quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eclipse total da Lua em junho é principal atração no céu do Brasil em 2011


Cesar Baima


RIO - O ano mal começou e os habitantes da Europa, norte da África e Oriente Médio foram brindados com um eclipse parcial do Sol na última terça-feira. Para os brasileiros, no entanto, 2011 não reserva grandes atrações no céu, admite Naelton Mendes de Araujo, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro. O principal fenômeno previsto para este ano é um eclipse total da Lua em 15 de junho, que poderá ser observado em todo país. Neste dia, o único satélite natural da Terra já nascerá - por volta das 18h - completamente encoberto pela sombra do planeta, da qual sairá aproximadamente às 19h.

- Este é sem dúvida o fenômeno mais chamativo do ano para os brasileiros, mas 2011 será mesmo um ano fraco - diz Naelton.

Veja a galeria de fotos de astros e fenômenos
Ainda este ano, outro fenômeno que deverá chamar a atenção dos brasileiros é a chuva de meteoros Eta-Aquarídeas, que terá seu auge no dia 5 de maio, durante o qual estão previstas cerca de 35 "estrelas cadentes" por hora. Já em 22 de outubro os brasileiros poderão ver o auge de outra chuva de meteoros, as Orionideas, com uma estimativa de 25 "estrelas cadentes" por hora. A grande vantagem das duas é que terão seus picos em dias próximos da Lua nova e a luminosidade do satélite não vai atrapalhar a observação, aponta o astrônomo da Fundação Planetário. Outras chuvas significativas do ano, como as Perseidas (12 de agosto), Leonideas (17 de novembro) e Geminideas (14 de dezembro) acontecerão em épocas próximas da Lua cheia, o que piora muito o "show".


Mesmo os principais planetas visíveis a olho nu não proporcionarão grandes espetáculos em 2011, reconhece Naelton. Vênus, o mais brilhante, passará o período de maio a novembro muito próximo do Sol para ser visto. Até abril, ele aparecerá como uma estrela matutina, enquanto em dezembro ele voltará ao céu noturno logo após o crepúsculo.

- Marte também quase não poderá se ver durante boa parte do ano, só aparecendo no céu a partir de junho - conta o astrônomo.

Júpiter, por sua vez, estará visível na primeira metade da noite até março. Em abril e maio ele se "esconderá" atrás do Sol, voltando a aparecer de madrugada a partir de junho. Em 28 de outubro, o maior planeta do Sistema Solar passará por nova oposição à Terra, tornando-se o astro mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua, condição em que permanecerá até o fim do ano. Já Saturno estará visível de madrugada até março. Em abril, o planeta dos anéis também entrará em oposição à Terra, ganhando muito em brilho, e poderá ser visto na primeira metade da noite até agosto. Entre setembro e outubro, ele estará muito perto do Sol, voltando a aparecer de madrugada a partir de novembro.

Segundo Naelton, também não está prevista a passagem de cometas brilhantes e asteroides próximos à Terra este ano. Os principais já cadastrados - P/2006 T1 (Levy), 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova e C/2009 P1 (Garradd) - atingirão magnitudes máximas acima de 7, além do limite para serem vistos a olho nu.

- Pode ser que tenhamos alguma surpresa, mas a previsão é mesmo de que este ano será um tanto monótono - reforça o astrônomo.

TIRADENTES, MINAS





FOTO DE R. SAMUEL

FOTO


FOTO DE yNCERA

Maioria dos cafezais do Brasil se recupera da estiagem de 2010




FOTO: PRÉ-SAL




Por Peter Murphy

BRASÍLIA (Reuters) - Boa parte das regiões produtoras de café no Brasil deverá colher na safra 2011/12 um volume normal para um período de ciclo de baixa de produção do arábica, mas outras áreas como o norte de São Paulo sentirão os efeitos de uma estiagem que afetou os cafezais durante 2010, disseram integrantes de cooperativas à Reuters esta semana.

O Brasil certamente terá uma safra menor que as 48,1 milhões de sacas de 60 kg do ano passado, uma vez que as árvores estão no ciclo bianual de baixa. Mas os agrônomos dizem que deve ser um ano típico, de uma maneira geral.

Na safra 2009/10, também de baixa, a produção foi de 39,5 milhões de sacas, a maior para tal período na última década.

"Parece normal. 2011 será bem menor que em 2010, mas nada extraordinário. Tem chovido bastante", disse Mario Ferraz de Araújo, agrônomo da Cooxupé, a maior cooperativa do mundo, em Minas Gerais, principal produtor brasileiro.

Os preços futuros do arábica, do qual o Brasil é o maior produtor, dispararam no segundo semestre de 2010, em meio às expectativas de oferta ajustada neste ano, subindo para cerca de 2,30 dólares por libra-peso no início de janeiro.

Araújo disse que as fazendas na região de Guaxupé, onde está a sede da cooperativa, apresentaram poucos problemas depois da longa estiagem que durou mais semanas que o normal em 2010, e deixou as árvores com pouca umidade justo no início da florada.

O presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, disse que considerando a queda bianual e o clima mais seco, a cooperativa espera que a produção em sua região recue para cerca de 6 milhões de sacas em 2011, contra 9,3 milhões de sacas do ano passado.

O Ministério da Agricultura divulgará sua primeira estimativa oficial para produção na quinta-feira pela manhã.

Com a Colômbia caminhando para a terceira queda consecutiva na produção e expectativa de que os problemas climáticos reduzam a safra de robusta do Vietnã, a dependência do produto brasileiro vai aumentar pelo menos até o próximo ano.

A menor safra do Brasil já registrada em um ciclo de baixa na última década foi a de 2003/04, com dados oficiais que apontam 28,8 milhões de sacas. Ela foi afetada por uma combinação de excesso de chuvas, estiagem e uso inadequado de insumos químicos, logo após uma safra recorde de 48,48 milhões de sacas.

ROBUSTA

Surpreendentemente, a safra do Espírito Santos, segundo maior produtor do Brasil, principalmente de robusta, parece muito melhor que o inicialmente esperado, depois da seca severa que secou mesmo algumas represas que alimentam sistemas de irrigação.

O Estado foi o último a receber chuvas, quando elas finalmente retornaram, mas desde então recebeu amplos volumes, e os dados da Somar Meteorologia mostram que a região produtora de robusta teve 25 por cento mais chuvas que o normal para dezembro.

"O desenvolvimento da safra está muito bom. Os grãos estão sendo preenchidos e os frutos têm um bom tamanho", disse Cristiano Cezena, agrônomo da cooperativa Cooabriel. O principal risco para a safra agora, disse ele, são os dias muito quentes típicos do Estado em janeiro.

"Se o sol for muito intenso, poderá queimar o café", disse.

SÃO PAULO

Cafezais do norte do Estado de São Paulo ou próximos da divisa com Minas Gerais não estão tão bons, entretanto, e duas cooperativas na região disseram que a safra pode ser menor que a do último ciclo de baixa há dois anos.

"As flores não cresceram. O sol as queimou", disse Roberto Maegawa, agrônomo da Cocapec, cooperativo no norte de São Paulo.

Ele disse que as flores saíram, mas muitas não formaram o fruto do café quando abriram e logo murcharam.

Maegawa contou que está trabalhando com uma estimativa de queda de 15 por cento na safra, em relação a anos de baixa.

As regiões produtoras do norte de São Paulo receberam apenas 30 a 50 por cento do volume médio de chuvas em outubro e novembro.

A safra de café de São Paulo, que é cultivado principalmente no norte do Estado, corresponde a cerca de 10 por cento da produção total do país.

"As chuvas em nossa região não foram muito bem distribuídas. A florada foi excelente mas o número que se manteve foi terrível", disse ele.

Novas plantações sucumbiram muito facilmente à seca, porque as raízes das árvores não atingiram partes profundas para pegar mais umidade do solo.

Marcelo de Moura Almeida, do departamento de comercialização da Cooparaíso, disse que espera um declínio da produção.

"Estamos começando a trabalhar em nossa primeira previsão agora e, pelos números iniciais que tenho visto, eu acredito que será menor", ele disse, referindo-se à produção do norte de São Paulo.

(Reportagem adicional de Roberto Samora)

Político das Filipinas fotografa assassino antes de morrer




A imagem é no mínimo chocante. O político Reynaldo Dagsa, vereador das Filipinas, fotografava a família durante o Reveillon quando de repente foi alvejado com tiros. Ao verificarem as fotos na máquina digital encontram uma com o assassino apontando a arma exatamente segundos antes do crime.

Graças à foto o criminoso foi detido.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MORRE LILY MARINHO














NOTÍCIA ANTIGA: LEILÃO


Paris, anos 40. A jovem Lily de Carvalho passava alguns dias na cidade e decidiu comprar uns brincos de pérolas, coisa para o dia-a-dia. Encontrou a joalheria fechada. Lá dentro, estavam sendo atendidos dois xeques árabes. Irritado ao saber da história, o empresário Horácio de Carvalho, primeiro marido de Lily, dono do antigo jornal Diário Carioca, de pelo menos vinte fazendas e de uma mina de ouro, liga para a loja e pede ao joalheiro que vá ao hotel. Compra os tais brinquinhos, mais um fabuloso colar de diamantes com safiras e outro não menos espetacular de diamantes com esmeraldas. Tempos mais tarde, no início dos anos 50, ela se encantaria diante da foto do famoso conjunto de águas-marinhas com que Assis Chateaubriand, na época embaixador do Brasil em Londres, presenteara a rainha Elizabeth II. Carvalho então mandou um joalheiro inglês fazer um colar, um par de brincos e um anel iguais. Nos anos 90, já casada com Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, foi surpreendida pelo novo marido com um magnífico par de brincos de brilhantes. A peça tem dois diamantes em forma de pêra, pesando 10,08 e 11,66 quilates respectivamente, que podem ser desencaixados e formar outros brincos. Está avaliada em cerca de 3,75 milhões de reais. Lily Marinho foi casada com dois dos homens mais poderosos do país, cada um ao seu tempo. Teve uma vida rica em histórias, eventos sociais, acontecimentos culturais, viagens e, é claro, reuniu um patrimônio à altura. Às vésperas de completar 87 anos, no próximo dia 10, resolveu pôr tudo à venda.

A lista de bens, que movimentará três leilões neste mês, é tão valiosa quanto extensa. No dia 15, em Genebra, a Sotheby’s fará um pregão só com seus colares, pulseiras, braceletes, brincos, anéis... São 63 lotes com oitenta peças, no valor aproximado de 17 milhões de reais. "As jóias de dona Lily combinam com o seu temperamento: são exuberantes, de extremo bom gosto e demonstram autoconfiança", descreveu no catálogo David Bennett, diretor do departamento de jóias da Sotheby’s para a Europa e o Oriente Médio. Na quinta (8), a tela Monique au Chapeau, um retrato seu pintado em 1946 pelo holandês Kees van Dongen (1877-1968), estará no leilão da Sotheby’s, em Nova York. Foi cotada em 1,2 milhão de reais. No Rio de Janeiro, o martelo será batido durante cinco dias (entre 13 e 17), com organização dos leiloeiros Soraia Cals e Evandro Carneiro. O leilão terá 908 lotes e mais de 2 000 peças, estimadas em 15 milhões de reais. "As pessoas se espantam por eu estar me desfazendo de tudo, mas preciso preparar o futuro", diz Lily. "Não posso dizer que estou dando pulos de alegria, mas pelo menos estou tranqüila de fazer o certo." Serão oferecidos móveis, quadros, pratarias, cristais, porcelanas e lustres que estavam em suas duas fazendas – a Veneza, em Conservatória, e a Paraíso, em Juparana, perto de Vassouras – e no apartamento dúplex da Avenida Atlântica. Só para se ter uma idéia do montante, foram necessários vinte caminhões para levar as peças até o lugar onde ficarão expostas no Rio. O catálogo, cuja confecção consumiu 200 000 reais, mais parece um livro de arte: com capa dura, tem 576 páginas e pesa 3 quilos.

Os valores obtidos com a venda do reluzente patrimônio – estima-se que chegue a 30 milhões de reais – formarão um fundo, a ser gerido por um banco, que garantirá que nada falte a seus herdeiros: o filho adotivo, João Baptista, de 43 anos, e seus quatro netos, Phillipe, de 21, Gabriela, de 11, Anthony, de 9, e João Victor, de 4. "A gente sabe que, quando alguém morre e deixa alguma coisa, sempre há brigas", explica. "E, no caso de alguém que tem quatro noras, é mais complicado", deixa escapar. Lily teve apenas um filho biológico, Horacinho, que morreu aos 26 anos num acidente de carro, em 1966, com a cantora Silvinha Telles. Sete meses depois, por intermédio da amiga Sara Kubitschek, mulher do presidente JK, adotou João Baptista, na época com 1 ano e meio. "Sei que, se não for eu a me chatear, vai ser mais difícil para o meu filho", comenta. João Baptista mora em Miami e parece não ter habilidade para gerir negócios. Em uma ocasião, ela montou um moderníssimo estúdio de gravação para ele. "Quem tinha dinheiro ia para Los Angeles, quem tinha menos gravava na Argentina e quem não tinha ou não pagava procurava o João Baptista", lembra, com bom humor. Lily foi casada por 45 anos com Horácio de Carvalho, descendente dos barões de Amparo e de Itambé. Com Roberto Marinho, que morreu em 2003 aos 98 anos, a união durou "quinze anos de muita felicidade", ressalta. "Nunca pedi nada aos meus maridos", diz. "Mas eles eram muito generosos."

Lily Monique Lemb, seu nome de batismo, nasceu na Alemanha, onde o pai, um militar britânico, estava servindo. Foi registrada na Inglaterra e educada na França. "Mas sou brasileira", frisa ela, que se naturalizou há 25 anos. Conheceu o primeiro marido na capital francesa, aos 17 anos, quando ostentava o título de miss Paris. O encontro aconteceu na casa do pai de uma amiga, noiva de um embaixador da Polônia. Ele a pediu em casamento de imediato. A jovem aceitou de impulso. Poucas semanas depois, contrariando o pai e apoiada pela mãe, cruzou o Atlântico. As primeiras experiências com a língua portuguesa foram com uma baiana, cozinheira do casal. "Um dia soltei um ‘oxente’ e Horácio ficou horrorizado", recorda. "Ele era um homem inteligente, bonito, charmoso. Só tinha um pequeno defeito: era mulherengo." Na companhia de Horácio de Carvalho, em 1942 conheceu Roberto Marinho, que os convidou para um jantar em sua mansão no Cosme Velho. "Ele tinha um bigodinho de que eu não gostava. Lembrava um milongueiro", diz, achando graça. "Não fiquei impressionada, a não ser por sua inteligência." Nunca mais o casal foi chamado para as festas na mansão do Cosme Velho. Quatro décadas depois, viria a saber que Marinho ficara encantado por ela e preferiu evitar novos contatos. Os dois se reencontraram no fim dos anos 80, na casa de uma amiga. Ele se divorciou de sua segunda mulher, Ruth, e em 1991 a união foi oficializada. Ela se tornou uma esposa abnegada. "Depois das 5 da tarde eu não atendia nem telefone, só para ficar com ele."

Lily mora na mansão dos Marinho, cercada de obras de arte, de trinta flamingos (os primeiros foram presente de Fidel Castro) e de 22 empregados. Todas as despesas são pagas pelos filhos do empresário, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. "Eles são uns amores, eu me dou bem com os três, suas mulheres e ex-mulheres", diz. Os bens que vão a leilão, com exceção das monumentais jóias que ganhou de Roberto Marinho, foram herança de Horácio de Carvalho. Lily chegou a ter dezoito fazendas e, quando as vendia, levava os móveis para uma delas, a Paraíso, que virou um depósito. Lá estava boa parte das peças que vão a leilão. Só de cadeiras, são 57 tipos. Copos de cristal, 54 modelos. Sem falar em preciosidades como um par de sopeiras inglesas do século XIX (lance inicial de 137 000 reais) e uma cômoda estilo Dom José, do século XVIII (110 000 reais). O móvel, aliás, já foi disputadíssimo. Ela o arrematou em um leilão, após um fervoroso embate com outro candidato. "Não adianta você tentar. Vou comprar de qualquer jeito", disparou na ocasião. O pregão de seus bens terá um dia dedicado a obras de arte. São Di Cavalcantis, Pancettis, Facchinettis, Bandeiras e uma escultura de Bruno Giorgi, que, diz a lenda, teve Lily como modelo (é uma mulher nua). Ela fica envergonhada quando perguntam se é verdade. Não responde, mas não nega. A tela mais valiosa é Flores, de Portinari, cotada em 650 000 reais. Lily já se desfez de uma Ferrari, que estava na Suíça, e de um Jaguar, que ficava na mansão do Cosme Velho. Pôs à venda as duas fazendas restantes, com mais de 2 500 cabeças de gado, o dúplex de Copacabana, um terreno de 36 alqueires entre Búzios e Cabo Frio, vinte salas comerciais e uma dezena de flats.

Nada impressiona mais do que suas estupendas jóias. As primeiras, ela ganhou aos 18 anos. Um dia, Carvalho chegou em casa com um delicado par de brincos e um broche de brilhantes. "Não consegui esconder a decepção", conta. "Gosto de pedras grandes." Logo depois, ele a surpreendeu ao trazer um colar com quatro fileiras de diamantes, uma gargantilha e um anel de esmeraldas – sua pedra preferida. "A mulher não deve comprar jóias", afirma. "Quem tem de dar é o marido." Quando se casaram, Roberto Marinho não queria que ela usasse os presentes do ex. Deu-lhe, então, novas jóias, ainda maiores. Dele ganhou um extraordinário pingente de diamante em forma de pêra, com 20,09 quilates (avaliado em 2,5 milhões de reais). Em outra ocasião, um fabuloso colar de brilhantes com a assinatura da grife Van Cleef & Arpels, com valor estimado em 680 000 reais. Sua jóia preferida, mais um mimo de Marinho, é um conjunto de colar, brincos e anel de esmeraldas com diamantes. Não vai a leilão – pedras coloridas estão em baixa no mercado internacional, explica.

Algumas das jóias só foram usadas uma ou duas vezes; outras, nenhuma vez. Lily está sempre com duas alianças (a sua e a de Roberto). Guardou peças menos valiosas como lembrança. Revela que tomou a decisão de dispor de tudo por achar que só tem mais uns três anos de boa saúde. Em 2007, enfrentou um problema no joelho, duas pneumonias e uma cirurgia na tireóide. Sua maior riqueza, afirma, não são as jóias nem as propriedades. É ficar com Anthony, o neto de 9 anos, que dorme alguns dias por semana em sua casa. "Acordar com a perna dele na minha barriga é a felicidade completa."

O "Jornal Nacional", da Globo, fechou 2010 com a pior audiência de sua história.



Em dez anos, "Jornal Nacional" perde um de cada quatro telespectadores
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DE SÃO PAULO

Segundo pesquisa do Ibope, o noticiário encerrou 2010 com média 29,8 pontos --cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP-- e 49,3% de share (participação no número de televisores ligados).

O número representa uma queda de 24% de audiência em relação a 2000, ou seja, praticamente um de cada quatro telespectadores parou de sintonizar o jornal.

Esta também foi a primeira vez, o "JN" ficou abaixo dos 50% de share.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (5). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Brigitte Bardot não quer filme sobre sua vida




DA FRANCE PRESSE, EM PARIS

A francesa Brigitte Bardot afirmou nesta quinta-feira ser contrária à produção de um filme sobre sua vida sem sua autorização, como ao que tudo indica pretende fazer o produtor e diretor americano Kyle Newman.

"Não concordo que se faça um filme sobre minha vida sem que eu tenha sido avisada e sem que eu esteja de acordo sobre a pessoa que me interpretará nas telas", afirmou Bardot a uma rádio francesa.

"Não ouvi falar sobre estes boatos, mas advirto que é melhor que não façam nada sobre mim sem que eu esteja de acordo", insistiu o símbolo sexual dos anos 60.

Cortesia James Hyman Gallery

Brigitte Bardot diz que nenhuma atriz é capaz de interpretá-la no cinema

Segundo os rumores, Newman quer fazer um filme sobre a vida de Bardot, que seria interpretada pela atriz Jaime King ("Sin City", "Pearl Harbor"), mulher do diretor.

Brigitte Bardot não acredita que exista uma atriz capaz de interpretá-la no cinema.

"Ninguém, não há uma que possa fazê-lo, porque não tem minha personalidade", disse a atriz de 76 anos.

"Elas têm a personalidade delas, mas não têm a minha", concluiu.

Filho de último xá do Irã comete suicídio nos EUA, diz irmão





BOSTON (Reuters) - Alireza Pahlavi, filho mais novo do último xá do Irã, cometeu suicídio na terça-feira em Boston, de acordo com uma nota no site do irmão dele na Internet.

"É com imensa aflição que gostaríamos de informar aos nossos compatriotas a morte do príncipe Alireza Pahlavi", disse Reza Pahlavi, filho mais velho do antigo xá Mohammad Reza Pahlavi, em seu site.

Pahlavi, de 44 anos, tirou a própria vida no início desta terça em sua residência em Boston, "levando grande sofrimento para sua família e amigos", disse a nota.

O comunicado acrescentou que ele sofria há anos de depressão pelo destino de seu país e as mortes do pai e de uma irmã.

A polícia de Boston e de Cambridge, onde Pahlavi cursava PhD sobre a história iraniana na Universidade de Harvard, não confirmou a morte de imediato. Um porta-voz de Harvard disse não ter informações sobe Pahlavi.

O xá Mohammad Reza Pahlavi foi derrubado do poder pela Revolução Islâmica do Irã em 1979, e morreu no Egito um ano depois. Sua filha Leila foi encontrada morta num quarto de hotel de Londres em 2001.

Nascido em Teerã em 1966, Alireza Pahlavi estudou no Irã antes de viajar em 1979 para os Estados Unidos, onde graduou-se nas universidade de Princeton e Columbia.

(Reportagem de Ros Krasny)

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Nicolas Cage estreia como cavaleiro medieval



NA FOTO UM DOS SEUS VÁRIOS CARROS

LONDRES (Reuters) - Nicolas Cage está trabalhando duro porque precisa, mas sua última reviravolta como um cavaleiro medieval em "Caça às Bruxas" é mais do que apenas uma questão de pagar as contas. É um bem-vindo retorno à sua infância.

O thriller sobrenatural que transcorre na Europa do século 14, arrasada pela peste, estréia nos cinemas britânicos e norte-americanos na sexta-feira. Os fãs de Cage verão o astro de "Despedida em Las Vegas" em um drama de época, ambiente bem diverso do que ele costuma transitar na tela.

"Por alguma razão eu me embrenhei em um certo estilo de atuação moderna e contemporânea, como em "Vício Frenético", disse o ator, de 46 anos e ganhador de um Oscar, em uma recente entrevista à Reuters para falar do novo filme.

"Caça às Bruxas" vem na sequência de "Vício Frenético," drama policial de Werner Herzog, no qual Cage interpreta o tipo de personagem emocionalmente intenso, no limite, um papel que lhe valeu muitos elogios.

"Este (Caça às Bruxas) foi minha primeira oportunidade de ir de fato à fonte, a infância. Quando eu morava na Califórnia, meu pai construiu um castelo de madeira para mim quando eu era garoto. Lembro de realmente ter liberado minha imaginação lá. Eu era um feiticeiro ou um cavaleiro e, por causa do castelo... minha mente ia automaticamente para coisas medievais."

Outro motivo para aceitar o papel do cruzado Behmen, cansado de guerras, foi a mudança de cenário dos sufocantes interiores do estado da Louisiana, em "Vício Frenético". "Caça às Bruxas" foi filmado nos Alpes austríacos e na Hungria.

"Eu queria estar na natureza, queria estar num cavalo e na neve, e essa é uma das coisas maravilhosas que você pode fazer como ator. Você pode literalmente apenas estalar os dedos e estar em uma outra dimensão e na floresta".

Cage e o colega de elenco Ron Perlman, de "Hellboy", passaram boa parte de suas cenas montados a cavalo, já que eles escoltavam uma garota, suspeita de ser uma bruxa e a causa da peste, para um mosteiro remoto onde a ação se desenrola.

O filme, dirigido por Dominic Sena, mescla os ingredientes de road movies e de companheirismo com thriller sobrenatural e drama de época, o que levou críticos a perguntarem se será um sucesso ou um erro para um ator que divide as platéias e exaspera até seus fãs mais leais.

"Desde que ganhou o Oscar de melhor ator por 'Despedida em Las Vegas', Cage tem aparentemente escolhido papéis jogando os dados", escreveu o New York Times, em sua prévia cultural do Ano Novo.

JUSTIN BIEBER


RIO - A estrela teen Selena Gomez começou a receber ameaças de morte de fãs de Justin Bieber pelo Twitter na segunda-feira, após tabloides internacionais publicarem fotos do suposto casal trocando carícias em um iate no Caribe . Segundo o site do jornal "Daily Mail", os fãs começaram a postar mensagens como "Se você magoar @justinbieber eu te mato", "Vou te matar, juro por Deus" ou "Se você for a namorada de Justin eu te mato. Eu te odeio!!!".


A cantora e atriz de 18 anos, no entanto, não respondeu as mensagens, e recebeu o apoio de seus fãs no microblog. Selena e Bieber, dois anos mais novo que a jovem, foram fotografados no fim de semana do réveillon. Nas imagens, publicadas por sites como Just Jared e Oceanup, os ídolos teen se abraçam usando trajes de banho. Em uma das fotos, o cantor beija a jovem no rosto.

Recentemente, ao ser questionado em uma entrevista sobre o possível relacionamento com Selena, Bieber disse apenas considerar a cantora e atriz "uma pessoa incrível". Selena ficou mundialmente conhecida com sua personagem Alex Russo, na série "Os feiticeiros de Waverly Place", exibida pelo Disney Channel.

FOTO DO ECLIPSE DE HOJE




Primeiro eclipse parcial do Sol de 2011 será visível na Europa, no norte da África, no Oriente Médio e na Ásia Central. Na foto, fenômeno visto em Rennes, na França

ECLIPSE HOJE


RIO - O primeiro eclipse solar de 2011 poderá ser visto nesta terça-feira da Europa, do Norte da África e da Ásia Central. O eclipse será parcial e poderá ser observado primeiro por volta das 6h40m no norte da Argélia (4h40m de Brasília) para depois se deslocar para o leste e ser visto na Europa durante a manhã.

O eclipse também poderá ser visto na cidade do Cairo, em Jerusalém, Istambul e Teerã, antes de desaparecer às 11h (9h de Brasília). Em seguida, será visto na Rússia, no Cazaquistão, na Mongólia e no noroeste da China, onde poderá ser observado no pôr-do-sol.

O próximo eclipse solar será total e acontecerá em 13 de novembro de 2012, podendo ser visto na Austrália, na Nova Zelândia, no Oceano Pacífico e na América do Sul.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Maria Azenha: Para o primeiro dia do ano





a tarde não está para versos e a noite

irá varrer todos os passos do primeiro dia do ano.

é no hall de entrada das ruas, junto aos caixotes de lixo,

que lisboa desaba.



há quem diga que as plantas não passam fome,

nem sofrem de solidão.



vendo bem ou vendo mal qualquer verso magoa



2011-01-01

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

30 anos de “Blade Runner”


Vermelho
www.vermelho.org.br

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Quando a ficção científica se transforma em realidade. O filme de Riddley Scott se transformou num ícone de um futuro terrível e, hoje, muito do que ele registrou em forma artística passou a fazer parte do cotidiano de uma sociedade globalizada, empobrecida e ameaçadora.

Por Paco Arnau

Quase 30 anos depois de sua filmagem, em 1981, Blade Runner – produção norte-americana dirigida pelo britânico Ridley Scott estreada em junho do ano seguinte – é um filme que resistiu à passagem de três décadas “sem despentear-se” e tem sido considerado ela melhor crítica do gênero de ficção científica como uma obra prima em toda a extensão do termo, por muito que a Academia de Hollywood não tenha pensado o mesmo ao não lhe conceder nenhum dos Oscars de 1982 (teve apenas duas indicações no ano da estreia).

Sem dúvida, para a imensa maioria dos cinéfilos e aficionados do gênero, muitos dos quais seguramente perderam a conta das vezes que o assistiram, Blade Runner não é apenas um filme a mais de ficção científica, e inclusive vai além do clichê de filme “cult”: é “o filme”. Sem esquecer, claro, 2002 Uma Odisseia no Espaço, a obra prima de Kubrick de 1968 e verdadeiro ponto de inflexão de uma nova época na sétima arte.

O roteiro de Blade Runner é um trabalho coletivo inspirado – embora não baseado em estrito senso – no romance publicado em 1968 (o mesmo ano da estreia de 2001 Uma Odisseia no Espaço) – Sonham os androides com ovelhas elétricas? (Do androids dream of electric sheep?, no título original) do escritor norte-americano Philip Dick que, infelizmente, não chegou a assistir ao filme pois faleceu apenas três meses antes da estreia nos EUA.

A trilha sonora é de Vangelis, o conhecido e magistral compositor grego de música eletrônica. Os cenários e a ambientação estão baseados nos trabalhos da excelente geração de autores de histórias em quadrinhos dos anos 70 e 80, entre os quais se destaca Jean Giraud, desenhista francês reconhecido internacionalmente como Moebius e um dos principais autores da revista cult Métal hurlant (Heavy Metal em sua versão em outros países, como Espanha, Alemanha, Grã Bretanha, Brasil ou EUA).

É um filme de contrastes. A estética, as roupas e a ambientação de Blade Runner criaram tendência e ainda hoje parece “moderna”... ou pós-moderna. Uma mistura explosiva de vintage, afterpunk e futurismo... Brilhante arquitetura de vanguarda do século 21 sobre uma camada “sedimentar” de avantajados edifícios de cortiços de princípios do século 20. Elegantes trajes e penteados que homenageiam a moda da década de 1940 junto a quinquilharias póspunkies. Sofisticados veículos aero terrestres desviando-se de massas de pessoas que só podem deslocar-se a pé em uma macroconurbação onde não há transporte público... Tudo isso manchado de uma obscuridade nevoenta provocada pela contaminação de poços de petróleo que esgotam as últimas reservas californianas em pleno solo urbano desta cidade fundada pelos espanhóis como Nossa Senhora de Los Ángeles em 1781. Os detalhes nos adereços e na decoração beiram à perfeição.

Sem necessidade de recorrer ao abuso de efeitos especiais (enfeites baratos usados para esconder a debilidade do argumento na maioria dos fracos filmes que estreiam na atualidade) apenas com profissionalismo e boa qualidade cinematográfica, Blade Runner consegue deslumbrar e surpreender cena após cena.

A direção desta grande produção da Warner esteve a cargo, como já dissemos, do britânico Ridley Scott (Inglaterra, 1937), um verdadeiro virtuose da telona que não precisa de apresentação e que também foi autor de filmes imperecíveis com Alien (1979, outra obra prima de referência obrigatória no pouco prolífico gênero da ficção científica), Thelma & Louise (1991) ou Gladiador (2000), entre outras.

Sob suas ordens atuou em Blade Runner um conjunto de atores encabeçado pelo protagonista Harrison Ford no papel de Rick Deckard (trabalho responsável pela consagração definitiva de Ford como estrela internacional) e o “holandês errante” Rutger Hauer, que fez o papel do líder dos androides replicantes Roy Batty; junto ao lado de outros de carreiras mais ou menos irregulares: uma jovem e belíssima (beirando os cânones da perfeição) Sean Young no papel da glamourosa Rachael, a também jovem e linda Daryl Hannah no papel da replicante Pris, e Edward James Olmos, representando o misterioso, sinistro e intrigante detetive Gaff do LAPD.

O contexto social e “histórico” é verossímil porque hoje ele já não parece ficção científica. Não nos estenderemos sobre o argumento de Blade Runner. A ação se desenrola na obscura, caótica, empobrecida e contaminada grande metrópole californiana de Los Angeles no final de 2019 ou princípios de 2020, centro de poder de grandes multinacionais privadas que se converteram, substituindo o Estado, em donas e senhoras da vida (humanas ou humanoides), fazendas e tudo de tudo o que acontece... No início da década de 1980, quando o filme foi rodado, era um futuro distópico, ou utopia perversa (na época a correlação de forças econômicas e sociais globais era certamente diferente da de hoje). Hoje, é mais verossímil, menos distópico e em boa medida descritivo do mundo atual.

As ineficientes e hostis, embora muito lucrativas e onipotentes grandes multinacionais privadas já superam com folga a metade do PIB planetário e também o de muitas nações e também – em consequência – detém o poder real em grande parte deles. As chamadas democracias ocidentais e seus empobrecidos países satélites, sejam vassalos ou submetidos à ocupação e à guerra, como podemos constatar dia a dia.

Deixando de lado os avanços nos campos científicos e tecnológicos que se refletem o 2019 de Blade Runner, e é altamente improvável que os vejamos chegar na próxima décadas, esse mundo empobrecido cujos desígnios dirigem oligopólios privados dominados por um punhado de criminosos a partir de suas torres de cristal opaco (que este filme descreveu tão bem como ficção científica na época em que foi rodado) se parece muito ao mundo atual, nesta etapa de retrocessos sociais globais que teve início no final dos anos 80 e início dos 90 como acontecimentos históricos europeus de consequências nefastas para o planeta e para nossas gerações.

Certamente é por isso que Blade Runner não envelheceu com a passagem de praticamente três décadas desde sua estreia. Sem esquecer, claro, sua excelência desde o ponto de vista artístico, algo que não deixa de surpreender por mais que revisitemos esta obra prima... É por isso que, para terminar, deixamos uma pergunta no ar: por que já não se fazem filmes como este?

Serviço:
No original deste texto podem ser encontrados fotogramas de censas, fotografias de produção e outros recursos gráficos inéditos relacionados com Blade Runner

Fonte: ciudad-futura.net

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Imagem de inseto preso em resina vence concurso de fotografia científica


DA BBC BRASIL

A imagem de um inseto capturado por uma gota de resina foi a vencedora do concurso espanhol Fotciencia 2010, criado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas e pela Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia, na Espanha.

Fotciencia 2010/Pedro Ramos



Imagem de inseto preso em resina, captada por Pedro Ramos, vence concurso de fotografia científica na Espanha



Segundo o autor Pedro Ramos, a foto registra o início de um processo que dura milhões de anos e que tem uma importância fundamental para o conhecimento de alguns seres já extintos que tiveram seu DNA preservado pelo âmbar.

O objetivo do concurso é aproximar a ciência e a tecnologia dos cidadãos comuns através da visão artística e estética presente nas imagens científicas.

Qualquer pessoa maior de idade pode participar em duas categorias: Micro, quando a dimensão do objeto é menor ou igual a 1 mm ou a foto foi tirada com microscópio, ou Geral, para os demais casos

INDIANA

EM DUBAI

GALERIA

O BOM

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rogel Samuel: O SOL E O MAR





Voltamos ao Verão. Vem o verão. Volto ao início dos "Cantos" de Ezra Pound:

E pois com a nau no mar,
Assestamos a quilha contra as vagas
E frente ao mar divino içamos vela
No mastro sobre aquela nave escura,
Levamos as ovelhas a bordo e
Nossos corpos também no pranto aflito,
E ventos vindos pela popa nos
Impeliam adiante, velas cheias,
Por artifício de Circe,
A deusa benecomata.

Que é o mesmo mar de Camões, que diz:

Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteo são cortadas

Mas um poeta desconhecido de (quase) todos, Sebastião Norões, escreveu um soneto perfeito, exemplar, único, sobre o mar, o «Mar da memória»:

Eu quero é o meu mar, o mar azul.
Essa incógnita de anil que se destrança
em ânsias de infinito e me circunda
em grave tom de inquietude langue.
O mar de quando eu era, não agora.
Quando as retinas fixavam tredas
a incompreensível mole líquida e convulsa.
E o pensamento convidava longes,
delimitava imprevisíveis rumos
viagens de herói e de mancebo guapo.
Quando as distâncias fomentavam sonhos.
Rebenta em mim essa aspersão tamanha
que a imagem imatura concebeu
de quando o mar era meu, o mar azul.

No verão, o brilho intenso, os ares claros, as nuvens brancas. O outono, a primavera.
Quando jovem, eu morava perto do Arpoador. Tínhamos domingos de sol, de verão.
O sol está ficando forte, vem o verão, a vida, as canções. O brilho intenso do passado estandartiza, nos ares, as claras visões dos cânticos do outono. O verão é o mar, que se vai abrir para o amor. É quando se espera amar. E o mar, o mar azul, «essa incógnita de anil que se destrança / em ânsias de infinito e me circunda / em grave tom de inquietude langue».

Todo verão é assim, esqueço, me esqueço, penso que ainda sou muito jovem. Me lembro dos dias de verão de Copacabana e do Pier de Ipanema. Quem tem sonhos não morre. « O mar de quando eu era, não agora. / Quando as retinas fixavam tredas / a incompreensível mole líquida e convulsa. / E o pensamento convidava longes.»
O mar sempre convida longes. Sempre atravessa o horizonte. Delimitando «imprevisíveis rumos / viagens de herói e de mancebo guapo.»
Naquele tempo acampávamos em praias desertas, e em desertas praias amávamos.
Um dia, em Búzios, um grande e luxuoso barco ancorou na praia onde acampávamos na noite de Reveillon. À noite podíamos ver as mulheres elegantes, os garçons, as champanhas. Fogos de artifícios. Ao nascer do sol, alguns vieram num note menor até a praia. Algumas mulheres, de vestidos longos e brancos, jogaram-se no mar. Outras, completamente nuas. Era Era de 60, onde tudo era permitido. Nas « marítimas águas consagradas, / Que do gado de Próteo são cortadas. »
E «nossos corpos também no pranto aflito, / E ventos vindos pela popa nos / Impeliam adiante, velas cheias». Sim, sim. « Por artifício de Circe, / A deusa benecomata.»

Norões nasceu no dia 7 de março de 1915, em Humaitá, Rio Madeira, Amazonas. Estudou em Fortaleza, daí sua fixação no Mar. Aos 18 anos volta para Manaus, faz a Faculdade de Direito. Foi meu professor no Colégio Estadual. Foi Chefe de Polícia do Estado onde (dizem) protegeu Jorge Amado. Membro do Clube da Madrugada, da Academia Cearense de Letras. Era professor de Geografia.
A geografia do Mar.
Quando éramos jovens, Norões foi nosso professor e Mestre. Posso vê-lo, atrás das baforadas de cigarro. As lentes grossas. Norões impressionava, carismático, culto. Nunca pensei que faria sua “apresentação”, anos mais tarde. Há poucos anos escrevi um prefácio para a segunda edição de seu livro «Poesia Freqüentemente», de 1956. E é uma surpresa sempre que releio seu livro, sua poesia está mais viva ali, sua poesia é azul, lá onde o horizonte mergulha. E desponta.

O mar azul.

A FESTA VEM AÍ

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


“Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver. E seja a mudança que você quer ver no mundo.”

S. S. Dalai Lama

Meu Natal


Rogel Samuel

Não fui feliz na infância. Menino triste, doentio, solitário. Tive até poliomielite. Sou e estou muito melhor agora, na velhice. Nunca conheci a felicidade do que minha amiga X designa de “aconchego familiar”. Ela me atribuiu isso. Engano dela. Comecei a ser feliz quando, aos 18 anos, vim sozinho para o Rio de Janeiro. Mas gosto muito de Natal. (leia a continuação em:)


http://www.blocosonline.com.br/home/index.php

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

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NEW YORK TIMES

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The legendary architectural photographer Julius Shulman (1910-2009) once said, “Whether we recognize it or not, we all live in a world of architecture.” Shulman would have celebrated his 100th birthday on Oct. 10, and to mark the occasion, the Julius Shulman Institute — which was founded in 2005 at Woodbury University in Burbank, Calif. — will present “Image.Architecture.Now,” an exhibition and symposium that explore the intersections between architecture and photography.

Just as Shulman’s own distinctive vision defined his remarkable body of work, the exhibition’s curator, Audrey Landreth, believes that a photograph is defined by its photographer’s eye rather than by the building it depicts. The work of the 10 photographers that she selected for the show reveals just how many ways there are to capture architecture through the lens. Featuring both well-known names (James Welling, Catherine Opie) and emerging artists (Chris Mottalini, Victoria Sambunaris), “Image.Architecture.Now” showcases each photographer’s personal exploration of space and human experience, from the grand and glorious to the poignant and devastating.

“375 Lexington” by Jason Schmidt, a frequent contributor to T, frames a diminutive human figure against the monumental scale of Midtown Manhattan, while Sze Tsung Leong shows how history and progress coexist, often uncomfortably, in contemporary Chinese cities. Iwan Baan, who almost always includes people in his work and is best known for his lively images of Herzog and de Meuron’s National Stadium in Beijing, will receive the institute’s first annual Julius Shulman Photography Award. At an Oct. 9 symposium, several of the photographers will discuss their approaches with the architects whose work is their subject matter.

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“Hedonism is not just about all-night partying, it is the pursuit of pleasure in everyday life,” Fleur Britten tells me as we sip our herbal teas in the sun outside the hipster/gay hangout Dalston Superstore. As the editor of “A Hedonist’s Guide to London,” Britten has made it her job to know how to enjoy living in that city, and is taking me on a design tour of some of her favorite hangouts.

There is a new mood on the hedonist scene, away from shiny, overdesigned venues to something more appropriate for the times. You could call it “austerity chic,” but do not confuse it with cheap. Britten says that it mirrors fashion: “Purchasing a full catwalk look and outwardly spending lots of money is now considered vulgar and shows no inventiveness. In the same way, an interior that just looks expensive and like every other ‘trendy’ bar is just not good enough anymore. People enjoy spaces that show some personality and soul.” The shift means that aggressive design and unnecessary accouterments, like tricky lighting walls, are definitely out. The Met Bar is no longer the desirable place it once was, and the glossy Buddha Bar went bust in May, less than two years after it opened. Instead the look is deconstructed, un-glossed and a little bit messy. While the aesthetic may change from place to place, the components favor the use of salvaged and “preloved”materials.

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You could spend the last weekend before Christmas running all over Manhattan, hunting for the perfect gift, infecting yourself with decidophobia. Or you could let T do all the hard work. Here are three promising sources for those in need of last-minute gifts that combine value, intrigue and art.
The first stop, tucked away among the galleries in Chelsea, is the Poster Shop. It’s situated atop the rehabbed 19th-century fire station that houses the Matthew Marks Gallery. Inside the loftlike space, there’s an eclectic range of original posters, books and artworks. You can pick up an Inez van Lamsweerde original gallery show poster for a measly $30 — or, even better, a poster from a 2007 Nan Goldin show for $20. Posters or prints that are signed by the artist, like this one by Robert Adams, will set you back around $200.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

NO FAMOSO BLOG DO ROCHA


NOSSO "O AMANTE DAS AMAZONAS" GANHOU REFERÊNCIA

NO FAMOSO BLOG DO ROCHA, LEIA EM:
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2010/12/cidade-de-manaus-passado-presente-e.html

SBT cutuca monopólio da TV Globo



Por Altamiro Borges

Mentido numa grave crise, o Grupo Silvio Santos resolveu chutar o pau da barraca na disputa por mais espaço na televisão comercial. Nem vacilou em explicitar o racha na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), que é hegemonizada pela Rede Globo. Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (14), o SBT fez duras críticas ao PLC-116, projeto de lei que cria novas regras para a TV por assinatura.

Na sua avaliação, a iniciativa em tramitação no Congresso Nacional irá favorecer o monopólio global. Declarando pela primeira vez que "é contra a propriedade cruzada, contra a publicidade na TV paga, e é a favor da produção independente", a emissora de Silvio Santos firma sua oposição ao PLC. "Para estimular a competição e garantir a pluralidade da informação e dos conteúdos é necessário que existam mecanismos para o controle, de fato, da propriedade cruzada, especialmente para evitar formação de monopólios e/ou oligopólios".

Publicidade na TV a cabo

Contrapondo-se às ambições das Organizações Globo, a SBT afirma ainda que não deve ser permtida a veiculação de publicidade na TV a cabo, uma vez que o setor "já têm na assinatura e na venda de serviços fonte adequada de financiamento, reservando-se desta forma a publicidade para financiamento dos serviços de comunicação social". Para o SBT, este mecanismo privilegiaria a concorrente. Numa cutucada explícita, ele cita uma "TV aberta que sozinha abocanha 80% das verbas publicitárias do setor".

O SBT se coloca ainda favorável ao estabelecimento de cotas para exibição de canais e obras audiovisuais brasileiras nos serviços de TV paga e rejeita qualquer tipo de restrição à produção de conteúdo por parte das empresas de operação dos serviços de TV paga. "Para a emissora, qualquer pessoa física, ou jurídica, independentemente do setor em que atua, tem o direito de produzir, adquirir ou financiar conteúdos de qualquer natureza", diz a nota.

http://altamiroborges.blogspot.com/

CRIANÇA ESTENDE A MÃO PARA OS SOLDADOS NO AFEGANISTÃO

O HOMEM DO ANO

Alpha Phi Omega: OS ESTUDANTES TIRARAM A ROUPA EM PROTESTO

Plenos poderes


O Parlamento da Venezuela aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que concede ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, plenos poderes para governar por decreto durante um ano.

A lei habilitante foi aprovada por 157 votos a favor e 5 votos contra na primeira discussão na Assembleia Nacional. Agora o projeto segue para uma consulta pública e deve ser sancionada, sem dificuldades, na próxima quinta-feira.

A medida permitirá a Chávez legislar nas áreas de moradia, infra-estrutura, terras urbanas e rurais, economia, defesa e cooperação internacional. O Executivo argumenta que a medida busca acelerar decisões para enfrentar a crise ocasionada pelas fortes chuvas que assolam o país e que já deixaram um saldo de mais de 30 mortos e pelo menos 130 mil desabrigados.

"A situação continua sendo crítica e necessitamos atendê-la com um conjunto de leis", afirmou Chávez, nesta terça-feira, enquanto visitava um refúgio de desabrigados, acompanhado do presidente do Equador, Rafael Correa.

De acordo com o vice-presidente, Elias Jaua, "quase 40% do país foi afetado" pelas chuvas. "É muito grave o que aconteceu e a oposição tenta minimizar isso", acrescentou Jaua, logo depois de entregar o projeto de lei ao Parlamento, em Caracas.

Para a oposição, Chávez não precisaria de poderes especiais para atender a emergência e estaria utilizando esse argumento para incrementar o peso do Estado em outras áreas. "Isso é um engano para todo nosso povo", afirmou o governador opositor Capriles Radonski.

Para o deputado eleito Alfonso Marquina, a lei habilitante "é um ato ilegítimo que pretende continuar concentrando o poder na figura do presidente", afirmou Marquina à BBC.

Novo parlamento

Chávez ganha plenos poderes para governar a menos de um mês para a renovação do Parlamento. A partir de 5 de janeiro, a bancada chavista não contará mais com a maioria absoluta que lhe permitiu, durante cinco anos, aprovar com facilidade todas as reformas aplicadas neste período.

No ano que vem, o governo continuará contando com a maioria das 165 cadeiras no Congresso, porém, não poderá aprovar leis orgânicas sem o aval de parte dos 65 deputados opositores, eleitos

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Chuva de granizo surpreende


Fenômeno não muito frequente em Manaus ou mesmo no interior do Estado, a chuva de granizo surpreendeu moradores de algumas áreas da capital e do município de Itacoatiara. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) confirmam que em áreas isoladas de Manaus ocorreu chuva de granizo, especificamente aquelas situadas na orla do Rio Negro, na Zona Sul. Os ventos, de acordo com os dois órgãos, chegaram a 28kmh

Especialista em meteorologia, a chefe do 1º Distrito do Inmet, Lúcia Gularte diz que há dias a capital está encoberta por uma nuvem de 15km de espessura. Em seu interior a tempera é de -80 graus centígrados, onde a água evaporada se transforma em gelo. Quando há ocorrência de vários dias de calor, como aconteceu semana passada, durante uma chuva como a de hoje o cristal de gelo não consegue derreter antes de chegar ao chão.