Vários presidentes de países da região viajaram para Caracas para participar na cimeira antecedida por uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros das 33 nações que farão parte do novo bloco regional.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu ontem que a Celac deixará para trás a "velha e desgastada" Organização de Estados Americanos (OEA). Em declarações aos jornalistas, o presidente venezuelano referiu ainda que tem "grandes expetativas" sobre a cimeira que hoje marca o arranque oficial do organismo.
Organismo "falhado" e "manipulado pelos EUA"
O presidente venezuelano refere ainda que a Celac poderá tornar-se uma arma de integração política, económica e social, garantindo que se trata de um projeto independente da ideologia dos governos dos países que o integram.
"À medida que passarem os anos, a Celac vai deixar para trás a velha e desgastada OEA", sublinha Hugo Chávez, que acrescenta: "É a união política e geopolítica e sobre essa união construiremos um grande pólo".
EUA e Canadá excluídos
Em dezembro de 2008 vários países deram os primeiros passos para constituir a Celac, durante a Cimeira da América Latina e Caraíbas (Calc) sobre Integração e Desenvolvimento, levada a cabo sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá.
Em 2009, os ministros dos Negócios Estrangeiros que participaram na Calc aprovaram, na Jamaica, um plano de ação para fortalecer a cooperação regional.
Durante a Cimeira da Unidade da América Latina e Caraíbas, realizada o ano passado no México, os presidentes participantes decidiram criar a Celac com o propósito de impulsionar uma agenda de integração que conservasse o património da Calc, marcando para junho de 2011 um encontro em Caracas, que não foi possível realizar devido a problemas de saúde de Hugo Chávez.


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