teatro Raul Cortez. A obra é a única do arquiteto na Baixada Fluminense.

Depois de conhecer o projeto, Niemeyer se mostrou empolgado e aceitou a empreitada. Disse que tem um carinho muito grande pela cidade e que assim que puder vai visitar o Centro Cultural que o homenageia.

O Palácio da Cultura terá seis andares e no projeto estão a instalação de um salão de belas artes, ateliê e escola de pintura, escola municipal de música, biblioteca multimídia, estúdio de áudio e vídeo, escola de dança e sede da Companhia Municipal de Dança, um auditório para 150 pessoas, cyber café e a casa do artesão, com espaço para exposição, venda, oficinas e cursos.

O prefeito Zito acrescentou que a população vai ter mais acesso à cultura num espaço que vai agregar as principais entidades representativas da cidade.

- Estamos criando condições necessárias para o desenvolvimento cultural de nosso município.

Morre Reynaldo Jardim


Vermelho
www.vermelho.org.br

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02/02/2011
Morre aos 84 anos o poeta e jornalista Reynaldo Jardim
Morreu, por volta das 23h30 desta terça-feira, aos 84 anos, em Brasília, o jornalista e poeta Reynaldo Jardim. Ele estava internado no Hospital do Coração e faleceu devido a um aneurisma na artéria aorta abdominal.
Nascido em São Paulo, o jornalista residia com a mulher, a jornalista Elaina Daher, e os três filhos em Brasília. O velório foi marcado para as 14h no Teatro Nacional Cláudio Santoro e o enterro, para as 18h, no cemitério Campo da Esperança.

Atualmente, Reynaldo era colunista do Diário da Manhã. Nos anos 50, participou da reforma gráfica do Jornal do Brasil (JB), e foi o criador do Suplemento Dominical - que se tornou o mais importante suplemento literário de poesia concreta do país -, do Caderno B e do Caderno de Domingo da publicação. O poeta também teve passagens pela revista Senhor, foi criador do jornal-escola O Sol e atuou como diretor de telejornalismo da TV Globo nos anos 60.

Autor dos livros "Paixão Segundo Barrabás", "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha", "Joana em Flor", "Viva o Dia" e "Íntima Grafite", o jornalista teve um de seus poemas - "Profana via sacra" - transformado em curta-metragem premiado pela Câmara Legislativa na 43ª edição do Festival de Brasília.

Publicado no ano passado, Sangradas Escrituras ficou em segundo lugar na categoria Poesia do 52º Prêmio Jabuti. A obra traz uma compilação de 64 anos de trajetória reunida em 1.200 páginas de poemas. Em setembro do ano passado, editou a série de poemas Íntima Grafite.

Com agências


ULTIMO TANGO



Morreu nesta quinta-feira (3) a atriz francesa Maria Schneider. Ela ficou famosa depois de contracenar com Marlon Brando em “Último tango em Paris” (1972), filme de Bernardo Bertolucci que causou escândalo na época de seu lançamento. Ela tinha 58 anos.

“Maria morreu esta manhã em Paris depois de uma longa doença”, informou um parente.

Ela começou a carreira no cinema por volta de 1969. Seu primeiro papel importante foi em "Madly" (1970), de Roger Kahane.

Em 1972, aos 19 anos, foi selecionada por Bertolucci para estrelar "Último tango em Paris", no qual interpreta uma jovem parisiense que se envolve com um empresário norte-americano de meia idade (Brando). Ele deixa claro que o relacionamento será baseado apenas em sexo.

Maria disse que sua experiência com o filme e o tratamento que recebeu, como símbolo sexual, em vez de atriz séria, levaram-na a decidir nunca mais fazer filmes com cenas de nudismo.

Ela estrelou depois outro filme italiano, "O passageiro - profissão: repórter", dirigido por Michelangelo Antonioni, no qual contracenou com Jack Nicholson. Schneider concordou em aparecer nua em uma longa cena, mas continuou receosa em relação aos papéis.

Nos anos 1970, sua vida foi marcada por escândalos, dependência de drogas e uma tentativa de suicídio. Sua carreira se caracterizou depois principalmente por filmes pouco expressivos, de baixo orçamento.

Mais recentemente ela atuou em “Os atores” (2000), de Bertrand Blier, e "Cliente” (2008), de Josiane Balasko.