quinta-feira, 12 de julho de 2012

‘Obama não vai me ajudar’, diz meio-irmão do presidente dos EUA

 

‘Obama não vai me ajudar’, diz meio-irmão do presidente dos EUA

Aos 30 anos, George Obama, que vive no Quênia, é tema de novo documentário

David Usborne
Do INDEPENDENT


George Obama, meio-irmão do presidente americano
Foto: Thomas Mukoya/Reuters

George Obama, meio-irmão do presidente americano Thomas Mukoya/Reuters
WASHINGTON — George Obama, 30 anos, meio-irmão do presidente Barack Obama - que há quatro anos morava em uma cabana em uma favela de Nairóbi, no Quênia - reconheceu em um novo documentário que ainda não recebeu qualquer ajuda material do homem mais poderoso do mundo. Mas, pelo menos aparentemente, não está ressentido. Em um clipe promocional do filme, o Obama africano é visto falando com o cineasta conservador Dinesh D'Souza em roupas bem passadas, no banco de um parque. George foi um dos poucos parentes do presidente que não compareceram à posse em Washignton.
- Acho que ele tem sua própria família - disse George ao cineasta, diretor do documentário “2016: América de Obama”, baseado em um livro do diretor que explora a trajetória do irmão do presidente.
Em um trailer comercial do filme, o diretor explica suas razões para o documentário: ele teria ficado intrigado ao ouvir as histórias sobre George em 2008, e, desde então, sentiu-se obrigado a segui-lo. O motivo real, no entanto, não é difícil de entender: envergonhar o presidente.
- Ele é particularmente interessante porque vive em escombros com poucos dólares por dia, enquanto seu irmão poderoso não levanta um dedo para ajudá-lo.
George - hoje co-autor de um livro sobre sua vida, ‘Homeland’ - no entanto, se recusa a criticar o irmão. Os dois têm o mesmo pai, que abandonou a mãe do democrata quando ele ainda era pequeno. Ele morreu em um acidente de carro quando George tinha apenas 6 meses.
- Eu sou um membro da família, mas sou antiquado. Eu me viro sozinho”, diz o jovem no filme.
George ficou conhecido em um episódio em 2009, quando foi preso por porte de maconha. O queniano e o presidente praticamente não têm contato, mas já foram apresentados. Na biografia “Sonhos sobre meu pai”, Barack Obama descreve que conhecer Geroge foi doloroso. Na viagem ao Quênia, o democrata conheceu diversos parentes pela primeira vez.

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