sexta-feira, 21 de março de 2008

VLADIMIR SOLOVIEV


POEMA

VLADIMIR SOLOVIEV
(Moscou, 1853-1900)

Amada criança, você não vê
Que tudo que percebemos
Reflexo é, como uma sombra
Do invisível para nós?

Criança amada, não compreende você
Que da vida cotidiana o seu fracasso
É o deformado eco
Das triunfantes harmonias?

Amada criança, você não sente
Que o que importa nesta Terra
É aquilo que um coração diz a outro,
Sua mensagem silenciosa?

(Trad. Rogel Samuel)

Um comentário:

de Sousa disse...

Creio que o poema é muitíssimo bom.
Mas a tradução não consegue dar uma pálida imagem da sonoridade e do ritmo que seria necessário tentar transpor para a língua portuguesa. Mesmo assim, bem haja pela tentativa e pelo resultado!

Avelino de Sousa