Cheia leva caldeira da Madeira-Mamoré
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O rio Madeira está sinalizando uma grande cheia neste ano e a Defesa Civil está em alerta para a ocorrência de uma grande enchente que já está atingindo os bairros mais baixos da cidade. Na praça da ferrovia, a expectativa é grande com a possibilidade do rio invadir o complexo. Funcionário da extinta Enaro, Cláudio Cassiano da Silva trabalha há 20 anos na praça e mora nas proximidades. Ele conta que na década de 1990 acompanhou uma grande enchente que chegou até os galpões da ferrovia. “Mas a nossa maior preocupação é com o desbarrancamento, que aumentou com a construção da hidrelétrica de Santo Antônio”, considera.
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Obra de estabilização deve acontecer
A prefeitura de Porto Velho já anunciou uma obra de estabilização do barranco e pediu o apoio da Santo Antônio Energia. A empresa nega a influência do empreendimento. De acordo com Mônica Oliveira, chefe da Divisão Técnica da superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Ministério Público Estadual está fazendo um estudo para verificar se as operações da hidrelétrica estão influenciando na desestabilização do barranco.
No início do ano, cedeu uma parte do aterro da ferrovia, na altura do quilômetro 2,5, deixando o trilho suspenso. O aterro cedeu com a pressão da água de um igarapé porque o lixo fechou a saída da água para o Madeira. O aumento da cota também ajudou a reduzir o escoamento do igarapé e o buraco que era pequeno se transformou em uma grande cratera. A prefeitura fez um trabalho paliativo e a limpeza do igarapé, mas para fazer um serviço definitivo terá que esperar a vazante do rio.
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