Este retardatário gosto de pureza, que me vem à boca do fundo coração, não sei se é tédio ou o sinal de alvoradas renascentes. Na areia branca onde a onda tenta apagar vestígios de pés e levar todas as conchas, me deixo à espera de outra vagas carregadas de conchas ou de passos que tatuem novas marcas na epiderme do coração. Pobre coração marinheiro, tão marcado, de que canto obscuro desenterras imprevistamente esta harpa cheia de algas e de sons submersos?
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