quarta-feira, 4 de julho de 2012

LUA CHEIA



POSSÍVEL NOTURNO EM LÁ MENOR


L. RUAS


Ah!
Esta lua
Neste fim de rua.

Os homens se devoram
Mesmo sobre cadáveres
E ainda chorando a morte
Matam a própria vida.

Esta lua
Somente lua
Neste absolutamente
Fim de rua.

Para o fim da escura rua
Bêbedos passos caminham.
Minha sombra, minha dor,
Meu desengano também.

Ah!
Esta lua
Neste fim de rua.

2 comentários:

Unknown disse...

LINDO, Rogel!

Parece a Lua "sem" do poema de Jefferson. Quando não há eclipses, vênus . etc... só os poetas senyem a sensibilidade da lua sem.

Beijos

Mirze

ROGEL DE SOUZA SAMUEL disse...

OBRIGADO, AMIGA