Jorge Luis Borges - O Punhal
O Punhal
A Margarita Bunge
Numa gaveta há um punhal.
Foi forjado em Toledo, em fins do século passado; Luis Melián Lafinur deu-o a meu pai, que o trouxe do Uruguai; Evaristo Carriego teve-o uma vez na mão.
Os que o vêem têm de brincar um pouco com ele; percebe-se que há muito o buscavam; a mão se apressa em apertar o punho que a espera; a lâmina obediente e poderosa folga com precisão na bainha.
O punhal outra coisa quer.
É mais que uma estrutura feita de metais; os homens o pensaram e o formaram para um fim muito preciso; é, de algum modo, eterno, o punhal que na noite passada matou um homem em Tacuarembó, e os punhais que mataram César. Quer matar, quer derramar brusco sangue.
Numa gaveta da secretária, entre borradores e cartas, interminavelmente sonha o punhal seu singelo sonho de tigre, e a mão se anima quando o dirige porque o metal se anima, o metal que em cada contato pressente o homicida para quem os homens o criaram.
Às vezes, dá-me pena. Tanta dureza, tanta fé, tanta impassível ou inocente soberba, e os anos passam, inúteis.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Carta de Guia dos Casados
Carta de Guia dos Casados
D. FRANCISCO MANUEL DE MELO (Lisboa, 23 de Novembro de 1608 – Lisboa, Alcântara, 24 de Agosto ou 13 de Outubro de 1666)
Carta de Guia dos Casados
(...) Uma das coisas que mais assegurar podem a futura felicidade de casados é a proporção do casamento. A desigualdade no sangue, nas idades, na fazenda, causa contradição; a contradição, discórdia. E eis aqui os trabalhos por onde vêm. Perde-se a paz, e a vida é inferno.
Para satisfação dos pais convém muito a proporção do sangue para o proveito dos filhos, a da fazenda, para o gosto dos casados, a das idades. Não porém que seja preciso uma conformidade, de dia por dia, entre o marido, e mulher; mas que não seja excessiva a vantagem de um a outro. Deve ser esta vantagem, quando a haja, sempre a parte do marido, em tudo à mulher superior. E quando em tudo sejam iguais, essa é a suma felicidade do casamento.
Dizia um nosso grande cortesão, havia três castas de casamento no mundo: casamento de Deus, casamento do diabo, casamento da morte. De Deus, o do mancebo com a moça. Do diabo, o da velha com o mancebo. Da morte, o da moça com o velho.
Ele certo tinha razão porque os casados moços podem viver com alegria, as velhas casadas com moços vivem em perpétua discórdia; os velhos casados com as moças apressam a morte, ora pelas desconfianças, ora pelas demasias.
Mas porque estas coisas são muito gerais, e ainda os incapazes têm delas conhecimento que aos entendidos lhes sobeja, é tempo de passar a alguns mais particulares avisos.
Senhor, saiba V. M.cê que à sua alma se acrescenta outra alma de novo; à sua obrigação se junta outra obrigação. Assim devem crescer seus cuidados, e seus respeitos. E da mesma sorte que, se a um homem que possuísse uma herdade, a qual cultivasse, lhe fosse deixada outra de novo, para o mesmo efeito este tal homem, sem diminuir em sua alegria, era força que na diligência se avantajasse, por abranger com seu trabalho a ambas aquelas suas fazendas; nem mais nem menos deve o casado multiplicar o tento, e a fadiga (sem que por isso se entristeça), por não faltar ao novo cargo que tomou, e lhe entregaram, com a mulher que lhe deram; não para que a arriscasse, e perdesse (e a si mesmo com ela), mas para que com maior cómodo e descanso pudesse passar com ela a vida.
(...) Provemos a ver se será possível dar alguma regra ao amor; ao amor, que soe ser a principal causa de fazer os casados mal-casados, umas vezes porque falta, e outras porque sobeja. Armemos-lhe, se quer, as redes; caia ele se quiser; e o mais certo será que voe, e fuja delas, porque quiçá por isso o pintaram com asas.
Ame-se a mulher, mas de tal sorte que se não perca por ela seu marido. Aquele amor cego fique para as damas, e para as mulheres o amor com vista. Ou cure os olhos que tem, ou os peça emprestados ao entendimento desses que lhe sobejam. (...)
Saiba-se, e tema-se, que também há Narcisos do amor alheio, como de seu próprio.
(...) Há alguns, Senhor N., de tão pouco juízo, que fazem ostentação de seu próprio cativeiro. Igual afronta é a um casado saber-se que o manda a sua mulher, que saber-se é ela de seu marido escrava, e não companheira.
Este foro, esta prerrogativa, de que cada um é bem que use, logo ao princípio convém que se concerte. O marido tenha as vezes de Sol em sua casa, a mulher, as da Lua. Alumie com a luz que ele lhe der, e tenha também alguma claridade. A ele sustente o poder, a ela a estimação. Ela teme a ele, e ele faça que todos a temam a ela, serão ambos obedecidos.
Dissera eu que as mulheres são como as pedras preciosas, cujo valor cresce, ou mingua, segundo a estimação que delas fazemos.
14. A PANTERA (Rogel Samuel)
ESTA É A PURBA QUE RECEBI
14. A PANTERA (Rogel Samuel)
Foi quando chegou o lama tibetano, Korchen Tulku.
-Tashi Delek! – falou.
Sorridente como sempre, sábio, humilde, morava num quarto sórdido sem banheiro, onde cozinhava num fogareiro a querosene. O quarto todo rescendia a querosene e a tinta. Ele era pintor, excelente pintor de thankas detalhadas e minuciosas.
Korchen Tulku era um gênio da pintura de deidades. Depois de estudar, praticar, ele as pintava como as visualizava. No seu quarto havia nas paredes os grandes painéis dos 16 Aharats, em tamanho real. A grande obra estava inconclusa, à espera de um patrocinador.
Korchen Tulku vinha buscar-nos para ir a Parping, montanha próxima, visitar os lugares santos daquela montanha.
Fomos de táxi até certo lugar onde pegamos um ônibus.
Dali só a pé.
No caminho encontramos um tibetano que tinha acabado de descer do Tibet e tentava vender alguns objetos pessoais.
Eu logo me interessei por uma purba, que é uma adaga, um punhal ritual, do rito de Vajrakylaia.
- Quanto custa, eu perguntei.
Ele respondeu em rúpias nepalesas.
Eu não tinha suficientes rúpias comigo, ainda que fosse um preço irrisório.
Não comprei. Saímos, fomos à montanha, passamos o dia todo lá. No fim do dia estávamos de volta no mesmo lugar, para esperarmos o ônibus de Katmandhu.
O tibetano continuava lá. Era um tibetano jovem e sorridente. Fui vê-lo. Lá, ele me deu a purba.
- É um presente para você, disse-me ele.
Eu não podia aceitar.
Peguei a purba e fui até ao lama, onde pedi emprestado as rúpias.
Voltei e paguei aquele homem.
Senti que era meu irmão.
sábado, 6 de junho de 2015
A PANTERA 13 (ROGEL SAMUEL)
A PANTERA 13 (ROGEL SAMUEL)
Daquela varanda via-se a cúpula da Estupa de Bouldha.
Em minha frente, o Dr. Shresta descrevia aquela história, falava pausadamente, como quem profere uma conferência num auditório:
- Tudo se resume nisso, disse ele.
E acrescentou:
- O nome da estupa é Jarungkhasor, o que significa: tudo que se lhe pedir será concedido.
Jara voltou com a bandeja de chá.
Vestida de tibetana casada, com o avental, parecia mesmo uma tibetana. As pessoas falavam com ela em tibetano na rua, o que ela adorava. Finalmente estava num país onde a aceitavam, amavam, ainda que não falasse tibetano, nem inglês.
Jara sentou-se e esperou.
- A criadora de porcos já tinha morrido, mas os dois filhos terminaram a estupa.
E o doutor bebeu um gole de sua chávena de chá, chá com leite, com um pouco de manteiga de iaque, que Jara aprendera a fazer.
- Obrigado, disse ele para Jara, sorrindo, gentilmente.
Ela, desvanecida.
- Mas como tudo começa? – perguntou Jara e eu traduzi.
- Ela era uma deusa, disse o Dr. Shresta, mas pelo seu erro de arrancar uma flor foi condenada a nascer aqui, onde se tornou criadora de porcos.
- Um dia, continuou ele, Padmasambhava se dirigiu aos tibetanos nesses termos:
— Jovens tibetanos, há uma estória que vocês desconhecem, ó jovens tibetanos, que necessitam saber. E é por isso que vocês estão aqui.
Os tibetanos permaneceram em silêncio, disse o Dr. Shresta.
— Querem vocês conhecer parte da minha extraordinária estória?
Os tibetanos pediram que lhes contasse.
E ele assim falou:
— Isso se passou há muito tempo, no tempo do Buda Mahakashyapa. Minha mãe daquela época se chamava Shamvara, e tinha 4 filhos. Ela construiu a Estupa de Jarungkhasor, no distrito de Maguta, no reino do Nepal.
Ele puxou sua capa para proteger-se do vento e prosseguiu: “Na vida anterior àquela, minha mãe se chamava Apurna, e residia no Reino dos 33 deuses. Lá, ela tirou uma flor do jardim. Aquilo que era um crime, pois matava a flor, e por isso adquiriu o carma de nascer no reino dos humanos, como uma simples porqueira de nome Shamvara”.
“Shamvara teve quatro filhos de quatro diferentes homens. Como ficou quase rica com sua criação de porcos, e para o benefício de seus filhos, resolveu construir uma estupa para servir de receptáculo da mente de todos os Budas”.
“Para isso, Shamvara pediu permissão do rei. E o rei autorizou”.
“Então ela começou a construir a estupa com ajuda de seus quatro filhos. Mas à medida que a estupa ficava maior e mais bela, os ministros e o povo do Nepal desenvolvia inveja e raiva contra aquela reles porqueira. Eles se consideravam insultados, pois uma simples criadora de porcos, junto de seus quatro filhos ilegítimos, estavam construindo um tão grande e belo monumento”.
“Movidos pelo ódio, foram ao rei e pediram ao monarca que obstruísse aquela construção, já que aquilo constituía uma humilhação para os nobres”.
“O rei, porém, respondeu que aquela mulher era pobre, e que através de seu trabalho conseguiu economizar bastante dinheiro para, junto com seus quatro ilegítimos filhos, construir uma estupa, e que ele já tinha autorizado a construção. Portanto a autorização estava valendo, não podia mudar”.
— Eu, como rei, só falo uma vez, concluiu. Por isso a grande estupa passou a se chamar de Jarungkhasor, o que quer dizer uma vez autorizada, nenhum obstáculo deve haver à sua construção.
“Quando a grande estupa estava prestes a ser concluída, a porqueira previu sua morte antes da conclusão. Ela então reuniu seus quatro filhos e lhes disse:
— Depois de minha morte, ó filhos, vocês devem concluir a obra, que é a finalidade de minha vida.
E depois daquelas palavras ela morreu.
Ouviram-se sinos e os deuses enviaram uma chuva de flores. Diversos arco-íris iluminaram os céus. A natureza homenageava minha mãe, pela generosidade de ter construído a extraordinária estupa.
Minha mãe atingiu o estado de Buda.
Nós trabalhamos mais três anos, sete ao todo, e concluímos a obra.
No fim, o Buda Mahakashyapa, acompanhado por seus filhos bodhissattvas, apareceu sobre o espaço, em cima da estupa. Também ali estavam todos os Budas e Bodissatvas das dez direções, com numerosos Arahants e os senhores dos três mundos, assim como divindades pacíficas e iradas, todos apareceram na mais auspiciosa presença com grandes sons e flores e nuvens de incenso.
E a terra tremeu três vezes.
E uma ilimitada luz da divina sabedoria se difundiu do corpo da assembléia dos Budas ali presente, eclipsando a luz do sol, e irradiando mesmo de noite por mais cinco dias.
O Doutor ajeitou a capa, bebeu um gole de chá, sorriu como se lembrasse de tudo aquilo, e continuou:
— Naquela hora eu fiz um pedido. Por causa desse pedido vocês estão aqui.
Os tibetanos se entreolharam. Uma águia voejou no espaço, sobre a cabeça da gruta. Um vento novo varreu o vazio entre as grandes montanhas do Nepal.
Padmasambhava prosseguiu:
— Naquela hora eu fiz o seguinte pedido aos budas e bodissatvas - que, pelo mérito de ter terminado a estupa de minha mãe, que eu pudesse levar o ensinamento para as grandes montanhas geladas do Tibet.
Todos se calaram. A noite caiu. Um grande vento frio baixou pelo vale, vindo das mais altas montanhas. O pesado silêncio pacificou a todos.
Assim falou Padmasambhava e os guerreiros tibetanos escutaram em silêncio.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A PANTERA 12
A PANTERA 12
ROGEL SAMUEL
No Natal descemos até a praia. Mas não paramos muito ali, pois fomos para a vila de pescadores, onde nos deixávamos ficar nas dunas, diante do mar. Ficamos hospedados numa pousada que não tinha boa luz elétrica, e à noite as luzes de vela davam ao ambiente uma atmosfera romântica, ao som do mar.
Ouvíamos todas as noites, no bar, a voz daquela cantora de jazz, em fita-cassete. Era uma vila de pescadores, sofisticada e secreta. Havia muitos barcos que às vezes nos levavam para as ilhas.
Poderíamos morar definitivamente lá, não fosse minha precaução de não chamar atenção sobre nossa presença.
Por isso saímos de lá para o meu apartamento, pois nosso dinheiro acabava (não usávamos cartão de crédito ou cheque, mas dinheiro vivo) e partimos para uma cidade diferente, nas montanhas, cheia de flores, onde muitas vezes andávamos de madrugada no parque, vendo o luar, sentindo o perfume das árvores no ar.
Na época abria a estação das flores bailarinas, com vitrilhos brilhos cintilos.
Sob a lua a gente navegava e nas esteiras acesas se abriam leques, madeixas deusas de vespas ledas de seu lácteo almíscar. Aquilo era um palácio e o verão nos seus bronzes sobre as estátuas abertas emitia suspiros giros e engasgos com essas asas de aço sobre fontes, passos da irmandade fecundada com o pulso das estrelas. Da janela víamos a torre da capela, entre as árvores, no sopé da montanha. As magnólias reverdeciam. O resto era a floresta. Que seria aquela casa no meio das árvores da floresta? Uma grande torre de nuvens se erguia no céu, parecendo mais alta do que as mais altas montanhas. Um aeroplano cruza o espaço azul. De lá, quando o céu era limpo e claro, se podiam ver os vales e as montanhas, ao longe.
Foi quando li num jornal a notícia de que a polícia tinha descoberto e prendido um companheiro nosso. E prisão significava sequestro, tortura e morte.
Voltamos e entrei de madrugada no meu apartamento, de onde retirei todos os documentos e tudo transferindo para mais dois cofres bancários em nome de Jara.
E partimos para o exterior, saindo do país de ônibus, - eu tinha conseguido passaportes, vistos e um cartão de crédito internacional em nome de Jara, que ninguém conhecia, e partimos sem problemas, atravessando a fronteira por terra e viajando para Sydney pela Argentina, num voo transpolar, com conexão na Nova Zelândia.
Em Sydney hospedamo-nos no Sullivans, Oxford Street 21, em Paddington. A vida noturna da cidade, pubs, clubs nos distraiu. Visitamos a exposição de Sebastião Salgado ali. Sydney era a capital da fotografia. Havia um erotismo no ar. Respiramos jovialidade e democracia. Eu queria morar lá, de vez, com Jara. Não havia crimes, nem violência, em Sydney. Culturas variadas em harmonia. Fraternidade universal. Em Paddington estávamos em paz. Ouvimos a Quarta Sinfonia de Brahms naquela monstruosa Opera House, com a Orquestra Sinfônica de Sydney.
Mas depois de um mês fomos para Katmandhu, onde permanecemos um ano.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
A PANTERA 11 (ROGEL SAMUEL)
A PANTERA 11 (ROGEL SAMUEL)
Ficamos no meu apartamento de sala e quarto que um amigo cuidava para mim e, quando os documentos de Jara ficaram prontos, embarcamos para aquela ilha, onde nos hospedamos num chalé. Quando uma amiga apareceu, fomos com ela para a sua casa no meio da floresta. Lá soube de outros parceiros meus que estavam longe, dispersos no mundo ou mortos.
Depois, Jara e eu nos mudamos para uma cabana isolada, onde moramos por algum tempo. Lá cozinhávamos e caminhávamos ao redor.
Foram dias calmos e felizes.
De lá podíamos avistar o mar e o horizonte distante.
Depois voltamos para o centro da ilha, onde nos demoramos mais.
De lá partimos para uma cidadezinha de barco e nos dirigimos para a enseada, onde ficamos morando num barco.
Até voltarmos para a cabana.
Na cabana tudo era paz.
Tu queres sono: despe-te dos ruídos,
Tu queres sono: despe-te dos ruídos,
Publicado em 3 de junho de 2015
Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, e os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, e os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.
Ao poema de Ana Cristina César
óleo de maria azenha
óleo de maria azenha
Choten under construction. Time to put a bit of yours which will remain for aeons.
Zimwock Rinpoche Zim'og VI.
Foto de Zimwock Rinpoche Zim'og VI.
Zimwock Rinpoche Zim'og VI
Choten under construction. Time to put a bit of yours which will remain for aeons.
"If the Great Stupa is restored according to this prophecy,
content and prosperous men of the entire southern continent of
Jambudvipa will reap abundant harvests for twenty-five years.
Contented and prosperous men in India, Nepal and Sikkim will reap
abundant harvests for thirty-three years. The Land of the Snows
will be free from invading barbarian hordes for sixty years and
harvests will be fruitful and men happy and prosperous for forty
years. The thoughts of the Path Followers will be actualized. The
Wheels of Dharma at the temples and monasteries of India and
Tibet, at Vajrasana and Samyeling, will be untouched by the
vagaries of the elements and the barriers obstructing the
transmission of explanation and instruction will be removed and
the Dharma will spread. Great Beings, Masters of the Lineal
Traditions, will strengthen their lineages and spread the example
of Buddha Service. The indications of revealed perfection of the
completion of the practices of visualization of the Deity and
recitation of Mantra by Mantradharas, will appear without
hindrance. The subservient gods and demons of Tibet, the King
Trisondetsen, his family and heirs and the leaders of the country
will adhere to both spiritual and temporal obligations, giving
power to many and satisfaction and virtue to all. The spirits of
malice and vindictiveness, instruments of the ruination of Tibet,
and the black beasts corrupted by egoistic intent will be
vanquished, eradicated.
"And all living creatures engaged in the restoration of the
Great Stupa, after three reawakenings, are reborn with the body
of a man or god, a pure vessel for the nectar of Dharma, and
finally attain Buddhahood in the Western Buddhafield of
Sukhavati, the Pure Land of Bliss. Whoever has put trust in the
Great Stupa, whoever has found joy in the nature of the Great
Stupa, whoever has shown devotion to the Great Stupa and whoever
rejoices with the Bodhisattvas when the Restoration of the Great
Stupa has been completed, after seven rebirths, sits at the head
of the Vidhyadharas in the Infinite Palace of Lotus Light in the
Glorious Copper Coloured Mountain of Ngayab in the southwest. Any
living creature who envisions the Great Restoration with his eye,
or hears its vibration with his ear, or imagines it in his mind
or feels it with his body has all traces of unknowing action, the
stains of sixty-thousand great aeons of ignorance, removed from
his mind. All men engaged with the Great Being in the Restoration
of the Great Stupa either with or without understanding, trust or
devotion receive a part of his supreme realization and spiritual
power, and arriving at the end of human experience, they live in
the Reality of the Vidhyadharas at the feet of Orgyen Rimpoche
himself.- Guru Rinpoche's 8th century prediction quoted in the
Legend of the Great Boudhanath Stupa
Carta de Clark Johnson, um dos mais antigos alunos ds Thrangu Rinpoche,
Dear Sangha,
The devastation caused by two earthquakes in Nepal continues. The isolation created by the Himalayan mountains has left many villagers without the help desperately needed to put their lives back together.
The devastation caused by two earthquakes in Nepal continues. The isolation created by the Himalayan mountains has left many villagers without the help desperately needed to put their lives back together.
The logistics of getting aid to the whole country has become a major challenge. The international community and various NGOs face real delays because of insignificant infrastructure and heavy equipment and transport to reach the many in isolated areas.
The 17th Karmapa and Thrangu Rinpoche have made it clear that this is a situation to practice engaged Buddhism by actively helping all that need help. This is a time that we need to engage however we can.
Even though it has been a month since the devastating earthquake, Dr. John Norbu reports that there are still aftershocks. This is because Nepal is not simply on a fault line, but is actually where the Asian and India plates are colliding.
Even though it has been a month since the devastating earthquake, Dr. John Norbu reports that there are still aftershocks. This is because Nepal is not simply on a fault line, but is actually where the Asian and India plates are colliding.
The government is trying to get the buildings inspected before they can be occupied--with only a few inspectors for thousands of buildings the populous are still living in tents. With the monsoon rains this has become more and more difficult.
These are Thrangu Rinpoche's monks at Namo Buddha, a monastery that is about 30 miles from Kathmandu. They are doing morning prayers in a large tent until the necessary structural repairs can be made. They are also living outside in tents.
Thrangu Rinpoche has a 3-year retreat and nunnery at Nubri, Nepal. Before the Earthquake to get to Nubri you took a short bus ride before you began a 5 day walk to reach the village. Since the earthquake, there is now no transportation. The village was destroyed and access has been made extremely dangerous because the path has been destroyed. Tulku Damcho has charted a helicopter twice to get necessary supplies to the monks and nuns and villagers.
A majority of Thrangu Rinpoche's monks (including Tulku Damcho's) come from small villages in Northern Nepal so they have many relatives who were injured and have lost everything.
Tulku Damcho Rinpoche by the way will be visiting Denver to give teaching this October.
We ask you to support the efforts to help Nepal. 100% of the funds will go directly
to the villages in need. So far we are moving towards $20,000 but much more is needed.
The situation as it is now:
* whole villages have been destroyed
* food prices have skyrocketed and families are living in the open in make shift tarps and tents.
* Some villages are not receiving help because of the difficultity in reaching them.
* blankets, tents, and all services are in short supply
* trekking trails are destroyed, access is a major challenge
You can donate at VajraVidya.com (Go to 3rd tab--Nepal earthquake relief)
Blessings &
Thank you,
Clark Johnson
terça-feira, 2 de junho de 2015
GOLD LAMBORGHINI
É um carro esportivo de motor central produzido pela fabricante italiana Automobili Lamborghini. Vai de 0 a 96,4 km/h em 2,9 segundos e velocidade máxima de 350 km/h. É equipado com um motor 6.5 V12 que gera 700 cavalos de potência. Preço: 7,28 milhoes de dólares.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
A PANTERA 10 (ROGEL SAMUEL).
A PANTERA 10 (ROGEL SAMUEL).
“Que é aquilo?”, pergunto, mostrando o brilho no alto da montanha. “Não sei“, disse Jara, e me abraçou.
Mas seguimos aquela estrada sem saber aonde nos levara. E enquanto aquela fuga pela planície as sombras nos impelia, à minha amiga fiel mais eu me cingia. Como sem ela pudera prosseguir? Quem para alçar-me esforço me daria?
Assim chegamos àquela pequena, deserta e triste cidade que aparecia. E logo pudemos trocar nossos uniformes de soldado por roupas novas, comprei malas, fomos a um hotel onde tomamos banho e, sabendo que havia um aeroporto perto, logo nos dirigimos para lá.
No pequeno aeroporto pagamos um aeroplano que nos deixou numa cidade maior.
Ali comprei um carro (pois só agora eu vi que Jara trazia duas grandes bolsas cheias de dólares do cemitério do exército), e de madrugada, como que escondidos, partimos para o sul.
Viajamos o dia inteiro e à noite nos abrigamos num hotel onde adormeci no colo da minha amiga, que ficou acordada, protegendo-me.
Quando acordei estava bem melhor e logo sem problemas partimos, descendo o país em direção Sudeste, dormindo nos hotéis da estrada e foi assim que, depois de vários dias chegamos a uma grande cidade, onde comecei a tratar dos documentos de Jara.
Calor extremo na Índia chega ao Himalaia
Calor extremo na Índia chega ao Himalaia
Em cidade no norte do país conhecida como 'capital da ioga', sensação é de extenuação
LUISA COELHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM RISHIKESH (ÍNDIA)
Até no sopé do Himalaia, na cidade de Rishikesh --tradicional destino de turismo espiritual no norte da Índia--, se sofre com a onda de calor que já provocou mais de 2.200 mortes no país. Na última semana, os termômetros chegaram a marcar 46°C.
"Extremo e atípico", registrou um aplicativo de celular que monitora variações da temperatura local. A região costuma ser destino dos que fogem do calor da primavera indiana, mas neste ano não foi poupada.
As tardes são o momento mais quente do dia, e é tarefa árdua andar pelas ruas sob o sol forte. Ambientes fechados tampouco se salvam, devido aos frequentes cortes de energia, que desligam ventiladores, aparelhos de ar condicionado e geladeiras.
A falta de eletricidade também ocorre à noite. Embora as temperaturas sejam mais amenas então, não há trégua para quem tenta dormir.
Para aliviar o calor, as pessoas recorrem às águas geladas do rio Ganges, que chega a Rishikesh pelas montanhas. Em um dos cursos de ioga oferecidos na cidade, conhecida como a capital da atividade, a maior parte dos alunos já ficou doente.
As queixas são as mesmas: diarreia, cansaço e febre, sinais de desidratação, que também podem ser fruto da ingestão de alimentos mal conservados. Sem energia elétrica, tem sido comum comprar algo direto da geladeira em um mercado local e sentir a diferença de sabor.
Para moradores e comerciantes, a situação é anormal.
domingo, 31 de maio de 2015
FICÇÒES DO CICLO DA BORRACHA NO AMAZONAS
Lucilene Gomes Lima
FICÇÒES DO CICLO DA BORRACHA NO AMAZONAS
Estudo comparativo dos romances A selva, Beiradão e O amante das amazonas
O amante das amazonas: o ciclo sob o olhar de um analista-autor
Rogel Samuel, autor de O amante das amazonas, agrega duas características relevantes para nosso estudo sobre as obras literárias do “ciclo da borracha”. A primeira delas é a experiência que, em seu caso, não é direta, vem de reminiscências legadas pela memória de antepassados, como o avô, um alsaciano enriquecido pelos lucros da borracha amazônica, no início do século XX. A segunda característica motivadora do estudo desse romance surge do fato de o autor ser analista literário, atividade resultante de sua carreira no magistério.[213]
Entendemos ser a atividade de analista empreendida por Rogel Samuel a promotora da diversificação de abordagem do romance O amante das amazonas. Não o nomeamos, contudo, um escritor-crítico, conforme concebe Leyla Perrone-Moisés[214] por entendermos que o autor exerce a atividade de analista paralelamente a de escritor e por considerarmos que tanto a sua produção teórica quanto a sua produção ficcional não alcançaram a extensão e o nível de sistematização necessários à qualificação de escritor-crítico, como o estabelece o estudo de Perrone-Moisés. Uma vez que Samuel não pratica a análise do texto ficcional como corolário de sua atividade de escritor, podemos considerar o oposto: que sua atividade de professor e analista possibilitou a expressão de ficcionista, expressão essa que marcará a renovação da terceira fase ficcional do ciclo.
O amante das Amazonas realiza a brevidade que, segundo lembra o narrador de um romance de Ítalo Calvino, é necessária aos romances modernos: “[...] Hoje em dia, escrever romances longos é um contra-senso: a dimensão do tempo foi estilhaçada, não conseguimos viver nem pensar senão em fragmentos de tempo que se afastam, seguindo cada qual sua própria trajetória e logo desaparecem [...].”[215] Dessa forma, o romance se divide em 23 capítulos curtos: Viagem, Palácio, Numas, Paxiúba, Ferreira, Júlia, Desaparece, Ratos, Frei Lothar, Perdida, Ribamar, Manaus, Conversas, O leque, A livraria, Benito, Rua das Flores, Encontro, Mistério, Noite, O pórtico, Jornal, Fim. São capítulos que, por sua vez, não estabelecem uma continuidade linear do enredo, alguns deles basicamente introduzem personagens, o que reforça a característica fragmentária da narrativa.
Fragmentado é ainda o narrador do romance. Divide-se entre primeira e terceira pessoas. Em primeira pessoa, narra Ribamar, retirante do povoado de Patos, em Pernambuco, vindo para a Amazônia em 1897. Já a voz que narra alternando a primeira e terceira pessoas tece comentários, dialoga com o leitor, insere digressões e se assume como ser ficcional: “[...]sei, e de antemão o digo, que esta é apenas uma obra de ficção, e portanto mentirosa, dentre as várias que há na literatura amazonense, e espere o leitor e a leitora o surpreender-se como, apesar disso, o fio do destino do que vai descobrir é correto. Todos os fatos, aqui expostos, foram realidades notáveis e aconteceram realmente para a minha imaginação [...].”[216]
As narrações em primeira e terceira pessoas, portanto, não se apresentam como instâncias independentes. Por vezes, a forma indireta da terceira pessoa se personaliza. Expressa-o o fato de que o romance se inicia com a narração em primeira pessoa da personagem Ribamar para, posteriormente, no capítulo dez, ser atribuída ao narrador em terceira pessoa, que destaca: “O Manixi naquela época agonizava, improdutivo. Fazia dois anos que o próprio Ferreira não aparecia, e a sede, depois da morte do Capitão João Beleza, ficara sob as ordens de um Ribamar (d’Aguirre) de Souza, oriundo de Patos, Pernambuco, conforme o primeiro capítulo desta minha narrativa.”[217]
Depreendemos que a impessoalidade da terceira pessoa transforma-se em diversos momentos da narrativa em uma voz paralela à do narrador-personagem Ribamar. Essa outra voz que também fala em primeira pessoa (minha narrativa/Eu, o narrador) e se assume como narrador, concomitantemente cria uma noção de veracidade extratextual, entretanto, há aí também um artifício ficcional: “[...] do que pude conseguir de jornais da época e de cartas de familiares, o desaparecimento de Zequinha Batelão nas margens do Igarapé do Inferno se deu em janeiro de 1912. Não fosse essa uma obra de ficção e poderia citar, em notas de pé de página, as fontes de onde obtive tal informação [...]”[218]
A abertura do segundo capítulo do romance apresenta-se como um dos momentos em que narrador-personagem e narrador analista se fundem. Essa passagem norteia a própria leitura que devemos fazer do romance, pois a ficção se auto-define:
[...] esta narrativa-paródia de romance histórico que define com boa precisão esta minha tardia confissão - vai-lhe revelar a vida tão surpreendente de Ribamar de Souza, aquele adolescente que eu era aparecido num inesperado dia de inverno da Amazônia dentro da chuva compacta de um ostinato extremamente percussivo em comandos de improvisação de uma partitura imaginária, ecológica, de acordes politonais sobre o que sentado estava num banco de madeira no alpendre do tapiri ao som do suporte de compassos 5/4 do Igarapé do Inferno, que sai no Igarapé Bom Jardim que sai no Rio Jordão, que sai no Rio Tarauacá, que sai no Rio Juruá, afluente do Rio Amazonas, o Solimões, aonde estamos retornando.[219]
Prediction about 18th century earthquake in Nepal , marking another 10 year degeneration of lifespan.
Prediction about 18th century earthquake in Nepal , marking another 10 year degeneration of lifespan.
The Legend of the Great Stupa of Boudhanath (mChod rten chen po bya rung kha shor gyi lo rgyus thos pas grol ba) a Padmasambhava treasure text revealed by Lhatsun Ngonmo, hidden again to be rediscovered by Ngakchang Sakya Zangpo in the 16th century,
http://www.sacred-texts.com/bud/tib/stupa.htm
THE OMEN OF THE GREAT STUPA'S DESTRUCTION
Again King Trisondetsen spoke to the Lotus Born Guru, "O Great
Guru, in the Kaliyuga, the age of decadence and corruption, when
the Voice of Buddha is a mere echo, will this Great Stupa, this
Wish Fulfilling Gem, be destroyed or damaged? Will it decay? And
if it is neglected or damaged what will be the portent of its
ruin? What vice will corrupt this area of the transitory world?
When the signs and omens are seen, what must be done?"
Guru Rimpoche replied, "Listen O Great King! The real
perfection of this Great Stupa is indestructible, inviolate and
incorruptible: it is inseparable from the Body of Infinite
Simplicity of all the Buddhas. But the phenomenal structure of
the Great Stupa is perishable, a transitory form in a changing
world and it may be partially damaged by the four elements. The
damage will be repaired by the incarnations of the Lords of the
Three Families - Manjusri, Avalokitesvara, and Vajrapani _ and
the Wrathful Bhrikutis and Tara Devi.
"As the Kaliyuga progresses towards the final conflagration,
life expectancy of man decreases and the weight of darkness
becomes more intense, but there remain restraints on the downward
path when the Voice of Buddha is heard and the Path of Dharma
followed. Towards the end of the era, when the duration of man's
lifespan has been reduced from sixty to fifty years and there has
been no respite in man's increasing egoism, these conditions will
prevail, portending ruin to the Great Stupa: householders fill
the monasteries and there is fighting before the alter; the
temples are used as slaughterhouses; the ascetics of the caves
return to the cultivated valleys and the Yogins become traders;
thieves own the wealth and cattle; monks become householders
while priests and spiritual leaders turn to robbery, brigandage,
and thievery. Disorder becomes chaos, turning to panic which
rages like wildfire. Corrupt and selfish men become leaders while
abbots turned army officers lead their monks as soldiers; nuns
but their own bastards to death. Sons see their estates and
inheritances stolen from them. Mean and vulgar demagogues become
local leaders while young girls instruct the young in schools.
The belch of the Bon Magician resounds in the Yogin's hermitage
and the wealth of the sanctuaries is looted; the scriptures of
the Tathagatas, the images of the Buddhas, the sacred icons, the
scroll paintings and the stupas will be desecrated, stolen and
bartered at the market price - their true worth forgotten; the
temples become cowsheds and stables covered with dung.
"When religious duties are forgotten, spirits of darkness,
which had been controlled by ritual power, become unloosed and
frenzied and govern the mind of whatever being they possess.
Spirits of vindicative power possess monks; spirits of egoistic
wickedness possess the Mantradhara or magician; spirits of
disease possess the Bon Priest; enchanting spirits causing
disease possess men; grasping, quarreling spirits possess women;
spirits of wantonness possess maidens; spirits of depravity
possess nuns; spirits of rebellion and malice possess children;
every man, woman and child in the country becomes possessed by
uncontrollable forces of darkness. The signs of these times are
new and fantastical modes of dressing - traditional styles are
forgotten; the monks wear fancy robes and the nuns dress up
before a mirror. Every man must carry a sword to protect himself
and each man guard his food from poison. The Abbot and Master
poison their pupil's minds and hearts; the executive and
legislature disagree; men become lewd and licentious; women
become unchaste; monks ignore their discipline and moral code;
the Mantradharas break their covenant.
"As the frenzy of malicious, selfish, vindictive and ruthless
spirits grows, paranoid rumor increases and ornament and clothing
fashions change more frequently.
"Drunkards preach the Path to Salvation; the advice of
sycophants is followed; fraudulent teachers give false
initiations; guileful impostors claim psychic powers; loquacity
and eloquence pass as wisdom. The arrogant elevate profanity; the
proletariat rules the kingdom; kings become paupers; the butcher
and murderer become leaders of men; unscrupulous self-seekers
rise to high position. The Masters of the High Tantras stray like
dogs in the streets and their faithless errant students roam like
lions in the jungle. Embodiments of malice and selfishness become
revered teachers, while the achievements of Tantric Adepts become
reviled, the guidance of the Secret Guru execrated, the precepts
of the Buddha ignored and the advice of Yogis and Sages unsought.
Robes become worn by fools and villains while monks wear foreign
dress; even murderers wear the sacred robe. Men resort to
maledictory enchantment learning Mantra for selfish ends; monks
prepare poisonous potions for blackmail, extortion and profit.
False doctrines are devised from the Buddhas' Word and the
teachers' interpretations become self-vindications. Many
treacherous paths, previously uncharted, are followed; many
iniquitous practices spread; behavior becomes tolerated which was
previously anathema; ideals are established contrary to
tradition; and all good customs and habits are rejected and many
despicable innovations corrupt. The wealth of the monasteries is
plundered and spent upon gluttony by those under vow; following
errant paths, men become trapped by their own mean actions; the
avaricious and spurious protectors of the pure teaching no longer
fulfill their functions.
"The celestial order, disrupted, loosens plague, famine and
war to terrorize terrestrial life. The planets run wild, and the
stars fall out of their constellations; great burning stars arise
bringing unprecedented disaster. No rain falls in season, but out
of season; the valleys are flooded. Famine, frost and hail govern
many unproductive years. The rapacious female demons [ma mo] and
the twelve guardian protectresses of the Dharma, unpropitiated
and enraged release diseases, horrible epidemics and plagues
which spread like wildfire, striking men and cattle. Earthquakes
bring sudden floods while fire, storms and tornadoes destroy
temples, stupas and cities in an instant. At this time the Great
Stupa itself falls in ruins. During this pall of darkness the
Wheel of Dharma at Vajrasana [Bodh Gaya] does not function; India
is stricken with famine; the Kathmandu Valley is inflicted with
plague; earthquakes decimate the people of Upper Ngari in Western
Tibet; plague destroys the people of Central Tibet; the Kyi
Valley District of Lhasa subsides; the peaks of the High
Himalayas in the borderland on Mon fall into the valleys. Three
strong forts are built on the Five Peaked Mountain; Yogis
assemble in the Valley of the Bear's Lair on Mon; two suns rise
in Kham to the east; the Chinese Emperor dies suddenly; four
armies descend on Central Tibet from the borders; the Muslim
Turks conquer India; the Garlok army suppresses the Dharma in
Kashmir; the Mongols conquer Tibet; the Jang army enters Kham;
the Protectors' Temple, Rasa Trulnang [Ra sa hphrul snang] in
Lhasa is threatened; the famous temple of Samye is desecrated;
the stupas of Bhutan tilt and the Wheel of Dharma malfunctions.
"The great monasteries of the of the country become deserted
and the Belch of the Bon Priest resounds in the quiet hermitages;
the wise and simple leaders of the monasteries have been poisoned
so that the lineal explanations and practices are fragmented or
lost; the holders of the lineal traditions meet sudden death.
Impostors and frauds cheat the people and black spectres haunt
the land. The knot in the silken thread binding demonic forces in
divine bondage is untied and the cord of faith keeping the human
mind harmonious is severed. The kings law is broken and the
strength of communal unity lost; the peoples' traditions are
rejected and the sea of contentment dries up; personal morality
is forgotten and the cloak of modesty thrown away. Virtue is
powerless and humiliated and led away by coarse, immodest and
fearful rulers. Abbots, teachers and professors become army
officers while the ignorant guide religious aspirants, explain
the doctrine and give initiation. Aspirants speak with self-
defensive abuse while butchers and wild elephants lead men. The
passes, valleys and narrow paths are terrorized by shameless
brigands; fearful, lawless and leaderless, the people fight
amongst themselves, each man working selfishly. Tibet becomes
corrupt and defiled. These are the conditions prevailing during
the middle of the Kaliyuga when the duration of man's life is
fifty years: these are the portents of the destruction of the
Great Stupa.
"These signs and sufferings will awaken the mind of a man, and
disgusted with the human condition, favoured in his actions and
governed by sympathy and compassion towards the sufferers, he
will dedicate himself to the restoration of the Great Stupa. He
will aspire to the highest human achievement and fulfill his wish
to rebuild perfection."
After Guru Rimpoche had spoken, Trisondetsen and his
attendants were stunned and disheartened. Then recovering his
senses, Pema Khungtsen, the spiritual leader of Gos, arose and
prostrated himself one hundred times before Guru Rimpoche and
then addressed him, "O Great Guru! Let me be reborn to restore
the Great Stupa when it is in ruins during the decadence and
corruption of the Kaliyuga, when man's life is short!"
Guru Rimpoche granted this prayer. King Trisondetsen asked to
be reborn as an assistant to restore the Great Stupa and his
attendants prayed that they too should be born to assist in the
restoration.
sábado, 30 de maio de 2015
A PANTERA 9 (ROGEL SAMUEL).
A PANTERA 9 (ROGEL SAMUEL)
A glória do sol por fim aparece. Ainda dormindo estava e eis noto um vulto perto de mim. Era Jara, e assim que a vi se alumiaram meus pensamentos e uma aura de calma que é maravilha ainda esteja vivo. A força do alto da colina nos impele, disse-me ela. Não nos retenha. Vamos, pois, cingindo o meu braço sem demora. Aqui tornar inútil nos seria, vamos ao sol que surge que é o melhor passo para subir do monte a penedia. E eu ergui-me, então, sem mais demora, e em silêncio, os olhos fitos no semblante de Jara, amparei-me do seu braço. Ela agora mais bela me aparecia. “Comigo vem, disse-me ela”, linda e luminosa, “vamos seguir adiante”. Fugíamos ante a alva a sombra matutina, já nos ficava aos olhos descobertas as oscilações da estrada. Pela planície andamos que deserta parecia, chegando àquela parte onde o sol não pudera ainda secar o orvalho sobre a relva. Jara brandamente as mãos abriu e o seu movimento noto e compreendo: vimos a passo lento que se aproximava a pantera – Jara me abraçou, dizendo: “Não tema, ela está calma e dócil”.
Resplandecia já o sol no horizonte quando a perdemos. Algumas árvores apareceram na nossa frente, algumas ostentando doce fruto que colhemos. Uma luz pelo espaço vi que deslizava qual voo de ave igual que seja. Olhei de novo contemplando e logo abaixo outro vulto aparecia de igual cor e brilho assinalado. Mas Jara então bradou, como quem já aquelas coisas conhecia: “Curva os joelhos e baixa a cabeça, respeitoso, eis dos deuses mensageiros! De agora em diante hás de ver outros – uma voz cantando justamente pudemos ouvir e se tornou, como veio, incontinente.
Ficamos, de repente, atordoados.
E avistamos uma montanha luminosa.
CHAMANDO O LAMA DISTANTE
Prece de Apelo ao Lama que Está Longe
“A Devoção que Move o Coração”
Prece de Apelo ao Lama que Está Longe
Namo Guruve. As preces de apelo ao Lama que está longe são conhecidas de todos. A chave da invocação de bênçãos é a devoção,motivada pelo arrependimento de antigos modos de ser e pela renúncia ao samsara. Esta devoção não é uma simples repetição de palavras vazias, mas vem do fundo de nosso coração, da medula de nossos ossos e da convicção de que não há Buddha além do Lama.
Com esta completa certeza, cantamos:
LAMA KHYEN NO
Lama, pensa em nós.
DRIN TCHEN TSA WE LA MA KHYEN NO
Bondoso Lama-Raiz, pensa em nós.
DU SUM SANg GYE KYI NgO WO
Essência dos Buddhas dos três tempos,
LUNg TOK DAM TCHO KYI DJUNg NE
Fonte do verdadeiro Dharma em escritura e em realização,
PAK TSOK GUEN DUN GYI NgA DAK
Mestre da nobre assembléia do sangha,
TSA WE LA MA KHYEN NO
Lama-Raiz, pensa em nós.
TCHIN LAB THUK DJE TER TCHEN
Grande tesouro de bênçãos e de compaixão,
NgO DRUB NAM NYI KYI DJUNg NE
Fonte dos dois siddhis,
TRIN LE TCHI DO KUN TSOL DZE
Atividade búdica que concede o que quer que se deseje,
TSA WE LA MA KHYE KHYEN NO
Lama-Raiz, pensa em nós.
LA MA O PAK ME PA KHYEN NO
Lama Amitabha, pensa em nós.
TRO DREL CHO KU LONg NE ZIK SHIK
Olha para nós da vastidão do dharmakaya, livre de concepções.
DAK SOK LE NgEN KHOR WAR KHYAM NAM
Vagamos no samsara por força do karma negativo;
DE TCHEN DAK PE JINg DU DRONg DZO
Faz-nos renascer em tua terra pura de felicidade
LA MA TCHEN RE ZIK WANg KHYEN NO
Lama Tchenrezig, pensa em nós.
O SEL LONg KUY LONg NE ZIK SHIK
Vê-nos da vastidão do luminoso sambhogakaya.
RIK DRUK DUK NgEL TSE NE JI JINg
Pacifica completamente os sofrimentos dos seis tipos de seres
KHAM SUM KHOR WA DONg NE TRUK DZO
E transforma totalmente os três reinos do samsara.
LA MA PE MA DJUNg NE KHYEN NO
Lama Padmasambhava, pensa em nós.
NgA YAB PE MO O NE DZIK SHIK
Olha para nós do lótus luminoso de Nga Yab Ling.
NYIK DU KYAB ME BO BANg NYAM THAK
Nestes tempos obscuros, protege prontamente com tua compaixão
THUK DJE NYUR WA NYI DU KYOB DZO
Os discípulos tibetanos, todos os desamparados e sem refúgio.
LA MA YE SHE TSO GYEL KHYEN NO
Lama Yeshe Tsogyel, pensa em nós.
kHA TCHO DE TCHEN TRONg NE DZIK SHIK
Olha para nós da cidade das dakinis, lugar de grande felicidade.
DIK DEN DAK SOK SI PE TSO LE
Leva-nos, que cometemos ações negativas,
THAR PE TRONg KHYER TCHEN POR DROL DZO
Através do oceano do samsara até a grande cidade da libertação.
KA TER GYU PE LA MA KHYEN NO
Lamas das linhagens da terma e da transmissão oral, pensai em nós.
DZUNg DJUK YE SHE LONg NE DZIK SHIK
Olhai para nós da vastidão da sabedoria primordial, união da aparência e da vacuidade
DAK GYU TRUL PE MUN KHANg TOL NE
Rompei a prisão escura de nossa mente confusa
TOK PAR NYI MA SHAR WAR DZO TCHIK
E fazei levantar-se o sol da realização.
KUN KHYEN DRI ME O DZER KHYEN NO
Onisciente Drime Ozer, pensa em nós.
LHUN DRUB O NgE LONg NE DZIK SHIK
Olha para nós da vastidão das cinco luzes espontâneas.
KA DAK GONg PE TSEL TCHEN DZOK NE
Ajuda-nos a realizar a grande manifestação da mente, primordialmente pura,
NANg JI THA RU TCHIN PAR DZO TCHIK
E a completar os quatro estágios da ati yoga.
NYAM ME DJO WO YAB SE KHYEN NO
Incomparável Atisha, e seu filho do coração,
GA DEN LHA GYE U NE DZIK SHIK
Dentre centenas de divindades, olhai para nós de Tushita.
TONg NYI NYINg DJE NYINg PO TCHEN GYI
Realizai, na correnteza de nossa mente, o nascimento
TCHANg SEM GYU LA KYE WAR DZO TCHIK
Da bodhicitta, essência da vacuidade e da compaixão.
DRUB TCHOK MAR MI DAK SUM KHYEN NO
Siddhas supremos, Marpa, Milarepa e Gampopa, pensai em nós.
DE TCHEN DOR DJE YINg NE DZIK SHIK
Olhai para nós do espaço da grande felicidade adamantina (vajra).
DE TONg TCHAK TCHEN TCHOK NgO DRUB TCHINg
Fazei-nos capazes de atingir o supremo siddhi do Mahamudra felicidade e vacuidade inseparáveis;
TCHO KU NYINg U SE PAR DZO TCHIK
Despertai o dharmakaya no coração de nossos corações.
DJIK TEN WANg TCHUK KAR MA PA KHYEN NO
Senhor do mundo, Karmapa, pensa em nós.
KHA KHYAB DRO DUL YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço onde todos os seres, em números vastos como o céu, são criados.
TCHO KUN DEN ME GYU MAR TOK NE
Faz-nos ver que todos os fenômenos são como uma ilusão, sem existência verdadeira,
NANg SEM KU SUM TCHAR WAR DZO TCHIK
E a realizar aparência e mente surgindo como os três kayas.
KA GYU TCHE JI TCHUNg GYE KHYEN NO
Lamas das quatro grandes e das oito menores linhagens Kagyu, pensai em nós.
RANg NANg DAK PE JINg NE DZIK SHIK
Olhai para nós do reino das aparências puras que surgem de modo natural.
NE KAB JI YI TRUL PA SANg NE
Clareai a confusão das quatro situações,
NAM TOK THA RU TCHIN PAR DZO TCHIK
E levai-nos a completar a experiência e a realização.
DJE TSUN GONg MA NAM NgA KHYEN NO
Cinco Sakyas ancestrais, pensai em nós.
KHOR DE YER ME LONg NE DZIK SHIK
Olhai para nós da vastidão do samsara e do nirvana, inseparáveis.
NAM DAK LHA GOM TCHO SUM DREL NE
Ajudai-nos a tornar inseparáveis visão pura, meditação e ação;
SANg WE LAM TCHOK TRO PAR DZO TCHIK
Levai-nos pelo caminho supremo do vajrayana secreto.
NYAM ME SHANg PA KA GYU KHYEN NO
Lamas do inigualável Shangpa Kagyu, pensai em nós.
NAM DAK SANg GYE JINg NE DZIK SHIK
Olhai para nós do reino totalmente puro dos Buddhas.
THAB DROL NYAM LEN TSUL JIN DJONg NE
Treinai-nos corretamente nos métodos da prática que traz a libertação;
MI LOB DZUNg DJUK NYE WAR DZO TCHIK
Levai-nos a descobrir o caminho de não mais aprender, a união última.
DRUB TCHEN THANg TONG GYEL PO KHYEN NO
Grande siddha, Thangtong Gyalpo, pensa em nós.
TSOL ME THUK DJE LONg NE DZIK SHIK
Olha para nós da vastidão da compaixão sem esforço.
DEN ME TOK PE TUL JUK DRUB NE
Faz-nos capazes de alcançar a disciplina que traz a realização da
LUNg SEM RANg WANg DU WAR DZO TCHIK
Não-existência última, e a dominar prana e mente.
PA TCHIK DAM PA SANg GYE KHYEN NO
Pai único, Dampa Sangye, pensa em nós.
LE RAB DRUB PE YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço da suprema atividade realizadora.
GYU PE TCHIN LAB NYINg LA JUK NE
Traz para dentro de nossos corações a bênção da linhagem,
TEN DREL TCHOK ME TCHAR WAR DZO TCHIK
E faz com que surjam sinais auspiciosos em todas as direções.
MA TCHIK LAB KYI DRON MA KHYEN NO
Mãe única, Labkyi Dronma, pensa em nós.
SHE RAB PAR TCHIN LONg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço da prajnaparamita.
DAK DZIN NYEM TCHE TSE NE TCHO TCHINg
Faz-nos capazes de extirpar pela raiz o apego ao ego, fonte do orgulho,
DAK ME TRO DREL DEN THONg DZO TCHIK
E de ver a verdade da ausência do ego, além da concepção.
KUN KHYEN DOL PO SANg GYE KHYEN NO
Onisciente Dolpo Sangye, pensa em nós.
NAM KUN TCHOK DEN YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço dotado de todos os aspectos supremos.
PO WE UG NAM U MAR GAK NE
Ajuda-nos a trazer para dentro do canal central o prana da transferência
PO DREL DOR DJE KU THOB DZO TCHIK
E a alcançar o corpo imóvel adamantino (vajra).
DJE TSUN TA RA NA THA KHYEN NO
Djetsun Taranatha, pensa em nós.
NAM SUM PO NYE YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço dos três mudras.
DOR DJE SANg LAM GUEK ME DRO NE
Ajuda-nos a viajar sem obstáculos, o caminho secreto do vajra,
JA LU KHA TCHO DRUB PAR DZO TCHIK
E leva-nos a alcançar o corpo de arco-iris, fruição de todo o espaço.
DJAM YANg KHYENTSE WANg PO KHYEN NO
Djamyang Khyentse Wangpo, pensa em nós.
KHYEN NYI YE SHE YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço da sabedoria primordial que sabe [todos os fenômenos em sua simplicidade e em sua vasta extensão].
ME SHE LO YI MUN PA SANg NE
Clareia o obscurecimento mental da ignorância;
KHYEN RAB NANg WA GYE PAR DZO TCHIK
Aumenta a luminosidade de nossa suprema inteligência.
O SEL DRUL PE DOR DJE KHYEN NO
Osel Tulpe Dordje, pensa em nós.
JA DZER O NgE LONg NE DZIK SHIK_
Olha para nós da vastidão das cinco luzes do arco-iris.
THIK LUNg SEM KYI DRI ME DAK NE
Purifica as manchas de bindu, prana e mente,
JON NU BUM KUR TCHANg TCHUB DZO TCHIK
E leva-nos à iluminação do corpo-vaso pleno de juventude.
PE MA DO NgAK LINg PA KHYEN NO
Pema Do Ngak Lingpa, pensa em nós.
DE TONg GYUR ME LONg NE DZIK SHIK
Olha para nós da vastidão da felicidade imutável e da vacuidade, inseparáveis.
GYEL DANg GYEL SE GONg PA THA DAK
Faz-nos capazes de satisfazer perfeitamente
DAK GUI YONg SU KONg NU DZO TCHIK
Todas as intenções dos Buddhas e bodhisattvas.
NgAK WANg YON TEN GYA TSO KHYEN NO
Ngakwang Yonten Gyamtso, pensa em nós.
YINg YE DZUNg DJUK LONg NE DZIK SHIK
Olha para nós da vastidão do espaço e da sabedoria primordial em união.
NANg WE DEN DZIN HUL GYI JIK NE
Possamos nós parar de tomar as aparências como reais;
GANg JUNg LAM DU KHYER NU DZO TCHIK
Desenvolve nossa capacidade de levar para o caminho tudo o que surgir.
GYEL SE LO DRO THA YE KHYEN NO
Bodhisattva Lodro Thaye, pensa em nós.
DJAM DANg NYINg DJE NgANg NE DZIK SHIK
Olha para nós de teu estado de amor e compaixão.
DRO KUN DRIN TCHEN PA MA SHE NE
Faz-nos capazes de reconhecer todos os seres como sendo nossos pais amorosos;
JEN PEN NYINg NE DRUB NU DZO TCHIK
Desenvolve nossa capacidade de fazer o bem aos outros do fundo de nossos corações.
PE MA GAR GYI WANg TCHUK KHYEN NO
Pema Gargyi Wangtchuk, pensa em nós.
DE TCHEN O SEL YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós da vastidão da grande felicidade e luminosidade.
DUK NgA YE SHE NgA RU DROL NE
Liberta os cinco venenos na forma das cinco sabedorias;
PANg THOB NYI DZIN JIK PAR DZO TCHIK
Que desapareça nosso apego dualista a perda e ganho.
TEN NYI YUNg DRUNg LINg PA KHYEN NO
Tenyi Yungdrung Lingpa, pensa em nós.
SI JI NYAM NYI YINg NE DZIK SHIK
Olha para nós do espaço onde samsara e nirvana são iguais.
MO GU NEL MA GYU LA KYE NE
Engendra a devoção genuína em nossa mente;
TOK DROL DU NYAM TCHEN POR DZO TCHIK
Leva-nos à realização e libertação simultâneas.
DRIN TCHEN TSA WE LA MA KHYEN NO
Bondoso Lama-Raiz, pensa em nós.
TCHI TSUK DE TCHEN NE NE DZIK SHIK
Olha para nós do lugar de grande felicidade no topo de nossa cabeça.
RANg RIK TCHO KUY RANg JEL DJEL NE_
Leva-nos a encontrar a própria face do dharmakaya, consciência de nossa própria natureza,
TSE TCHIK SANg GYE DRUB PAR DZO TCHIK
E, nesta mesma vida, leva-nos à completa iluminação.
KYE MA DAK DRE SEM TCHEN LE NgEN DIK TO TCHEN
É lamentável que seres sensíveis como nós, que cometeram ações negativas
THOK ME DU NE KHOR WAR YUN RINg KHYAM
Vaguem pelo samsara desde tempos sem começo.
DA RUNg DUK NgEL THA ME NYONg GYUR WE
Embora experimentando um sofrimento sem fim,
KYO SHE KE TCHIK TSAM YANg MA KYE PE
Não sentimos arrependimento por um instante sequer.
LAMA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
NgE DJUNg TINg NE KYE WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que surja a renúncia do fundo de nosso coração.
DAL DJOR THOB KYANg MI TSE TONg DZE KHYEN
Embora tenhamos alcançado um precioso nascimento humano livre e com recursos, desperdiçamos em vão,
DON ME TSE DIR TCHA WE TAK TU YENg
Constantemente distraídos pelas atividades desta vida vazia.
DON TCHEN THAR PA DRUB LA LE LO KHYER
Quando se trata de realizar a grande meta da liberação, somos tomados pela preguiça,
NOR BUY LINg NE LAK TONg LOK GYUR PE
E voltamos com as m_â_os vazias de uma terra cheia de jóias.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
MI LU DON DEN DRUB PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que façamos desta uma vida significativa.
MI SHI SA TANg LU PA TCHIK KYANg ME
Não há ninguém nesta terra que não vá morrer.
DA TA TCHIK DJE NYI THU PA ROL DRO
Agora mesmo, estão morrendo pessoas, uma apôs a outra.
RANg YANg NYUR WA NYI DU TCHI GU KYANg
Também nós, em breve, devemos morrer,
YUN RINg DO DRAB TCHE PE NYINg RUL PO
Porém, como insensatos, fazemos planos para viver por muito tempo.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
LONg ME LO NA THUNg WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que cortemos nosso hábito de planejar.
NYINg DU DUK PE DZA SHE SO SOR DREL
Seremos separados de nossos amigos mais chegados.
SER NE SAK PE NOR DZE JEN GYI TCHO
Outros desfrutarão da riqueza que guardamos qual avarentos.
TCHE PE LU KYANg SHUL DU BOR NE SU
Até nosso corpo, que tanto estimamos, ficará para trás.
NAM SHE BAR DO TOL ME KHOR WAR KHYAM
E nossa consciência vagará sem direção nos bardos do samsara.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
TCHI KYANg GO ME TOK PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que compreendamos a futilidade desta vida.
DJIK PE MUN PA NAK PO NgON NE SU
À frente, a negra escuridão do medo espera para nos envolver;
LE GYI LUNg MAR DRAK PO GYAB NE DE
Por trás, somos perseguidos pelo fogo rubro e feroz do karma.
MI DUK SHIN DJE PO NE DEK TCHINg TSOK
Os terríveis mensageiros do senhor da morte batem em nós e nos esfaqueiam,
ZO KA NgEN DROY DUK NgEL NYONg GO NA
E seremos obrigados a passar pelos sofrimentos insuportáveis dos reinos inferiores.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
NEN SONg YANg LE THAR WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que sejamos libertados dos abismos dos reinos inferiores.
RANg KYON RO WO TSAM YANg KONg DU BE
Escondemos dentro de nós uma montanha de erros;
JEN KYON TIL DRU TSAM YANg DROK TCHINg MO
No entanto, humilhamos os outros e apregoamos seus defeitos, ainda que sejam menores que a semente do gergelim.
YON TEN TCHUNg DZE ME KYANg DZANg POR LOM
Apesar de não termos sequer a menor das qualidades, vangloriamo-nos de nossa grandeza.
TCHO PE MINg TAK TCHO MIN KHO NA TCHO
Temos o rótulo de praticantes do Dharma, mas praticamos somente o não-Dharma.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
RANg DO NgA GYAL JI WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que percamos nosso orgulho e egocentrismo.
TEN PUNg DAK DZIN GONg PO KHONg DU TCHUK
Escondemos dentro de nós o demônio do apego ao ego que sempre nos leva à ruína.
SAM TSE THAM TCHE NYON MONg PEL WE GYU
Todos os nossos pensamentos fazem aumentar os kleshas.
TCHE TSE THAM TCHE MI GUE DRE BU TCHEN
Todos as nossas ações têm resultados não-virtuosos.
THAR PE LAM DU TCHOK TSAM MA TCHIN PE
Nem mesmo chegamos a voltar-nos para a direção do caminho da liberação.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha para nós prontamente, com compaixão.
NgAR DZIN TSE NE TCHO PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que o apego a um “eu”, seja extirpado pela raiz.
TO ME TSAM LA GA DANg MA GA KYE
Um pequeno elogio nos faz felizes; uma pequena acusação nos faz tristes.
TSIK NgEN TSAM LA DZO PE GO TCHA SHOR
Com algumas palavras ásperas perdemos a armadura de nossa paciência.
NYAM TAK THONg YANg NYINg DJE SEM MI KYE
Ainda que vejamos aqueles que são desvalidos, a compaixão não surge.
TCHIN YUL DJUNg DU SER NE DU PE TCHINg
Quando há uma oportunidade de sermos generosos, ficamos atados pela ganância.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
SEM GYU TCHO DANg DRE PA THIN GYI LOB
Abençoa-nos para que nossa mente e o Dharma sejam uma unidade.
KHOR WA NYINg PO ME LA NYINg POR DZUNg
Pensamos que o samsara vale a pena, quando não vale.
TO GO TCHIR DU TEN DUN LINg GUI BOR
Abrimos mão de nossa visão mais elevada em troca de comida e de roupas.
KHO GU TSANg YANg GO GO TCHI TCHIR MANg
Ainda que tenhamos tudo de que precisamos, constantemente queremos mais.
MI DEN GYU ME TCHO GYI RANg SEM LU
Nossas mentes são enganados por fenômenos irreais, ilusórios.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
TSE DI LO YI THONg WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que deixemos o apego a esta vida.
LU SEM DUK NgAL TRA MOANg MI DZO KYANg
Incapazes de suportar a mais simples dor física ou mental,
NgEN DROR DRO LA MI TSER NYINg DOL TCHEN
Com uma coragem cega, não hesitamos em cair nos reinos inferiores.
GYU DRE LU ME NgON SUM THONg JIN DU
Ainda que vejamos diretamente a lei infalível da causa e efeito,
GUE WA MI DRUB DIK PE YO LANg PEL
Não agimos de forma virtuosa, e sim aumentamos nossa atividade não-virtuosa.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
LE LA YI TCHE KYE WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que cheguemos a confiar completamente nas leis do karma.
DRA LA DANg SEM NYEN LA TCHAK SEM KYE
Odiamos nossos inimigos e apegamo-nos aos amigos.
LANg DOR NE LA TI MUK MUN TAR THOM
Perdidos nas trevas da ignorância, não sabemos o que aceitar ou rejeitar.
TCHO JIN TCHO TSE TCHINg MUK NYI WANg SHOR
Quando praticamos o Dharma, caímos no torpor, na sonolência e no sono.
TCHO MIN CHO TSE WANg PO SEL TCHINg DRUNg
Quando não praticamos o Dharma, somos inteligentes e nossos sentidos são claros.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
NYON MONg DRA WO TCHOM PAR TCHINg GYI LOB
Abençoa-nos para que superemos nosso inimigo, os kleshas.
THI NE TE NA YANg DAK TCHO PE DZUK
De fora, parecemos verdadeiros praticantes do Dharma;
NANg DU RANg SEM TCHO DANg MA DRE PE
Por dentro, nossas mentes n_â_o se fundiram ao Dharma.
DRUL DUK JIN DU NYON MONg KONg NA BE
Escondemos nossos kleshas por dentro, como uma serpente venenosa,
KYEN NgEN TRE TSE TCHO PE TSANg TAK TON
No entanto, quando surgem situações difíceis, as faltas ocultas do mau praticante vêm à luz.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
RANg GYU RANg GYI THUL WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que possamos, nós mesmos, domar nossa mente.
RANg KYON NgEN PA RANg GUI MA TOK PE
Não reconhecendo nossos próprios erros,
TCHO PE DZUK DZUNg TCHO MIN NA TSOK TCHO
Assumimos a forma de um praticante do Dharma, e nos entregamos a afazeres não-Dhármicos.
NYO MONg MI GUE LE LA SHUK KYI GOM
Estamos habituados aos kleshas e à atividade não-virtuosa.
GUE LO YANg YANg KYE KYANg YANg YANg TCHE
Vezes e vezes surgem intenções virtuosas; vezes e vezes elas são cortadas.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
RANg KYON RANg GUI THONg WAR TCHINg GYI LOB
Abençoa-nos para que vejamos nossas próprias faltas.
JAK RE SONg JIN TCHI LA PAR PAR NYE
A cada dia que passa, mais e mais perto estamos da morte.
NYIN RE LONG JIN RANg GYU TCHIR TCHIR GYONg
A cada dia que chega, nossa mente torna-se mais e mais rígida.
LA MA TEN JIN MO GU RIM GYI DRIB
Embora sirvamos ao lama, nossa devoção obscurece gradativamente.
TCHE LA TSE DUNg DAK NANg DJE TCHUNg SONg
Nosso amor, afeição e olhar puro para com nossos amigos do Dharma diminuem.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
MU GO RANg GYU THUL WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que domemos nossa mente obstinada.
KHYAB DROL SEM KYE SOL DEB TCHE NA YANg
Embora tenhamos tomado refúgio, gerado a bodhicitta e feito preces,
MO GU NYINg DJE TINg NE MA KYE PE
A devoção e a compaixão não surgiram no fundo de nosso ser.
TSIK TSAM WANg GYUR TCHO TCHO GUE DJOR NAM
A atividade do Dharma e a prática da virtude tornaram-se palavras vazias;
TCHE LO TSAM LE GYU THOK MA KHEL WE
Nossas realizações vazias são muitas, mas nenhuma delas tocou nossa mente.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
TCHI TCHE TCHO SU DRO WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que tudo o que fizermos esteja em harmonia com o Dharma.
DAK DE DO LE DUG NgEL THAM TCHE DJUNg
Todo sofrimento surge de querermos a felicidade para nós;
JEN PEN SEM GYI SANg GYE DRUB SUNg KYANg
Embora nos seja ensinado que se atinge a iluminação fazendo o bem aos outros,
SEM TCHOK KYE TCHINg RANg DO PUK TU TCHUK
Geramos a bodhicitta ao mesmo tempo em que nutrimos nossos próprios desejos.
JEN PEN TA TCHI JEN NO JOR LA DRUB
Não fazemos o bem aos outros e, ainda mais, fazemos-lhes o mal até inconscientemente.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
DAK JEN DJE PAR NU PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que sejamos capazes de trocar a nós mesmos pelo outro.
SANg GYE NgO NANg LA MA MI RU DZUNg
Nosso lama é verdadeiramente a aparição do próprio Buddha, mas nós o tomamos como um ser humano comum.
DAM DZAB TON PE KA DRIN NGANg GUI DJE
Chegamos a esquecer a bondade do lama ao dar-nos instruções profundas.
RANg DO MA DJUNg TSE NA YI TCHE GOM
Ficamos alterados quando não conseguimos o que queremos.
DZE TCHO NAM LA THE TSOM LOK LA DRIB
Vemos a atividade e o comportamento do lama através de um véu de dúvidas e de visões errôneas.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
MO GU DRIB ME PEL WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que, livres dos obscurecimentos, aumente nossa devoção.
RANg SEM SANg GYE YIN KYANg NgO MA SHE
Nossa própria mente é o Buddha, mas não reconhecemos isto.
NAM TOK TCHO KU YIN KYANg DON MA TOK
Todos os conceitos são o dharmakaya, mas não nos damos conta disto.
MA TCHO NYUK MA YIN KYANg KYONg MA NU
Este é o estado natural não-produzido, mas não conseguimos sustentá-lo.
RANg RAB NE LUK YIN KYANg YI MA TCHE
Esta é a verdadeira natureza da mente, pousada em si mesma, mas somos incapazes de acreditar nisto.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
RANg RIK RANg SAR DROL WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que a consciência espontânea seja liberada dentro de seu solo .
YONg NgE TCHI WA NYINg NE DREN MA THUB
A vinda da morte é certa, mas somos incapazes de levar isto a sério.
PEN NgE DAM TCHO TSUL JIN DRUB MA NU
O Dharma autêntico é certamente benéfico, mas somos incapazes de praticar corretamente.
DEN NgE LE DRE LANg DOR TSUL JIN ME
A verdade do karma, causa e efeito, é certa, mas não decidimos corretamente entre o que devemos rejeitar ou aceitar.
GU NgE DREN SHE MA TEN YENg WE KHYER
É necessário, com certeza, estar atento e alerta. Tais qualidades, porém, não estão dentro de nós de forma estável, e somos levados pela distração.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
YENg ME DREN PE DZIN PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que permaneçamos atentos e sem distrações.
NgON LE NgEN PE NYIK ME DU THAR KYE
Por força do karma negativo anterior, nascemos no final desta época degenerada.
NgAR TCHE THAM TCHE DUK NgEL GYU RU SONg
Todas as nossas ações anteriores tornaram-se causa de sofrimento.
DROK NgEN NAM KYI DIK PE DRIB ME YOK
Os maus amigos lançaram sobre nós a sombra de seus atos negativos.
DON ME LENg MO GUE DJOR YENg WE KHYER
Nossa prática da virtude está corrompida pela tagarelice sem sentido.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
TCHO LA NYINg RU NU PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que assumamos o Dharma com todo o nosso coração.
DANg POR SAM GYU TCHO LE ME PA LA
No início só existe o Dharma em nossa mente,
THA MA DRUB DRE KHOR WA NgEN SONg GYU
Mas no fim, o resultado é a causa do samsara e dos reinos inferiores.
THAR PE LO TOK MI GUE SE KYI TCHOM
A colheita da liberação é destruída pela geada da atividade não-virtuosa.
TEN DUN NYE PE MU GO DAK DRA NAM
Nós, como selvagens, perdemos nossa visão última.
LA MA KHYEN NO THUK DJE NYUR DU DZIK
Lama, pensa em nós, olha prontamente para nós, com compaixão.
DAM TCHO THA RU TCHIN PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que levemos, dentro de nós, o Dharma autêntico até a perfeição.
KYO SHE TINg NE KYE WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que o arrependimento brote do fundo de nosso ser.
LONg ME LO NA THUNg WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que cortemos nosso hábito de planejar.
TCHI WA NYINg NE DREN PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que, do fundo de nosso coração, lembremo-nos da morte.
LE LA YI TCHE KYE WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que desenvolvamos a certeza nas leis do karma.
LAM LA BAR TCHE ME PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que nosso caminho seja livre de obstáculos.
DRUB LA TSON DRU NU PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que sejamos capazes de empenhar-nos na prática.
KHYEN NgEN LAM DU LONg WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que coloquemos as situações difíceis dentro do caminho.
NYEN PO RANg TSUK THUB PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que os antídotos, por seus próprios poderes, sejam totalmente eficazes.
TCHO MIN MO GU KYE WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que surja a devoção autêntica.
NE LUK RANg JEL DJEL WAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que vejamos a própria face da verdadeira natureza da mente.
RANg RIK NYINg U SE PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que a consciência espontânea desperte no centro de nosso coração.
TRUL NANg JI TSA TCHO PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que as aparências ilusórias sejam completamente eliminadas.
TSE TCHIK SANg GYE DRUB PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que alcancemos a iluminação em uma só vida.
SO WA DEB SO LA MA RIM PO TCHE
Rogamos a ti, precioso lama.
DUNg WE BO DO DRIN TCHEN TCHO KYI DJE
Bondoso lama, senhor do Dharma, a ti clamamos com ardor.
KAL ME DAK LA RE SA KHYO LE ME
Para nós, seres sem valor, tu és a única esperança.
THUK YI YER ME DRE PAR TCHIN GYI LOB
Abençoa-nos para que tua mente se torne inseparável da nossa.
Alguns monges dedicados haviam-me pedido que escrevesse uma oração como esta, mas o tempo transcorreu. Foi então que, recentemente, Samdrub Dronma, uma praticante de nobre família e Deva Rakshita pediram-me sinceramente que compusesse este texto, e eu, Lodro Thaye, que nestes tempos degenerados sou apenas o reflexo de um lama, escrevi esta prece no grande lugar de retiro que é Dzongsho Deshek Dupa. Que a virtude e a bondade aumentem.
Esta tradução foi feita por Dzogtchen Ponlop Rinpoche e Michele Martin, e muito deve a uma versão do Nalanda Translation Committee in Journey without Goal de Chogyam Trungpa.
(Shambala, 1985). [Trad. Rogel Samuel]
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